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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

EDP sofre primeira perda de quota no mercado liberalizado em onze meses


O mercado livre de electricidade voltou a crescer em Janeiro e já tem quase 1,3 milhões de clientes, tendo a EDP reforçado a liderança no segmento doméstico, mas perdendo quota de mercado em todas as classes de consumo empresarial.

A EDP teve em Janeiro uma queda da sua quota no mercado liberalizado de electricidade, o que ocorreu pela primeira vez desde Março do ano passado. Segundo o último relatório da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), em Janeiro a EDP detinha 41,7% dos fornecimentos no mercado livre, abaixo dos 42,1% registados em Dezembro.

A última vez que a eléctrica presidida por António Mexia tinha sofrido uma descida da sua quota no abastecimento em mercado liberalizado foi em Fevereiro de 2012, quando a sua posição foi de 38,2%, abaixo da quota de 38,3% verificada em Janeiro. A partir daí a EDP vinha aumentando o seu peso nos fornecimentos do mercado liberalizado mês após mês.

Os dados da ERSE mostram que o mercado livre de electricidade atingiu em Janeiro um novo recorde de clientes, com quase 1,3 milhões de consumidores, cujo abastecimento representa já 62% de toda a electricidade consumida no País. Em Dezembro o mercado liberalizado tinha pouco mais de um milhão de clientes, representando cerca de 60% do consumo nacional.

A perda de quota da EDP em Janeiro foi balançada por um reforço da posição da Galp Energia, cuja quota passou de 3,6% para 4,4%. A companhia liderada por Manuel Ferreira de Oliveira conseguiu não só ganhar terreno ao grupo presidido por António Mexia, mas também às espanholas Endesa, Gas Natural Fenosa e Fortia, que tiveram ligeiros decréscimos das suas quotas de mercado. A posição da Iberdrola permaneceu inalterada face a Dezembro.

Apesar da ofensiva da Galp, a EDP conservou a liderança no abastecimento do mercado liberalizado, com a quota de 41,7%, surgindo a Endesa em segundo lugar, com 23,5%, e a Iberdrola em terceiro, com 21,2%. O quarto fornecedor é a Fortia, com 4,5%, logo seguida da Galp, com 4,4%. A Gas Natural Fenosa caiu para o quinto lugar, agora com 4,3% do volume de electricidade vendida no mercado liberalizado.

EDP perde nos segmentos empresariais

A deterioração da quota da EDP foi resultado, essencialmente, da perda de alguns consumos relevantes ao nível empresarial. No segmento de “grandes consumidores”, a posição da EDP caiu num só mês de 40,4% para 36%, espaço que terá sido preenchido sobretudo pela Iberdrola, que reforçou a sua quota nesta classe de consumo de 15,6% para 19%.

No segmento industrial, que é o que movimenta um maior volume de electricidade em Portugal, a quota da EDP também recuou, de 32,6% para 32,1%, perante os reforços conseguidos pela Endesa, de 29,1% para 29,4%, e pela Galp Energia, cuja posição subiu de 4,6% para 5,9%.

Também ao nível do fornecimento de electricidade a “pequenos negócios” a empresa liderada por Mexia sofreu um recuo semelhante, tendo a sua quota descido de 42,1% para 41,4%. A Iberdrola, a Gas Natural Fenosa e a Galp Energia melhoraram as suas posições no abastecimento a pequenas empresas.

Entre as famílias a EDP é ainda mais líder

Contrariamente à evolução nos consumos empresariais, a EDP conseguiu em Janeiro reforçar a sua posição junto dos clientes domésticos, que garantem um elevado número de consumidores, embora tenham ainda um peso minoritário na quantidade de energia consumida.

Em Janeiro a EDP detinha 83,3% dos abastecimentos às famílias no mercado liberalizado, melhorando em um ponto percentual a quota de 82,3% com que tinha encerrado o ano 2012, mostram os números da ERSE.

A Galp Energia, concorrente com uma oferta doméstica similar à da EDP Comercial, não conseguiu capitalizar a sua aposta no mercado residencial da mesma forma. A companhia liderada por Manuel Ferreira de Oliveira melhorou a sua quota no fornecimento a famílias, mas apenas em 0,1 pontos percentuais, de 4,5% para 4,6%.

