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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Construtoras espanholas reforçam internacionalização

Empresas ganharam contratos no exterior no valor de 23 mil milhões em 2012.

As construtoras espanholas conseguiram no ano passado contratos para obras no estrangeiro no valor de mais de 23 mil milhões de euros, segundo dados divulgados esta semana pelo Governo espanhol.

Os dados foram apresentados pelo secretário de Estado de Infra-estruturas, Rafael Catalá, que referiu que a internacionalização das empresas é um dos pilares da política de infra-estruturas futuras do Ministério de Fomento. Para Catalá, o dado dos projectos conseguidos pelas empresas espanholas fora de portas demonstra "a força do sector empresarial espanhol", o que tem impacto positivo tanto a nível laboral como pelo reconhecimento de que a engenharia espanhola é vista no mundo como "garantia de qualidade".

Entre outros objectivos "estratégicos" do Ministério, acrescentou, está a realização de parcerias público-privadas, que representam 16% dos investimentos previstos no plano de Infra-estruturas e Transporte para o período 2012-2024. Segundo Catalá, a colaboração com a iniciativa privada é "necessária", tendo em conta que 2.600 milhões de euros do orçamento deste ano são destinados ao pagamento da dívida.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Águas do Alardo aposta na exportação para sair da crise

WaterBunkers comprou a Alardo há dois anos, em insolvência, e investe dois milhões na modernização.

Depois de passar por um processo de insolvência e de ter sido comprada há cerca de dois anos pela sociedade gestora de participações WaterBunkers, a marca Águas do Alardo tenta contornar as dificuldades financeiras com a aposta na internacionalização. 

O director-geral da nova empresa, Nascente Divina Águas do Alardo, revelou ao Diário Económico que depois da aquisição em leilão "já se investiram dois milhões de euros na fábrica" e aposta tudo na exportação. "Estamos a exportar para dez países, onde se inclui China, Macau e PALOP", afirma Mário Gomes, realçando que 90% da produção que sai das linhas de engarrafamento de água já são para venda no exterior. Para este ano, a empresa prevê ainda iniciar a exportação para os Estados Unidos e Rússia.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Insolvência de empresas aumentou 41% em 2012



O número de empresas insolventes em Portugal aumentou 41% em 2012, para 6.688, face a 2011, com o setor da construção a ser o mais atingido, indica hoje um estudo anual da seguradora de crédito e caução COSEC.

Este setor representou cerca de 28% do total das insolvências verificadas em 2012, com 1.846 casos, explica também o estudo, realçando que o total das insolvências de empresas aumentou 43% no ano passado, quando comparado com o ano anterior.

A administradora da Cosec, Berta Dias da Cunha, considerou que "o ano 2012 confirmou as estimativas [da COSEC] de menor crescimento do comércio internacional que, em conjunto com políticas monetárias e fiscais mais restritivas, sobretudo na Europa, justificaram o desaparecimento de um número considerável de empresas".

Por distritos, o Porto continua a ser o que maior peso apresenta, com 24% das insolvências a nível nacional, seguido de Lisboa com 21% e de Braga com 12%.

Contudo, em Bragança verificou-se o menor número de casos, apenas 0,5% do total de insolvências (33 registos), abaixo de Portalegre, Beja e Açores, com 0,7%.

A Cosec destaca também que 76% das empresas que entraram em insolvência são microempresas, com prevalência para um número acentuado de registos nos setores da construção (20%), retalho (14%) e nos serviços (13%)", salienta o documento.

Os setores do retalho (16%), com 1.093 casos, serviços (15%), com 1.015 casos e o setor têxtil (8%), com 519 casos também mereceram destaque no estudo.

No entanto, os setores em que se registaram maior variação no número de casos de insolvência, face a igual período de 2011, foram o dos serviços, metalúrgico e produtos químicos com uma variação de 58%, 56% e 54%, respetivamente.

A Cosec realça que o setor dos computadores e telecomunicações representou, contudo, somente 0,4% dos casos e que setor da eletrónica correspondeu a 0,9%.

A seguradora de crédito e caução adiantou no seu estudo que "Portugal será um dos quatro países europeus, em conjunto com o Reino Unido, Noruega e Suíça, que deverá apresentar uma redução no número de insolvências em 2013.

