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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vinci convida equipa de gestão da ANA a ficar na empresa


O presidente do conselho de administração da Vinci para o negócio das concessões disse, nesta quinta-feira, que o grupo tenciona manter a actual equipa de gestão da ANA, apesar de a gestora aeroportuária passar para as mãos de um investidor privado.

“Estamos habituados a incorporar as companhias como estão e manter uma gestão descentralizada”, referiu Louis-Roch Bugard, acrescentando que quer “manter a actual equipa” e que “nada mudará na gestão”. O responsável disse ainda que alguns elementos da Vinci deverão integrar a administração, de modo a manter uma ligação entre a ANA e o seu accionista.

Confrontado pelos jornalistas na sequência das declarações de Louis-Roch Burgard, o actual presidente da ANA confirmou que a intenção de manter a actual equipa de gestão em funções “foi comunicada logo após o anúncio da escolha” da Vinci por parte do Governo, no final de 2012.

No entanto, Jorge Ponce Leão não se pronunciou ainda sobre o convite porque, apesar de o grupo ter sido oficialmente escolhido para comprar a ANA, o contrato de venda só foi assinado nesta quinta-feira, no Ministério das Finanças.

O actual presidente da gestora aeroportuária não esclareceu se aceitará manter-se no cargo, devendo tomar essa decisão nos próximos dias.

Uma vez assinado o contrato de venda, o negócio terá agora de ser analisado pela Autoridade da Concorrência e pela Direcção-Geral da Concorrência da União Europeia para ser definitivamente formalizado, colocando nas mãos da Vinci 95% da ANA. Uma compra pela qual o grupo francês ofereceu um total de 3080 milhões de euros.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Governo já assinou contrato de concessão com a ANA

O Governo já assinou o contrato de concessão com a ANA, entregando à empresa a gestão dos aeroportos.

A entrega da concessão foi formalizada hoje à tarde, horas antes do prazo final para entrega das propostas para concorrer à privatização da ANA.

A notícia foi avançada pelo site Dinheiro Vivo e confirmada pelo Diário Económico. A assinatura do contrato de concessão, precede o momento da privatização, e é vista como o momento que permitirá registar no défice em contabilidade nacional o valor da concessão.

O Governo aprovou na terça-feira, em Conselho de Ministros, o contrato de concessão dos aeroportos entre o Estado português e a ANA. No final da reunião semanal do Conselho de Ministros, o secretário de Estado dos Transportes afirmou que "está previsto na assinatura do contrato de concessão o pagamento de 800 milhões de euros e um pagamento adicional de 400 milhões de euros liquidado até oito meses após a assinatura deste contrato".

O Governo conta com a concessão da ANA para segurar o défice de 2012 nos 5% do PIB, mas a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) já disse que essa receita extraordinária pode não ser suficiente, dada a queda prevista na receita fiscal, no valor de 0,4% do PIB. No entanto, a contabilização da receita da ANA no défice ainda não recebeu o aval do Eurostat.

A assinatura do contrato de concessão hoje, antes das 17 horas quando termina o prazo de entrega de propostas para a privatização da ANA, era vista como natural, já que seria estranho para os concorrentes entregar propostas de compra de uma empresa que juridicamente não possuía o activo.

A assinatura do contrato de concessão não foi comunicada. O secretário de Estado Sérgio Monteiro vai terça-feira ao Parlamento, na sequência de um pedido de audições feito pelo PS, que tem acusado o Governo de falta de transparência nos processos de venda da ANA e da TAP.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Investimento estrangeiro líquido no país triplicou até maio

O saldo do Investimento Direto Estrangeiro (IDE) - aquele que acaba por ficar na economia - está a dar sinais de forte recuperação, muito à boleia do dinheiro que entrou no país com a privatização da REN a investidores chineses.

De acordo com o Banco de Portugal, o IDE líquido acumulado valia 4,679 mil milhões de euros nos primeiros cinco meses deste ano, um valor 239% maior do que o registado no mesmo período de 2011.

A entrada de investidores estrangeiros no país - seja através de operações de investimento produtivo e real, seja através de atividades especulativas, que criam pouco ou nenhum emprego, mas geram grandes volumes de negociação - ascendeu a 17,6 mil milhões de euros no período em análise (mais 19% em termos homólogos), ao passo que a saída de dinheiro teve uma redução de 4%, para 12,9 mil milhões.

Os registo do IDE costumam ser muito irregulares devido à natureza puramente financeira de muitas atividades classificadas como tal pelo banco central.

