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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Segurança Social está a "estudar" subsídio de desemprego para pequenos Empresários

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, reafirmou hoje o compromisso de apresentar aos parceiros sociais um "estudo" sobre a eventual atribuição de subsídio de desemprego aos membros de órgãos estatutários.

O estudo deverá ser entregue pelo Governo aos parceiros sociais até ao final do primeiro semestre. O ministro da Solidariedade e da Segurança Social reconhece, no entanto, que a questão é tecnicamente complexa.

Em causa está uma antiga reivindicação das confederações patronais que os sucessivos governos têm vindo a adiar.

Depois do presidente da CIP, António Saraiva, ter afirmado que espera medidas concretas em breve, o ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, lembrou que o compromisso do Governo é apresentar um "estudo" para a discussão da matéria. 

"É importante avançar com segurança", disse aos jornalistas Pedro Mota Soares, reconhecendo que "do ponto de vista técnico a medida é complexa".

O subsídio de desemprego é geralmente atribuído a cidadãos que estejam nessa situação de forma involuntária. O mais difícil no desenho da medida é encontrar mecanismos que garantam que é também essa a situação dos pequenos empresários, de forma a evitar a fraude.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Portugal passa no teste da 'troika' e recebe mais 4.100 milhões

O Governo português recebeu nota positiva na quarta avaliação da troika ao programa de assistência.

O ministro das Finanças, Vìtor Gaspar, anunciou hoje o "sucesso" do novo exame da troika ao país. "Cumprimos todos os critérios quantitativos e objectivos do quarto exame", afirmou Vítor Gaspar, salientando que este programa "responde às necessidades de ajustamento da economia portuguesa"

Vítor Gaspar, que fala numa conferência de imprensa em Lisboa, salientou também a rápida redução do desequilíbrio externo e os ganhos significativos das exportações em termos de quota de mercado. Sobre o desemprego, o ministro das Finanças considerou imperativo ponderar sobre o aumento do desemprego, que pressiona as contas da Segurança Social.

"É crucial garantir rigorosa execução orçamental", afirmou Gaspar, sublinhando que as previsões estão em linha com a meta do défice de 3% do PIB em 2013.

"As nossas previsões actuais estão em linha com o objetivo para o défice orçamental em 2013. A dívida pública deverá atingir um máximo de 118% do PIB em 2013, e reduzir-se-á continuadamente nos anos seguintes", disse Vítor Gaspar na apresentação das conclusões do quarto exame da 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) à evolução do programa contratado com Portugal.

"Esta revisão de três pontos percentuais decorre da revisão do PIB nominal para 2013, da execução do programa de apoio à economia local, de revisões contabilísticas entretanto efetuadas à dívida pública no final de 2011 e de alguns outros factores de importância quantitativa menor", acrescentou Gaspar.

Os números avançados pelo ministro também incluem ligeiras revisões às projecções anteriores do Governo para 2013. Gaspar disse que o Governo agora prevê um crescimento do PIB de 0,2% no próximo ano (a previsão anterior era 0,6%) e uma taxa de desemprego de 15,9% (a previsão anterior era 14,1%).

O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, afirmou também que a venda da TAP e da ANA deverão ser concluídas ainda este ano, tendo a venda da CP Carga sido adiada para 2013.

"Após o sucesso das privatizações da REN e da EDP, esperamos concluir a venda da TAP e da ANA ainda este ano. A venda da CP Cargo foi adiada" para o próximo ano, disse Vitor Gaspar.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Empreendedorismo - O desafio de exportar tecnologia

A tecnologia exige um investimento demasiado elevado para caber nas fronteiras nacionais e, quando nascem, as empresas de base tecnológica têm o desafio de se tornarem globais. Há que encontrar as estratégias e os instrumentos certos para superar os obstáculos. O Negócios conta como quatro empresas tecnológicas vingaram no mercado internacional.

Marcar 50 reuniões em três dias, percorrer milhares de quilómetros para marcar presença nos maiores eventos internacionais ou funcionar com empresas fictícias são algumas das estratégias usadas pelos empreendedores da área tecnológica para convencer o mercado sobre o potencial de negócio que têm em mãos. Um mercado que não é pequeno: tem a dimensão do globo. Como chegar a mercados como o dos Estados Unidos e convencer os investidores e potenciais clientes que uma empresa nascida em Portugal tem potencial e tem produtos credíveis e inovadores? A tarefa não é fácil.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Endividamento das empresas ainda cresceu em 2011

O endividamento das empresas portuguesas, cujo peso no PIB atingiu os 139% no ano passado – um dos valores mais elevados da Europa – continuou a aumentar em 2011. Dados revelados ontem pelo Banco de Portugal dão conta de um início de desalavancagem mais rápido nas famílias do que nas empresas, e evidencia que a fase mais dura da redução do endividamento para o sector empresarial só está a começar este ano.

Segundo os números divulgados ontem pelo banco central no seu Relatório sobre Estabilidade Financeira, o valor do endividamento das empresas aumentou ligeiramente em 2011: 0,2%. No entanto, como a economia contraiu, o peso desta dívida no PIB cresceu de forma mais expressiva, atingindo 139,1% do PIB, um máximo desde, pelo menos, 2000.

Este valor permitirá a Portugal manter-se, lado a lado com Espanha, como a terceira economia da Zona Euro com maior peso da dívida empresarial, conclui-se da compilação de dados apresentada pelo banco central na qual faltam, contudo, valores referentes a 2011 para vários países.

Segundo o banco central, o crédito bancário concedido a empresas abrandou, especialmente na segunda metade do ano, mas foi só de facto em 2012 que entrou em terreno negativo. No caso das empresas exportadoras, a taxa de crescimento do crédito mantém-se ainda positiva nos primeiros meses deste ano, salienta o banco central.