Esta situação acontecerá após sete anos consecutivos de "um acentuado crescimento" deste indicador, sublinha.

De acordo com a Cosec, a nível mundial, as insolvências registaram um aumento de 1% em 2012, face ao ano precedente.

A Cosec avança que o número de insolvências deverá aumentar 4% este ano a nível mundial, quando comparado com 2012.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Álvaro Santos Pereira promete mais fundos comunitários para as empresas

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou nesta terça-feira que o Governo quer direccionar para as empresas "mais de 50%" dos fundos do próximo quadro comunitário de apoio comunitário, elegendo a industrialização e a internacionalização como prioridades.

Álvaro Santos Pereira, que falava no âmbito de uma conferência sobre o Quadro Estratégico Europeu 2014-2020, sublinhou que os incentivos às empresas representam apenas um terço dos fundos comunitários e salientou que o objectivo para o próximo QREN "é que as empresas concentrem mais de 50% dos apoios".

O governante assinalou, por outro lado, que as empresas que apresentaram projectos no âmbito dos fundos comunitários registaram um aumento de mais de 70% das exportações, o que mostra que "o QREN está ao serviço das empresas".

Álvaro Santos Pereira voltou a insistir que o próximo ciclo de fundos comunitários "é uma oportunidade única para inverter os erros do passado", e marca "um período de viragem", sendo encarado como um instrumento para a criação de emprego e uma alavanca para o crescimento económico.

O ministro notou ainda que "o erro de privilegiar as infra-estruturas" foi feito à escala europeia, mas acrescentou que ainda falta concluir a ferrovia em bitola europeia e que Espanha e França ainda precisam de concluir as redes transeuropeias de energia.

"O resto deve ser direccionado para a formação, qualificação e competitividade", reforçou, salientando que os fundos comunitários "têm de estar virados para lançar as bases do crescimento económico".

Reindustrialização, promoção da competitividade, qualificação profissional, atracção de investimento estrangeiro, inovação tecnológica foram apontadas como prioridades do Governo.

As declarações de Álvaro Santos Pereira surgem depois de o secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, ter defendido também que os fundos comunitários sejam "o agente das transformações estruturais do país" e o "motor da reindustrialização".

Num discurso proferido na conferência "Quadro Estratégico Europeu 2014-2020 - Os Fundos Comunitários: Passado e Futuro", que decorre em Lisboa, António Almeida Henriques, disse que, "num especial contexto de severo aperto das contas públicas, os fundos europeus são, mais do que nunca, o agente das transformações estruturais do país".

De acordo com o governante, os fundos europeus que Portugal vai receber entre 2014 e 2020 "serão o motor da reindustrialização, da expansão e internacionalização das PME [pequenas e médias empresas], e de uma especialização inteligente de base regional".

"É hoje irrecusável a persistência de factores de vulnerabilidade competitiva na economia portuguesa, a que os fundos comunitários não souberam responder (...) Construímos uma sociedade mais coesa, mas, sem ganhos na economia, a coesão social estará comprometida ou condenada", acrescentou o secretário de Estado.

Almeida Henriques referiu ainda que o próximo ciclo de financiamento europeu "será previsivelmente o último relevante em dimensão", pelo que Portugal "não tem margem para falhar" e vai colocar "a economia e o emprego (...) no coração do 'Novo QREN'".

Ao longo do discurso, o secretário de Estado disse também que Portugal já recebeu mais de metade da dotação do QREN para o período de 2007-2013, um valor acima da média da União Europeia (UE) a 27.

Até ao final de 2012 Portugal já tinha recebido "da Comissão Europeia 51,4% da dotação do QREN", ou seja, cerca de 11.000 milhões de euros, um valor acima da média da UE a 27 (36,7%), avançou.

Citando dados preliminares relativos à execução do QREN no ano passado, o governante referiu que "2012 foi o melhor ano de sempre" na execução dos fundos comunitários e que Portugal foi "o país da União Europeia que melhor executou" estas verbas.

Almeida Henriques disse que, em 2012, "foram injectados pelo QREN na economia [portuguesa] perto de 4.000 milhões de euros, 900 milhões dos quais só no mês de Dezembro".

