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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

AEP e Serralves promovem debate sobre internacionalização

Reflectir sobre a economia e sinalizar caminhos futuros são objectivos das jornadas.

Empresários e gestores como Alexandre Relvas (Logoplaste), Jorge Rebelo de Almeida (Vila Galé), Paulo Pereira da Silva (Renova), Jorge Coelho (Mota Engil) e José Honório (Portucel) vão juntar-se a personalidades da vida política e económica portuguesa como Miguel Cadilhe, António Mexia, Luís Braga da Cruz ou Valente de Oliveira para debater a "Internacionalização da economia portuguesa". Estas jornadas terão lugar amanhã, no Porto, e são a terceira edição de uma iniciativa a cargo da Associação Empresarial de Portugal (AEP) e da Fundação de Serralves.

O encontro tem como objectivo uma "reflexão profunda sobre o trabalho que tem vindo a ser feito, e terá de prosseguir, pelas empresas e pelos agentes públicos, em prol do incremento da competitividade externa de Portugal, do aumento das exportações e da afirmação internacional do nosso saber fazer, na indústria e nos serviços", adianta em comunicado Paulo Nunes de Almeida, presidente da Fundação AEP, Paulo Nunes de Almeida.

As III Jornadas AEP/Serralves, que têm como tema uma questão da actualidade e prioritária na agenda económica do País, conseguiram reunir um conjunto de "actores sociais de primeira linha, com um conhecimento profundo da actualidade económica e das necessidades do País" que irão procurar "sinalizar novos rumos ao tecido empresarial português", realça ainda Nunes de Almeida.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Portucel confirma liderança europeia no papel UWF

A Portucel fechou o 1º semestre com vendas de 742,7 milhões de euros, mais 0,4% em face do período homólogo. A empresa conseguiu colocar 68 mil toneladas de quota adicional no mercado europeu, reafirmando a liderança no segmento.

O resultado líquido no semestre cresceu 8,3%, para os 105,7 milhões de euros, enquanto o cash-flow caiu 11,6%, para os 151, 6 milhões de euros. A companhia é uma das maiores exportadoras nacionais, representando 3% das exportações de bens do país. Do total das vendas, que atingiram um novo recorde no 2º trimestre do ano, 618 milhões de euros resultam de exportação.

A empresa realça que estes resultados foram obtidos "num contexto económico adverso, marcado por uma quebra estimada de 3,5% no consumo aparente de papel fino para impressão escrita não revestido, tanto na Europa, como nos EUA". Adianta que "os bons resultados atingidos são fruto de um modelo de negócio bem sucedido e resiliente, traduzido numa elevada perceção de qualidade da sua proposta de valor e da forte penetração e notoriedade das marcas próprias, que representam 60% do volume total de vendas de papel".

O aumento de vendas foi potenciado pela nova fábrica e ainda pelo crescimento da área de energia, que foi superior em 4% em termos homólogos.

Ainda a nível de indicadores, a empresa apresentou um rácio de dívida líquida sobre EBITDA de 1,3, enquanto a dívida líquida remunerada caiu 59,8 milhões de euros entre semestres, situando-se nos 488,4 milhões de euros.

Exterior e perspetivas

A nível internacional o grupo afirma que continua a desenvolver o plano de investimento para Moçambique, estando a melhorar a rede de ensaios para plantações, a par dos estudos das alternativas logísticas para entrada e saída de produtos para a produção de pasta para papel e energia.

Em termos de expetativas para o final do ano, a gestão da empresa refere que "o mercado de papel cut-size na Europa tem-se mostrado bastante resiliente, com uma redução da procura muito moderada tendo em conta a presente situação económica e comparativamente ao comportamento da procura de bens de consumo em geral". O mercado de pasta BEKP mantém-se "sustentado por uma forte procura dos mercados asiáticos, nomeadamente da China". Este comportamento positivo da China tem "compensado um ambiente mais recessivo na Europa e nos EUA, pelo que as expetativas são de manutenção de um certo equilíbrio no mercado durante 2012".

A Portucel salienta que o aumento da oferta que se verificará partir deste final do ano, caso das capacidades no Brasil e Uruguai, "poderá perturbar o equilíbrio entre a oferta e a procura nos anos subsequentes".