Os accionistas do BCP aprovaram hoje, em assembleia-geral extraordinária, o plano de recapitalização do banco que prevê o recurso ao Estado para um empréstimo de três mil milhões de euros e um aumento de capital de 500 milhões.
O primeiro e principal ponto da ordem de trabalhos, que prevê a plano de recapitalização com ajuda estatal foi aprovado com 99,85% do capital social representado.
Os outros dois pontos, que definem as restantes condições do plano, também foram aprovadas com mais de 99,0% dos votos a favor.
A assembleia-geral extraordinária realizada no Taguspark, em Oeiras, durou mais de duas horas, e contou com a participação do presidente executivo do banco, Nuno Amado.
No encontro, os accionistas aprovaram as operações de recapitalização necessárias para o banco cumprir as metas de capital core tier 1 (a medida mais eficaz de avaliar a solvabilidade de um banco) de 9% em Junho, de acordo com os critérios da Autoridade Bancária Europeia (EBA em inglês), e de 10% até final do ano, segundo as regras do Banco de Portugal.
Para cumprir estas exigências, o banco vai emitir obrigações de capital contingente (as chamadas CoCo bonds) a subscrever pelo Estado, no montante de três mil milhões de euros, recorrendo assim a parte dos 12 mil milhões de euros destinados pela Troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) para a recapitalização do sector bancário.
As CoCo bonds são títulos de dívida emitidos pelos bancos convertidos em acções em determinadas condições. Uma vez que são aceites pela EBA na recapitalização dos bancos, o Estado português vai subscrever estes instrumentos em vez de se tornar accionista. No entanto, se o capital dos bancos ajudados descer abaixo de determinado nível de capital, estas convertem-se em acções e o Estado passa a accionista.
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