"Trata-se de um recorde histórico para Portugal, que nos dá autoridade e confiança para negociar e preparar o 'Novo QREN' para 2014-2020", lê-se no discurso de Almeida Henriques, que sublinha que estes resultados "confirmam a boa 'performance' da máquina do QREN e o sucesso da reprogramação estratégica efectuada em Julho deste ano".

Os resultados definitivos da execução do QREN em 2012 deverão ser conhecidos até final do Janeiro.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Empresários desafiados a investir em 31 mercados

Oprojecto ‘Matchpoint’, coordenado pela AICEP, identifica mercados com elevado potencial exportador.

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) está a desenvolver um estudo com o nome de código ‘Matchpoint' sobre oportunidades de negócio para as empresas portuguesas em 31 mercados. Um projecto que estará concluído no primeiro trimestre do próximo ano.

Para a instituição liderada por Pedro Reis trata-se de informação estratégica com o objectivo de apoiar uma abordagem comercial futura às companhias nacionais, esclareceu ao Diário Económico. O responsável pela dinamização do comércio externo e pelo investimento realça que o documento acolhe "intelligence nacional". E explica que o grande desafio será "como divulgar esta estratégia, mantendo a base da matriz de informação reservada aos olhos do mundo".

Pedro Reis não deixa, aliás, de enfatizar a importância do documento, considerando-o como inédito e nevrálgico. É "inédito, reforça, porque nunca se foi tão longe em Portugal no alinhamento entre esfera pública e sector privado, com vista a definir e implementar uma matriz estratégica da nossa internacionalização". E é nevrálgico devido ao facto de "permitir alinhar esforços, focar recursos e concertar estratégias" para o posicionamento externo da economia portuguesa nos próximos anos.

Augusto Mateus, ex-ministro da Economia de António Guterres, confrontado com este novo instrumento da agência pública para a internacionalização das empresas, salienta que a lógica na internacionalização deve estar em casar a oferta à procura. Apesar de não conhecer o documento, destaca que a "abordagem deve ser continuada e orientada para a resposta à procura e não de curto prazo e orientada para a resposta à oferta".

João Miranda, presidente executivo da Frulact, empresa que marca presença em vários mercados internacionais - dos quais o último foi a África do Sul -, realça também o desenvolvimento do "intelligence" sectorial. Para o empresário, a "identificação da "oferta" nacional associada a cada sector é fundamental".

Questões que a AICEP pretende solucionar com o arranque do ‘Matchpoint'. Segundo a agência, o estudo visa precisamente "sinalizar oportunidades de negócio concretas para as empresas onde a AICEP identificou uma procura real e uma oferta capacitada, mas que não está ainda materializada em negócios". Aliás, a instituição faz questão de sublinhar que o documento não define mercados prioritários, mas sim identifica mercados onde há potencial de negócio.

Associações vão participar na definição do documento.

Os 31 mercados já foram identificados e serão dados a conhecer às associações e corporações no âmbito do Conselho Estratégico de Internacionalização da Economia (CEIE) para possíveis correcções e validação das opções inscritas no documento, permitindo que esteja concluído no início do próximo ano. Agora a AICEP quer que ao longo de 2013 surja do CEIE um quadro claro da matriz de internacionalização da economia e do respectivo plano de acções.

Sobre esses mercados, Pedro Reis levanta um pouco o véu, identificando, a par de países europeus, mercados como o chinês e o brasileiro. "A aproximação à China terá efeitos multiplicadores a curto e médio prazo. E, quanto ao Brasil, referiu estar "convencido que haverá nos próximos anos uma segunda vaga de empresas a investir em Portugal e não será por causa das privatizações. Quando os empresários olham para a Europa aparece-lhes Portugal pela porta", salienta.

Exportar em dez passos

Saiba quais os passos que deve seguir se quer começar a exportar os seus produtos ou serviços.

Com a procura interna em terreno negativo, as exportações são a única tábua de salvação das empresas nacionais. As vendas para o exterior foram eleitas o único motor da economia, por isso, saiba como seguir exportar em dez passos, segundo o guião traçado pela AIP.

1
Autodiagnóstico

Uma empresa que queira começar a exportar deve, começar por questionar se tem capacidade para o fazer: se tem produtos adequados, recursos humanos e financeiros, conhecimento ou experiência. Se a resposta a todas estas questões for afirmativa, então avance.

