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quarta-feira, 18 de julho de 2012

170 empresários indianos reúnem hoje em Lisboa com negócios à vista

Uma comitiva de 170 empresários indianos ligados à organização The Indus Entrepreneurs (TiE) tem encontros agendados com tecnológicas portuguesas, o governo e a banca.

"Esperamos e vamos trabalhar para que, com esta visita, alguns dos empresários decidam investir em Portugal", adiantou ao Económico fonte da TiE. A organização de diáspora indiana, fundada em 1992, vem a Portugal pela primeira vez esta semana.

No total, estarão em Lisboa até quinta-feira cerca de 170 empresários provenientes de várias partes do mundo e de todos os sectores de actividade.

Para esta tarde está agendado um encontro na Câmara Municipal de Lisboa (CML) com cerca de 30 startups portuguesas de vários sectores, mas também haverá "encontros institucionais com empresas e instituições portuguesas", adiantou a mesma fonte. O Económico sabe que, da lista de encontros, constam reuniões com membros do governo e banqueiros.

A visita limita-se à região da Grande Lisboa, mas "a comitiva vai reunir com empresários de todos os pontos do país", referiu ainda a mesma fonte da TiE, explicando que a organização em si não realiza negócios, "apenas pretende criar essa possibilidade aos seus membros e aos empreendedores dos vários países".

A organização de diáspora indiana conta actualmente com mais de 13 mil membros, estando presente em 14 países.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Greve da TAP foi cancelada

A administração da TAP chegou a um acordo com os pilotos para cancelar a greve que tinha início amanhã.
O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) confirma que a greve dos pilotos da TAP, que deveria ter início amanhã, foi desconvocada depois de reuniões entre a administração da companhia e os trabalhadores, conforme o Económico avançou em primeira mão.

"Face ao diálogo que se construiu nos últimos dias, os pilotos decidiram desconvocar os dois períodos de greve previstos (de 5 a 8 de Julho e de 1 a 5 de Agosto)", lê-se no comunicado divulgado pelo SPAC.

As negociações entre a administração da TAP e o SPAC, "através da importante mediação do Governo", determinaram "a criação de um grupo de trabalho tripartido para a resolução dos problemas que motivaram a greve", lê-se no mesmo documento.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) entregou a 21 de Junho o pré-aviso para uma greve entre 5 e 8 de Julho e 1 e 5 de Agosto, tendo o presidente do SPAC justificado a decisão com um "clima de intimidação" para contornar "práticas de gestão deficitárias", como a falta de pilotos.

A TAP estimava que as greves planeadas deveriam provocar o cancelamento de 97% dos voos programados, ou seja, 2.070 voos, afectando 307 mil passageiros, e causando prejuízos superiores a 70 milhões de euros.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Trabalhadores da NAV vão cancelar greve

A Comissão de Trabalhadores da NAV, sindicatos e Governo chegaram a um acordo que poderá permitir o cancelamento da greve.

A decisão cabe agora ao trabalhadores que irão ser confrontados com a solução em reuniões e plenários marcados para o final do dia.

Ao que o Económico apurou, a solução passa pela criação de um grupo de trabalho que irá avaliar a possibilidade de criar um regime de excepção para a NAV no âmbito do Orçamento do Estado de 2013.

A greve da NAV, que poderia levar ao cancelamento de 2.646 voos, deixando perto de 400.000 passageiros em terra, deveria começar amanhã às 6h00, estendendo-se até dia 3 de Julho.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

As empresas nacionais nos cinco continentes

As empresas que querem ser competitivas não podem escapar à globalização. Esta parece ser a realidade que algumas das melhores e maiores empresas portuguesas interiorizaram e que se lançaram à conquista do mundo.

Com o mercado europeu, e sobretudo o português em clima de retracção, os empresários lançaram-se para outros continentes. O objectivo parece simples: mercados cujas economias registem taxas de crescimento significativas e onde existam oportunidades de negócios. A América Latina, até há pouco um destino a evitar, aparece assim no topo das prioridades das empresas, a par da Índia e até da gigante China. Os mercados de Angola, Moçambique e África do Sul estão presentes na cabeça dos decisores empresariais, mas já estão a deixar de ser destinos exóticos como são os países do Magreb ou os Emirados Árabes Unidos.

Mais do que exportarem para estes territórios as empresas nacionais estão a conquistar um novo patamar na internacionalização. Para além de estarem atentas a novas geografias, as empresas lusas estão também receptivas a novos modelos de negócio, como sejam as parcerias ou ainda de ‘franchising' que têm a vantagem de associarem-se a empresários conhecedores desses mercados. Ou seja, também o paradigma para a internacionalização está a mudar e o que é verdadeiramente importante para os empresários é conquistar novos mercados.

