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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Portas: "No século XXI, navegar é ser empreendedor"

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, enalteceu hoje os sucessos alcançados fora do país por uma nova geração de empresários, afirmando que "no século XXI, navegar é ser empreendedor".

"Emigrar por tristeza com o nosso país, acho que não seria um bom sinal, mas internacionalizar, para poder fazer um negócio, um doutoramento, casar ou fazer durante algum tempo um projecto de vida, isso abre a cabeça às pessoas e é extraordinariamente útil para Portugal", disse Paulo Portas em Xangai.

Paulo Portas falava no final de um almoço no "Scioko", um restaurante aberto há duas semanas por quatro jovens portugueses num novo parque tecnológico de Xangai e que pretende "reinventar o fast-food" através do cachorro, um petisco ainda exótico na China.

A visita ao restaurante, que não fazia parte do programa inicial, foi decidida depois do ministro português ter chegado a Xangai, no sábado à noite.

"Pedi para vir aqui porque acho que os portugueses precisam de conhecer estas histórias cheias de esforço, de mérito e bem sucedidas de jovens que conseguem triunfar em circunstâncias difíceis", disse Paulo Portas.

Estes sucessos são, segundo o ministro, "um banho de auto-estima nacional por Portugal" e "um exemplo absolutamente extraordinário do que os portugueses no exterior são capazes de fazer".

Em declarações aos jornalistas no local, o chefe da diplomacia portuguesa reafirmou o que dissera antes na abertura do seminário "Caminhos da Exportações", com centenas de empresários dos dois países: "Portugal tem uma relação especial com a China".

"Temos aqui uma enorme reputação histórica. Se aliarmos a isso o vanguardismo económico somos muito bem recebidos e temos um enorme potencial à nossa frente", acrescentou.

Depois da visita àquele restaurante, Paulo Portas esteve no Centro de Investigação da Huawei, uma das maiores multinacionais chinesas, fabricante de equipamentos de telecomunicações, que abriu este ano em Lisboa um centro tecnológico.

O ministro português partiu a meio da tarde (hora local) para Pequim, onde na terça-feira vai encontrar-se como o homólogo chinês, Yang Jiechi.

É a primeira visita à China de um ministro do actual Governo português, acompanhado por mais de cinquenta empresários, na maior missão do género enviada por Portugal àquele país nos últimos cinco anos.

Paulo Portas permanecerá em Pequim até sexta-feira de manhã, seguindo depois para Hong Kong, rumo a Macau, última etapa da viagem.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Santos Pereira: Governo vai reforçar em breve Linha PME Crescimento

O Governo vai anunciar brevemente um reforço da Linha PME Crescimento e a criação de uma linha que vai mobilizar verbas do Banco Europeu de Investimento (BEI) para apoiar as empresas, anunciou hoje o ministro da economia.

Álvaro Santos Pereira, que falava à margem da iniciativa "Portugal a Crescer", a decorrer em Lisboa, disse que a Linha PME Crescimento tem um grau de execução que "já ultrapassa os 85 por cento", com o crédito concedido a exceder 1300 milhões de euros.

O ministro disse que o reforço desta linha "está por dias", mas escusou-se a avançar valores, salientando que a PME Crescimento "está a ter um sucesso e um grau de adesão sem precedentes, quatro vezes superior ao normal".

A Linha PME Crescimento foi criada depois da tomada de posse do Governo e tem actualmente uma dotação de 1500 milhões de euros.

Álvaro Santos Pereira afirmou ainda que o Ministério da Economia está a trabalhar para que a segunda tranche da linha do BEI seja direccionada para as empresas em vez de ter como destino o investimento público.

"Será a Linha Investe QREN, que irá ajudar as empresas a investirem mais e irá alavancar mais de mil milhões de euros do QREN", explicou.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Segurança Social está a "estudar" subsídio de desemprego para pequenos Empresários

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, reafirmou hoje o compromisso de apresentar aos parceiros sociais um "estudo" sobre a eventual atribuição de subsídio de desemprego aos membros de órgãos estatutários.

O estudo deverá ser entregue pelo Governo aos parceiros sociais até ao final do primeiro semestre. O ministro da Solidariedade e da Segurança Social reconhece, no entanto, que a questão é tecnicamente complexa.

Em causa está uma antiga reivindicação das confederações patronais que os sucessivos governos têm vindo a adiar.

Depois do presidente da CIP, António Saraiva, ter afirmado que espera medidas concretas em breve, o ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, lembrou que o compromisso do Governo é apresentar um "estudo" para a discussão da matéria. 

"É importante avançar com segurança", disse aos jornalistas Pedro Mota Soares, reconhecendo que "do ponto de vista técnico a medida é complexa".

O subsídio de desemprego é geralmente atribuído a cidadãos que estejam nessa situação de forma involuntária. O mais difícil no desenho da medida é encontrar mecanismos que garantam que é também essa a situação dos pequenos empresários, de forma a evitar a fraude.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Portugal passa no teste da 'troika' e recebe mais 4.100 milhões

O Governo português recebeu nota positiva na quarta avaliação da troika ao programa de assistência.

O ministro das Finanças, Vìtor Gaspar, anunciou hoje o "sucesso" do novo exame da troika ao país. "Cumprimos todos os critérios quantitativos e objectivos do quarto exame", afirmou Vítor Gaspar, salientando que este programa "responde às necessidades de ajustamento da economia portuguesa"

Vítor Gaspar, que fala numa conferência de imprensa em Lisboa, salientou também a rápida redução do desequilíbrio externo e os ganhos significativos das exportações em termos de quota de mercado. Sobre o desemprego, o ministro das Finanças considerou imperativo ponderar sobre o aumento do desemprego, que pressiona as contas da Segurança Social.