A Endesa, o segundo maior fornecedor a clientes domésticos do mercado liberalizado, não evitou uma queda da sua posição, tendo a quota da empresa presidida por Nuno Ribeiro da Silva recuado de 10,6% para 9,1%. Um valor distante do peso que a eléctrica espanhola vinha construindo até ao ano passado, em que chegou a ter uma quota de 14,8% em Maio.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Nova central do Alqueva inicia produção



O reforço de potência desenvolvido pela EDP no Alentejo, num investimento de 190 milhões de euros, começou sexta-feira a injectar energia na rede eléctrica nacional.
A nova central do Alqueva construída pela EDP começou a injectar energia na rede eléctrica na passada sexta-feira, no âmbito de um conjunto de ensaios de entrada em serviço do reforço de potência. 

“Esta primeira ligação à Rede Nacional de Transporte, concretizada na passada sexta-feira, envolveu um dos dois grupos reversíveis que equipam o novo empreendimento. Os ensaios no outro grupo decorrem a bom ritmo, esperando-se que a sua primeira ligação possa ter lugar até ao final do presente mês”, informou a EDP em comunicado. 

O reforço de potência de Alqueva permitiu ampliar a capacidade do empreendimento de 260 para 520 megawatts (MW), com dois grupos geradores, que deverão produzir anualmente 381 gigawatts hora (GWh), um volume de electricidade equivalente aos consumos conjuntos de Évora, Beja, Portel, Moura e Vidigueira. 

A construção do novo empreendimento, que envolveu um investimento de cerca de 190 milhões de euros, permitiu criar 350 empregos directos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

AEP e Serralves promovem debate sobre internacionalização

Reflectir sobre a economia e sinalizar caminhos futuros são objectivos das jornadas.

Empresários e gestores como Alexandre Relvas (Logoplaste), Jorge Rebelo de Almeida (Vila Galé), Paulo Pereira da Silva (Renova), Jorge Coelho (Mota Engil) e José Honório (Portucel) vão juntar-se a personalidades da vida política e económica portuguesa como Miguel Cadilhe, António Mexia, Luís Braga da Cruz ou Valente de Oliveira para debater a "Internacionalização da economia portuguesa". Estas jornadas terão lugar amanhã, no Porto, e são a terceira edição de uma iniciativa a cargo da Associação Empresarial de Portugal (AEP) e da Fundação de Serralves.

O encontro tem como objectivo uma "reflexão profunda sobre o trabalho que tem vindo a ser feito, e terá de prosseguir, pelas empresas e pelos agentes públicos, em prol do incremento da competitividade externa de Portugal, do aumento das exportações e da afirmação internacional do nosso saber fazer, na indústria e nos serviços", adianta em comunicado Paulo Nunes de Almeida, presidente da Fundação AEP, Paulo Nunes de Almeida.

As III Jornadas AEP/Serralves, que têm como tema uma questão da actualidade e prioritária na agenda económica do País, conseguiram reunir um conjunto de "actores sociais de primeira linha, com um conhecimento profundo da actualidade económica e das necessidades do País" que irão procurar "sinalizar novos rumos ao tecido empresarial português", realça ainda Nunes de Almeida.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Há mais PME a procurar oportunidades de negócio no mercado britânico

O interesse de pequenas e médias empresas (PME) em oportunidades de negócio no Reino Unido aumentou nos últimos meses.

Algumas PME já abriram inclusivamente escritórios na capital, sendo as empresas de sectores variados, desde a construção civil à joalharia, tecnologias de informação ou sociedades de advogados, afirmou a directora-executiva da Câmara de Comércio Portuguesa neste país, Christina Hippisley.

A Câmara de Comércio é procurada para ajudar em questões fiscais, jurídicas ou na promoção e identificação de potenciais clientes, possuindo actualmente cerca de 120 membros, referiu a dirigente à agência Lusa.

Porém, a chegada de novos membros não compensa a perda de outros, sobretudo da área do imobiliário, nos últimos 18 meses, período em que a crise no sector se acentuou. Muitos promotores de empreendimentos residenciais, alguns dos quais com campos de golfe, "pensavam que os britânicos seriam o mercado mais natural", explicou Christina Hippisley.

