Mostrar mensagens com a etiqueta exportações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta exportações. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de março de 2013

Comércio China/África aumentou quase vinte vezes nos últimos doze anos

O comércio entre a China e o continente africano aumentou cerca de vinte vezes nos últimos doze anos, somando quase 200 mil milhões de dólares (154.670 milhões de euros) em 2012, revelou hoje a imprensa oficial.

Num artigo sobre as relações sino-africanas, o jornal China Daily realça que desde 2009, a China é o maior parceiro comercial de África e que o seu investimento no continente tem aumentado também acentuadamente.

Em abril passado, o investimento chinês em África somava 15.300 milhões de dólares (11.830 milhões de euros), "contra quase nada há uma década", disse o jornal citando um vice-ministro dos Negócios estrangeiros, Zhai Jun.

Quanto ao comércio bilateral, os números oficiais chineses indicam uma subida de 10 mil milhões de dólares (7.740 milhões de euros) em 2000 para quase 200 mil milhões de dólares (154.670 milhões de euros) em 2012.

Exportações travam maior queda da actividade económica

O indicador de investimento quebrou um novo mínimo histórico em Janeiro. Ainda assim, o indicador de clima económico recuperou de forma “ténue”, assim como o indicador de actividade económica. INE explica que tal se deveu à recuperação das exportações.

Os mais recentes dados qualitativos apurados pelo Instituto nacional de Estatística (INE) com base em inquéritos levaram a uma recuperação “ténue” do indicador de clima económico em Janeiro e Fevereiro, embora não se afastando do mínimo da série, que foi atingido em Dezembro último.

O INE revela ainda que o indicador de actividade económica, disponível até Janeiro, registou reduções menos expressivas nos últimos cinco meses. Estas melhorias marginais deveram-se expectativas mais positivas em torno do comportamento das exportações, já que consumo e investimento acentuaram a trajectória de queda, tendo no último caso sido quebrado um novo mínimo histórico em Janeiro.

“O indicador de consumo privado apresentou uma diminuição homóloga ligeiramente mais intensa em Janeiro, reflectindo o contributo negativo mais significativo do consumo corrente”, refere o INE, na sua síntese económica de conjuntura. Também o indicador de investimento “diminuiu de forma mais acentuada em Janeiro, atingindo o mínimo histórico da série, em resultado da evolução negativa mais expressiva da componente de construção”.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Exportações de conservas registaram um aumento no ano passado

Portugal exportou 185 milhões de euros de conservas em 2012, o que representa um aumento de 14,61% em relação a 2011. 

Os dados agora divulgados pelo Governo, através da Datapescas, revelam uma melhoria de 2,5% do saldo da balança comercial, a qual, pela primeira vez, resulta do efeito conjugado da diminuição das importações e do aumento das exportações.

A aposta na renovação e inovação no setor das conservas justifica a recente inauguração de duas novas unidades fabris, com um investimento de dez milhões de euros, e a aprovação de financiamento público a uma nova unidade fabril no Norte de Portugal, com um investimento de 12 milhões de euros.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Crise chega às exportações

O sector exportador português está a atravessar a pior fase desde o início da crise do euro em 2010. Apesar de ter resistido relativamente bem ao rebentar da crise europeia e à intervenção externa de Portugal, a realidade é que as exportações nacionais estão a começar a sofrer os efeitos da não resolução destas duas crises, que duram há mais de dois anos. E o único motor da economia que ainda funcionava ameaça assim estar a ‘gripar’.

O abrandamento nos mercados espanhol e alemão está a anular o sucesso das vendas extra-comunitárias, o crédito malparado triplicou no sector e o número de empresas exportadoras que já não pagam à banca quase duplicou desde Janeiro.

A confiança dos agentes do sector mostra ainda que 2013 poderá não ser o que o Governo espera. As empresas antecipam menos encomendas e menos negócio nos próximos meses.

Um regresso de férias difícil

O abrandamento do sector, que nos últimos dois anos ainda trazia algumas ‘boas notícias’ a Portugal, tem vindo a evidenciar-se desde o início do ano, mas após o Verão a situação degradou-se, rapidamente.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), as exportações subiram somente 1,7% no terceiro trimestre deste ano face a um ano antes. Este foi, aliás, o crescimento trimestral mais fraco desde o início de 2010, sendo também metade do verificado nos três meses anteriores (3,7%) e um quarto da média dos últimos três anos (7,6%).

Se a venda de bens para o exterior ainda se ‘aguenta’ em terreno positivo (subida de 2,4% no 3º trimestre de 2012), as exportações de serviços estão, desde Março, em terreno negativo (ver gráficos). E os serviços representam 30% das exportações totais em Portugal.

A travagem deve-se, sobretudo, à menor procura de países como a Espanha e a Alemanha, que quase anularam o ‘sucesso’ que as empresas nacionais têm tido junto dos clientes fora da Zona Euro.

Entre Janeiro e Setembro, as vendas para Angola e EUA subiram acima de 30%, enquanto as destinadas à China mais do que duplicaram (mais 147%) face ao período homólogo, adianta o INE.

O problema é que os mercados espanhol e alemão representam 35% do total de exportações portuguesas, um valor muito superior ao total do mercado extra-comunitário (peso de 28%): a China tem um peso de apenas 1,8% e Angola pouco mais de 6%.