Perante a recessão e as perspectivas, a menor procura de crédito deverá manter-se. "As necessidades de financiamento para investimento deverão continuar a contrair-se prevendo-se que prossiga o processo gradual e ordenado de desalavancagem das sociedades não financeiras", lê-se no relatório, onde se acrescenta: "O maior desafio será permitir que as empresas mais dinâmicas e produtivas consigam obter financiamento para superarem eventuais problemas de liquidez temporários".

Famílias ajustam mais depressa

Ao contrário do que se passou com as empresas, o endividamento das famílias reduziu-se tanto em valor como em peso no PIB. Segundo as contas do banco central, a dívida das famílias caiu 2,7% em 2011, o que garantiu uma redução do seu peso no PIB dos 94,3% de 2010 para 92,4%, um valor próximo da marca de 2008.

O peso da dívida no rendimento disponível também caiu pelo segundo ano disponível (126%), interrompendo "a tendência de aumento observada de forma sustentada ao longo de mais de duas décadas".

O banco central interpreta esta evolução como uma alteração significativa no comportamento das famílias que, perante o choque recessivo – mais impostos, menos salários e empregos – terão interiorizado a ideia de que perderão rendimento de forma permanente. A alteração traduz-se na redução do endividamento e numa queda da taxa de poupança inferior à esperada (e é estimada pelos modelos do banco central) dada a queda do rendimento disponível que sofreram.

Crescimento dos PALOP acelera em 2012

A economia dos países africanos de língua portuguesa (PALOP) vai continuar a registar um ritmo de crescimento robusto este ano e em 2013, mas a crise na zona euro ameaça o desempenho futuro destes países, revelou ontem o Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD).

Segundo as previsões económicas para África ontem divulgadas pelo BAD, e elaboradas em conjunto com a OCDE, a totalidade do continente africano deverá conseguir em 2012 uma expansão económica de 4,5%, melhor do que os 3,4% conseguidos em 2011, ano em que as convulsões políticas causadas pela Primavera Árabe reduziram a expansão do PIB dos países do Norte de África para apenas 0,5%. A Sul do Sahara, Angola deverá ser um dos países mais beneficiados, com o PIB a crescer 8,2% este ano, contra os 3,5% do ano anterior, seguida por Moçambique, que irá crescer 7,5%, mais do que os 7,2% de 2011. A Guiné-Bissau é o único país lusófono que deverá abrandar, ao crescer apenas 4,6% este ano, contra os 5,1% de 2011, devido ao golpe de Estado que este ano derrubou o governo do PAIGC.

Ao falar durante a apresentação das previsões, o presidente do BAD, Donald Kaberuka, avisou que "a crise na zona euro vai ter implicações no crescimento do continente", ao reduzir a procura dos produtos da região. Entre os países mais afectados estará Angola, cuja economia deverá abrandar no ano que vem para os 7,1%. O desemprego jovem, na casa dos 25% na maior parte dos países, é ainda uma grande preocupação para o BAD, mas ainda assim este valor é bastante inferior ao registado no Sul da zona euro, já que em Grécia e Espanha os jovens sem emprego superam os 50% e em Portugal os 30%.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Exportações: Moçambique já é o 20º mercado de Portugal

Com o aumento de 95,4% nas exportações de Portugal para Moçambique registado no primeiro trimestre deste ano.

Com o aumento de 95,4% nas exportações de Portugal para Moçambique registado no primeiro trimestre deste ano, o país africano do Índico tornou-se no vigésimo mercado para as vendas nacionais, disseram à Lusa fontes oficiais.

Anteriormente, Moçambique ocupava a 27ª posição nos destinos das vendas portuguesas. Nos primeiros três meses de 2012, Portugal vendeu produtos a Moçambique no valor de 77 milhões de euros, num crescimento de 95,4%, e importou bens avaliados em 4,5 milhões de euros, numa subida de 42%, e que coloca este país em 74º lugar (anterior 81º) na lista dos fornecedores nacionais.

Entre os produtos mais exportados por Portugal estão máquinas e aparelhos, metais, veículos, produtos alimentares, pastas e papel. Falando, hoje, em Maputo, o embaixador de Portugal em Moçambique,

Mário Godinho de Matos, destacou a alteração que se tem verificado na qualidade das exportações portuguesas para Moçambique, referindo que em 2011 "cerca de 50% do total das vendas" nacionais ao país "tinham alta e média alta intensidade tecnológica".

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Empreendedorismo local: Governo cria programa antes do verão

Programa «Valorizar» apoiará o lançamento de dinâmicas regionais de desenvolvimento económico.

O secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional anunciou esta quarta-feira o lançamento, ainda antes do verão, de um programa que visa estimular o empreendedorismo local, voltado para a valorização dos territórios, no quadro da reprogramação do QREN.

O futuro programa «Valorizar» visará «desenvolver os territórios numa lógica de criação de valor», estimulando os investimentos, disse à Lusa António Almeida Henriques, à margem da visita que hoje fez a Querença, no concelho de Loulé.

O programa está a ser pensado no âmbito da reprogramação de investimento para aproveitar os fundos comunitários atribuídos a Portugal no Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) 2007/2013, mas incluirá verbas nacionais.

O «Valorizar» apoiará o lançamento de dinâmicas regionais de desenvolvimento económico «que valorizem os recursos distintivos e de elevada qualidade dos nossos territórios», afirmou o membro do Governo.

«Será um programa assente numa perspetiva de criação de novos negócios e atração de investimentos, de animação das economias locais e de animação turística», revelou, sublinhando a importância do empenho das autarquias.