Contudo, nem uma desvalorização de cerca de 30% dos preços das casas tem atraído compradores no Reino Unido, país que também vive em recessão, obrigando os promotores a procurarem outros mercados, nomeadamente no norte da Europa.

As circunstâncias forçaram também a Câmara de Comércio, que realiza uma conferência anual sobre imobiliário, a inovar e a virar-se para outras áreas.

Uma ideia que pretende concretizar em 2013 é a realização de um "showcase" para apresentar empresas portuguesas a investidores financeiros na City de Londres.

O objectivo, afirmou, é "mostrar que Portugal não se resume à tristeza e ao mau estado das finanças, mas que há histórias de sucesso e o mercado britânico precisa de saber isto".

Uma destas histórias é a da EDP, cujo presidente-executivo, António Mexia, é o orador convidado de um jantar de gala que se realiza na quarta-feira e para o qual pelo menos 145 pessoas já marcaram lugar, muitos dos quais executivos britânicos.

"Esperemos que contribua para mostrar que há grandes empresas portuguesas que têm operações de sucesso", salientou Christina Hippisley.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

EDP investe 18 milhões de euros em quatro novas pontes sobre o rio Sabor

A EDP já iniciou as obras de construção de uma nova travessia sobre o rio Sabor para substituir a secular ponte da Portela, que ficará submersa com o enchimento da albufeira do Baixo Sabor resultante da construção da barragem do Sabor, atualmente em curso.

"As obras de construção da nova ponte da Portela já se iniciaram e esperamos que estejam concluídas em finais de 2013", disse à Lusa Lopes dos Santos, diretor de projeto do empreendimento hidroelétrico do Baixo Sabor.

A nova travessia terá uma extensão de 268 metros e ligará as margens do rio Sabor atravessadas pela Estrada Nacional (EN 102), no concelho nordestino de Torre de Moncorvo.

Vão ainda ser construídas mais duas novas pontes a fim de garantir o restabelecimento da ligação entre a EN 216 e EN 217, que resulta da submersão da atual ponte de Remondes, que une os concelhos de Mogadouro e Macedo de Cavaleiros.

"A ponte na EN216 terá cerca de 292 metros de extensão e ficará localizada a cerca de 600 metros a montante da atual ponte de Remondes. As obras devem iniciar-se ainda este mês", avançou o responsável.

Segue-se uma outra travessia com 238 metros de extensão, que nascerá na EN 217, a cerca de três quilómetros a montante da ponte a submergir (ponte de Remondes).

Em fase de construção está uma nova travessia sobre a ribeira de Zacarias, com 177 metros de extensão, situada no concelho de Alfândega da Fé, que surge na sequência do restabelecimento da ligação da EN 315, abrindo ao tráfego em março de 2013.

Estas quatro travessias têm datas diferentes de conclusão, havendo a garantia deixada pela EDP de que ficarão prontas aquando do enchimento da albufeira do Baixo Sabor, processo que ocorrerá gradualmente a partir do final do segundo semestre de 2013, estando prevista a sua conclusão para 2014.

As novas pontes e outros restabelecimentos de menor dimensão irão custar 18 milhões de euros e estão incluídas nas obras complementares da empreitada geral, pelo que serão executadas pelo consórcio construtor que desenvolve as obras de construção das duas barragens e das duas centrais do complexo hidroelétrico do Baixo Sabor.

O início das empreitadas surge numa altura em que a construção da barragem do Baixo Sabor já ultrapassou metade do seu projeto previsto.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

EDP e Repsol investem 5.600 milhões no maior parque eólico marinho

















O consórcio formado pela EDP e a Repsol pediram a última permissão para instalar o maior parque eólico do mundo na Escócia, um investimento avaliado em 7.200 milhões de dólares (5.618 milhões de euros).

Trata-se do passo prévio para o investimento das empresas neste grande complexo, que vai ocupar uma área semelhante à cidade de Edimburgo e será capaz de gerar energia suficiente para abastecer até um milhão de casas.

A aliança da EDP e Repsol vai produzir numa primeira fase 1.500 megawatts nas águas da Escócia, divididos em três parques eólicos na zona de Moray. A instalação vai cobrir uma área de 296 quilómetros quadrados.

