quinta-feira, 26 de julho de 2012

Empresas que apostam na internacionalização

A gigante alemã DHL, a norte-americana UPS ou a portuguesa Luís Simões procuram crescer fora dos seus países de origem.

As empresas de logística nacionais e internacionais estão a apostar cada vez mais nos mercados externos. Sejam norte-americanas - como a UPS - ou europeias - como a alemã DHL - as gigantes do sector olham sobretudo para os mercados emergentes, como é o caso do Brasil e, sobretudo, da China.

A DHL, por exemplo, inaugurou na passada semana um novo ‘hub' no aeroporto internacional de Pudong, em Xangai, na China. O investimento, de 140 milhões de euros, expressa a aposta nos mercados asiáticos. O norte da Ásia representa já 20% do total da facturação do grupo - só a China representa 10%. O objectivo é que, em 2017, as receitas provenientes do mercado da Ásia e Pacífico representem um terço do total das receitas da DHL. "Estamos bem posicionados para um crescimento rentável e sustentável na região", disse em Xangai, na inauguração deste ‘hub', Frank Appel, presidente-executivo do grupo DHL. A empresa alemã de logística e correios está ainda a apostar noutros mercados emergentes, como o Brasil, onde avançará com a construção de um armazém, segundo anuncio o presidente-executivo da empresa escusando-se, contudo, a avançar com mais pormenores.

Não é só a DHL que marca presença na China, estando no mercado asiático há cerca de 30 anos. A norte-americana UPS também apostou nesta geografia, com a abertura de um ‘hub' no aeroporto de Xangai em 2007. A americana está em processo de compra da concorrente TNT Express, cujo processo de aquisição deverá estar concluído no quarto trimestre deste ano. Presente em mais de 200 países e com uma facturação superior aos sete mil milhões de euros em 2010, a TNT Express é outro caso de uma presença forte nos mercados internacionais como a China, a América do Sul, o Médio Oriente e ainda a Europa.

As três empresas estão presentes em Portugal: a DHL com forte expressão no aeroporto do Porto, onde investiu cinco milhões de euros este ano num armazém de carga aérea. A facturação em Portugal atingiu os 60 milhões de euros e em cima da mesa está a possibilidade de se avançar com um terminal para carga aérea no aeroporto de Lisboa. Já a UPS conta com dois centros, em Lisboa (no Prior Velho) e no Porto (no aeroporto Sá Carneiro). A TNT, por seu turno, opera na área do expresso.

Além das multinacionais, também as empresas portuguesas apostam nos mercados externos. É o caso da Luís Simões, que tem dez centros logísticos e quatro plataformas de ‘cross docking' (passagem de cais) em Portugal. Contudo, a aposta da empresa no mercado espanhol eleva o número total de instalações para "22 centros de operações logísticas e 14 plataformas de ‘cross docking', sete centros de ‘co-packing' e dez centros de operações de transporte a nível ibérico", enumera Vítor Enes, director-geral de Logística Ibérica da Luís Simões.

Em 2011, as vendas consolidadas da empresa ultrapassaram os 206 milhões de euros mas, para já, não está prevista a internacionalização para outros mercados além do espanhol. "O plano de negócios da Luís Simões está direccionado para o mercado ibérico", garante o gestor, questionado pelo Diário Económico. "A Luís Simões está no mercado espanhol há mais de 20 anos e posiciona-se no sector da logística e dos transportes com um conceito de integração e verticalização dos serviços logísticos à escala ibérica", explica. "É a partir da rede de centros de operações logísticas e plataformas de distribuição, localizadas nas principais regiões portuguesas e espanholas, que disponibilizamos um serviço diário de distribuição ibérica", conclui o responsável.

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