Um dos instrumentos ao serviço do programa será «a disponibilização de um regime de micro-incentivos a projetos de empreendedorismo, de acesso simplificado» e de formação de jovens empreendedores.

Além dos incentivos ao investimento no mundo rural, para onde muitos jovens poderão migrar, serão também apoiados pequenos investimentos locais em zonas urbanas de base local.

O secretário de Estado elogiou o programa Querença, iniciado há 9 meses, que envolve 9 jovens na criação de autoemprego em projetos de base local, que disse desejar que «sirva como farol para outros jovens de outros pontos do país».

Esse programa «pode funcionar como uma marca» e deverá ser replicado noutras zonas do país, já no quadro do futuro programa «Valorizar».

Durante a visita do secretário de Estado, foi feito o balanço do programa Querença, cuja primeira fase, de implementação, está concluída, para se iniciar agora a segunda fase, dedicada à criação efetiva de emprego e das empresas.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Moviflor entra em Moçambique com investimento de 11,6 milhões de euros

Empresa portuguesa de móveis vai abrir a primeira loja em Maputo e prevê criação de 60 postos de trabalho.

Depois de Angola, a Moviflor prepara-se para abrir a primeira loja em Moçambique, num investimento global de 11,6 milhões de euros. A empresa portuguesa prevê criar 60 postos de trabalho.

De acordo com um comunicado da Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento (SOFID), instituição de crédito detida 60% pelo Estado, a Moviflor quer aumentar a “sua presença no mercado internacional” e replicar a experiência “bem sucedida” em Luanda.

O apoio da SOFID traduziu-se na emissão de uma garantia bancária de 2,5 milhões de dólares (cerca de 1,9 milhões de euros), correspondendo a um terço do valor do financiamento obtido pela Moviflor junto do Millennium BIM, banco moçambicano controlado pelo grupo Millennium BCP.

O processo de internacionalização da Moviflor arrancou em finais de 2007 quando a empresa de móveis virou atenções para Angola e comprou a Decolar. A primeira loja em Luanda, com 65 trabalhadores, facturou dez milhões de euros nos primeiros seis meses de actividade, uma venda média superior à alcançada nas unidades portuguesas. Teresa Albuquerque, directora-geral da Moviflor, já anunciou planos para aumentar o número de unidades em Angola. A expansão da rede deverá arrancar no início do próximo ano.

Em Portugal, a marca criada por Catarina Remígio tem 28 lojas, a mais recente em Évora.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pintassilgo: "Zona euro deve acelerar planos de contingência para saída da Grécia"

Pedro Pintassilgo diz que alguns líderes gregos estão num "braço de ferro" com a zona euro e que o desfecho será negativo para todos.

"Alguns líderes gregos estão num braço de ferro com a zona euro. Isto é um jogo em que perdemos todos e, por isso, há todo um interesse em que se renegoceiem os termos do novo bailout que são muito austeros, exigentes e dolorosos para o povo grego", afirmou Pedro Pintassilgo, da F&C Investment, em declarações ao Etv.

O responsável acrescentou que, nas novas eleições, que serão provavelmente convocadas para 17 de Junho, mesmo que a esquerda radical vença, não haverá uma maioria e a "Grécia ficará numa situação muito complicada". Por isso, Pedro Pintassilgo considera que a zona euro deve preparar-se para a saída da Grécia, que já é dada como certa por vários economistas, como o Nobel da Economia Paul Krugman.

"Acho que neste período até às eleições, o que a zona euro deve fazer é acelerar os planos de contingência quanto a uma saída da Grécia da zona euro", afirmou hoje o gestor de fundos.

Para Pintassilgo está a "materializar-se um cenário triste para a zona euro", perante a incapacidade dos partidos gregos garantirem a concretização dos termos do novo plano de resgate. E além disso os gregos parecem não estar a perceber que se a Esquerda radical vencer as novas eleições, tal como sugerem as mais recentes sondagens, "é muito provável" que Atenas saia da zona euro, e isto apesar de 80% dos gregos quererem continuar na união monetária.

Índice do custo do trabalho aumentou 1,4% no primeiro trimestre

O índice do custo do trabalho (ICT) aumentou 1,4% no primeiro trimestre face ao mesmo período de 2011, devido ao acréscimo dos custos médios do trabalho e à queda das horas efectivamente trabalhadas, divulgou hoje o INE.

No primeiro trimestre de 2011, a variação do ICT – indicador que mede a evolução dos custos do trabalho por hora efectivamente trabalhada (custo médio horário), na perspectiva do empregador – havia sido de 0,9%.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) atribuem o aumento de 1,4% no primeiro trimestre ao acréscimo de 0,5% dos custos médios do trabalho e ao decréscimo de 0,9% do número de horas efectivamente trabalhadas.

Segundo o INE, registou-se um acréscimo homólogo do ICT na maioria das actividades económicas, destacando-se, pelos aumentos superiores à média global, os “Transportes e armazenagem” (4,8%), “Indústrias transformadoras” (3,2%), “Actividades de saúde humana e apoio social” (2,4%) e “Construção” (2,3%).

Com acréscimos abaixo da média estiveram a “Educação” (1%), “Electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio” (0,4%) e “Captação, tratamento e distribuição de água, saneamento e gestão de resíduos e despoluição” (0,0%).

Já no “Comércio por grosso e a retalho”, “Actividades financeiras e de seguros”, “Alojamento e restauração” e “Indústrias extractivas” o ICT neste período caiu em 0,4%, 1,6%, 1,8% e 4,6%.

CTT pediram exceção aos cortes salariais

Número de trabalhadores que saiu, por aposentação, ascendeu a 400. Não há plano de redução de pessoal para 2012

Os CTT - Correios de Portugal pediram regime de exceção nos cortes salariais ao Governo, adiantou esta terça-feira o presidente do grupo.