As companhias prevêem instalar até 339 turbinas. A construção dos parques vai ser iniciada entre 2016 e 2019. Segundo as primeiras estimativas vão ser criados centenas de postos de trabalho.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Portas: Compra da EDP por chinesa provou que empresas não europeias podem entrar em Portugal

O ministro dos Negócios Estrangeiros português afirmou na quinta-feira, no Brasil, que a compra da EDP por uma empresa chinesa provou que companhias não europeias têm as mesmas possibilidades de ganhar um processo de privatização em Portugal.


"Quando da privatização da EDP, verificando-se que a proposta chinesa era melhor, ganhou a chinesa. Isso provou que pode ser uma empresa não europeia e, apresentando a melhor proposta, ganhar uma privatização em Portugal", defendeu Paulo Portas, quando questionado sobre uma possível participação de empresas brasileiras na venda da companhia aérea TAP.

Duas empresas aéreas brasileiras, TAM e Gol, demonstraram interesse em participar no concurso da TAP.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português reforçou ainda que a intenção do Governo é garantir a maior transparência possível durante todo o processo.

"Quanto está lançado um processo de privatizações, o responsável governamental tem de ser muito formal e muito respeitador daquilo que são as regras dos concursos", enfatizou Portas, em conferência de imprensa, em Brasília.

O ministro português encontrou-se hoje com o homólogo brasileiro, António Patriota, com quem conversou sobre temas das relações bilaterais e sobre as negociações para um acordo birregional entre União Europeia e o Mercosul.

De acordo com António Patriota, uma nova reunião negociadora deverá ocorrer este semestre, quando o Brasil ocupa a presidência rotativa do Mercosul.

O ministro brasileiro destacou, no entanto, que algumas mudanças no cenário mundial exigirão uma nova consulta ao sector privado brasileiro, antes de uma nova rodada de negociações.

"Há a necessidade de nova consulta ao sector privado brasileiro porque há circunstâncias novas, inclusive a possibilidade de o Brasil perder o benefício do SGP [Sistema Geral de Preferências] europeu, e a própria crise internacional, que tem o seu epicentro nos países desenvolvidos, mas também nos afecta", realçou.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Precisamos de empreendedores para puxar o país para a frente"

Ministro da Economia diz que Portugal precisa de espírito empreendedor para dar a volta à crise e retomar o caminho do crescimento.

"Precisamos de empreendedores para puxar o país para a frente", afirmou o governante na sessão de encerramento da conferência "Energia de Portugal", promovida pelo jornal Expresso em parceria com a EDP, Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a SAGE, que decorreu na reitoria da Universidade de Lisboa.

"Ninguém pode ter a mínima dúvida que Portugal vai dar a volta a esta crise", disse Santos Pereira, lembrando que nos quase 900 anos de história os portugueses sempre souberam reagir às dificuldades e reerguerem-se.

O ministro apontou para o exemplo dos Estados Unidos da América (EUA), onde 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e 10% do emprego estão ligados às áreas do capital de risco.

"Os capitais têm que estar virados para as empresas mais inovadoras", salientou, sublinhando que a fusão das três empresas de capital de risco estatais numa única entidade, a Portugal Ventures, promovida pelo Governo, lança "o verdadeiro capital de risco público" em Portugal.

Segundo o governante, os setores das tecnologias de informação, das comunicações, das energias, do turismo, da agricultura e do mar estão entre os que melhor poderão aproveitar esta forma de financiamento alternativo ao crédito bancário.

"Os grandes empreendedores têm que trabalhar muito e ter muita determinação e é essa mentalidade empreendedora que vai dar a volta à situação de Portugal", frisou.

"O Estado é que tem que apoiar os empresários, e não ao contrário. Agora, não pode ser através da política do apoio, do subsídio e da ajudinha, como nos últimos anos", concluiu.

Já Francisco Pinto Balsemão, presidente do Grupo Impresa (que detém o Expresso), afirmou no mesmo evento que "criar um negócio próprio não é um caminho fácil, mas o recurso aos 'business angels' e ao capital de risco abre imensas oportunidades".