"É crucial garantir rigorosa execução orçamental", afirmou Gaspar, sublinhando que as previsões estão em linha com a meta do défice de 3% do PIB em 2013.

"As nossas previsões actuais estão em linha com o objetivo para o défice orçamental em 2013. A dívida pública deverá atingir um máximo de 118% do PIB em 2013, e reduzir-se-á continuadamente nos anos seguintes", disse Vítor Gaspar na apresentação das conclusões do quarto exame da 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) à evolução do programa contratado com Portugal.

"Esta revisão de três pontos percentuais decorre da revisão do PIB nominal para 2013, da execução do programa de apoio à economia local, de revisões contabilísticas entretanto efetuadas à dívida pública no final de 2011 e de alguns outros factores de importância quantitativa menor", acrescentou Gaspar.

Os números avançados pelo ministro também incluem ligeiras revisões às projecções anteriores do Governo para 2013. Gaspar disse que o Governo agora prevê um crescimento do PIB de 0,2% no próximo ano (a previsão anterior era 0,6%) e uma taxa de desemprego de 15,9% (a previsão anterior era 14,1%).

O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, afirmou também que a venda da TAP e da ANA deverão ser concluídas ainda este ano, tendo a venda da CP Carga sido adiada para 2013.

"Após o sucesso das privatizações da REN e da EDP, esperamos concluir a venda da TAP e da ANA ainda este ano. A venda da CP Cargo foi adiada" para o próximo ano, disse Vitor Gaspar.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Exportações: Moçambique já é o 20º mercado de Portugal

Com o aumento de 95,4% nas exportações de Portugal para Moçambique registado no primeiro trimestre deste ano.

Com o aumento de 95,4% nas exportações de Portugal para Moçambique registado no primeiro trimestre deste ano, o país africano do Índico tornou-se no vigésimo mercado para as vendas nacionais, disseram à Lusa fontes oficiais.

Anteriormente, Moçambique ocupava a 27ª posição nos destinos das vendas portuguesas. Nos primeiros três meses de 2012, Portugal vendeu produtos a Moçambique no valor de 77 milhões de euros, num crescimento de 95,4%, e importou bens avaliados em 4,5 milhões de euros, numa subida de 42%, e que coloca este país em 74º lugar (anterior 81º) na lista dos fornecedores nacionais.

Entre os produtos mais exportados por Portugal estão máquinas e aparelhos, metais, veículos, produtos alimentares, pastas e papel. Falando, hoje, em Maputo, o embaixador de Portugal em Moçambique,

Mário Godinho de Matos, destacou a alteração que se tem verificado na qualidade das exportações portuguesas para Moçambique, referindo que em 2011 "cerca de 50% do total das vendas" nacionais ao país "tinham alta e média alta intensidade tecnológica".

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Corticeira Amorim com lucros de 5,8 milhões no primeiro trimestre

A Corticeira Amorim fechou o primeiro trimestre com lucros de 5,8 milhões de euros e vendas de 131,3 milhões de euros, o que traduz crescimentos de 11,8% e 9%, respectivamente, face ao mesmo período do ano passado.

“O primeiro trimestre de 2012 revelou-se bastante positivo para a Corticeira Amorim, tanto em termos de vendas como de resultados”, sintetiza a empresa, em comunicado enviado à CMVM. O resultado líquido atingiu os 5,76 milhões de euros, mais 608 mil euros do que nos primeiros três meses do ano passado, registando assim um aumento de 11,8%.

Já as vendas consolidadas atingiram os 131,3 milhões de euros, uma subida de 10,86 milhões face ao registado no trimestre homólogo de 2011. Esta evolução positiva resultou num crescimento do EBITDA para 18,7 milhões de euros, um acréscimo homólogo de 9,7%. A autonomia financeira do grupo melhorou 0,8 pontos percentuais, fixando-se em 46,5%.

A unidade de negócio dos isolamentos foi a única do universo da corticeira que não registou um crescimento positivo das vendas, tendo fechado o trimestre com uma quebra homóloga de 1,2%, para 2,4 milhões de euros.

No seu mais relevante negócio, o das rolhas, o crescimento foi de 7,2%, para 76,5 milhões de euros, “fruto do crescimento do mercado de vinho e do ganho de quota pela Corticeira Amorim”. Nos seus principais mercados, França e Estados Unidos, o aumento das vendas cifrou-se em 7,2% e 10,4%, respectivamente.

No segmento dos revestimentos, facturou mais 14,8%, para 33,3 milhões de euros. Para esta performance, contribuíram a entrada da Timbermam no perímetro de consolidação do grupo, efectuado a partir do terceiro trimestre do ano passado, assim como a força de vendas nos “novos mercados norte-americanos, Leste europeu e China”.

No negócio dos aglomerados compósitos, o grupo presidido por António Rios de Amorim registou um aumento de 1,3% nas vendas, para 22,6 milhões de euros, e um crescimento de 19% no negócio das matérias-primas.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Índice do custo do trabalho aumentou 1,4% no primeiro trimestre

O índice do custo do trabalho (ICT) aumentou 1,4% no primeiro trimestre face ao mesmo período de 2011, devido ao acréscimo dos custos médios do trabalho e à queda das horas efectivamente trabalhadas, divulgou hoje o INE.

No primeiro trimestre de 2011, a variação do ICT – indicador que mede a evolução dos custos do trabalho por hora efectivamente trabalhada (custo médio horário), na perspectiva do empregador – havia sido de 0,9%.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) atribuem o aumento de 1,4% no primeiro trimestre ao acréscimo de 0,5% dos custos médios do trabalho e ao decréscimo de 0,9% do número de horas efectivamente trabalhadas.

