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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Álvaro Santos Pereira promete mais fundos comunitários para as empresas

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou nesta terça-feira que o Governo quer direccionar para as empresas "mais de 50%" dos fundos do próximo quadro comunitário de apoio comunitário, elegendo a industrialização e a internacionalização como prioridades.

Álvaro Santos Pereira, que falava no âmbito de uma conferência sobre o Quadro Estratégico Europeu 2014-2020, sublinhou que os incentivos às empresas representam apenas um terço dos fundos comunitários e salientou que o objectivo para o próximo QREN "é que as empresas concentrem mais de 50% dos apoios".

O governante assinalou, por outro lado, que as empresas que apresentaram projectos no âmbito dos fundos comunitários registaram um aumento de mais de 70% das exportações, o que mostra que "o QREN está ao serviço das empresas".

Álvaro Santos Pereira voltou a insistir que o próximo ciclo de fundos comunitários "é uma oportunidade única para inverter os erros do passado", e marca "um período de viragem", sendo encarado como um instrumento para a criação de emprego e uma alavanca para o crescimento económico.

O ministro notou ainda que "o erro de privilegiar as infra-estruturas" foi feito à escala europeia, mas acrescentou que ainda falta concluir a ferrovia em bitola europeia e que Espanha e França ainda precisam de concluir as redes transeuropeias de energia.

"O resto deve ser direccionado para a formação, qualificação e competitividade", reforçou, salientando que os fundos comunitários "têm de estar virados para lançar as bases do crescimento económico".

Reindustrialização, promoção da competitividade, qualificação profissional, atracção de investimento estrangeiro, inovação tecnológica foram apontadas como prioridades do Governo.

As declarações de Álvaro Santos Pereira surgem depois de o secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, ter defendido também que os fundos comunitários sejam "o agente das transformações estruturais do país" e o "motor da reindustrialização".

Num discurso proferido na conferência "Quadro Estratégico Europeu 2014-2020 - Os Fundos Comunitários: Passado e Futuro", que decorre em Lisboa, António Almeida Henriques, disse que, "num especial contexto de severo aperto das contas públicas, os fundos europeus são, mais do que nunca, o agente das transformações estruturais do país".

De acordo com o governante, os fundos europeus que Portugal vai receber entre 2014 e 2020 "serão o motor da reindustrialização, da expansão e internacionalização das PME [pequenas e médias empresas], e de uma especialização inteligente de base regional".

"É hoje irrecusável a persistência de factores de vulnerabilidade competitiva na economia portuguesa, a que os fundos comunitários não souberam responder (...) Construímos uma sociedade mais coesa, mas, sem ganhos na economia, a coesão social estará comprometida ou condenada", acrescentou o secretário de Estado.

Almeida Henriques referiu ainda que o próximo ciclo de financiamento europeu "será previsivelmente o último relevante em dimensão", pelo que Portugal "não tem margem para falhar" e vai colocar "a economia e o emprego (...) no coração do 'Novo QREN'".

Ao longo do discurso, o secretário de Estado disse também que Portugal já recebeu mais de metade da dotação do QREN para o período de 2007-2013, um valor acima da média da União Europeia (UE) a 27.

Até ao final de 2012 Portugal já tinha recebido "da Comissão Europeia 51,4% da dotação do QREN", ou seja, cerca de 11.000 milhões de euros, um valor acima da média da UE a 27 (36,7%), avançou.

Citando dados preliminares relativos à execução do QREN no ano passado, o governante referiu que "2012 foi o melhor ano de sempre" na execução dos fundos comunitários e que Portugal foi "o país da União Europeia que melhor executou" estas verbas.

Almeida Henriques disse que, em 2012, "foram injectados pelo QREN na economia [portuguesa] perto de 4.000 milhões de euros, 900 milhões dos quais só no mês de Dezembro".

"Trata-se de um recorde histórico para Portugal, que nos dá autoridade e confiança para negociar e preparar o 'Novo QREN' para 2014-2020", lê-se no discurso de Almeida Henriques, que sublinha que estes resultados "confirmam a boa 'performance' da máquina do QREN e o sucesso da reprogramação estratégica efectuada em Julho deste ano".