«Temos uma solicitação de orientação sobre a matéria», disse Pedro Coelho, precisando que ainda não obteve uma resposta.

Segundo o administrador financeiro dos CTT, Duarte Araújo, o valor dos cortes de salários no grupo em 2011 ascendeu a 2,8 milhões de euros, após impostos. «A população abrangida por estes cortes é pequena», disse o administrador, citado pela Lusa.

Segundo outro administrador, Carlos Dias Alves, os CTT recorreram da decisão do Tribunal do Trabalho que obrigava a empresa a repor os cortes efetuados nos salários, que agora está a ser analisado pelo Tribunal Constitucional.

Recorde-se que no início do ano o Tribunal do Trabalho decidiu que os CTT teriam de repor o valor do corte nos salários dos funcionários dos Correios, durante 2011.

«Os CTT recorreram dessa decisão e esse recurso foi aceite e dirigido ao Tribunal Constitucional», pelo que «não houve uma execução da sentença».

Nota ainda para o facto de o número de trabalhadores que saiu dos Correios em 2011, por aposentação, ascendeu a 400. Os Correios não têm qualquer plano de redução para pessoal este ano

Estratégia passa por comprar empresas

Os CTT admitem ainda fazer compras estratégicas caso encontrem uma oportunidade, sendo que mantêm o interesse no Banco Postal. Incluindo compras de empresas, segundo o vice-presidente dos Correios de Portugal.

Essas compras podem passar quer pelo mercado português como pelo internacional, embora internamente os CTT tenham de ter em conta a lei da concorrência. «Em princípio, o que tem estado em análise tem sido em países estrangeiros». No entanto, a aprovação de uma eventual aquisição depende sempre do acionista Estado.

Além disso, a internacionalização do grupo passa também pelo estabelecimento de parcerias em mercados de língua portuguesa.

O processo de privatização dos CTT arranca este ano e estará concluído em 2013. Recentemente foi publicada a lei sobre a liberalização do serviço postal universal. Segundo Pedro Coelho, a empresa está a preparar informação, tal como cadastros patrimoniais, entre outros dados, para se preparar para o processo de privatização.

Lucros aumentaram no ano passado

Os lucros dos CTT subiram 0,7% no ano passado, face a igual período de 2010, para 56,7 milhões de euros, foi hoje também revelado.

Os rendimentos operacionais do grupo CTT recuaram 4,2%, para 761,1 milhões de euros, reflectindo o declínio da procura postal de 6,4%.

O serviço postal e o serviço expresso - responsáveis por uma parcela bastante significativa dos rendimentos do grupo - sofreram o impacto da crise económica.

Assim, o rendimento operacional do serviço postal recuou 5%, para 594,8 milhões de euros, enquanto o serviço expresso sofreu uma quebra de 6,9%, para 133,9 milhões de euros.

Por segmento de negócios, apenas os serviços financeiros e o serviço documental registaram um crescimento em 2011, de 3,4% e 3,1%, respetivamente.

Os gastos operacionais, excluindo imparidades, provisões, depreciações e gastos não recorrentes, recuaram 6,7%, para 656 milhões de euros, e o resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) aumentou 15,5%, para 105 milhões de euros.

Melhor tinto do mundo é de Henrique Granadeiro

O melhor tinto do Concurso Mundial de Bruxelas 2012 é de Henrique Granadeiro.

O vinho Poliphonia Signature 2008, produzido no Alentejo pelo gestor e empresário Henrique Granadeiro, é o melhor vinho tinto do Concurso Mundial de Bruxelas de 2012, foi hoje anunciado oficialmente pela própria organização.

"É um vinho elaborado com base na casta Alicante Bouschet, fermentado em lagares de mármore e que estagiou cerca de 15 meses em barricas de carvalho francês", disse à Agência Lusa o enólogo responsável pelo Poliphonia Signature, Pedro Baptista.

Foi engarrafado há cerca de dois anos e possui "bastante estrutura e bastante concentração e evolui muito bem em garrafa", acrescentou. O vinho premiado é o topo de gama da Granadeiro Vinhos e a colheita 2008 foi a segunda a ser lançada desta marca. "O prémio deixou-nos muito satisfeitos. É sem dúvida o maior prémio que este vinho já teve", disse Pedro Baptista.

O Poliphonia Signature tem a sua origem em três propriedades detidas por Henrique Granadeiro no distrito de Évora, duas em Reguengos de Monsaraz e a outra em S. Mansos, no concelho de Évora, totalizando cerca de 100 hectares de vinha. A adega situa-se no Monte dos Perdigões, em Reguengos, e a empresa Granadeiro Vinhos plantou a sua primeira vinha em 1998.

O júri do Concurso de Bruxelas distinguiu, por outro lado, o Hacienda Zorita Verdejo de 2011, de Rueda, em Espanha, com o prémio de melhor vinho branco.O melhor espumante é o francês Joly-Champagne Cuvée Special, ao passo que o melhor vinho rosé vai é o Theopetra Estate Rosé 2011, da Grécia.

Portugal obteve, ainda, dez vinhos, todos tintos, distinguidos com a grande medalha de ouro do certame, que este ano teve lugar em Guimarães.

Seis desses vinhos são do Alentejo: Encostas de Estremoz Reserva 2009, Herdade das Servas Touriga Nacional 2008, Monsaraz Premium 2008, Monte das Servas Colheita Selecionada 2009, Palpie 2008 e o já referido Poliphonia Signature.