O empresário sublinhou que "Portugal enfrenta imensos desafios para relançar a sua economia" e que são iniciativas do estilo da "Energia de Portugal", que promove o encontro entre empreendedores e financiadores, que podem ajudar nesse caminho do crescimento.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

EDP "dá" 20 milhões a empresas que apostem na eficiência energética

A EDP vai disponibilizar um total de 20 milhões de euros às empresas que queiram apostar e investir em eficiência energética, anunciou hoje a eléctrica num evento no Museu da Electricidade.

Este apoio, que decorre através do programa “Save to compete", surge no seguimento de um protocolo assinado também hoje com a CIP e o BPI, no qual a CIP servirá como promotor da iniciativa junto das empresas e o BPI como financiador do investimento adicional que as empresas precisem no caso da EDP não cobrir todas as necessidades.






Nesse sentido, os “com o apoio do BPI, os 20 milhões de euros podem facilmente traduzir-se em 100 milhões de euros”, ressalvou o presidente executivo da EDP, António Mexia, que gostava que "numa primeira vaga tivéssemos 100 empresas" neste projecto.






Numa segunda fase, "se este caso tiver sucesso, a EDP poderá alavancar mais 20 milhões de euros" para mais cerca de 100 empresas, disse ainda António Mexia.






Para ter acesso a este apoio, as empresas têm de se candidatar no site www.savetocompete.com e fazer auto caracterização da empresa e dos seus consumos. Após este processo a EDP faz uma auditoria que explica onde a empresa em questão está a gastar mais e como pode poupar.






As empresas, na sua maioria industrias, mas também empresas de serviços, que tiveram potencial para baixar o seu consumo serão escolhidas pela EDP e pelo BPI para receber o financiamento que será apenas uma parte dos 20 milhões de euros, já estes serão para distribuir por cerca de 100 empresas.


As empresas terão, no entanto, que pagar esse financiamento de volta à EDP e num prazo de cinco anos, sendo que a ideia é que esse pagamento seja feito com o dinheiro poupado com as práticas de eficiência energética.






Na prática, as empresas começam logo a sentir uma redução na factura de electricidade, por via das intervenções feitas, mas dessa poupança retiram uma parte para a EDP. Uma vez terminado o prazo do financiamento, então a poupança na factura já será total. 






Para António Coutinho, um dos responsáveis da EDP neste processo, as empresas poderão poupar entre 5% e 20% consoante o seu consumo de energia, sendo que "se uma empresa consome mais vai ter uma redução maior".






Além disso, salienta o mesmo responsável, as medidas de eficiência energética a implementar "têm um potencial bastante maior que as poupanças conseguidas em negociações do preço da conta onde normalmente só se consegue poupar até 1%".

terça-feira, 12 de junho de 2012

EDP identificou 30 mil contadores com falhas, mas não informou clientes

A EDP reconhece a existência de falhas nos contadores de 30 mil clientes. Em entrevista à Renascença, o director João Torres refere que os problemas foram detectados em Novembro do ano passado. A empresa não informou os consumidores do problema, nem do processo de substituição dos equipamentos defeituosos.

“Não, porque começámos a substituição sem perceber exactamente a dimensão da questão. Mas sabemos quem são e serão informados no momento adequado sobre a avaria que afectava o seu equipamento de medida e [haverá] a compensação devida”, garante João Torres.

“O problema hoje levantado não é novo. Deve-se a um defeito de fabrico dos contadores de uma série limitada. Desde que fomos alertados para o problema, iniciámos uma verificação exaustiva e tratámos de substituir os equipamentos com esse defeito. Os nossos números apontam para que tenham sido identificados 30 mil contadores com defeito e, portanto, passíveis de gerar prejuízo para os clientes”, admite o director da EDP.

O defeito em causa foi detectado nos contadores com tarifa bi-horária. Um atraso no relógio fez com que o consumo de electricidade nem sempre correspondesse às horas de vazio, que são mais baratas.

“Havendo um pequeno atraso, há um período – na nossa estimativa de cerca de uma hora, nalguns casos duas – em que se aplicou uma tarifa superior àquela que é ajustada àquele período e é dessa compensação que estamos a falar”, explica o director da EDP.