As vendas para Espanha recuaram 4,6% e para a Alemanha 1,8%, nos primeiros nove meses do ano, eclipsando quase 700 milhões de euros em vendas, cerca de metade dos ganhos alcançados no mesmo período em Angola, EUA e China (cerca de 1,4 mil milhões), por exemplo.

Mas além da desaceleração nos principais compradores, as empresas exportadoras enfrentam, nos últimos meses, um fenómeno que costumava ser pouco relevante no sector: restrição de financiamento e dificuldades em pagar os compromissos à banca.

Exportadoras endividadas

A explosão do crédito malparado é um fenómeno que, apesar de não ter ainda a dimensão de outros sectores da economia – como a construção e o mercado imobiliário –, registou nos últimos meses uma evolução preocupante.

Segundo os dados mais recentes do Banco de Portugal, a percentagem de crédito malparado no crédito total das empresas exportadoras junto da banca quase triplicou entre Janeiro e Outubro, subindo de 1,7% para 4,6%. Só entre Setembro e Outubro, este indicador subiu quase 50%. Hoje, em cada 100 exportadoras 15 já não conseguem pagar a totalidade das suas dívidas ao sector financeiro. O crédito concedido ao sector também tem estado em queda, ainda que ligeira (menos 3% entre Janeiro e Setembro).

Mas o pior ainda poderá estar para vir, na medida em que a crise do euro continua a penalizar a região para onde são escoados mais de 70% dos produtos portugueses vendidos ao exterior.

O pessimismo dos empresários é já notório. Segundo dados do INE, os indicadores avançados para o volume de negócios e para as novas encomendas das empresas exportadoras – que mostram as expectativas para os próximos seis meses – tocaram novos mínimos de três anos em Outubro, sinalizando que os empresários estão cada vez pessimistas quanto ao final deste ano e a 2013.

Governo ainda optimista

As perspectivas macroeconómicas também não ajudam. A Zona Euro estará estagnada em 2013, enquanto Espanha e Itália vão estar sob forte austeridade e debaixo de uma recessão. Só no país vizinho – e de acordo com as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Comissão Europeia – a recessão será mais profunda que em Portugal. Alemanha e França terão uma expansão discreta com o seu Produto Interno Bruto (PIB) a subir cerca de 0,5%.

O Governo espera que as exportações cresçam 3,6% em 2013, uma performance ainda assim abaixo do estimado para este ano (4,3%) e que já denota a travagem nos mercados europeus. Ainda assim, as previsões de Lisboa são mais optimistas do que as avançadas por Bruxelas (crescimento das exportações de 2,7%) e pelo FMI (3,5%).

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Portugal quer melhorar relações com Angola


O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros disse hoje à Lusa que Portugal fará tudo para melhorar ainda mais as relações com Angola.

Paulo Portas disse à Lusa que o “Governo português fará tudo o que está ao seu alcance para melhorar ainda mais as relações com Angola e não deixar que nada as prejudique”.

Para Paulo Portas, o relacionamento entre os dois países atingiu “níveis de excelência” que o Governo Português, diz o ministro dos Negócios Estrangeiros, “está empenhado” em preservar e desenvolver.

“Entre os exemplos deste relacionamento estão o facto de cerca de 120 mil portugueses trabalharem hoje em dia em Angola e cerca de oito mil empresas portuguesas exportarem para Angola, que se tornou no mercado não europeu para a nossa economia”, disse ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros.

“Ao mesmo tempo”, acrescentou Paulo Portas, “inúmeros interesses e investimentos angolanos fizeram o seu caminho e ganharam um espaço muito relevante em Portugal. Como é evidente, tudo isto é tão importante para os dois países que o Governo português fará tudo o que está ao seu alcance para melhorar ainda mais as relações com Angola e não deixar que nada as prejudique”.

Para o ministro, as relações entre Angola e Portugal são, e vão continuar a ser, uma “prioridade da máxima importância da política externa portuguesa” e sublinhou que o “Governo constituído depois das recentes eleições” é, para Portugal, “uma garantia de amizade entre os dois estados e de cooperação entre os dois povos”.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

CIP preocupada com perda de "vitalidade" no comércio com a Alemanha

Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) recorda que Alemanha tem perdido peso no comércio externo português.

O vice-presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), João Gomes Esteves, considera que as relações económicas entre Portugal e Alemanha estão "a perder alguma vitalidade", lembrando que o mercado alemão tem vindo "a perder peso no comércio externo português", o que é motivo de "preocupação". 

A CIP sublinha a importância de "políticas viradas para o crescimento", uma vez que só austeridade poderá significar o "insucesso " do programa de ajustamento e "um desperdício" do esforço já feito por Portugal.

Nesse sentido, Gomes Esteves considera também crucial que a redução dos desequilíbrios externos na Europa se façam "não só do lado dos países que têm défice, mas também do lado dos que têm excedente".

E, para que seja possível "conciliar a consolidação orçamental com políticas de apoio às empresas", é necessário também "uma profunda reflexão do programa de ajustamento". 