Segundo o INE, registou-se um acréscimo homólogo do ICT na maioria das actividades económicas, destacando-se, pelos aumentos superiores à média global, os “Transportes e armazenagem” (4,8%), “Indústrias transformadoras” (3,2%), “Actividades de saúde humana e apoio social” (2,4%) e “Construção” (2,3%).

Com acréscimos abaixo da média estiveram a “Educação” (1%), “Electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio” (0,4%) e “Captação, tratamento e distribuição de água, saneamento e gestão de resíduos e despoluição” (0,0%).

Já no “Comércio por grosso e a retalho”, “Actividades financeiras e de seguros”, “Alojamento e restauração” e “Indústrias extractivas” o ICT neste período caiu em 0,4%, 1,6%, 1,8% e 4,6%.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Desemprego: Turismo tem um papel estratégico na criação de emprego - Investigador Carlos Costa

Aveiro, 14 mai (Lusa) - O IVA na restauração está a fazer perder competitividade face a outros destinos turísticos, nomeadamente a Espanha, quando o turismo, por ser de mão de obra intensiva, é estratégico para combater o desemprego.

O alerta é dado por Carlos Costa, professor da Universidade de Aveiro e 'chairman' da INVTUR 2012, considerada uma das maiores conferências internacionais científicas dedicada ao turismo, que decorre de 16 a 19 de maio, naquela universidade.

"O aumento do IVA na restauração coloca em causa a atratividade do turismo e isso é algo que deveria ser devidamente equacionado. Espanha tem uma política fiscal bem mais baixa, pelo que perdemos competitividade em relação aos outros destinos turísticos", disse Carlos Costa à Lusa.

Cabovisão: trabalhadores pedem ajuda para evitar despedimento

Os trabalhadores da empresa de telecomunicações Cabovisão vão concentrar-se esta segunda-feira junto da câmara municipal de Palmela para pedir à presidente da autarquia que pressione a empresa para evitar o anunciado despedimento coletivo de 100 pessoas.

«O sindicato [Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual] e os trabalhadores decidiram concentrar-se hoje junto à Camara de Palmela» disse à agência Lusa o dirigente sindical António Caetano.

Segundo explicou, o objetivo é «dar conhecimento à população do despedimento coletivo de mais de 100 trabalhadores» da Cabovisão e reunir com a presidente da autarquia, «para pedir a sua intervenção junto da Cabovisão para que se evite este processo».

Entretanto, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) está solidária e dá total apoio aos trabalhadores da Cabovisão «visados pelo despedimento coletivo» e apela à «defesa intransigente» dos seus postos de trabalho.

A FECTRANS exorta os trabalhadores daquela empresa a «prosseguir e intensificar a sua justa luta contra as pretensões da administração em despedir mais de 100 trabalhadores, através de um processo de despedimento coletivo, para o qual não são apresentados motivos sérios e validamente justificados».

Sublinhando que a «maioria dos trabalhadores envolvidos está a laborar na empresa desde a sua criação», a Federação defende que este processo de despedimento é um «ato vergonhoso de prepotência patronal».

E lembra que o grupo financeiro ALTICE (de capitais Belgas e Franceses) adquiriu a Cabovisão, em fevereiro deste ano, «sem nunca mencionar a intenção de vir a proceder a reestruturações ou quaisquer outras medidas de gestão que implicassem, ou fossem dirigidas, à destruição de postos de trabalho».

A Cabovisão, que fornece telefone, Internet e televisão sobretudo no distrito de Setúbal, notificou, entre os dias 3 e 4 deste mês, 100 trabalhadores, anunciando-lhes que estavam abrangidos por um processo de despedimento coletivo.

A operadora, que em fevereiro foi vendida pela canadiana Cogeco Cable à francesa Altice, não avançou com justificações nas notificações, de acordo com António Caetano, que acredita tratar-se de uma medida para reduzir custos.

A Cabovisão tem um total 370 trabalhadores.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Financial Times faz exame a Portugal em dossier

Jornal analisa estado da economia e destaca sinais positivos.

Doing Business in Portugal, isto é, «Fazer Negócios em Portugal» é o título do dossier que o «Financial Times» publica esta quarta-feira. O jornal dedica quatro páginas e 10 artigos à análise do estado da economia do país e defende que estão a surgir sinais positivos em vários setores.

«Decididos a levar a cabo reformas» é o título do primeiro artigo. O jornal escreve que os «objetivos estruturais estão a ser atingidos», embora a um «custo enorme». A desistência do TGV para ligar Lisboa a Madrid é tida em conta.

O jornal evoca Eça de Queirós com uma observação datada de 1872: «A nossa situação só é comparável com a da Grécia:. A mesma pobreza, a desgraça da mesma política, a mesma confusão económica». E cita uma série de comentadores portugueses que admitem que os problemas subjacentes à falta de competitividade do país remontam a mais de um século; não são problemas só com algumas décadas.

O FT sublinha, por outro lado, que a maioria dos líderes europeus e economistas reconhecem agora que seriatotalmente injusto equiparar Portugal à Grécia em termos de escala de dificuldades no que toca à dívida, à transparência das contas públicas e ao compromisso entre os partidos para pôr em prática reformas.

Ainda assim, os «comentários mordazes» de Eça de Queirós não caíram no esquecimento. São bem atuais. E «a necessidade de reformas estruturais tem sido amplamente reconhecida já há mais de uma década, mas os sucessivos governos têm-se esquivado ao custo político de as implementar».