Os resultados definitivos da execução do QREN em 2012 deverão ser conhecidos até final do Janeiro.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Ministro: «Combate ao desemprego é prioridade número um»

Álvaro Santos Pereira quer «maior competitividade» para empresas e maior produtividade para trabalhadores


O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou esta segunda-feira que o combate ao desemprego é a «prioridade número um» no âmbito da reprogramação estratégica de fundos comunitários que já seguiu para Bruxelas.

«Neste momento esta é uma reprogramação mais profunda que muda a bitola ao nível das prioridades, ou seja, em vez de apostarmos no investimento público estamos a canalizar todos os recursos para o investimento privado, para as empresas e para a formação, quer ao nível do combate ao desemprego quer para a formação ao nível do ensino técnico-profissional», afirmou Santos Pereira aos jornalistas à margem da sessão de apresentação das cartas regionais de competitividade, em Lisboa.

O ministro revelou que «o combate ao desemprego é a prioridade número um», uma meta que caminha a par e passo com «maior competitividade para as empresas e maior produtividade para os trabalhadores».

Santos Pereira referiu, citado pela Lusa, que «muitos dos incentivos são virados para as empresas exportadoras e que querem operar noutros mercados».

O governante enunciou que «só para as empresas, diretamente são 872 milhões de euros» aos quais devem somar-se «391 milhões de euros só para a formação técnico-profissional e 344 milhões de euros para o Impulso jovem».

Quando o processo estiver efetivamente concluído «teremos uma injeção total na economia que será superior a 2 mil milhões de euros», concluiu Santos Pereira que remeteu para a próxima quarta-feira uma apresentação mais detalhada da reprogramação dos fundos comunitários.

A reprogramação estratégica dos fundos comunitários hoje entregue em Bruxelas vai permitir às empresas acederem a mais mil milhões de euros, através de uma linha de crédito que ficará ativa a 15 de agosto.

Segundo um documento relativo à execução e reprogramação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), a que a Lusa teve acesso, a linha de crédito será financiada com 500 milhões de euros do BEI (Banco Europeu de Investimento) e outros 500 milhões do sistema bancário e destina-se a apoiar projetos de inovação, internacionalização e expansão da capacidade produtiva.

A reprogramação do QREN prevê também reforçar os incentivos diretos às empresas em 705 milhões de euros e os mecanismos de engenharia financeira em 137 milhões de euros.

Para o plano «Impulso Jovem» serão destinados 334 milhões de euros e para o Estímulo 2012 (apoios à contratação de desempregados) mais 72 milhões de euros.

O ensino profissional e a formação de adultos e desempregados vão contar com uma verba adicional de 600 milhões de euros.

O aumento das taxas de comparticipação para investimentos públicos, incluindo os municípios, é de 527 milhões de euros.

O Governo estima que a execução do QREN, que está atualmente nos 45 por cento, atinja os 60 por cento no final de 2012.
O valor dos fundos aprovados atingiu, até 31 de maio, 17,2 mil milhões de euros, correspondentes a uma execução acumulada de 9,7 mil milhões de euros.

A nível de empresas, foram atribuídos 2,8 mil milhões de euros de incentivos a 6.373 projetos.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

QREN: Reprogramação garante mais 1.000 M€ às empresas

A reprogramação estratégica dos fundos comunitários, que vai ser hoje entregue em Bruxelas, vai permitir às empresas acederem a mais mil milhões de euros, através de uma linha de crédito que ficará ativa a 15 de agosto.

Segundo um documento relativo à execução e reprogramação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), a que a Lusa teve acesso, a linha de crédito será financiada com 500 milhões de euros do BEI (Banco Europeu de Investimento) e outros 500 milhões do sistema bancário e destina-se a apoiar projetos de inovação, internacionalização e expansão da capacidade produtiva.

A reprogramação do QREN prevê também reforçar os incentivos diretos às empresas em 705 milhões de euros e os mecanismos de engenharia financeira em 137 milhões de euros.