Para que Portugal consiga sair da crise, sublinhou o vice-presidente da CIP, é também necessária maior "solidariedade" e "determinação" da Europa a resolver a crise da zona euro. "As soluções que precisamos não requerem ideias extremas, requerem um plano estruturado", frisou.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Greves nos portos travam exportações

As exportações portuguesas continuam a crescer, mas foram penalizadas pelas greves que, desde Setembro, têm vindo a afectar a actividade portuária - agora reduzidas aos portos de Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz. Por isso, em Setembro, as exportações registam uma quebra de 6,5% quando comparadas com dados de igual mês de 2011.

Mesmo assim, o Instituto Nacional de Estatística (INE) diz que as exportações de bens aumentaram 7,7% de Janeiro a Setembro, em termos homólogos. Atendendo ao impacto das greves realizadas em Setembro, no terceiro trimestre deste ano o aumento das exportações já foi inferior, com uma variação de 4,5% face ao período homólogo do ano passado. Contudo, em valor, nos meses de Julho, Agosto e Setembro, Portugal exportou mais €477 milhões do que no mesmo período do ano passado.

No acumulado dos primeiros nove meses deste ano, isto é, de Janeiro a Setembro de 2012, as exportações de bens aumentaram 7,7% face aos primeiros nove meses do ano passado, tendo as empresas portuguesas exportado mais €2.4 mil milhões de bens neste período do que em igual período de 2011.
Balança comercial melhora 

Também relativamente ao acumulado do ano, as importações registam uma tendência de quebra, verificando-se um desagravamento no saldo da balança comercial de bens no montante de €4.7 mil milhões.

Considerando o mês de Setembro de forma isolada, em que as exportações sofreram o efeito da greve dos portos, mesmo apesar das exportações terem diminuído 6,5% face a Setembro de 2011, estas aumentaram 6,5% face a Agosto deste ano, o que significa que Portugal exportou mais €217 milhões em Setembro do que em Agosto de 2012.

Com o efeito da greve nos portos, de Agosto para Setembro de 2012, apesar de um comportamento positivo no montante total exportado, regista-se uma quebra nas exportações para os mercados extra comunitários, na ordem dos 17,0%.

De acordo com o INE, "para esta quebra contribuiu a paralisação dos portos nacionais, dado que as exportações para os Países Terceiros se processam sobretudo por via marítima".
AICEP critica greves portuárias 

O presidente da AICEP, Pedro Reis diz que "é fundamental que a espinha dorsal da nossa logística exportadora que são os portos funcione em pleno para que Portugal possa prosseguir o esforço nacional de diversificação de mercados".

Pedro Reis refere que "o abrandamento das nossas exportações para os mercados comunitários terá que ser compensado pelo crescimento das exportações para os mercados extra comunitários, e essa agenda tem que ser uma prioridade verdadeiramente nacional, o que exige um compromisso sério e empenhado por parte de todos os operadores económicos, sem excepção, pois só assim as nossas empresas podem continuar a exportar, como é vital para Portugal".

Apesar deste decréscimo no comércio extra comunitário no mês de Setembro, verifica-se no acumulado do ano um aumento de 23,3% nas trocas comerciais de Portugal com os países fora da União Europeia.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Investimento de empresas recua 20 anos

O terceiro ano consecutivo de recessão e de intervenção da troika vai colocar a economia portuguesa e o consumo privado a níveis de 2005 e fazer o investimento recuar quase 20 anos. Estas são algumas das consequências do maior plano de austeridade aplicado na história da democracia portuguesa, inscrito no Orçamento do Estado de 2013 (OE-2013).

Mesmo com uma contenção orçamental de 5,3 mil milhões de euros, financiada em 80% através de impostos que irão diminuir significativamente o orçamento das famílias, o Governo decidiu manter as previsões macro-económicas para 2013.

Segundo o OE-2013, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá contrair-se 1% no próximo ano, ou seja, um terço do verificado em 2012. Isto apesar de o consumo privado cair 2,2%, o desemprego atingir um máximo de 16,4% e as exportações subirem 3,4% – um ritmo, recorde-se, 30% inferior ao verificado em 2012.

Só entre 2011 e 2013, o PIB português terá contraído 6%, o consumo das famílias 12% e o investimento das empresas 30%. Esta fuga de recursos da economia deverá fazer Portugal regressar, no próximo ano, a níveis de 2005 e o investimento para valores de 1995. Em relação ao período pré-crise do euro, a economia viu eclipsar-se 15 mil milhões de euros em consumo e nove mil milhões de euros em investimento empresarial.

A inexistência de investimento sinaliza que as empresas não deverão fazer contratações, agravando o desemprego, e que a diminuição das importações está a ser feita por menos consumo e não por substituição – ou seja, por as empresas em Portugal produzirem produtos que antes o país importava.

Mas as estimativas do Governo poderão ser demasiado optimistas.

Troika pede mais cortes na despesa

O problema reside nas suas duas ‘estrelas’ para 2013: as exportações e as receitas de IRS. O abrandamento das vendas ao exterior está confirmado, mas poderá ser superior. Espanha, França e Itália (responsáveis por 40% das exportações) estão sob ameaça de resgate (Espanha) ou vão avançar com forte austeridade em 2013, o que reduzirá a procura de produtos portugueses.