2
Prospecção de mercado

A empresa deve começar a explorar os mercados para analisar as características de cada um e despertar o interesse em potenciais clientes. Para isso deve participar em feiras e integrar missões empresariais. No processo de recolha de informação pode ainda subscrever bases de dados e obter estudos de mercado.

3
Adaptar produtos

Os mercados não são todos iguais, por isso, os produtos muitas vezes têm de ser adaptados quer seja ao nível de embalagens, rotulagem, ou até mesmo no nome da marca. A adaptação deve ter em conta a legislação do país, mas também os hábitos de consumo. Em alguns casos é necessário analisar a manutenção e assistência pós-venda.

4
Preço

O preço é sempre um factor fundamental. O preço de exportação não tem de ser igual ao praticado no mercado interno já que tem de cobrir custos relacionados com a adaptação do produto, campanhas de marketing, custos de transporte e administrativos, mas também os riscos cambiais, nos mercados que não operem em euros. Por outro lado, em termos estratégicos, um preço baixo, normalmente, garante um aumento da procura, mas um preço elevado, em situações de concorrência limitada, pode gerar mais ganhos por unidade de venda e pode associar o produto à ideia de qualidade.

5
Formalidades

Conhecer previamente as formalidades obrigatórias é uma garantia de sucesso. Documentos comerciais certificados, documentos de transporte, documentos aduaneiros são normalmente os três grupos de documentação necessária para exportar.

6
Superar barreiras

As empresas no estrangeiro podem ser confrontadas com barreiras formais e informais, por isso, antes de começar a exportar as empresas devem listar aos possíveis entraves que podem enfrentar. Taxas alfandegárias, contingentes ou limites máximos de mercadorias, excesso de burocracia, condições de armazenagem e transporte dos produtos, são apenas alguns dos exemplos de entraves com que as empresas se podem confrontar.

7
Definir meio de transporte

Escolher o meio de transporte para exportar depende não só do produto em causa, mas também do mercado a que se destina. A avaliação deve ser feita com base no preço, na segurança, nas facilidades de armazenagem e desalfandegamento, assim como de eventuais inspecções pré-embarque obrigatórias.

8
Pagamentos

Definir os meios de pagamento é um passo importante já que as transacções comerciais internacionais não estão isentas de risco. As empresas podem optar por meios de pagamento documentário (crédito documentário ou remessa, sendo o sistema mais seguro) e não documentário (cheque empresa, cheque bancário internacional ou ordem de pagamento). Avaliar a moeda em que são feitas as transacções e usar seguros de crédito à exportação são também pontos importantes.

9
Apoios à exportação

Com a necessidade de aumentar as exportações para potenciar o crescimento da economia há cada vez mais apoios às empresas. Estas devem procurar informações junto da Aicep, IAPMEI e associações empresariais.

10
Plano de internacionalização

Completados os pontos de um a nove, a empresa deve elaborar um primeiro plano de abordagem aos mercados escolhidos e um plano de entrada com objectivos (realistas) definidos e calendarizados e com a afectação de recursos necessários à sua concretização.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Zippy entra no Azerbaijão e América Latina é outra das apostas

A Sonae anunciou hoje que alargou a presença da marca de vestuário para crianças Zippy ao Azerbeijão e está a olhar para novas oportunidades de expansão na América Latina, Médio Oriente e Cáucaso.

A Zippy vai abrir a primeira loja na capital do Azerbaijão, Baku, reforçando a presença no mercado externo, depois de no último mês ter anunciado a entrada na República Dominicana.

"Na Zippy olhamos para as oportunidades de expansão em todo o mundo, seguindo uma abordagem de capital 'light'", disse à Lusa Miguel Seixas, administrador da Sonae SR.

"Temos planos de expansão para a América Latina, Médio Oriente e Cáucaso, mas é possível que surjam outras geografias no nosso plano, dada a forte aceitação que a marca tem recebido por parte dos parceiros de negócio e dos clientes", acrescentou o gestor.

Questionado pela Lusa sobre quanto é que a Sonae prevê facturar este ano com a marca de retalho especializado Zippy, Miguel Seixas escusou-se a adiantar valores.