Os restantes são da região do Tejo: Cardal 2010, Portal da Águia 2010, Quinta de Lagoalva Castelão & Touriga 2010 e Quinta de São João Baptista 2010. O Concurso 2012 reuniu quase 8.400 vinhos de 50 países produtores.

Foram atribuídas 2435 medalhas e a França mantém a sua posição de líder com 670 medalhas, seguida da Espanha (461 medalhas), Portugal (297), Itália (257), Chile (160), África do Sul (98), Suíça (65) e Austrália (57).

A organização assinala que Portugal, país hóspede pela segunda vez do concurso "progrediu tanto em volume como na qualidade dos vinhos apresentados", quase mil, o que corresponde a um crescimento de cerca de 44% face à edição anterior.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Desemprego: Turismo tem um papel estratégico na criação de emprego - Investigador Carlos Costa

Aveiro, 14 mai (Lusa) - O IVA na restauração está a fazer perder competitividade face a outros destinos turísticos, nomeadamente a Espanha, quando o turismo, por ser de mão de obra intensiva, é estratégico para combater o desemprego.

O alerta é dado por Carlos Costa, professor da Universidade de Aveiro e 'chairman' da INVTUR 2012, considerada uma das maiores conferências internacionais científicas dedicada ao turismo, que decorre de 16 a 19 de maio, naquela universidade.

"O aumento do IVA na restauração coloca em causa a atratividade do turismo e isso é algo que deveria ser devidamente equacionado. Espanha tem uma política fiscal bem mais baixa, pelo que perdemos competitividade em relação aos outros destinos turísticos", disse Carlos Costa à Lusa.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Draghi apela à continuidade de políticas de integração europeias

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) apelou hoje à continuidade de políticas de integração ao nível europeu.

Mario Draghi lembrou ao mesmo tempo que a convergência dos mercados financeiros deve ser apoiada pela integração das infra-estruturas existentes.

"É durante os tempos de crise que não devemos permitir que os nossos compromissos para com a causa de maior integração de mercado desvaneçam. É durante tempos difíceis que devemos lembrar a importância da cooperação e da coordenação", disse Mario Draghi durante a cerimónia de assinatura do acordo Target2-Securities (T2S), um "novo serviço do Eurossistema para a liquidação de títulos em moeda de banco central", que envolve nove entidades da União Europeia.

As novas iniciativas do mercado europeu têm por objectivo a criação de um equilíbrio que remova barreiras à competição, facilite negócios transfronteiriços e, em última instância, reforce a integração financeira, acrescentou Draghi.

"Porém, não nos devemos esquecer que a integração dos mercados financeiros precisa de ser complementada e apoiada pela integração da infra-estrutura existente. A contribuição mais fundamental do Eurossistema para a integração neste campo é a criação do T2S", declarou o italiano à frente do BCE.

Segundo uma orientação do BCE publicada há dois anos, "o projecto T2S visa facilitar a integração pós-negociação mediante a oferta de um processo de base, neutro e sem fronteiras de liquidação pan-europeia de numerário e de títulos em moeda de banco central, possibilitando às [Centrais de Valores Mobiliários] a prestação aos seus clientes de serviços de entrega contra pagamento harmonizados e uniformes, num ambiente técnico integrado com capacidade para efectuar operações transfronteiriças".

Volume de negócios na indústria cai 1,3% em Março

As vendas no mercado interno desceram 7,6%.

O volume de negócios na indústria caiu 1,3% em Março face ao período homólogo, abaixo dos 1,1% registados em Fevereiro, com as vendas no mercado interno a descerem 7,6%.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em Fevereiro, as vendas no mercado nacional tinham recuado 5,3%. No mercado externo, em março, as vendas aumentaram 8,4%, um ritmo menor do conseguido em fevereiro (de 1).

No primeiro trimestre, ainda de acordo com o INE, o volume de negócios aumentou 0,8% em termos homólogos (-0,3% no trimestre anterior), sobretudo determinado pelo agrupamento
Energia, que contribuiu com 4,6% para a variação homóloga trimestral.

Em Março, o emprego na indústria diminuiu 3,2% (face aos -3,0% de Fevereiro), enquanto as remunerações caíram 3,4% (3,1% em Fevereiro). As horas trabalhadas, ajustadas de efeitos de calendário diminuíram, por sua vez, 3,6% em Março face ao mês homólogo (-2,9% em Fevereiro).

Exposição da banca nacional ao BCE cai para 55,4 mil milhões

É a primeira queda desde outubro mas ainda é o segundo valor mais alto de sempre.

Os bancos portugueses tinham, em abril, 55,4 mil milhões de euros em empréstimos contraídos junto do Banco Central Europeu (BCE).

O valor fica abaixo dos 56,3 mil milhões de euros registados em março. Esta é a primeira queda na exposição da banca nacional à instituição monetária desde outubro.

Mesmo assim, o valor registado em abril é o segundo maior desde que começou o programa de cedencia de liquidez à banca.

Catorze marcas de azeite portuguesas distinguidas na China

Catorze marcas portuguesas foram distinguidas em Pequim num certame internacional dedicado ao azeite, na maior colheita do género.

"É bom para Portugal e ajuda a projetar o país como um produtor de azeite de qualidade", disse um especialista acerca dos prémios atribuídos na última edição do "Oil China Competition", que se realiza anualmente na capital chinesa.

O azeite Rosmaninho, produzido por uma cooperativa de Valpaços, obteve a medalha de ouro na categoria "Light", à frente das cinco marcas de Itália, Chile, Estados Unidos e Turquia que repartiram as medalhas de prata e bronze.

O Gallo 'Grande Escolha' ganhou a medalha de prata na categoria "Medium", cujo primeiro lugar foi repartido por uma marca italiana e uma espanhola.