«Sinais positivos começam a surgir»

Na segunda página, o FT faz notar que as dificuldades do país «não diminuíram o entusiasmo» dos portugueses pelo euro. Mais ainda: que «há sinais positivos que começam a surgir».

É disso exemplo o crescimento das exportações. E o jornal também acredita que a perda de uma década de competitividade é um cenário que está a começar a ser invertido.

O programa de assistência financeira foi desenhado para aumentar a produtividade e reduzir os custos com o trabalho. «Os riscos são, no entanto, elevados. A recessão na Europa, que compra três quartos das exportações portuguesas e, em particular, na vizinha Espanha, que responde por um quarto, seria uma má notícia. Um novo aumento dos preços do petróleo conduziria a um panorama ainda pior».

No plano interno, «o principal perigo é que o programa de austeridade, sendo implementado para combater a crise da dívida, vá fatalmente comprometer o crescimento do país que precisa de aumentar as receitas fiscais e reduzir a despesa com prestações sociais».

Outro texto olha para o setor financeiro: «Bancos esperam melhoras rápidas». O jornal escreve que a primeira coisa que um bancário diz a um visitante é que o setor financeiro português «é muito diferente dos da Irlanda e da Grécia», os outros dois países que caíram nos braços da ajuda externa.

«País prepara-se para vida depois da dívida» é outro dos textos - e avisos - do FT.

«Grandes vendas constituem retirada irreversível do Governo» é um outro artigo, claro está, sobre as privatizações, que «já conseguiram juntar quase 10.000 milhões de euros» e através das quais se espera arrecadar «mais 7.000 milhões». As privatizações são, no entanto, «uma das partes mais sensíveis da agenda governamental».

Na terceira página, o FT diz que a as pressões externas facilitam as mudanças e que «pela primeira vez» há uma vontade de fazer reformas estruturais. O ministro da economia, Álvaro Santos Pereira, tem direito a citação no jornal: «Todas as condições estão garantidas».

A última página deste dossier aborda a energia - em que «as incertezas na regulação mancham as perspetivas do setor» -, com o Financial Times a considerar que Portugal é uma «nação dedicada ao mar», mas está «a abrir um novo capítulo», e que o setor turístico tem «boas perspetivas apesar do aumento do IVA».

terça-feira, 8 de maio de 2012

Catorze marcas de azeite portuguesas distinguidas na China

Catorze marcas portuguesas foram distinguidas em Pequim num certame internacional dedicado ao azeite, na maior colheita do género.

"É bom para Portugal e ajuda a projetar o país como um produtor de azeite de qualidade", disse um especialista acerca dos prémios atribuídos na última edição do "Oil China Competition", que se realiza anualmente na capital chinesa.

O azeite Rosmaninho, produzido por uma cooperativa de Valpaços, obteve a medalha de ouro na categoria "Light", à frente das cinco marcas de Itália, Chile, Estados Unidos e Turquia que repartiram as medalhas de prata e bronze.

O Gallo 'Grande Escolha' ganhou a medalha de prata na categoria "Medium", cujo primeiro lugar foi repartido por uma marca italiana e uma espanhola.

Marca portuguesa com maior visibilidade nos supermercados de Pequim e de outras grandes cidades chinesas, a Gallo obteve também uma medalha de bronze na categoria "Medium" e uma grande menção na categoria "Light".

Os azeites Oliveira da Serra obtiveram dois prémios: duas grandes menções nas categorias "Intenso" e "Light".

Casal da Cotovia, Paços dos Infantes, Quinta do Vale do Conde, Capitoa Premium, Torrejano, Cabeço das Nogueiras, Casal Anadia e Herdade do Esporão foram as outras marcas portuguesas distinguidas na 7.ª edição do referido concurso, no final do abril passado.

O azeite não faz parte da gastronomia tradicional chinesa, mas o consumo está a aumentar na China, acompanhando a melhoria do nível de vida da população e, em particular, a ascensão da nova classe média urbana.

Espanha, Itália e Grécia são os países mais representados no mercado chinês, com mais de dois terços das cerca de 200 marcas de azeite importadas.

Segundo estimativas do setor, as importações chinesas de azeite cresceram mais de 60 por cento desde 2004, ultrapassando as 25.000 toneladas em 2010.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cavaco convoca gestores topo para promover Portugal

Presidente reúne com 24 gestores de elite na sexta-feira, com o financiamento e promoção do país na agenda.

As palavras de Cavaco Silva no discurso de celebração do 25 de Abril deram o primeiro sinal do que pretende fazer: "Os portugueses são de novo chamados a explicar Portugal ao mundo e a valorizar o que temos de bom", disse há exactamente uma semana. Uma missão que levou o Presidente da República a convocar "todos os portugueses", mas para a qual conta, em especial, com o envolvimento de um grupo restrito de portugueses que ocupam lugares de topo em algumas das maiores empresas e organizações do mundo.

Esse grupo irá agora reunir-se com Cavaco Silva na próxima sexta-feira, 4 de Maio, no Conselho para a Globalização, num encontro à porta fechada na Cidadela de Cascais, para debater ideias à volta da promoção de Portugal no estrangeiro. A iniciativa, promovida pela COTEC Portugal e patrocinada pelo Presidente da República, contará com a presença de portugueses sediados em diferentes países - é o caso de António Horta Osório, do Lloyd's, Viana Baptista, do Credit Suisse de Portugal e Espanha, Carlos Tavares, do grupo Renault, José Duarte, da SAP, Henrique de Castro, da Google, ou Ricardo Monteiro, da Euro RSCG Worldwide, entre outros executivos da banca, telecomunicações, tecnologias, automóvel, bens de consumo, energia, química ou indústria.