"Posso assegurar-lhe que hoje, após o atingir de uma posição de liderança no seu mercado base se torna evidente para a Zippy que o crescimento da marca se fará através da internacionalização".

A aposta no crescimento através da internacionalização "já permite que hoje mais de 50% das vendas da insígnia se façam fora de Portugal".

Para o gestor, a "internacionalização é uma prioridade estratégica da Sonae e, no caso da Zippy, ganha uma especial pertinência, dado ser uma marca que está a conseguir uma forte aceitação em novos mercados, quer junto de potenciais parceiros, quer efectivamente junto do cliente final".

O Azerbaijão permite à marca entrar na região do Cáucaso, "abrindo portas para alargar a sua presença a outros países vizinhos".

Nos últimos dois anos, a Zippy passou a estar disponível em países como Arábia Saudita, Cazaquistão, Egito, República Dominicana e Turquia, além de Portugal e Espanha.

No final de junho, as marcas da Sonae SR totalizavam 136 lojas fora do mercado português, das quais 13 em 'franchising'.

A entrada da Sonae SR no Azerbaijão realiza-se em regime de 'franchising', através da parceria com o Fawaz Alhokair Group, seguindo a estratégia de diversificação dos estilos de investimento.

O Azerbaijão é um mercado emergente do Cáucaso e tem cerca de 9,5 milhões de habitantes, dos quais 22,7% com menos de 14 anos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

AEP e Serralves promovem debate sobre internacionalização

Reflectir sobre a economia e sinalizar caminhos futuros são objectivos das jornadas.

Empresários e gestores como Alexandre Relvas (Logoplaste), Jorge Rebelo de Almeida (Vila Galé), Paulo Pereira da Silva (Renova), Jorge Coelho (Mota Engil) e José Honório (Portucel) vão juntar-se a personalidades da vida política e económica portuguesa como Miguel Cadilhe, António Mexia, Luís Braga da Cruz ou Valente de Oliveira para debater a "Internacionalização da economia portuguesa". Estas jornadas terão lugar amanhã, no Porto, e são a terceira edição de uma iniciativa a cargo da Associação Empresarial de Portugal (AEP) e da Fundação de Serralves.

O encontro tem como objectivo uma "reflexão profunda sobre o trabalho que tem vindo a ser feito, e terá de prosseguir, pelas empresas e pelos agentes públicos, em prol do incremento da competitividade externa de Portugal, do aumento das exportações e da afirmação internacional do nosso saber fazer, na indústria e nos serviços", adianta em comunicado Paulo Nunes de Almeida, presidente da Fundação AEP, Paulo Nunes de Almeida.

As III Jornadas AEP/Serralves, que têm como tema uma questão da actualidade e prioritária na agenda económica do País, conseguiram reunir um conjunto de "actores sociais de primeira linha, com um conhecimento profundo da actualidade económica e das necessidades do País" que irão procurar "sinalizar novos rumos ao tecido empresarial português", realça ainda Nunes de Almeida.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Santos Pereira: sem coesão social Portugal não terá futuro brilhante

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, sublinhou hoje que a coesão social «é fundamental» e que sem ela Portugal não terá um futuro brilhante.



«Não tenho a mínima dúvida de que a manutenção social é fundamental. Se não conseguirmos manter a coesão na diversidade, não teremos um futuro brilhante à nossa frente», disse Álvaro Santos Pereira, durante a ‘Grande Conferência 'Lançar, Fazer, Investir'" do Dinheiro Vivo/Millennium BCP.

Segundo o ministro da Economia, a coesão social «é essencial» para que Portugal continue a ser um país diferente dos outros países que estão também em crise.

No mesmo sentido, o presidente do Millennium BCP, Nuno Amado, frisou que «o consenso na diversidade é o mais importante» e considerou «impressionante» a atenção, o conhecimento e o detalhe com que investidores e accionistas internacionais seguem a situação portuguesa.

«Estivemos nas últimas duas/três semanas bastante activos a contactar potenciais investidores e accionistas nacionais e estrangeiros. A grande parte das suas preocupações não era sobre o BCP, mas sobre Portugal», frisou.