As explicações da empresa surgem depois da denúncia da Deco, que esta terça-feira de manhã revelou em comunicado haver clientes que estão a pagar mais do que deviam.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) já reagiu, também em comunicado, e garante que o assunto está a ser avaliado pelo conselho tarifário. Diz a ERSE que as anomalias detectadas justificam uma compensação financeira que salvaguarde os interesses dos consumidores.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

As empresas nacionais nos cinco continentes

As empresas que querem ser competitivas não podem escapar à globalização. Esta parece ser a realidade que algumas das melhores e maiores empresas portuguesas interiorizaram e que se lançaram à conquista do mundo.

Com o mercado europeu, e sobretudo o português em clima de retracção, os empresários lançaram-se para outros continentes. O objectivo parece simples: mercados cujas economias registem taxas de crescimento significativas e onde existam oportunidades de negócios. A América Latina, até há pouco um destino a evitar, aparece assim no topo das prioridades das empresas, a par da Índia e até da gigante China. Os mercados de Angola, Moçambique e África do Sul estão presentes na cabeça dos decisores empresariais, mas já estão a deixar de ser destinos exóticos como são os países do Magreb ou os Emirados Árabes Unidos.

Mais do que exportarem para estes territórios as empresas nacionais estão a conquistar um novo patamar na internacionalização. Para além de estarem atentas a novas geografias, as empresas lusas estão também receptivas a novos modelos de negócio, como sejam as parcerias ou ainda de ‘franchising' que têm a vantagem de associarem-se a empresários conhecedores desses mercados. Ou seja, também o paradigma para a internacionalização está a mudar e o que é verdadeiramente importante para os empresários é conquistar novos mercados.

A Sonae está presente nos cinco continentes. A empresa liderada por Paulo Azevedo tem-se vindo a internacionalizar em cada uma das suas áreas de negócio. Na Sonaecom, a bandeira internacional é transportada pela WeDo que está espalhada pelo mundo. No retalho alimentar, a parceria levada a cabo com Isabel dos Santos, vai abrir as portas em Angola. No não alimentar, a Sonae tem vindo a desbravar caminhos, quer seja com lojas próprias, quer seja através de parcerias em regime de ‘franchising', e está em países como Espanha, Turquia, Arábia Saudita, Egipto e Cazaquistão. Agora anunciou a entrada deste modelo para a América Latina (Venezuela, Colômbia, Rep. Dominicana, Panamá).Também a sub-holding Sonae Sierra, para além da forte presença em países como a Alemanha, Espanha, Portugal, Itália, Grécia, está também presente em regiões mais distantes como o Brasil e Colômbia.

No sector dos vinhos, a Sogrape, umas das maiores empresas do sector, é também uma das mais internacionalizadas. Em 1990, a empresa liderada por Salvador Guedes exportava para mais de 125 países e em 1997, dá um passo decisivo na conquista do Novo Mundo. A empresa entra na Argentina, mas é em 2008 que concretiza duas importantes aquisições que vieram reforçar a presença internacional: Nova Zelândia e Chile.

Também o sector cimenteiro não escapou a este movimento internacional. A Cimpor dá o seu pontapé de saída em 1992, na Galiza, Espanha. Segue-se, dois anos mais tarde, Moçambique, Marrocos, Brasil, Tunísia, Egipto. A que se seguem já na primeira década do século, África do Sul, Angola, Cabo Verde, Turquia, Peru, India, China.

No caso da Portugal Telecom, o objectivo parece ser o de maximizar o valor estratégico dos activos internacionais. A empresa pretende reforçar o enfoque no Brasil, um mercado que continua a ser prioridade, e África subsariana.

Já o grupo de António Mexia também não fugiu à onda de expansão internacional. A EDP está presente na Península Ibérica, França, Bélgica, Polónia, Roménia, Itália, Reino Unidos, Estados Unidos e Brasil. A eléctrica nacional é mesmo o terceiro maior produtor mundial de energia eólica, através da subsidiária EDP Renováveis.

Uma das empresas portuguesas mais internacional é a Efacec. A empresa está presente em destinos como Angola, Moçambique, Argélia, Espanha, Estados Unidos, Roménia, República Checa, Áustria, Brasil, Argentina, Irlanda, Índia e Singapura.