A boa performance dos mercados extra-comunitários (Angola por exemplo) deverá manter-se, mas o seu peso continua marginal nas trocas comerciais: os cinco maiores mercados de Portugal fora do espaço europeu (Angola, Brasil, EUA, China e Marrocos) representam apenas 15% das exportações totais.

Mas um dos principais avisos de que as estimativas macro-económicas para 2013 são optimistas vem da própria troika. Nos relatórios da quinta avaliação a Portugal, lê-se que a mudança de direcção na política de ajustamento orçamental, com um foco quase exclusivo nos impostos, poderá resultar numa receita fiscal abaixo do esperado (prevê-se que a receita de IRS aumente 30%). E acrescenta-se: «O impacto adverso da política fiscal no crescimento poderá ser superior ao estimado». Os credores externos pedem assim ‘um plano B’ para evitar «surpresas negativas», como sucedeu com o IVA este ano. O plano deverá incluir várias medidas, «sobretudo do lado da despesa» para compensar eventuais derrapagens.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

"Nunca Portugal precisou tanto da iniciativa privada"

Cavaco Silva convidou hoje os empresários nacionais a "porem de lado os egoísmos empresariais", apostando numa maior cooperação.

"Nunca Portugal precisou tanto da iniciativa privada, dos empresários portugueses, dos gestores das empresas portuguesas", afirmou Cavaco Silva em Madrid, frisando que as empresas devem favorecer a cooperação.

"Precisamos verdadeiramente que os motores da nossa economia, exportação, investimento, turismo, sejam accionados de forma dinâmica pelos empresários portugueses", disse.

Cavaco Silva falava num pequeno-almoço com os empresários portugueses que hoje participam, no Palácio de El Pardo, nos arredores de Madrid, na oitava reunião da COTEC - Associação Empresarial para a Inovação, dedicado à inovação e às pequenas e médias empresas.

O chefe de Estado considerou que os empresários portugueses devem estar "atentos às infra-estruturas e aos talentos dos jovens", para assim poderem fazer um "progresso no domínio da inovação.

Por isso, apelou, os empresários devem aproveitar o facto de Portugal ser hoje um país "dotado de um sistema científico com boas infra-estruturas, no domínio da nanotecnologia, da tecnologia de informação, da energia, ou da biotecnologia".

Ainda que se tenha avançado na aproximação entre empresas e universidades e laboratórios, Cavaco Silva considera que "ainda se está longe do que seria desejável" e que ainda se pode avançar também na cooperação entre empresas, especialmente no papel de apoio das grandes às pequenas e médias empresas (PME).

"Estudos revelam que o sucesso da inovação é maior quando existe cooperação a todos os níveis, incluindo entre empresas. Essa cooperação contribui também para a partilha de riscos e pode facilitar as apostas de investimento", disse.

Nesse quadro, afirmou o chefe de Estado, pode até ser possível, apesar da conjuntura actual, "antecipar algumas decisões de investimento, o que não deixaria de ser positivo para o país, principalmente tendo em conta a produção de bens transaccionáveis".

O Presidente alertou ainda para o facto de a capacidade produtiva instalada "poder não ter condições para responder a pedidos de novos clientes ou satisfazer as ambições de empresários portugueses que querem penetrar em novos mercados".

"Por isso é altura de pensar cuidadosamente na realização de investimento, especialmente no domínio dos bens transaccionáveis", afirmou.

Destacando a elevada presença de empresários portugueses no encontro de Madrid, Cavaco Silva sublinhou que, hoje como nunca, o sector empresarial é "crucial para que Portugal consiga encontrar um caminho de recuperação económica".

"Tomam decisões de investimento, produzem os bens transaccionáveis que são exportados ou substituem as importações. São os empresários que contratam trabalhadores, que arriscam e procuram dar um contributo decisivo para que Portugal volte a trajectórias de crescimento económico e de criação de emprego que todos desejamos", sublinhou.

"E é sabido que, nos tempos que correm, o sucesso das empresas está cada vez mais ligado à transformação do conhecimento e das tecnologias em mais produtividade e mais competitividade", disse.

Cavaco Silva reiterou a mensagem de que a inovação "é um factor decisivo para a produtividade, para a competitividade das empresas e, consequentemente, para o desenvolvimento económico do país".

"Estas são metas cruciais para o país e nós contamos com apoio e o envolvimento ativo dos empresários para que as possamos alcançar", disse.

Finalmente, às grandes empresas, já internacionalizadas, Cavaco Silva apelou à sua "interacção com as PME inovadoras", ajudando-as na sua própria internacionalização.

"Nos tempos que correm não é nada fácil às empresas encontrarem meios financeiros disponíveis para apostar na inovação. Daí a importância do apoio púbico à inovação e também o aproveitamento eficaz dos apoios europeus à inovação", sublinhou.

Finalmente, e por estar em Espanha, Cavaco Silva deixou ainda uma mensagem de estímulo à exportação para este mercado, principal destino das exportações nacionais - 4.000 empresas e 22% do total.

Para isso, defendeu mais cooperação com empresários espanhóis e um "esforço adicional" dos empresários e empresas portuguesas.A comitiva presidencial desloca-se agora para o Palácio de El Pardo, nos arredores da capital espanhola, onde Cavaco Silva presidirá, com o rei espanhol Juan Carlos e o presidente italiano Giorgio Napolitano, à reunião da COTEC.