Nuno Amado salientou que a maior parte das questões incidiu sobre a evolução do país, a eventual inversão numa trajectória de «bons alunos», o aumento do risco social e político, o caminho que vai seguir, mais próximo do irlandês ou do grego, ou seja, se Portugal está a entrar numa zona de mudança e de menor consenso.

«O que se ganha em um ano de trabalho, pode perder-se num mês de más decisões», frisou, acrescentando que «Portugal estava nos jornais por seguir um caminho que era o possível e era bom não voltar aos jornais por estar a divergir desse caminho».

Nuno Amado disse ainda que espera que o consenso não esteja quebrado e elogiou o Governo pelo «bom senso e capacidade de recuar» nas alterações à Taxa Social Única (TSU).

«Espero que voltemos a uma situação de cola no sentido da trajectória de maior tranquilidade e de maior consenso», concluiu.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Empresas que apostam na internacionalização

A gigante alemã DHL, a norte-americana UPS ou a portuguesa Luís Simões procuram crescer fora dos seus países de origem.

As empresas de logística nacionais e internacionais estão a apostar cada vez mais nos mercados externos. Sejam norte-americanas - como a UPS - ou europeias - como a alemã DHL - as gigantes do sector olham sobretudo para os mercados emergentes, como é o caso do Brasil e, sobretudo, da China.

A DHL, por exemplo, inaugurou na passada semana um novo ‘hub' no aeroporto internacional de Pudong, em Xangai, na China. O investimento, de 140 milhões de euros, expressa a aposta nos mercados asiáticos. O norte da Ásia representa já 20% do total da facturação do grupo - só a China representa 10%. O objectivo é que, em 2017, as receitas provenientes do mercado da Ásia e Pacífico representem um terço do total das receitas da DHL. "Estamos bem posicionados para um crescimento rentável e sustentável na região", disse em Xangai, na inauguração deste ‘hub', Frank Appel, presidente-executivo do grupo DHL. A empresa alemã de logística e correios está ainda a apostar noutros mercados emergentes, como o Brasil, onde avançará com a construção de um armazém, segundo anuncio o presidente-executivo da empresa escusando-se, contudo, a avançar com mais pormenores.

Não é só a DHL que marca presença na China, estando no mercado asiático há cerca de 30 anos. A norte-americana UPS também apostou nesta geografia, com a abertura de um ‘hub' no aeroporto de Xangai em 2007. A americana está em processo de compra da concorrente TNT Express, cujo processo de aquisição deverá estar concluído no quarto trimestre deste ano. Presente em mais de 200 países e com uma facturação superior aos sete mil milhões de euros em 2010, a TNT Express é outro caso de uma presença forte nos mercados internacionais como a China, a América do Sul, o Médio Oriente e ainda a Europa.

As três empresas estão presentes em Portugal: a DHL com forte expressão no aeroporto do Porto, onde investiu cinco milhões de euros este ano num armazém de carga aérea. A facturação em Portugal atingiu os 60 milhões de euros e em cima da mesa está a possibilidade de se avançar com um terminal para carga aérea no aeroporto de Lisboa. Já a UPS conta com dois centros, em Lisboa (no Prior Velho) e no Porto (no aeroporto Sá Carneiro). A TNT, por seu turno, opera na área do expresso.

Além das multinacionais, também as empresas portuguesas apostam nos mercados externos. É o caso da Luís Simões, que tem dez centros logísticos e quatro plataformas de ‘cross docking' (passagem de cais) em Portugal. Contudo, a aposta da empresa no mercado espanhol eleva o número total de instalações para "22 centros de operações logísticas e 14 plataformas de ‘cross docking', sete centros de ‘co-packing' e dez centros de operações de transporte a nível ibérico", enumera Vítor Enes, director-geral de Logística Ibérica da Luís Simões.

Em 2011, as vendas consolidadas da empresa ultrapassaram os 206 milhões de euros mas, para já, não está prevista a internacionalização para outros mercados além do espanhol. "O plano de negócios da Luís Simões está direccionado para o mercado ibérico", garante o gestor, questionado pelo Diário Económico. "A Luís Simões está no mercado espanhol há mais de 20 anos e posiciona-se no sector da logística e dos transportes com um conceito de integração e verticalização dos serviços logísticos à escala ibérica", explica. "É a partir da rede de centros de operações logísticas e plataformas de distribuição, localizadas nas principais regiões portuguesas e espanholas, que disponibilizamos um serviço diário de distribuição ibérica", conclui o responsável.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pedra portuguesa quer "conquistar" mercados internacionais

Objectivo do sector é crescer na ordem dos 5% até 2015.