Na construção, a Mota-Engil, a área internacional já representa um volume de facturação na ordem dos 2,5 mil milhões de euros, cerca de 70% do total das receitas da empresa. A construtora está presente em países como a África do Sul, Angola, Moçambique, Malawi, S. Tomé e Príncipe, Polónia, Roménia, Eslováquia, Hungria, México, Colombia, Peru.

A corticeira Amorim é a maior empresa mundial de produtos de cortiça e uma das mais internacionais de todas as empresas portuguesas, com operações em dezenas de países, de todos os continentes. A corticeira para além de abastecer clientes de mais de cem países, tem presença directa nos países produtores de matéria prima com participadas em Portugal, Espanha, Tunísia, Marrocos. A empresa liderada por António Amorim está também presente em todos os grandes países produtores de vinho como seja França, EUA, Austrália e Itália.

As recentes apostas

- A Sonae liderada por Paulo Azevedo continua apostada na internacionalização. O gestor adiantou, durante a apresentação de contas, que a Sonae "vai continuar a trilhar o seu caminho". Novos mercados só "coisas muito cuidadosas e num modelo de capital light". Entre os novos destinos estão mercados como Venezuela, Chipre, República Dominicana e Panamá.

- A EDP, liderada por António Mexia, anunciou no âmbito do Investidor Day (Dia do Investidor) que vai reduzir a exposição ao mercado energético portugês e espanhol. Uma redução que será compensada por uma maior exposição de 21% para 32% ao negócio das energias renováveis em novos mercados como México, Turquia, Peru, Marrocos, África do Sul, Chile e Ucrânia.

As empresas mais internacionais

1. A Corticeira Amorim é a empresa portuguesa com uma maior presença internacional.

2. Cimpor deu o seu pontapé de saída para aos mercados externos em 1992.

3. Na Sonaecom, a bandeira internacional é transportada pela WeDo que está espalhada pelo mundo.

4. Em 1990, a empresa liderada por Salvador Guedes já exportava para mais de 125 países.

5. A EFACEC marca presença nos cinco continentes.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Portugal passa no teste da 'troika' e recebe mais 4.100 milhões

O Governo português recebeu nota positiva na quarta avaliação da troika ao programa de assistência.

O ministro das Finanças, Vìtor Gaspar, anunciou hoje o "sucesso" do novo exame da troika ao país. "Cumprimos todos os critérios quantitativos e objectivos do quarto exame", afirmou Vítor Gaspar, salientando que este programa "responde às necessidades de ajustamento da economia portuguesa"

Vítor Gaspar, que fala numa conferência de imprensa em Lisboa, salientou também a rápida redução do desequilíbrio externo e os ganhos significativos das exportações em termos de quota de mercado. Sobre o desemprego, o ministro das Finanças considerou imperativo ponderar sobre o aumento do desemprego, que pressiona as contas da Segurança Social.

"É crucial garantir rigorosa execução orçamental", afirmou Gaspar, sublinhando que as previsões estão em linha com a meta do défice de 3% do PIB em 2013.

"As nossas previsões actuais estão em linha com o objetivo para o défice orçamental em 2013. A dívida pública deverá atingir um máximo de 118% do PIB em 2013, e reduzir-se-á continuadamente nos anos seguintes", disse Vítor Gaspar na apresentação das conclusões do quarto exame da 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) à evolução do programa contratado com Portugal.

"Esta revisão de três pontos percentuais decorre da revisão do PIB nominal para 2013, da execução do programa de apoio à economia local, de revisões contabilísticas entretanto efetuadas à dívida pública no final de 2011 e de alguns outros factores de importância quantitativa menor", acrescentou Gaspar.

Os números avançados pelo ministro também incluem ligeiras revisões às projecções anteriores do Governo para 2013. Gaspar disse que o Governo agora prevê um crescimento do PIB de 0,2% no próximo ano (a previsão anterior era 0,6%) e uma taxa de desemprego de 15,9% (a previsão anterior era 14,1%).

O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, afirmou também que a venda da TAP e da ANA deverão ser concluídas ainda este ano, tendo a venda da CP Carga sido adiada para 2013.

"Após o sucesso das privatizações da REN e da EDP, esperamos concluir a venda da TAP e da ANA ainda este ano. A venda da CP Cargo foi adiada" para o próximo ano, disse Vitor Gaspar.