Além dos portugueses, o grupo de 24 líderes inclui ainda gestores brasileiros e moçambicanos com fortes ligações empresariais a Portugal: José Édison, do grupo Camargo, Otávio Azevedo, presidente da Oi, Frederico Curado, da Embraer, ou Mário Machungo, do Millennium bim. A este grupo de reflexão irão juntar-se convidados especiais, como o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso (que já participou nos anteriores Conselhos para a Globalização), o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Tem uma empresa? Saiba como crescer!

Russ Cobb, vice presidente da SAS, empresa líder em software analítico, está em Portugal para o Fórum SAS 2012 e explica como pode uma Empresa vencer em tempos de maiores dificuldades.

O responsável diz que os meios sociais distorceram a forma como o mercado se relaciona e como tal explica quais são as ferramentas necessárias e como as usar para vencer. Saiba como crescer num mercado cada vez mais lotado:

Saiba partilhar para crescer
Temos de nos adaptar a um novo mundo, em que o fim da soberania empresarial domina: hoje um produto completo relaciona inúmeras empresas.

Por exemplo a Apple ou a Google, fazem-nos em todos os produtos que apresentam. Antes tínhamos uma industria que controlava tudo, agora temos várias que partilham tarefas.

As empresas criam equipamentos que nos entusiasmam. Eu gosto mais da BlackBerry, posso escrever mais depressa, mas sou um fã da Apple. Gostamos mesmo dos produtos deles. Eles criam expectativas para o próximo lançamento e são felizes quando o distribuem no mercado.

O mundo é complexo. Não precisa de entender como funciona, basta aderir
Entre dez e doze anos tudo mudou e agora há um gene tecnológico que todos querem conhecer. Em 2020 a Internet estará em todo o lado, até pode estar nos nossos frigoríficos, e nós poderemos fazer coisas que nunca fizemos antes, ligarmo-nos onde nunca nos ligámos antes.

Temos de abraçar a complexidade. As coisas tornaram-se complexas porque há muito que não entendemos, mas que devemos usar, para crescer. Cada vez a complexidade será maior.

Por exemplo: Em 2014, 30% das aplicações terão sistemas proactivos e capacidades de previsão; em 2014, 30% das organizações terão sistemas sociais com ligações entre si.

Há três pontos que não se podem esquecer:
1 - É necessário ter uma estratégia de gestão
2 - Informação de governance
3 - Ferramentas de gestão adequadas

Ser eficaz nas Redes Sociais
Mais uma vez a chave está na informação. Há por todo o lado muita informação mas temos de simplificar para que o cliente olhe para o ponto onde queremos que chegue.

Para actuar nas redes sociais é preciso 3 técnicas base:
1 - Sentido de oportunidade
2 - Previsão do impacto que algo vai gerar
3 - Agir no momento certo

Se estes três pontos forem bem executados haverá impacto e a empresa poderá melhorar as relações que mantém com a audiência. Há também que descobrir quem são os bons clientes e de que forma se pode potenciar a relação que se mantém com eles.

Hoje tudo é mais complexo que há um ano atrás, e por isso a análise sistemática torna-se essencial. As empresas de gestão analítica são, desta forma, imprescindíveis.

terça-feira, 13 de março de 2012

Sumol+Compal formaliza compra de fábrica em Moçambique

A Sumol+Compal formalizou hoje a compra de uma unidade industrial em Moçambique por cerca de 8 milhões de euros (10,4 milhões de dólares) que assegurará a produção local de produtos da marca.

A produção na nova fábrica da Sumol+Compal deverá arrancar no terceiro trimestre deste ano, avança a empresa em comunicado enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"É a primeira unidade industrial do nosso grupo empresarial fora de Portugal e representa um importante passo no nosso processo de internacionalização", destaca a empresa.

O anúncio da compra da instalação industrial, dos equipamentos e do respectivo terreno tinha sido já anunciado no mês passado.

A operação industrial ficará integrada na subsidiária da Sumol+Compal Moçambique SA, criada para o efeito.

"A Sumol+Compal Moçambique SA terá na fase de arranque uma participação de 100 por cento da Sumol+Compal, estando prevista a venda de participações que conjuntamente representem até 25% do capital daquela sociedade a sócios locais", refere a empresa em comunicado.

O objectivo da nova empresa é garantir a produção e comercialização de produtos Sumol+Compal no mercado de Moçambique e em 12 dos restantes 13 países que também fazem parte da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC - Southern African Development Community).

A Sumol Compal está também presente em Marrocos, Senegal, Angola e África do Sul, entre outros países africanos.

As vendas para os mercados internacionais, entre 2009 e 2011, registaram um crescimento anual superior a 22%, segundo o grupo, e no ano passado as vendas para os mercados internacionais atingiram 80 milhões de euros, mais 30% do que em 2010.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Siga seis estratégias para conseguir o destaque que o seu produto merece


Tom Szaky é o exemplo perfeito de alguém que inventou um produto original e fez de tudo para conseguir dá-lo a conhecer. Skazy pensou em grande e procurou uma parceria forte que lhe conferisse crescimento.