O congresso Global Stone arranca, esta segunda-feira, em Borba e conta com a presença de quase duas dezenas de países. Numa altura em que as exportações são o motor da economia, este sector aposta na internacionalização.

A pedra natural portuguesa tem características únicas e o sector é responsável por 1,5% das exportações do país. Portugal está bem colocado no panorama mundial, mas é preciso ir ainda mais longe, defende Filipe Palma, presidente do congresso Global Stone.

“Apesar da crise mundial, apesar do nosso mercado europeu ter diminuído, estamos a crescer em termos de exportação para mercados como a China, os Estados Unidos ou o Brasil. Este é outro caminho, é um projecto âncora, ou seja, a internacionalização através da modernização, da inovação e da melhoria da competitividade”, revelou àRenascença.

O sector, que se distingue nos mercados internacionais pela qualidade, mas também pelo avanço tecnológico das empresas, ambiciona um crescimento nos próximos anos. “Queremos, mesmo com as dificuldades existentes e que não se ultrapassam de um dia para o outro, que ao nível das exportações o peso da pedra natural possa ser cerca de 5%, até 2015”, disse Filipe Palma.

Neste congresso internacional, que decorre no Alentejo, participam 16 países. Está prevista a presença do primeiro-ministro na abertura do evento.

QREN: Reprogramação garante mais 1.000 M€ às empresas

A reprogramação estratégica dos fundos comunitários, que vai ser hoje entregue em Bruxelas, vai permitir às empresas acederem a mais mil milhões de euros, através de uma linha de crédito que ficará ativa a 15 de agosto.

Segundo um documento relativo à execução e reprogramação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), a que a Lusa teve acesso, a linha de crédito será financiada com 500 milhões de euros do BEI (Banco Europeu de Investimento) e outros 500 milhões do sistema bancário e destina-se a apoiar projetos de inovação, internacionalização e expansão da capacidade produtiva.

A reprogramação do QREN prevê também reforçar os incentivos diretos às empresas em 705 milhões de euros e os mecanismos de engenharia financeira em 137 milhões de euros.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Entrevista a José Eduardo Carvalho, Presidente da AIP / CCI

Dr. José Eduardo Carvalho, Presidente da AIP/CCI, reconhece o trabalho feito pela WBP - World Business Partners, Empresa especializada na Recuperação de Empresas. O Presidente da AIP realça ainda a importância desta Empresa para o Desenvolvimento e Crescimento Sustentado da nossa Economia, do nosso País.


terça-feira, 3 de julho de 2012

Mota-Engil prepara entrada no Médio Oriente através do Qatar

O grupo português já tem um responsável a estudar a região, que representa 5% do PIB mundial.

"Vamos avançar para o Qatar". A garantia é dada pelo presidente-executivo da Mota-Engil, Jorge Coelho, que assume pela primeira vez a entrada do grupo de construção e serviços neste novo mercado, na ‘newsletter' interna da empresa, que marcará a estreia na ambicionada região do Médio Oriente.

O presidente-executivo da Mota-Engil garante que os procedimentos já estão efectuados para concretizar a entrada no Qatar. "Feita a primeira análise, com os meus colaboradores, sobre pontos fracos e pontos fortes, levámos a nossa proposta à comissão executiva para aprofundar o nível de análise. Seguidamente, uma equipa esteve neste mercado para validar os pressupostos de análise e a definição da eventual forma de entrada neste mercado", revela.

A empresa portuguesa já nomeou um responsável para a nova operação no Qatar que, segundo Jorge Coelho, "está já há vários meses no país". Este responsável elaborou um relatório sobre aquele mercado, adianta o gestor, que levou a empresa a conclui que "chegou a hora". "Vamos avançar para uma região que representa 5,5% do PIB [Produto Interno Bruto] mundial. Vamos agora dar o passo seguinte. Acredito seriamente neste mercado", assume.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Firmo aposta no Brasil e Norte de África

A empresa portuguesa Firmo, famosa pelos cadernos pretos e pelas sebentas, tem o Brasil no "radar da sua estratégia de internacionalização" e já recebeu "fortes manifestações de interesse" de distribuidores para Marrocos, Argélia e Tunísia.