O encontro é dedicado ao debate sobre o papel da inovação das PME e conta com a intervenção de empresários e responsáveis dos três países e ainda da União Europeia.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Exportações crescem 6,8% em Julho

As exportações portuguesas de bens cresceram 6,8% em Julho relativamente ao mesmo mês do ano anterior.

Já as importações caíram 6,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

No caso das importações, trata-se do sexto mês consecutivo em que as importações de mercadorias caem. Aliás, no último ano, só em dois meses é que as importações tiveram variações homólogas positivas.

Os dados sobre o comércio internacional do INE revelam ainda que, no trimestre terminado em Julho, as exportações cresceram 8,5%, enquanto as importações diminuíram 6,5%.

Estas variações dos dois fluxos significam que a taxa de cobertura 
(percentagem das importações "paga" pelas exportações) subiu para 85,7% no trimestre de Maio a Julho deste ano - bem acima dos 74% que se verificavam no mesmo trimestre de 2011.

A taxa de cobertura é idêntica tanto para o comércio comunitário como extracomunitário. No entanto, considerando a balança comercial com o resto do mundo excluindo produtos energéticos, Portugal regista mesmo um excedente significativo: a taxa de cobertura sem contar com combustíveis chega aos 158,4%.

Estes números hoje divulgados pelo INE são nominais (isto é, não estão corrigidos da inflação ou de efeitos cambiais). Estes valores também dizem respeito apenas às exportações de bens, e não incluem serviços.

As exportações totais e em volume cresceram 4,3% no segundo trimestre de 2012, segundo dados divulgados pelo INE na semana passada.

O contributo do comércio internacional é considerado vital pelo
Governo para o crescimento da economia nos próximos anos. Para 2012, o Executivo espera que as exportações portuguesas de bens e serviços cresçam 3,4% (em volume, não em termos nominais).

terça-feira, 31 de julho de 2012

Exportações de têxtil para Espanha crescem

As exportações de têxtil para Espanha aumentaram no último trimestre: a crise no país vizinho está a contribuir para este efeito. Os empresários espanhóis estão a perder capacidade para importar matéria-prima dos países do extremo oriente.

Só nos últimos três meses, as exportações têxteis para Espanha aumentaram 5,6%, atingindo os 525 milhões de euros.

A resposta é simples: os empresários espanhóis procuram em Portugal o que antes compravam no extremo oriente e norte de África, sobretudo matérias-primas, t-shirts e camisolas interiores.

A têxtil Fernando Valente foi das empresas que mais beneficiou com esta alteração no mercado espanhol. A instabilidade que se viveu em países como a Tunísia e o Egito e a incapacidade para grandes encomendas tornou o produto português mais atraente.

Apesar do aumento de vendas para Espanha, as exportações têxteis sofreram uma ligeira quebra até maio deste ano. Ainda assim, o volume de transações previsto para este ano deverá ser superior a 4 mil milhões de euros, o mesmo valor do ano passado.

terça-feira, 17 de julho de 2012

FMI admite abrandamento da austeridade em Portugal já este ano



Responsável do Fundo Monetário Internacional considera que a performance da execução orçamental e o elevado desemprego implicam cuidados adicionais.


O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional em Portugal, Abebe Selassie, admite que a austeridade pode ter que abrandar ainda este ano no país se continuarem os problemas de execução orçamental, sobretudo devido à fraca receita.

Em entrevista ao boletim interno do Fundo Monetário Internacional, Selassie refere que o desempenho orçamental com as exportações está a gerar menos impostos que a procura interna, o que implica eventualmente uma menor dose de ajustamento este ano. O desemprego também é mais elevado do que o previsto no programa, refere Selassie.

O abrandamento da actividade económica na Zona Euro "não tem ajudado Portugal de todo" e tem sido mais penalizador do desempenho ao abrigo do programa de ajuda externa do que se esperava há "um ano, um ano e meio", prossegue.

Ainda assim, "o que os portugueses têm conseguido fazer" nestas condições é "credível", em particular o desempenho do sector exportador.

Na entrevista, que acompanha um relatório mais extenso sobre Portugal, Abebe Selassie considera que os mercados começam a aceitar a ideia do sucesso do programa de ajuda a Portugal ao diminuir os “spreads” dos títulos da dívida pública.

O chefe de missão do Fundo Monetário Internacional em Portugal afirmou também que o regresso do país aos mercados financeiros em 2013 é "credível", mas vai depender do ambiente externo enfrentado pela economia portuguesa.

"Temos que ver como as coisas evoluem nos próximos meses. Na base do que vimos até agora, a proposta de regressar [aos mercados em 2013] é credível", considera Abebe Selassie.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Patrões pedem a Gaspar para flexibilizar acordo da ‘troika’

Parceiros patronais reúnem com Gaspar antes da vinda da ‘troika’.


Os presidentes das confederações do comércio e da indústria vão pedir ao ministro das Finanças a redução no pagamento de juros do empréstimo de 78 mil milhões de euros contraído no âmbito da assistência financeira a Portugal. A proposta de flexibilização do resgate incide ainda nos prazos das metas do défice e será dirigida a Vítor Gaspar na próxima reunião com os parceiros patronais, antes da vinda da ‘troika' para a quinta avaliação. No encontro, serão discutidas medidas para a competitividade das empresas e relançamento da economia.