O boletim estatístico de maio mostra, por exemplo, que apesar da recuperação forte do IDE através da venda de participações de empresas e posições nacionais a acionistas estrangeiros, a crise de confiança continua a refletir-se no nível de lucros reinvestidos. Os investidores aplicam cá o dinheiro, mas acabam por não o estacionar durante muito tempo na economia.

A rubrica dos lucros reinvestidos cai assim 9%, estando a acelerar desde o início do ano. Em 2011, tinha sofrido um colapso de 52%. Até maio deste, os lucros reinvestidos ascendem a 489,8 milhões de euros.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Privatização da ANA: Governo estuda três cenários

O Governo tem em cima da mesa três modelos alternativos para definir o objeto da concessão da ANA - Aeroportos no âmbito do processo de privatização, que deverá ser lançado no início de setembro, disse o secretário de Estado dos Transportes.

«Temos três modelos para decidir: ou a totalidade dos aeroportos é concessionada; ou temos a concessão de aeroportos comerciais, por um lado e aeroportos de serviço público ou não viáveis comercialmente, por outro; ou até um modelo misto, em que há a obrigação de gerir os aeroportos como um todo num primeiro momento e, num segundo momento, a obrigatoriedade de alienação de alguns aeroportos», explicou Sérgio Monteiro, citado pela Lusa.

O secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações disse que a «expetativa» do Governo aponta para que «o lançamento formal da operação [de privatização da ANA] seja feito no início de setembro».

Antes, será conhecido o objeto da concessão e o que será proposto aos eventuais operadores privados que ficarem com a gestão da concessão que neste momento está atribuída a ANA - Aeroportos de Portugal.

Sérgio Monteiro disse ainda que, no âmbito do processo de privatização da gestora aeroportuária, serão «tidas em consideração todas as preocupações», mas a decisão «tem de salvaguardar o interesse nacional e a importância desta privatização não só no desenvolvimento das infraestruturas aeroportuárias, mas também da consolidação das contas públicas».

Já o lançamento formal do processo de privatização da TAP deverá ocorrer antes do início de setembro.

«Deve-se esperar que o lançamento formal do processo de privatização da TAP ocorra antes do início de setembro para se dar cumprimento a esta expetativa de que o investidor da companhia aérea seja conhecido antes do investidor da ANA», disse o secretário de Estado.

O Barclays Capital, o Banco Espírito Santo de Investimento, o Citi Bank e o Crédit Suisse serão os assessores financeiros nos processos de privatização da TAP e ANA.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Greve da TAP foi cancelada

A administração da TAP chegou a um acordo com os pilotos para cancelar a greve que tinha início amanhã.
O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) confirma que a greve dos pilotos da TAP, que deveria ter início amanhã, foi desconvocada depois de reuniões entre a administração da companhia e os trabalhadores, conforme o Económico avançou em primeira mão.

"Face ao diálogo que se construiu nos últimos dias, os pilotos decidiram desconvocar os dois períodos de greve previstos (de 5 a 8 de Julho e de 1 a 5 de Agosto)", lê-se no comunicado divulgado pelo SPAC.

As negociações entre a administração da TAP e o SPAC, "através da importante mediação do Governo", determinaram "a criação de um grupo de trabalho tripartido para a resolução dos problemas que motivaram a greve", lê-se no mesmo documento.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) entregou a 21 de Junho o pré-aviso para uma greve entre 5 e 8 de Julho e 1 e 5 de Agosto, tendo o presidente do SPAC justificado a decisão com um "clima de intimidação" para contornar "práticas de gestão deficitárias", como a falta de pilotos.

A TAP estimava que as greves planeadas deveriam provocar o cancelamento de 97% dos voos programados, ou seja, 2.070 voos, afectando 307 mil passageiros, e causando prejuízos superiores a 70 milhões de euros.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Governo está a "desenhar" o caderno de encargos para privatização da ANA

"Neste momento, estamos a desenhar o caderno de encargos" para a privatização da ANA, afirmou Álvaro Santos Pereira, na iniciativa do Ministério da Economia e do Emprego "Portugal a Crescer", a decorrer em Lisboa.

O ministro da Economia disse que o Governo está atualmente a trabalhar na segunda vaga de privatizações, onde estão incluídas as vendas da TAP e da ANA - Aeroportos de Portugal. Álvaro Santos Pereira defendeu que estas privatizações "ajudam a reestruturação da economia portuguesa, tornando-a mais competitiva e mais atrativa para o capital".

O ministro salientou a importância que as duas empresas do sector da aviação assumem, realçando o facto de a companhia aérea TAP ter um "'hub' (placa giratória) da lusofonia" que tem de ser fomentado.

