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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Exportar em dez passos

Saiba quais os passos que deve seguir se quer começar a exportar os seus produtos ou serviços.

Com a procura interna em terreno negativo, as exportações são a única tábua de salvação das empresas nacionais. As vendas para o exterior foram eleitas o único motor da economia, por isso, saiba como seguir exportar em dez passos, segundo o guião traçado pela AIP.

1
Autodiagnóstico

Uma empresa que queira começar a exportar deve, começar por questionar se tem capacidade para o fazer: se tem produtos adequados, recursos humanos e financeiros, conhecimento ou experiência. Se a resposta a todas estas questões for afirmativa, então avance.

2
Prospecção de mercado

A empresa deve começar a explorar os mercados para analisar as características de cada um e despertar o interesse em potenciais clientes. Para isso deve participar em feiras e integrar missões empresariais. No processo de recolha de informação pode ainda subscrever bases de dados e obter estudos de mercado.

3
Adaptar produtos

Os mercados não são todos iguais, por isso, os produtos muitas vezes têm de ser adaptados quer seja ao nível de embalagens, rotulagem, ou até mesmo no nome da marca. A adaptação deve ter em conta a legislação do país, mas também os hábitos de consumo. Em alguns casos é necessário analisar a manutenção e assistência pós-venda.

4
Preço

O preço é sempre um factor fundamental. O preço de exportação não tem de ser igual ao praticado no mercado interno já que tem de cobrir custos relacionados com a adaptação do produto, campanhas de marketing, custos de transporte e administrativos, mas também os riscos cambiais, nos mercados que não operem em euros. Por outro lado, em termos estratégicos, um preço baixo, normalmente, garante um aumento da procura, mas um preço elevado, em situações de concorrência limitada, pode gerar mais ganhos por unidade de venda e pode associar o produto à ideia de qualidade.

5
Formalidades

Conhecer previamente as formalidades obrigatórias é uma garantia de sucesso. Documentos comerciais certificados, documentos de transporte, documentos aduaneiros são normalmente os três grupos de documentação necessária para exportar.

6
Superar barreiras

As empresas no estrangeiro podem ser confrontadas com barreiras formais e informais, por isso, antes de começar a exportar as empresas devem listar aos possíveis entraves que podem enfrentar. Taxas alfandegárias, contingentes ou limites máximos de mercadorias, excesso de burocracia, condições de armazenagem e transporte dos produtos, são apenas alguns dos exemplos de entraves com que as empresas se podem confrontar.

7
Definir meio de transporte

Escolher o meio de transporte para exportar depende não só do produto em causa, mas também do mercado a que se destina. A avaliação deve ser feita com base no preço, na segurança, nas facilidades de armazenagem e desalfandegamento, assim como de eventuais inspecções pré-embarque obrigatórias.

8
Pagamentos

Definir os meios de pagamento é um passo importante já que as transacções comerciais internacionais não estão isentas de risco. As empresas podem optar por meios de pagamento documentário (crédito documentário ou remessa, sendo o sistema mais seguro) e não documentário (cheque empresa, cheque bancário internacional ou ordem de pagamento). Avaliar a moeda em que são feitas as transacções e usar seguros de crédito à exportação são também pontos importantes.

9
Apoios à exportação

Com a necessidade de aumentar as exportações para potenciar o crescimento da economia há cada vez mais apoios às empresas. Estas devem procurar informações junto da Aicep, IAPMEI e associações empresariais.

10
Plano de internacionalização

Completados os pontos de um a nove, a empresa deve elaborar um primeiro plano de abordagem aos mercados escolhidos e um plano de entrada com objectivos (realistas) definidos e calendarizados e com a afectação de recursos necessários à sua concretização.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

31 mil empresas em risco de crime de abuso de confiança fiscal

A Segurança Social (SS) está a notificar mais de 30 mil empresas que retiveram as contribuições dos seus trabalhadores e não as entregaram ao Estado, incorrendo no risco de crime de abuso de confiança.