Marca portuguesa com maior visibilidade nos supermercados de Pequim e de outras grandes cidades chinesas, a Gallo obteve também uma medalha de bronze na categoria "Medium" e uma grande menção na categoria "Light".

Os azeites Oliveira da Serra obtiveram dois prémios: duas grandes menções nas categorias "Intenso" e "Light".

Casal da Cotovia, Paços dos Infantes, Quinta do Vale do Conde, Capitoa Premium, Torrejano, Cabeço das Nogueiras, Casal Anadia e Herdade do Esporão foram as outras marcas portuguesas distinguidas na 7.ª edição do referido concurso, no final do abril passado.

O azeite não faz parte da gastronomia tradicional chinesa, mas o consumo está a aumentar na China, acompanhando a melhoria do nível de vida da população e, em particular, a ascensão da nova classe média urbana.

Espanha, Itália e Grécia são os países mais representados no mercado chinês, com mais de dois terços das cerca de 200 marcas de azeite importadas.

Segundo estimativas do setor, as importações chinesas de azeite cresceram mais de 60 por cento desde 2004, ultrapassando as 25.000 toneladas em 2010.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cavaco convoca gestores topo para promover Portugal

Presidente reúne com 24 gestores de elite na sexta-feira, com o financiamento e promoção do país na agenda.

As palavras de Cavaco Silva no discurso de celebração do 25 de Abril deram o primeiro sinal do que pretende fazer: "Os portugueses são de novo chamados a explicar Portugal ao mundo e a valorizar o que temos de bom", disse há exactamente uma semana. Uma missão que levou o Presidente da República a convocar "todos os portugueses", mas para a qual conta, em especial, com o envolvimento de um grupo restrito de portugueses que ocupam lugares de topo em algumas das maiores empresas e organizações do mundo.

Esse grupo irá agora reunir-se com Cavaco Silva na próxima sexta-feira, 4 de Maio, no Conselho para a Globalização, num encontro à porta fechada na Cidadela de Cascais, para debater ideias à volta da promoção de Portugal no estrangeiro. A iniciativa, promovida pela COTEC Portugal e patrocinada pelo Presidente da República, contará com a presença de portugueses sediados em diferentes países - é o caso de António Horta Osório, do Lloyd's, Viana Baptista, do Credit Suisse de Portugal e Espanha, Carlos Tavares, do grupo Renault, José Duarte, da SAP, Henrique de Castro, da Google, ou Ricardo Monteiro, da Euro RSCG Worldwide, entre outros executivos da banca, telecomunicações, tecnologias, automóvel, bens de consumo, energia, química ou indústria.

Além dos portugueses, o grupo de 24 líderes inclui ainda gestores brasileiros e moçambicanos com fortes ligações empresariais a Portugal: José Édison, do grupo Camargo, Otávio Azevedo, presidente da Oi, Frederico Curado, da Embraer, ou Mário Machungo, do Millennium bim. A este grupo de reflexão irão juntar-se convidados especiais, como o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso (que já participou nos anteriores Conselhos para a Globalização), o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

As dez empresas que mais vendem para o estrangeiro

Ausência de financiamento está a dificultar o crescimento das exportações portuguesas.

No ano passado, as empresas portuguesas venderam para os mercados externos mais de 42,3 mil milhões de euros, o que representou um crescimento de 15,1% em relação ao ano anterior e dos quais 31,3 mil milhões foram no espaço comunitário e os restantes com o resto do mundo, onde se destacam os países emergentes. Aliás, constata-se que os empresários portugueses estão à procura de outros mercados, nomeadamente naqueles em que se perspectiva um forte crescimento económico, como Brasil, Índia, China, México, África do Sul, com um volume de negócios que já ultrapassa em larga medida os mil milhões de euros. Pouco ainda, mas essencial para abrir as portas para muitas mais empresas. Ou seja, é inquestionável o impacto dinamizador do mercado extracomunitário que parece ser agora o suporte para a evolução registada das contas externas nacionais.

Os números dizem que o crescimento, registado no ano passado das exportações, contem um incremento de apenas 5,9% para as exportações destinadas à União Europeia e um aumento de 37,9% das exportações destinadas ao resto do mundo. Um esforço dos empresários que permitiu um "forte contributo positivo para a variação do PIB" em 2011 - isto é, a recessão teria sido ainda mais grave se não fosse pelo comportamento do comércio internacional. E não só. Pela primeira vez as exportações foram superiores às importações feitas pelos portugueses.

Mas se as empresas sabem o que querem, cabe agora ao Governo implementar políticas económicas que estejam em sintonia por forma facilitarem precisamente o processo de internacionalização. Ainda esta semana, António Saraiva, presidente da CIP, avisava quanto à urgência para que o "Governo encontre mecanismos disponibilizando financiamento às empresas". António Saraiva referiu que sem financiamento as empresas vão continuar a fechar e a provocar uma maior destruição de emprego, numa altura em que o desemprego conhece níveis históricos - a taxa de desemprego atingiu os 15%, segundo dados do Eurostat.

Mas o caderno de encargos das empresas, junto do ministério liderado por Álvaro Santos Pereira, não se fica por aqui. Os custos energéticos, seguros de crédito, questões alfandegárias e apoios à internacionalização são alguns dos temas que estão permanentemente em cima da mesa. Vejamos então por partes. Os empresários argumentaram contra o elevado custo da energia que lhes retira competitividade em relação aos seus congéneres, nomeadamente europeus. Um aumento de 14% no custo de energia eléctrica de 2010 para 2011 e estimam um novo aumento de 11% no custo de energia para 2012.