A garrafa reciclada com fertilizante, o TerraCycle, foi diretamente para o Wal-Mart, a maior empresa comercial dos Estados Unidos, com 8.500 lojas, em 15 países diferentes. E o sucesso seguiu-se.
A receita é dada pelo responsável: "Se queres ser grande, rapidamente, a melhor forma é trabalhar com grandes companhias". O objectivo é um só: subir rapidamente com recurso a bons parceiros.
Siga seis estratégias para conquistar o mercado:

1 - Seja único
Garanta que o seu negócio está cuidadosamente pensado e que pode acrescentar valor ao potencial parceiro. Deve ter algo que seja valioso para uma grande marca para que o novo parceiro não tenha de perder tempo, nem dinheiro, a desenvolver um sistema ou produto idêntico. É uma ajuda mútua que o vai ajudar também a si.
Por exemplo, Robin Thurstin, desenvolveu o MapMyFITNESS.com, um programa de localização para todos os que procuram ferramentas de Fitness. A Cadbury Accelorade, de bebidas desportivas, aproveitou o sistema, de forma a potenciar o produto que já tinha.
Hoje Thurstin já desenvolve aplicações para smartphone com um sistema idêntico para o canal televisivo NBC Sports ou Skechers.
2 - Seja Persistente
Embora Szaky tenha conseguido colocar a garrafa reciclada com fertilizante no Wal-Mart, o processo demorou. O empresário chegou a telefonar dez vezes ao dia durante três semanas, unicamente para marcar uma reunião de apresentação do produto. É este o senão das grandes empresas, exigem muito. Por isso insista e não desista.

3 - Pense em grande
Tem de pensar como se fosse uma grande marca para conseguir associar-se a uma. Voltando ao MapMyFITNESS, pensar em grande significa produzir em larga escala. "Uma grande marca não quer falar sobre um projecto de 10 mil euros...querem falar de milhões", explicou o responsável pela marca, ao Entrepreneur.

4 - Planeie um crescimento rápido
Se vai crescer rapidamente para satisfazer a procura, vai perder dinheiro. Skazy, do fertilizante, aprendeu esta lição pela experiência. "Quanto mais crescemos mais perdemos", afirmou.
Enquanto as vendas do TerraCycle atingiram os 6.6 milhões de dólares em 2008, o responsável acumulou perdas de 4.5 milhões. No ano seguinte estabeleceu parceiras de produção com outras empresas. Hoje 40 empresas fazem e vendem o TerraCycle e o responável atingiu um lucro de cerca de 100 mil dólares no ano passado.
5 - Prepare-se para o escrutínio
Garanta que não tem as Finanças nem a Justiça à perna. Não basta ter um bom produto, é preciso ter a vida organizada e transparente. Ter uma parceria com uma grande empresa torna-o conhecido e, por isso público.
6 - Consolide parcerias 
Não tenha pressa em arranjar novos parceiros sem consolidar o que já tem. Muitas vezes vão também surgir propostas, mas não se esqueça que não quer apenas publicidade mas uma instalação viável do seu produto no mercado.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

10 Dicas para Controlar o seu Orçamento

1. Aposte nas poupanças. Determine quanto dinheiro pode destinar à poupança, deposite-o numa conta e assegure-se de que todos os meses lá coloca o mesmo montante (ou mais, se for possível). «Esqueça» de que tem esse dinheiro na gestão diária, porque será ele a fazer toda a diferença numa eventual situação de aperto que mais tarde possa surgir.

2. Use dinheiro. Levante o dinheiro suficiente para uma semana e mentalize-se de que é aquela a verba que tem para todas as coisas de que não pode prescindir. É muito mais fácil resistir a um par de sapatos novos se eles lhe levarem os últimos euros disponíveis do que se for uma despesa que, na hora, fica acumulada no cartão de crédito.

3. Corte com os maus hábitos. De certeza que já fez as contas de quanto gasta, por exemplo, com o vício do tabaco e pensou que podia direccionar todo aquele dinheiro para outras despesas. E é verdade. Corte com os maus hábitos e verá que os gastos começam a baixar e que a saúde melhora.

4. Partilhe responsabilidades. Assegure-se de que não é a única pessoa em casa preocupada com o orçamento familiar. Se está a lutar por poupar dinheiro e a sua cara-metade continua a gastar, saiba que está numa batalha perdida. Faça um plano para determinar quanto pode cada um gastar e, semanalmente, avalie como está tudo a correr. Se toda a família cortar um pouco nos gastos, no final isso fará toda a diferença.

5. Pague as dívidas. Os montantes devidos nos cartões de créditos parecem eternos. Por isso, escolha apenas um cartão e pague o máximo possível todos os meses. Se tiver mais cartões, pague o mínimo até liquidar aquele que tem juros mais elevados. De seguida reforce o pagamento noutro e continue a pagar o mínimo dos restantes e assim sucessivamente. Se pagar apenas o mínimo em todos os cartões vai ficar enredado em juros e dificilmente se libertará.

6. Guarde todos os recibos. Quando está a tentar equilibrar o seu orçamento, muitas vezes esquece-se daquelas pequenas despesas que muitas vezes acredita não fazerem grande diferença. Mas a verdade é que se as controlar, vai conseguir mais poupança. Guarde os recibos e aponte os locais onde gasta dinheiro. Desta forma vai perceber que há muito dinheiro que lhe escapa das mãos desnecessariamente.

7. Controle a sua conta. Costuma analisar com cuidado o extracto bancário que recebe em casa? Se não o faz, saiba que é um bom hábito a que se deve habituar. Se vive com um orçamento já de si apertado, não estar atento a pequenos movimentos na sua conta podem deixá-lo rapidamente sem fundos. Se controlar de perto estas situações, pode sempre questionar o seu banco para evitar situações desagradáveis.

8. Analise os seus gastos. Faça uma lista completa de todos os seus gastos mensais e veja se pode cortar em algum lado. Talvez se levar o almoço para o trabalho duas vezes por semana ou deixar o carro em casa dia sim, dia não, possam ser alternativas que no final do mês terão uma repercussão considerável nas suas despesas.