O apelo dos patrões surge depois do FMI ter deixado a porta aberta em reuniões bilaterais que realizou, em Junho, com alguns dos parceiros patronais para uma eventual poupança com juros.

"Os parceiros patronais têm reuniões programadas, ainda não agendadas, com o ministro das Finanças, antes da vinda da ‘troika' no final de Agosto. Pretendemos apresentar algumas medidas que visem facilitar o programa de ajustamento, nomeadamente o alargamento de prazos e a redução dos juros do empréstimo a Portugal", avançou ao Diário Económico António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP). Este responsável manifesta o desejo de consenso de todos patrões numLconjunto de medidas para estimular a competitividade e o relançamento da economia e também para a flexibilzação do acordo.

António Saraiva recusa confirmar a disponibilidade da ‘troika' para uma redução dos juros pagos pelo empréstimo, justificando que "a CIP não divulga os pormenores destas reuniões". Mas diz que esta é uma hipótese que veria "com bons olhos, pois aliviaria o esforço do Governo, permitindo uma folga ao serviço da economia e das empresas".

Também João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) é peremptório: "Em todos os contactos com o Governo, estaremos dispostos a defender condições mais aliviadas para cumprir os objectivos".

Para a CCP é altura de recuperar o atraso nas medidas viradas para o crescimento. Vieira Lopes diz mesmo que o modelo que está a ser seguido está errado. "A destruição do tecido económico não consegue ser compensada pelo aumento de exportações, que quanto muito garantirá mais 150 mil empregos", defende, reafirmando a necessidade de aliviar a carga fiscal das empresas e perda de rendimentos dos portugueses.

Já António Saraiva deixa o alerta: "Se isto é uma maratona, dêem-nos, pelo menos, algumas vitaminas para podermos chegar ao fim do caminho, sob pena de sucumbirmos". O presidente da CIP recorda que, em 2011, o Governo garantiu uma poupança de cerca de 500 milhões de euros (prevista do Rectificativo deste ano), após a redução dos juros dos empréstimos bilaterais a Portugal. "Há aqui uma estrada para ser feita, que conjugada com a redefinição dos prazos dá mais espaço para a economia e as pessoas respirarem", afirma o líder da CIP, alertando, uma vez mais, para a necessidade "urgente" de financiamento das empresas.

Pedra portuguesa quer "conquistar" mercados internacionais

Objectivo do sector é crescer na ordem dos 5% até 2015.


O congresso Global Stone arranca, esta segunda-feira, em Borba e conta com a presença de quase duas dezenas de países. Numa altura em que as exportações são o motor da economia, este sector aposta na internacionalização.

A pedra natural portuguesa tem características únicas e o sector é responsável por 1,5% das exportações do país. Portugal está bem colocado no panorama mundial, mas é preciso ir ainda mais longe, defende Filipe Palma, presidente do congresso Global Stone.

“Apesar da crise mundial, apesar do nosso mercado europeu ter diminuído, estamos a crescer em termos de exportação para mercados como a China, os Estados Unidos ou o Brasil. Este é outro caminho, é um projecto âncora, ou seja, a internacionalização através da modernização, da inovação e da melhoria da competitividade”, revelou àRenascença.

O sector, que se distingue nos mercados internacionais pela qualidade, mas também pelo avanço tecnológico das empresas, ambiciona um crescimento nos próximos anos. “Queremos, mesmo com as dificuldades existentes e que não se ultrapassam de um dia para o outro, que ao nível das exportações o peso da pedra natural possa ser cerca de 5%, até 2015”, disse Filipe Palma.

Neste congresso internacional, que decorre no Alentejo, participam 16 países. Está prevista a presença do primeiro-ministro na abertura do evento.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Portas: "No século XXI, navegar é ser empreendedor"

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, enalteceu hoje os sucessos alcançados fora do país por uma nova geração de empresários, afirmando que "no século XXI, navegar é ser empreendedor".

"Emigrar por tristeza com o nosso país, acho que não seria um bom sinal, mas internacionalizar, para poder fazer um negócio, um doutoramento, casar ou fazer durante algum tempo um projecto de vida, isso abre a cabeça às pessoas e é extraordinariamente útil para Portugal", disse Paulo Portas em Xangai.

Paulo Portas falava no final de um almoço no "Scioko", um restaurante aberto há duas semanas por quatro jovens portugueses num novo parque tecnológico de Xangai e que pretende "reinventar o fast-food" através do cachorro, um petisco ainda exótico na China.

A visita ao restaurante, que não fazia parte do programa inicial, foi decidida depois do ministro português ter chegado a Xangai, no sábado à noite.

"Pedi para vir aqui porque acho que os portugueses precisam de conhecer estas histórias cheias de esforço, de mérito e bem sucedidas de jovens que conseguem triunfar em circunstâncias difíceis", disse Paulo Portas.

Estes sucessos são, segundo o ministro, "um banho de auto-estima nacional por Portugal" e "um exemplo absolutamente extraordinário do que os portugueses no exterior são capazes de fazer".

Em declarações aos jornalistas no local, o chefe da diplomacia portuguesa reafirmou o que dissera antes na abertura do seminário "Caminhos da Exportações", com centenas de empresários dos dois países: "Portugal tem uma relação especial com a China".