Mas entre os pontos mais discutidos está a dificuldade das empresas em conseguir custos mais equilibrados no acesso ao crédito. Uma questão transversal ao tecido empresarial, mas que está a afectar, sobretudo, empresas cujo ciclo produtivo é temporalmente alargado. Acresce, segundo os empresários, que a banca está a praticar preços e a impor comissões sobre os serviços bancários a valores elevados. E estão neste momento a diminuir ‘plafonds' em linhas de financiamento que são absolutamente vitais para o normal desenvolvimento da actividade das empresas.

Por fim, consideram essencial lançar linhas de crédito bonificado para medidas concretas de internacionalização que permitir às empresas, principalmente na conjuntura actual, aumentar a sua capacidade de internacionalização, assim como facilitar a criação de redes de distribuição, aspecto indispensável para a sua sobrevivência a médio prazo.

Conheça agora os números de exportações e os países que mais compram a estas empresas.

Repsol Polímeros exporta 85% do que produz

Sem revelar valores, António Martins Victor, chefe de relações externas da Repsol Portuguesa, assume que a Repsol Polímeros, liderada por José Font, registou um volume de negócios em 2011 "superior ao de 2010, sobretudo porque os preços do petróleo foram superiores e isso tem muito impacto nesta actividade", explica. Victor adianta ainda que "as exportações continuam a representar cerca de 85% da nossa produção", sendo que dessas, quase metade vão para o mercado espanhol e a outra parte para outros países. No que toca a perspectivas para 2012, António Martins Victor, admite que "a situação não se irá alterar significativamente" e que "os preços do petróleo continuam a ser uma incógnita".

VW Autoeuropa é o segundo maior exportador nacional

A VW Autoeuropa é a maior fábrica de automóveis do País e a segunda maior exportadora nacional. Em 2011, a VW Autoeuropa produziu 133.100 unidades, naquele que foi considerado por António de Melo Pires, director-geral da VW Autoeuropa, como "o melhor ano da última década". As vendas da Autoeuropa cresceram 36% face a 2010, atingindo um montante de 2.246 milhões de euros. Já a força de trabalho aumentou 21%, com a empresa a empregar 3.603 pessoas. Cerca de 98,9% da produção teve como destino as exportações. Alemanha, China e Reino Unido são os principais mercados de exportação. António de Melo Pires admitiu, na conferência de apresentação de resultados, estar atento à recessão económica que poderá afectar os principais mercados de exportação da Autoeuropa em 2012.

Lactogal, um grupo com dimensão ibérica

A Lactogal, detida pela Agros, a Pro-leite e a Lacticoop, é dona de marcas como a Mimosa ou Vigor. Segundo dados da Fenalac, estes três accionistas recolhem 820 milhões de litros de leite em Portugal, o que corresponde a 46% do total nacional. As vendas da empresa ascendem a mais de 682 milhões de euros em 2010 e os últimos dados que a empresa revelou sobre a exportação eram referentes a 2008, em que as vendas no mercado externo, através de Espanha, representavam cerca de 14% do total da facturação. O grupo liderado por Casimiro de Almeida definiu como objectivo conquistar quota e dimensão ibérica no sector dos lacticínios. A Lactogal pretende voltar a comprar a Renoldy, que produz e comercializa leite UHT apenas com as marcas da distribuição e que foi alienada por imposição do regulador no processo de concentração com a Leche Celta em 2007.

Polopique exporta 99,8% dos 71,5 milhões de vendas

A Polopique está entre as três maiores exportadoras do sector têxtil português. A empresa, especializada em vestuário em malha para senhora, registou vendas de 71,5 milhões de euros em 2011, um crescimento de 6% face ao ano anterior. Segundo Teresa Portilha, directora da Polopique, 99,8% da facturação é proveniente das exportações, sendo Espanha o principal mercado e o grupo Inditex (detém a Zara) um dos mais relevantes clientes. A têxtil emprega 150 pessoas e é responsável de forma indirecta por mais de dois mil postos de trabalho, dado que a produção é assegurada em regime de subcontratação. Como frisa Teresa Portilha, a Polopique insere-se dentro de um grupo empresarial que "actua na cadeia têxtil desde a plantação de algodão à tinturaria e acabamento, passando pelo desenho, fiação e tecelagem".

Nestlé Portugal exportou mais 27% em 2011

A produção das quatro fábricas que a Nestlé detém em Portugal já tem como destino os mercados internacionais. O destaque vai para fábrica que produz cereais em Avanca, Aveiro, em que 51% da produção é destinada à exportação sobretudo para Espanha, França, Angola - entre outros PALOP -, Itália, Bélgica, Roménia e Bulgária. De acordo com o director-geral da Nestlé Portugal, António Reffóios, o grupo alimentar exportou 80 milhões de euros em 2011, mais 27,3% face ao ano anterior. Deste valor "80% vão para sociedades afiliadas do grupo" Nestlé, explicou António Reffóios. Este desempenho positivo das exportações contribuiu para o crescimento das vendas em 3,6% da Nestlé Portugal.

Sovena já se assume como uma multinacional

A Sovena exporta cerca de 75% da sua produção para mais de 70 países a nível mundial. De acordo com o vice-presidente da Sovena, Jorge de Melo, apesar de ser um grupo 100% português em termos de capital "é já uma multinacional em termos de abrangência. O exterior representa, aproximadamente, 75% da facturação". Além de Portugal, está presente em Espanha, EUA, Marrocos, Tunísia, Angola e Brasil com fábricas e escritórios. Jorge de Melo explicou que a expansão geográfica tem assumido uma relevância cada vez maior para a marca Oliveira da Serra, com a exportação a registar crescimentos acima dos 30%. No início a marca estava mais orientada para o "mercado da saudade" e PALOP, mas nos últimos anos tem apostado "em mercados distantes como a Rússia, índia e China".