Esta "ação pedagógica" começou no início do mês, tendo sido então notificadas 15.645 empresas, e vai ser concluída esta semana com mais 15.760 notificações, disse à Lusa Nelson Ferreira, vice-presidente do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS), responsável pela área das dívidas à Segurança Social (SS).

Os valores em dívida por estas empresas são superiores a 662 milhões de euros, dos quais 231 milhões são respeitantes a cotizações de trabalhadores retidas e não entregues, deixando-as em risco de crime de abuso de confiança fiscal.

A existência efetiva de crime, que a SS terá sempre que apurar, está condicionada pela utilização, ou não, dos valores e pelo fim dessa utilização.

Atualmente perto de 55% da cobrança de dívida pela SS resulta de acordos celebrados com os contribuintes, indicou a mesma fonte. A "posição" da SS, sublinhou Nelson Ferreira, é a de "procurar sempre a recuperação das empresas e dos postos de trabalho".

1,5 milhões de regularização de dívidas

A Segurança Social (SS) tem atualmente em mãos 1,5 milhões de processos de regularização de dívidas de empresas. O montante total destas dívidas não está disponível, mas o ex-ministro da pasta, Vieira da Silva, estimou-o em 3,2 mil milhões em 2005.

Nas notificações que estão a ser enviadas, a que a Lusa teve acesso, as empresas são informadas de que "a existência de dívida de cotizações constitui indício suscetível de integrar a prática do crime de abuso de confiança em relação à Segurança Social (...) punível com pena de prisão até três ou cinco anos e pena de multa". As cartas desta semana estabelecem como prazo limite de pagamento o dia 15 de outubro.

"Julgamos que muitas vezes o comportamento dos agentes económicos deriva de algum desconhecimento da lei, mais do que de um aproveitamento doloso dos fundos. Cabe-nos sensibilizar proactivamente
os empresários e não apenas atuar judicialmente sobre factos consumados", explicou Nelson Ferreira.

A SS coloca à disposição das empresas dois tipos de procedimentos de regularização, uma corrente e outra extraordinária. A alternativa é a cobrança coerciva, com penhora bancária, de créditos ou de bens imóveis.

A regularização corrente permite pagamentos à cabeça, a trinta dias ou ainda em prestações mensais, até um máximo de 120. Já o procedimento extraordinário de regularização, o designado processo extrajudicial de conciliação (PEC), passa por um acordo provisório em 24h, e coloca logo o devedor num regime de pagamento prestacional da dívida. As partes iniciam então as negociações, processo que passa a ser mediado e assumido pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas
e Inovação (IAPMEI).

391 acordos celebrados desde 2006

Em processos de caráter extraordinário pode ser negociada a taxa de juro vincendo e a taxa de juro de mora e a empresa pode beneficiar de mecanismos como as dações [aceitação de bens como contraponto de amortização de dívida], muitas vezes com cláusulas de recompra, etc.

A SS regista 256 PEC ativos, de um total de 391 acordos celebrados desde 2006. Em 2011 foram assinados até agora 46 acordos. Os PEC abrangem cerca 20 mil trabalhadores e permitiram regularizar até agora 137 milhões de euros de dívida.

A Segurança Social assume nestas notificações "uma posição de aconselhamento, mais do que de imposição. Cabe aos devedores optar, na posse da melhor informação", afirmou o vice-presidente do IGFSS.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Empresa que salva empresas

A WBP - World Business Partners - é uma empresa de consultoria financeira e fiscal, que se posiciona como prestadora de serviços às PME's. Apoia na resolução dos problemas financeiros, bem como dos problemas com a Segurança Social e com o Fisco. Trata ainda de  insolvências e da apoio à Gestão das PME's.  Procura, também,  investidores para as empresas que careçam de sustentação ou alavancagem.
É composta por equipas pluridisciplinares, englobando economistas, juristas, marketeers e gestores, com largos anos de experiência real no teatro de operações.