9. Aplicações especiais. Se acha que as suas poupanças estão ainda muito perto e que se pode sentir tentado a mexer-lhes, consulte o seu banco e veja que produtos financeiros têm à sua disposição. A banca oferece taxas de juro muito mais atractivas quando lá deixa o seu dinheiro por longos períodos. Mas esteja atento e informe-se quanto ao risco subjacente a algumas propostas.

10. Seja flexível. Lembre-se que a vida é imprevisível e que por vezes acontecem coisas que fogem ao nosso controlo. Quando estabelece o seu orçamento, procure deixar um extra para essas despesas imprevistas. E não desespere se uma vez ou outra sair fora do planeado. Torna-se muito mais difícil voltar à disciplina financeira se ficar demasiado frustrado com um erro ou outro.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Saiba como Salvar ou fechar uma Empresa

Para as empresas em situação difícil, o Governo cria processo urgente de salvação. Para as falidas, o processo passa a chamar-se de recuperação.

PASSOS PARA O PROCESSO DE REVITALIZAÇÃO

Com muitas empresas a ser empurradas para a falência, devido à crise, à escassez do crédito e à contracção do consumo, o Governo decidiu lançar um novo processo para tentar salvar empresários que estejam em risco de fechar as portas. Que poderá estar disponível já dentro de dois meses.

Quem tem direito?
Só podem recorrer ao chamado processo de revitalização as empresas que estejam em situação económica difícil (isto é, em solvência iminente), considerando-se como tal aquela que enfrenta uma dificuldade séria em cumprir as suas obrigações. O processo é simplificado, com prazos curtos, e inicia-se se, pelo menos, um dos credores o aceitar. Havendo acordo entre empresa e credor, a acção é apresentada a um juiz.

Qual o prazo para reclamar créditos?

Os credores, tanto os que aceitaram o processo, como os restantes, têm 20 dias - após a publicação do despacho do juiz a ordenar a acção - para reclamarem os seus créditos. Publicada a lista de créditos, dá-se um prazo de cinco dias para a impugnação, findo o qual o juiz (apreciadas estas impugnações) publica a lista definitiva.

Quanto tempo dura a revitalização?
Dois ou três meses porque, passada esta fase de início do processo e publicação dos créditos, as partes, isto é, empresa e credores têm apenas dois meses para concluírem as negociações e chegarem a um acordo. Este prazo só pode ser prorrogado um mês, e apenas uma vez. O administrador judicial também participa nestas negociações e qualquer acção de cobrança de dívida (processo executiva) que estivesse a correr contra a empresa é suspensa neste período precisamente para dar estabilidade à negociação.

A quem se aplica o acordo?
Para que o plano de revitalização seja aprovado é necessário que se verifique a presença de 1/3 do total dos créditos com direito a votos, o voto favorável de 2/3 do total de votos emitidos. O juiz tem, então, dez dias para aprovar o plano de revitalização, que se aplica a todos os credores, mesmo àqueles que não tenham participado.

E se não houver acordo?
Há duas hipótese: se a empresa não estiver insolvente, o processo de revitalização é extinto. Mas se, entretanto, faliu, o administrador judicial requer a um juiz a abertura do processo de insolvência.

Há sanções para casos de abuso?
Sim. O devedor é obrigado a informar de forma completa e transparente todos os intervenientes no processo sobre a sua real situação económica, sob pena de, entre outras, incorrer em responsabilidade penal. E se tiver recorrido ao processo para desistir depois ficará impedido de recorrer à revitalização nos dois anos seguintes.

Há apoios para as empresas?
Sim. Para as grandes empresas é esperado que o mercado funcione com os bancos e os principais credores a unirem-se. Para a PME vão poder contar com três fundos regionais a criar com dinheiro comunitário.

Como funcionam os benefícios fiscais?
As empresas podem deduzir no IRC os prejuízos fiscais gerados nos exercícios de menos actividade económica ao longo de um período de cinco anos e não quatro.

PASSOS DO PROCESSO DE INSOLVÊNCIA

O processo de recuperação de empresas em situação de falência já existe. O que o Governo agora faz é encurtar o prazo para metade e simplificar o processo, dando mais poderes ao juiz e reforçando a responsabilidade dos devedores e gestores de insolvência.

Quem tem acesso?
As empresas já declaradas insolventes, isto é, que já não conseguem cumprir as suas obrigações. E aqui há uma mudança face ao regime inicial: uma empresa tem que se apresentar à insolvência nos 30 dias seguintes à data do conhecimento da sua situação. Uma redução para metade face aos 60 dias actualmente permitidos. E se não o fizerem incorrem em responsabilidade civil, sem prejuízo de poderem também responder criminalmente. O credor, satisfeitos alguns requisitos, pode também requerer a falência.

O que deve constar do requerimento?
A relação de todos os credores, com a indicação dos montantes dos créditos, datas de vencimento e garantias; indicação de todos os processos pendentes contra a empresa; cópia do registo contabilístico do último balanço e inventário; declaração da acta onde foi deliberada a falência; relação de bens que detenha em regime de arrendamento.

Qual o papel do juiz?
É decretado um administrador da insolvência e o processo inicia os seus trâmites. O juiz, com esta reforma, vê reforçados os seus poderes já que pode prescindir da realização da assembleia de credores. Os credores são citados por edital em vários locais, como no próprio tribunal da área, e passa também a existir um anúncio publicado no portal ‘Citius'. Dá-se uma fase para oposição aos créditos (10 dias). Se tiver havido oposição do devedor ou de credores que representem pelo menos 30% dos créditos conhecidos e seja alegada a viabilidade da empresa, o juiz pode optar por um processo de recuperação. Se não houve oposição, dá-se o despacho do juiz a declarar a falência e consequente liquidação. Abre-se o processo de reclamação de créditos e a determinação da massa insolvente. O juiz nomeia um liquidatário judicial e a comissão de credores. O devedor pode opor-se a esta decisão.

