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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Santos Pereira: sem coesão social Portugal não terá futuro brilhante

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, sublinhou hoje que a coesão social «é fundamental» e que sem ela Portugal não terá um futuro brilhante.



«Não tenho a mínima dúvida de que a manutenção social é fundamental. Se não conseguirmos manter a coesão na diversidade, não teremos um futuro brilhante à nossa frente», disse Álvaro Santos Pereira, durante a ‘Grande Conferência 'Lançar, Fazer, Investir'" do Dinheiro Vivo/Millennium BCP.

Segundo o ministro da Economia, a coesão social «é essencial» para que Portugal continue a ser um país diferente dos outros países que estão também em crise.

No mesmo sentido, o presidente do Millennium BCP, Nuno Amado, frisou que «o consenso na diversidade é o mais importante» e considerou «impressionante» a atenção, o conhecimento e o detalhe com que investidores e accionistas internacionais seguem a situação portuguesa.

«Estivemos nas últimas duas/três semanas bastante activos a contactar potenciais investidores e accionistas nacionais e estrangeiros. A grande parte das suas preocupações não era sobre o BCP, mas sobre Portugal», frisou.

Nuno Amado salientou que a maior parte das questões incidiu sobre a evolução do país, a eventual inversão numa trajectória de «bons alunos», o aumento do risco social e político, o caminho que vai seguir, mais próximo do irlandês ou do grego, ou seja, se Portugal está a entrar numa zona de mudança e de menor consenso.

«O que se ganha em um ano de trabalho, pode perder-se num mês de más decisões», frisou, acrescentando que «Portugal estava nos jornais por seguir um caminho que era o possível e era bom não voltar aos jornais por estar a divergir desse caminho».

Nuno Amado disse ainda que espera que o consenso não esteja quebrado e elogiou o Governo pelo «bom senso e capacidade de recuar» nas alterações à Taxa Social Única (TSU).

«Espero que voltemos a uma situação de cola no sentido da trajectória de maior tranquilidade e de maior consenso», concluiu.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Acionistas do BCP aprovam ajuda do Estado ao banco

Os accionistas do BCP aprovaram hoje, em assembleia-geral extraordinária, o plano de recapitalização do banco que prevê o recurso ao Estado para um empréstimo de três mil milhões de euros e um aumento de capital de 500 milhões.

O primeiro e principal ponto da ordem de trabalhos, que prevê a plano de recapitalização com ajuda estatal foi aprovado com 99,85% do capital social representado.

Os outros dois pontos, que definem as restantes condições do plano, também foram aprovadas com mais de 99,0% dos votos a favor.

A assembleia-geral extraordinária realizada no Taguspark, em Oeiras, durou mais de duas horas, e contou com a participação do presidente executivo do banco, Nuno Amado.

No encontro, os accionistas aprovaram as operações de recapitalização necessárias para o banco cumprir as metas de capital core tier 1 (a medida mais eficaz de avaliar a solvabilidade de um banco) de 9% em Junho, de acordo com os critérios da Autoridade Bancária Europeia (EBA em inglês), e de 10% até final do ano, segundo as regras do Banco de Portugal.

Para cumprir estas exigências, o banco vai emitir obrigações de capital contingente (as chamadas CoCo bonds) a subscrever pelo Estado, no montante de três mil milhões de euros, recorrendo assim a parte dos 12 mil milhões de euros destinados pela Troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) para a recapitalização do sector bancário.

As CoCo bonds são títulos de dívida emitidos pelos bancos convertidos em acções em determinadas condições. Uma vez que são aceites pela EBA na recapitalização dos bancos, o Estado português vai subscrever estes instrumentos em vez de se tornar accionista. No entanto, se o capital dos bancos ajudados descer abaixo de determinado nível de capital, estas convertem-se em acções e o Estado passa a accionista.