Galp factura 2,4 mil milhões no exterior

A petrolífera posicionou-se, em 2011, como a maior empresa exportadora, atingindo um volume de 2,4 mil milhões de euros. Este valor significa um crescimento de 27% face a igual período do ano anterior. Liderada por Ferreira de Oliveira, a Galp estima aumentar as exportações de produtos petrolíferos, na sequência dos investimentos realizados na reconversão das suas refinarias [Sines e Matosinhos] para níveis próximos dos quatro mil milhões de euros. A petrolífera canaliza os seus produtos para 30 destinos diferentes, compensando assim a quebra de consumo registada no mercado ibérico. Em Portugal, as vendas de gasolina e gasóleo caíram, durante o último ano, 11% e 8% respectivamente. Em Espanha a quebra do mercado foi de 4% na gasolina e 7% no gasóleo.

Faurecia é o décimo maior exportador

A fabricante de componentes automóveis francesa entrou no ‘ranking' dos maiores exportadores portugueses no ano passado. As vendas da unidade de Bragança, da Faurecia, atingiram os 314.667 milhões de euros, em 2011. "Praticamente a totalidade da produção destina-se à exportação", refere fonte oficial do grupo Faurecia. Esta fábrica produz sistemas de escape completos e emprega 355 colaboradores. Paulo Rebelo é, actualmente, o director-geral da fábrica. Em Portugal, o grupo conta com sete fábricas. Em 2010, o grupo Faurecia - que tem como principal cliente nacional a VW Autoeuropa - teve um volume de vendas de 603 milhões de euros, em 2010. Este valor representou um aumento de 37% face a 2009. No final de 2010, a Faurecia empregava três mil pessoas nas fábricas de Bragança, Nelas, Palmela, São João da Madeira (três).

Riopele garante no exterior 97% do volume de negócios

A Riopele, indústria especializada na produção de tecidos de moda, é uma das maiores exportadoras têxteis nacionais. A empresa liderada por José Alexandre de Oliveira foi responsável por um volume de negócios de 56 milhões de euros no ano passado, com as exportações a valer 97%. A Europa tem um grande peso nas vendas para o exterior, mas os tecidos da Riopele têm também uma forte presença nos EUA e Japão e chegam a mercados emergentes como a Rússia, China e Brasil. Com um vasto leque de clientes internacionais, a Riopele pode orgulhar-se de vender os seus tecidos a marcas ‘premium' como a Emporio Armani, Prada ou Tara Jarmon. A empresa de Famalicão emprega 800 pessoas.

Fisipe factura mais de 127 milhões de euros

As exportações representam mais de 96% das vendas da Fisipe, empresa que em 2011, conseguiu "entrar em novos clientes com produtos de maior valor acrescentado", diz Tiago Gonçalves, director comercial da empresa. Como consequência, o volume de negócios atingido foi de 127 milhões de euros, mais cerca de 15% face a 2010. Para 2012, o responsável diz esperar que seja "um ano semelhante a 2011 no volume de negócios e no peso das exportações". Actualmente, a empresa exporta para 43 países, sendo que "os principais clientes estão no continente americano, Europa e China". Este ano, a Fisipe, liderada por João Manuel Dotti, vai iniciar exportações para a Rússia.

Peugeot Citroën exporta 97% da produção total

A fábrica da Peugeot Citroën (PSA), situada em Mangualde, produziu, no ano passado, 50.290 veículos dos modelos Citroën Berlingo e Peugeot Partner. No ano passado, a PSA registou um volume de negócios de 400 milhões de euros, sendo que 94,4% da produção (47.459 veículos) destinou-se à exportação. "O ano de 2011 foi globalmente bom em termos de produção, emprego e facturação", refere Elísio Oliveira, director financeiro da PSA. A fábrica terminou o ano com 1.250 colaboradores, mas devido à quebra de encomendas dos principais destinos da produção de Mangualde, foi obrigada a cortar o terceiro turno, ficando com 900 pessoas. Actualmente, a produção diária da PSA é de 186 veículos. Para este ano, a fábrica liderada por João Mattosinho prevê produzir entre 40 mil e 45 mil veículos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

2011: Mais de 700 empresas com salários em atraso


Em 2011, eram 707 as empresas com salários em atraso, afectando 7.166 trabalhadores, de acordo com Autoridade para as Condições do Trabalho.


A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) acompanhou, no ano passado, 707 empresas com salários em atraso, afectando 7.166 trabalhadores, de acordo com o seu Relatório Anual de 2011, que será hoje divulgado.

De acordo com o documento, foram também acompanhadas 102 empresas com processos de despedimentos coletivos, abrangendo 6.157 trabalhadores, e 133 com despedimentos por extinção de postos de trabalho, afetando 8.520 trabalhadores. No total, foram abrangidos
mais de 14.600 trabalhadores e detetadas 319 infrações, tendo sido aplicadas coimas entre os 287.334 e os 560.208 euros.

A ACT acompanhou ainda 171 empresas que reduziram ou suspenderam as actividades laborais, num total de 4.616 trabalhadores afetados, 142
empresas que encerraram definitivamente, 94 que declararam insolvência ou falência e 16 que encerraram a título temporário.

Segundo a ACT, os inspetores do trabalho efetuaram 36 participações-crime ao Ministério Público para procedimento criminal, em sequência de recolha de indícios para apurar situações de fraude, encerramento ilícito ou falta de pagamento pontual das retribuições dos trabalhadores.

No que se refere aos casos de não declaração de trabalhadores, que, de acordo com o relatório da ACT, "continuam a ter uma dimensão considerável", foram realizadas mais de 17.000 visitas com este fim e foram detetadas mais de 3.500 infrações.