Álvaro Santos Pereira afirmou ainda que existem "manifestações de interesse" na privatização da ANA, uma operação que disse ser "importante para aumentar a competitividade" dos aeroportos portugueses.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ministro das Finanças grego demite-se mesmo antes de tomar posse

Dias depois de anunciado para ocupar a pasta das Finanças da Grécia, Vassilios Rapanos apresentou a demissão. Antonis Samaras aceitou. Problemas de saúde justificam decisão.

O ministro das Finanças da Grécia, Vassilios Rapanos, apresentou a demissão, dias depois de ser nomeado para o cargo. 

"Desejo-lhe uma rápida recuperação dos seus problemas de saúde", indicava Samaras na carta em que aceita a decisão, citado pelo "Athens News".

Rapanos não chega assim a ocupar, oficialmente, o cargo de ministro das Finanças. Enquanto os restantes membros do executivo tomaram posse na quinta-feira, o responsável das Finanças helénicas não esteve na cerimónia. Isto porque o seu antecessor do governo interino, George Zanias, tinha viajado para o Luxemburgo, onde foi representar a Grécia no encontro dos ministros das Finanças da Zona Euro, o Eurogrupo.

Rapanos deveria ter sido empossado na sexta-feira, mas os seus problemas de saúde e os de Antonis Samaras – que teve de ser operado a uma cirurgia a um descolamento de retina – impediram que a cerimónia se realizasse.

O responsável das Finanças teve de se dirigir para o hospital, devido a problemas ligados à exaustão. Rapanos terá chegado a desmaiar. Segundo a agência estatal ANA, que cita um comunicado do gabinete do primeiro-ministro, Rapanos indicou que não está em condições de assumir o cargo devido, precisamente, a problemas de saúde.

Os problemas de saúda da cúpula do executivo helénico obrigaram até a um adiamento da viagem da equipa da troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) a Atenas. Deveria ter ocorrido hoje mas, dada a necessidade de repouso de uma semana para Samaras após a cirurgia, a viagem foi adiada.

Samaras, Evangelos Venizelos, líder do socialista Pasok, e Fotis Kouvelis, do Esquerda Democrática, são os líderes partidários que dão suporte ao governo e que deverão viajar para Bruxelas para tentar renegociar o acordo de resgate.

Tal viagem deverá decorrer só na próxima semana, após a cimeira de 28 e 29 de Junho, pelo que o pacote de ajuda à Grécia não deve ser um tema nesse encontro que junta os líderes europeus.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Portugal passa no teste da 'troika' e recebe mais 4.100 milhões

O Governo português recebeu nota positiva na quarta avaliação da troika ao programa de assistência.

O ministro das Finanças, Vìtor Gaspar, anunciou hoje o "sucesso" do novo exame da troika ao país. "Cumprimos todos os critérios quantitativos e objectivos do quarto exame", afirmou Vítor Gaspar, salientando que este programa "responde às necessidades de ajustamento da economia portuguesa"

Vítor Gaspar, que fala numa conferência de imprensa em Lisboa, salientou também a rápida redução do desequilíbrio externo e os ganhos significativos das exportações em termos de quota de mercado. Sobre o desemprego, o ministro das Finanças considerou imperativo ponderar sobre o aumento do desemprego, que pressiona as contas da Segurança Social.

"É crucial garantir rigorosa execução orçamental", afirmou Gaspar, sublinhando que as previsões estão em linha com a meta do défice de 3% do PIB em 2013.

"As nossas previsões actuais estão em linha com o objetivo para o défice orçamental em 2013. A dívida pública deverá atingir um máximo de 118% do PIB em 2013, e reduzir-se-á continuadamente nos anos seguintes", disse Vítor Gaspar na apresentação das conclusões do quarto exame da 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) à evolução do programa contratado com Portugal.

"Esta revisão de três pontos percentuais decorre da revisão do PIB nominal para 2013, da execução do programa de apoio à economia local, de revisões contabilísticas entretanto efetuadas à dívida pública no final de 2011 e de alguns outros factores de importância quantitativa menor", acrescentou Gaspar.

Os números avançados pelo ministro também incluem ligeiras revisões às projecções anteriores do Governo para 2013. Gaspar disse que o Governo agora prevê um crescimento do PIB de 0,2% no próximo ano (a previsão anterior era 0,6%) e uma taxa de desemprego de 15,9% (a previsão anterior era 14,1%).

O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, afirmou também que a venda da TAP e da ANA deverão ser concluídas ainda este ano, tendo a venda da CP Carga sido adiada para 2013.

"Após o sucesso das privatizações da REN e da EDP, esperamos concluir a venda da TAP e da ANA ainda este ano. A venda da CP Cargo foi adiada" para o próximo ano, disse Vitor Gaspar.