"Temos aqui uma enorme reputação histórica. Se aliarmos a isso o vanguardismo económico somos muito bem recebidos e temos um enorme potencial à nossa frente", acrescentou.

Depois da visita àquele restaurante, Paulo Portas esteve no Centro de Investigação da Huawei, uma das maiores multinacionais chinesas, fabricante de equipamentos de telecomunicações, que abriu este ano em Lisboa um centro tecnológico.

O ministro português partiu a meio da tarde (hora local) para Pequim, onde na terça-feira vai encontrar-se como o homólogo chinês, Yang Jiechi.

É a primeira visita à China de um ministro do actual Governo português, acompanhado por mais de cinquenta empresários, na maior missão do género enviada por Portugal àquele país nos últimos cinco anos.

Paulo Portas permanecerá em Pequim até sexta-feira de manhã, seguindo depois para Hong Kong, rumo a Macau, última etapa da viagem.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Turismo português é o terceiro que mais pesa nas exportações

Portugal é dos países da Zona Euro que mais depende do turismo para alavancar o crescimento. Recebe 3,6% do PIB com receitas deste género e é o terceiro país com um rácio turismo/exportações mais elevado.
Portugal é uma das economias da Zona Euro que mais ganha com o sector do turismo. Os dividendos da vinda de visitantes do exterior são colhidos sobretudo no Verão: o PIB (quase sempre) cresce, o desemprego melhora relativamente à estação anterior e as exportações disparam.

Em 2010, o último ano para o qual já há dados comparáveis, Portugal conseguiu exportar cerca de seis mil milhões de euros de turismo, o que corresponde a cerca de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

Aqui contam-se não apenas as compras feitas pelos turistas estrangeiros em solo nacional – desde os postais de recordação até serviços de restauração – mas também as viagens pagas a transportadoras nacionais. Na prática, e em termos contabilísticos, estas trocas representam exportações – não de bens, mas de serviços.

Estes 3,6% são suficientes para colocar Portugal como a sexta economia da Zona Euro que mais exporta turismo em percentagem do PIB. À frente, só Áustria, Eslovénia, Estónia, Luxemburgo e Chipre. Países que têm em comum o facto de serem, na sua maioria, pequenas economias em que um pequeno influxo de turistas pode ter um grande impacto relativo.

Mas se levarmos em conta o tamanho do sector exportador, então o sector turístico nacional ganha ainda mais importância. É que mais de um décimo das exportações portuguesas vêm do turismo (ver gráfico), ficando Portugal classificado no terceiro lugar deste "ranking". Chipre e Espanha ficam à frente – esta segunda porque, apesar de exportar menos turismo, tem rácio exportações PIB/menor do que o português.

De salientar que nestas contas não entra um país que também poderia ficar nos lugares cimeiros. A Grécia, que exporta uma boa parte dos seus serviços através do turismo, mas cujos dados ainda não foram disponibilizados na base de dados europeia do Eurostat.

Espanhóis dão maior contributo

Os números acerca dos turistas não abundam. O retrato traçado todos os anos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) baseia-se num inquérito feito aos residentes, pelo que é mais fácil conhecer o perfil turístico dos portugueses do que os comportamentos dos turistas estrangeiros.

Ainda assim, é possível saber que a maior parte dos turistas vem de Espanha (cerca de 10%), seguida imediatamente pelo Reino Unido e Alemanha (ver infografia). As dormidas começam a aumentarem Fevereiro e atingem um pico em Agosto.

O tema do turismo até deu azo a uma pequena polémica entre o presidente da República, Cavaco Silva, e o então ministro da Economia, Vieira da Silva. No Verão de 2010, o presidente da República apelou aos portugueses para que fizessem turismo dentro do país, contribuindo assim para o crescimento económico e reduzindo o volume de importações.

Mas Vieira da Silva não gostou e respondeu que, caso os outros países seguissem uma estratégia semelhante, Portugal acabaria por ser prejudicado, já que exporta mais turismo do que importa. "Só espero que os presidentes de outros países não façam o mesmo apelo, caso contrário perdemos uma fonte de receitas importante para o país. Há muitos turistas estrangeiros que vão a Portugal", disse o socialista.


terça-feira, 26 de junho de 2012

"Temos de aumentar a dimensão das empresas portuguesas"

Exportadoras têm alcançado resultados assinaláveis, mas ainda não suficientes para a economia nacional.
António Souto | O administrador do BES referiu que é urgente que as exportações portuguesas passem a valer mais de 40% do PIB.

O destino dos países raramente se joga na dialéctica do tudo ou nada, no entanto há momentos mais decisivos do que outros. Foi precisamente isso que os organizadores dos prémios internacionalização e exportação frisaram na cerimónia que distingiu as empresas vencedoras. As portas de saída para a exportação e internacionalização têm de se escancarar, para por aí passarem o maior número de empresas.

O administrador do BES, António Souto, começou por referir que o "crescimento depende da capacidade das nossas empresas de se internacionalizem e de internacionalizarem os seus produtos".