A Sonae está presente nos cinco continentes. A empresa liderada por Paulo Azevedo tem-se vindo a internacionalizar em cada uma das suas áreas de negócio. Na Sonaecom, a bandeira internacional é transportada pela WeDo que está espalhada pelo mundo. No retalho alimentar, a parceria levada a cabo com Isabel dos Santos, vai abrir as portas em Angola. No não alimentar, a Sonae tem vindo a desbravar caminhos, quer seja com lojas próprias, quer seja através de parcerias em regime de ‘franchising', e está em países como Espanha, Turquia, Arábia Saudita, Egipto e Cazaquistão. Agora anunciou a entrada deste modelo para a América Latina (Venezuela, Colômbia, Rep. Dominicana, Panamá).Também a sub-holding Sonae Sierra, para além da forte presença em países como a Alemanha, Espanha, Portugal, Itália, Grécia, está também presente em regiões mais distantes como o Brasil e Colômbia.

No sector dos vinhos, a Sogrape, umas das maiores empresas do sector, é também uma das mais internacionalizadas. Em 1990, a empresa liderada por Salvador Guedes exportava para mais de 125 países e em 1997, dá um passo decisivo na conquista do Novo Mundo. A empresa entra na Argentina, mas é em 2008 que concretiza duas importantes aquisições que vieram reforçar a presença internacional: Nova Zelândia e Chile.

Também o sector cimenteiro não escapou a este movimento internacional. A Cimpor dá o seu pontapé de saída em 1992, na Galiza, Espanha. Segue-se, dois anos mais tarde, Moçambique, Marrocos, Brasil, Tunísia, Egipto. A que se seguem já na primeira década do século, África do Sul, Angola, Cabo Verde, Turquia, Peru, India, China.

No caso da Portugal Telecom, o objectivo parece ser o de maximizar o valor estratégico dos activos internacionais. A empresa pretende reforçar o enfoque no Brasil, um mercado que continua a ser prioridade, e África subsariana.

Já o grupo de António Mexia também não fugiu à onda de expansão internacional. A EDP está presente na Península Ibérica, França, Bélgica, Polónia, Roménia, Itália, Reino Unidos, Estados Unidos e Brasil. A eléctrica nacional é mesmo o terceiro maior produtor mundial de energia eólica, através da subsidiária EDP Renováveis.

Uma das empresas portuguesas mais internacional é a Efacec. A empresa está presente em destinos como Angola, Moçambique, Argélia, Espanha, Estados Unidos, Roménia, República Checa, Áustria, Brasil, Argentina, Irlanda, Índia e Singapura.

Na construção, a Mota-Engil, a área internacional já representa um volume de facturação na ordem dos 2,5 mil milhões de euros, cerca de 70% do total das receitas da empresa. A construtora está presente em países como a África do Sul, Angola, Moçambique, Malawi, S. Tomé e Príncipe, Polónia, Roménia, Eslováquia, Hungria, México, Colombia, Peru.

A corticeira Amorim é a maior empresa mundial de produtos de cortiça e uma das mais internacionais de todas as empresas portuguesas, com operações em dezenas de países, de todos os continentes. A corticeira para além de abastecer clientes de mais de cem países, tem presença directa nos países produtores de matéria prima com participadas em Portugal, Espanha, Tunísia, Marrocos. A empresa liderada por António Amorim está também presente em todos os grandes países produtores de vinho como seja França, EUA, Austrália e Itália.

As recentes apostas

- A Sonae liderada por Paulo Azevedo continua apostada na internacionalização. O gestor adiantou, durante a apresentação de contas, que a Sonae "vai continuar a trilhar o seu caminho". Novos mercados só "coisas muito cuidadosas e num modelo de capital light". Entre os novos destinos estão mercados como Venezuela, Chipre, República Dominicana e Panamá.

- A EDP, liderada por António Mexia, anunciou no âmbito do Investidor Day (Dia do Investidor) que vai reduzir a exposição ao mercado energético portugês e espanhol. Uma redução que será compensada por uma maior exposição de 21% para 32% ao negócio das energias renováveis em novos mercados como México, Turquia, Peru, Marrocos, África do Sul, Chile e Ucrânia.

As empresas mais internacionais

1. A Corticeira Amorim é a empresa portuguesa com uma maior presença internacional.

2. Cimpor deu o seu pontapé de saída para aos mercados externos em 1992.

3. Na Sonaecom, a bandeira internacional é transportada pela WeDo que está espalhada pelo mundo.

4. Em 1990, a empresa liderada por Salvador Guedes já exportava para mais de 125 países.

5. A EFACEC marca presença nos cinco continentes.