"No Brasil, país em radar, temos contactos para a realização de parcerias e estamos a estudar a melhor abordagem a este mercado e no caso do Norte de África temos já fortes manifestações de interesse por parte de distribuidores para Marrocos, Argélia e Tunísia", disse à agência Lusa o administrador da empresa Rui Carvalho.

Fundada em 1951 por Firmino dos Santos Carvalho, tio-avô dos proprietários, a empresa portuense de material de papelaria e escritório procura atualmente expandir a sua atividade nos mercados internacionais, tendo faturado um total de 22 milhões de euros em 2011, dos quais cerca de 15% em vendas no estrangeiro.

"Ainda é cedo para antecipar valores para o volume de negócios em 2012, uma vez que vai decorrer a importante campanha de Regresso às Aulas [que vai de julho a setembro]. Mas, atendendo à conjuntura que se vive em Portugal, se mantivermos os valores de 2011 consideraremos já muito positivo", avançou Rui Carvalho.

Até agora, as exportações da Firmo "levam um incremento de aproximadamente 10% face ao ano anterior", sublinhou.

Questionado sobre o que motiva o desempenho da empresa, Rui Carvalho referiu que o segredo reside no facto de "ser melhor do que os outros na oferta de valor".

"A Firmo está a apostar na inovação de processos e produtos. Temos inovado nos processos de fabrico, comercialização, no design - o novo bloco de notas "trendy" Caderno Azul é disso exemplo - marketing e no serviço ao cliente", exemplificou.

Quanto ao processo de internacionalização, garantiu à Lusa que "está a decorrer de acordo com os planos estabelecidos".

O objetivo da Firmo é crescer 20% ao ano na área internacional, estando atualmente com negócios de exportação na Espanha, Irlanda, Inglaterra, França, Bélgica e na Holanda. "Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Guiné já são [também] mercados [onde trabalhamos]", adiantou.

Em relação a Portugal e à Europa, o gestor referiu que se vivem "tempos de guerra económica", com "fortes condicionalismos" oriundos de várias frentes.

"A redução do consumo privado e as restrições no acesso a financiamento para investimento são dois exemplos importantes destas limitações", explicou à Lusa, lembrando que "é necessária uma grande perseverança e capacidade para se manter competitivo neste momento no país".

A administração da Firmo está "plenamente convencida de que, passando estes tempos de dificuldades, as empresas ficarão mais fortes e aptas para o futuro", rematou.

Actualmente, a Firmo emprega cerca de 200 trabalhadores.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Empresas exportadoras podem vir a receber reembolso do IVA mais cedo

O Conselho Estratégico de Internacionalização esteve ontem reunido para discutir medidas que promovam a competitividade das empresas.


O Governo está a estudar um reembolso mais rápido do IVA para empresas exportadoras, no âmbito de um pacote de 55 medidas para melhorar as condições de competitividade das empresas portuguesas nos mercados externos, avança hoje o “Diário Económico”. 

O Conselho Estratégico de Internacionalização da Economia (CEIE), liderado por Pedro Passos Coelho, esteve ontem reunido para discutir estas medidas que visam o melhoramento do enquadramento fiscal, a simplificação administrativa, a coordenação da política económica externa e as condições de financiamento.  

“A operacionalização do IVA para empresas exportadoras passarem a receber mais cedo foi uma das medidas analisadas e que foi proposta pelos grupos de trabalho”, revelou ao jornal um dos representantes de organizações do sector privado que integram o CEIE (CCP, CAP, CIP, CPT, AIP e AEP). 

De lembrar que em Abril, a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal denunciou um atraso médio superior a um mês nos reembolsos do IVA às empresas do sector. Na altura as Finanças negaram quaisquer atrasos. 

Segundo o primeiro-ministro, Passos Coelho, a execução de cerca de metade das medidas aprovadas terá lugar antes da próxima reunião, marcada para 12 de Setembro, e a outra metade será executada nos próximos dez meses.