segunda-feira, 2 de julho de 2012

Firmo aposta no Brasil e Norte de África

A empresa portuguesa Firmo, famosa pelos cadernos pretos e pelas sebentas, tem o Brasil no "radar da sua estratégia de internacionalização" e já recebeu "fortes manifestações de interesse" de distribuidores para Marrocos, Argélia e Tunísia.

"No Brasil, país em radar, temos contactos para a realização de parcerias e estamos a estudar a melhor abordagem a este mercado e no caso do Norte de África temos já fortes manifestações de interesse por parte de distribuidores para Marrocos, Argélia e Tunísia", disse à agência Lusa o administrador da empresa Rui Carvalho.

Fundada em 1951 por Firmino dos Santos Carvalho, tio-avô dos proprietários, a empresa portuense de material de papelaria e escritório procura atualmente expandir a sua atividade nos mercados internacionais, tendo faturado um total de 22 milhões de euros em 2011, dos quais cerca de 15% em vendas no estrangeiro.

"Ainda é cedo para antecipar valores para o volume de negócios em 2012, uma vez que vai decorrer a importante campanha de Regresso às Aulas [que vai de julho a setembro]. Mas, atendendo à conjuntura que se vive em Portugal, se mantivermos os valores de 2011 consideraremos já muito positivo", avançou Rui Carvalho.

Até agora, as exportações da Firmo "levam um incremento de aproximadamente 10% face ao ano anterior", sublinhou.

Questionado sobre o que motiva o desempenho da empresa, Rui Carvalho referiu que o segredo reside no facto de "ser melhor do que os outros na oferta de valor".

"A Firmo está a apostar na inovação de processos e produtos. Temos inovado nos processos de fabrico, comercialização, no design - o novo bloco de notas "trendy" Caderno Azul é disso exemplo - marketing e no serviço ao cliente", exemplificou.

Quanto ao processo de internacionalização, garantiu à Lusa que "está a decorrer de acordo com os planos estabelecidos".

O objetivo da Firmo é crescer 20% ao ano na área internacional, estando atualmente com negócios de exportação na Espanha, Irlanda, Inglaterra, França, Bélgica e na Holanda. "Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Guiné já são [também] mercados [onde trabalhamos]", adiantou.

Em relação a Portugal e à Europa, o gestor referiu que se vivem "tempos de guerra económica", com "fortes condicionalismos" oriundos de várias frentes.

"A redução do consumo privado e as restrições no acesso a financiamento para investimento são dois exemplos importantes destas limitações", explicou à Lusa, lembrando que "é necessária uma grande perseverança e capacidade para se manter competitivo neste momento no país".

A administração da Firmo está "plenamente convencida de que, passando estes tempos de dificuldades, as empresas ficarão mais fortes e aptas para o futuro", rematou.

Actualmente, a Firmo emprega cerca de 200 trabalhadores.

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