E no caso de haver uma sentença?
Se a decisão do juiz for mesmo decretar a falência e liquidar o património (massa insolvente), o devedor, caso a insolvência tenha sido culposa, fica inibido de administrar património de terceiros por um período de dois a dez anos. Ficam também inibidos de exercer o comércio ou ocupar cargos de titular de órgãos em sociedades comerciais ou civis.

A insolvência põe fim a obrigações fiscais?
Com a deliberação de encerramento da actividade do estabelecimento, extinguem-se todas as obrigações declarativas e fiscais, o que deve ser imediatamente comunicado pelo tribunal à administração fiscal.

E as acções executivas?
Logo que o processo de insolvência é dado por encerrado, as acções executivas - que estavam suspensas - extinguem-se também. E compete ao administrador de insolvência comunicar por escrito isso mesmo aos agentes de execução.

A liquidação...
Transitada em julgado a sentença de falência ou havendo decisão que rejeita a oposição do devedor, o liquidatário judicial, com a cooperação da comissão de credores, procede à venda dos bens apreendidos. A venda deve ser concluída em seis meses.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

UM GRITO DE ESPERANÇA – HÁ TRABALHO PARA TODOS!!!!!!

WBP – WORLD BUSINESS PARTNERS – “A EMPRESA QUE SALVA EMPRESAS”

UM GRITO DE ESPERANÇA – HÁ TRABALHO PARA TODOS!!!!!!



Sexta-feira, dia 30 de Setembro de 2011
As notícias do País e do Mundo são reveladoras da situação económica e social que se vive, num agravamento exponencial.
Estas seriam ainda mais assustadoras, não fora a consciência de que um trabalho sério e honesto, deveras proactivo, pode inverter esta anti-dinâmica.
A força das massas, correctamente orientadas e motivadas, para um positivo de mudança, é imbatível – em última instância sempre assim foi, sempre assim será.
A História fala por si e ensina-nos, pelo que o nosso apelo à sublevação dos Portugueses mediante o exemplo – trabalhando.

Torna-se imperiosa a inversão deste ciclo negativo, o qual mais se exponencirá se se mantiver a visão táctica de mera contenção de custos, desprovida de incentivos ao investimento.
Não podemos continuar a, obtusamente, querer manter os já gastos e falidos conceitos de intervenção e de abordagem ao mercado.
Inequivocamente o Mundo mudou e quem o não entender será liminarmente trucidado.

As Empresas têm que se posicionar na senda da parceria, quer esta seja entendida como incorporação de mais valia por soma de valências empresariais complementares e/ou subsidiárias, quer por parceria com os seus próprios trabalhadores.
Naturalmente que as Empresas têm que ser lucrativas, pois que inquestionavelmente estão objectivadas para esse fim, mas têm que se redimensionar no sentido da consciencialização  do papel social que ora impera terem.

Concomitantemente quem se propõe a um “trabalho” tem que entender que a definição de “trabalhador”, a qual é a de “aquele que presta/vende o seu trabalho contra uma remuneração”.
Emprego como dado adquirido e direitos divinos de emprego acabaram. Esta é uma realidade insofismável.
Há trabalho e muito, só que exclusivamente para quem queira trabalhar.  

Estamos “no momento de todas as oportunidades”,  neste como em todos os de crise,  há que saber aproveita-lo e dele beneficiar.
Oportunidades e sucessos não faltam para as Empresas que queiram (não desejem - queiram), concorrer com o futuro e dele fazer parte – mudando-o.
Oportunidades e sucessos não faltam para os trabalhadores que ponham alma no seu trabalho, vistam a camisola da sua Empresa e se sintam dela parte integrante e peça imprescindível, por bons serviços prestados.
Quem entrar no comboio da luta profícua terá o sucesso garantido, quem entrar no do conformismo será mais do que ultrapassado, será esquecido.

No caso da WBP, posicionamo-nos, definitivamente e como linha estratégica operacional, num contra-ciclo, lutando contra o conformismo redutor.
Priorizarmos o recrutamento de “cérebros” e “mais-valias” em situação de desemprego e com eles lutamos para salvar as Empresas Portuguesas, num conceito interiorizado e muito motivador de que salvar Empresas.

Sustentabilizamos a actuação da WBP numa filosofia cluster – parcerias institucionais, onde a soma de valências é o motor do nosso desenvolvimento e daquele a quem servimos – o Tecido Empresarial Português.
Os nossos funcionários são conscientemente “colaboradores”, o que como o nome indica “colaboram para o bem comum”, interagindo em equipas pluridisciplinares, enfocados em objectivos e como tal remunerados pelos seus próprios sucessos.
Daí que estejamos abertos ao recrutamento de todas as entidades dispensadas pelo Sector Bancário, gente de muito mérito e trabalho, os tais cérebros, as tais mais valias, onde todos ainda serão poucos, para integrarem o Projecto de Apoio à Estrutura Produtiva Empresarial – o designado Movimento que geramos de “Salvar Empresas é Salvar Portugal”.

Principalmente toda a Empresa está enfocada na Excelência de bem servir o Cliente, nosso objectivo prioritário.
Há que trabalhar pelo e para o País!
Há que reacender o orgulho Nacional!

Maria Silvério Rocha
       CEO
WBP - WORLD BUSINESS PARTNERS