O gestor elogiou o caminho percorrido até ao momento, mas sublinhou que o mesmo não é suficiente. As exportações portuguesas continuam a crescer, e nos últimos dados conhecidos subiram 9,7% face ao período homólogo do ano anterior. No entanto, no primeiro trimestre, não valeram mais de 37,4% do PIB. Há mais dois pontos a rever: primeiro, o parco número de empresas que exporta, apenas 5,6% do total, e em seguida, o excessivo peso de poucas empresas nas vendas para o exterior, 80% do valor exportado concentra-se num pequeno grupo de empresas

"Portugal tem de conseguir que as exportações ultrapassem os 40% do PIB, brevemente, e aumentar o número de empresas que exportam", formulou o administrador do BES. Aliás, para António Souto é absolutamente imperioso que "as empresas portuguesas aumentem a sua dimensão", recorrendo à capitalização, neste momento mais complicada, ou através do criação de parcerias.

O responsável do banco referiu ainda que, actualmente, "o PIB potencial é diminuto em Portugal". "Precisamos de maior investimento das empresas, e maior produtividade", rematou.

Para Portugal não se adiar.
Já para o administrador da Cofina Media, Luís Santana, a afirmação da economia nacional "passa pelo incremento das exportações e da capacidade de internacionalização". "Para que Portugal não seja um projecto irremediavelmente adiado, este é um momento único para criar, ousar, exportar e para acreditar nas capacidades das empresas e empresários nacionais", acrescentou Santana.

O administrador do grupo que detém o Negócios aproveitou ainda para tecer elogios aos empresários que participaram neste prémio, e que "servem de modelo e inspiração para outros ". Luís Santana reforçou o peso do presente. " ´É o momento em que se joga o futuro das próximas gerações", rematou.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

AEP com missão à Colômbia e Peru

Entre 13 e 21 Outubro, empresas portuguesas podem confirmar potencial económico dos dois países.

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) promove, entre 13 e 21 de Outubro, uma missão empresarial multissectorial à Colômbia e ao Peru, duas das mais dinâmicas economias da América Latina, com cerca de 76 milhões de consumidores, no conjunto. Na segunda quinzena do corrente mês, será o primeiro-ministro de Portugal a visitar oficialmente os dois países, o que poderá servir de certificado institucional da capacidade instalada das nossas empresas exportadoras.

A missão, uma das 41 acções do programa de internacionalização da AEP para este ano, co-financiado pelo QREN, tem em vista aproveitar as oportunidades de negócio previamente sinalizadas e os investimentos públicos que tanto as autoridades colombianas como peruanas têm em carteira. Ainda há três semanas, o vice-presidente associativo, Paulo Nunes de Almeida, foi anfitrião do embaixador da República do Peru entre nós, Nestor Popolizio, que reuniu na AEP com empresários portugueses interessados em fazer negócios no seu país. Cinco meses depois, operadores nacionais de diferentes sectores aterrarão em Lima para passar das intenções a factos.

Num workshop realizado no passado dia 17, o diplomata peruano destacou o quanto as empresas nacionais podem fazer pelo reforço do relacionamento económico bilateral e as oportunidades de investimento estrangeiro no seu país, uma das 10 economias que mais cresceu a nível mundial na última década (7% ao ano). Adicionalmente, sublinhou a grande estabilidade sócio-económica do Peru, que actualmente apresenta uma das taxas de inflação mais baixas de toda a América Latina.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Empreendedorismo - O desafio de exportar tecnologia

A tecnologia exige um investimento demasiado elevado para caber nas fronteiras nacionais e, quando nascem, as empresas de base tecnológica têm o desafio de se tornarem globais. Há que encontrar as estratégias e os instrumentos certos para superar os obstáculos. O Negócios conta como quatro empresas tecnológicas vingaram no mercado internacional.

Marcar 50 reuniões em três dias, percorrer milhares de quilómetros para marcar presença nos maiores eventos internacionais ou funcionar com empresas fictícias são algumas das estratégias usadas pelos empreendedores da área tecnológica para convencer o mercado sobre o potencial de negócio que têm em mãos. Um mercado que não é pequeno: tem a dimensão do globo. Como chegar a mercados como o dos Estados Unidos e convencer os investidores e potenciais clientes que uma empresa nascida em Portugal tem potencial e tem produtos credíveis e inovadores? A tarefa não é fácil.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Exportações: Alemanha mostra-se disponível para ajudar Portugal

O ministro federal da economia da Alemanha, Philipp Rosler, afirmou hoje que a Alemanha "está pronta para ajudar Portugal ao nível das exportações".

"Sabemos que a Espanha, que está agora em dificuldades, é o principal importador de produtos e serviços portugueses. Por isso, enquanto segunda economia importadora de Portugal estamos prontos para ajudar", disse o governante após um encontro com o homólogo português, Álvaro Santos Pereira, no ministério da Economia, em Lisboa.

Com a próxima visita do ministro da Economia português a Berlim, em setembro, "veremos até que ponto poderemos incrementar e fortalecer as exportações para a Alemanha", salientou Rosler.

"Os alemães não estarão tão interessados em comprar empresas portuguesas, mas sim em adquirir produtos semiacabados", concluiu.

O ministro alemão vai de seguida reunir-se com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, e posteriormente participará no fórum empresarial luso-alemão que decorrerá no IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, em Lisboa. Rosler visita hoje Portugal fazendo-se acompanhar de uma comitiva de empresários alemães.