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terça-feira, 3 de julho de 2012

Portas reafirma empenho na 'parceria estratégica' com a China

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, reafirmou hoje o empenho português na «parceria estratégica» com a China e salientou que nas relações entre os dois países «não há memória de conflitos».

«Quero confirmar e reafirmar a parceria estratégica entre os nossos países», disse Paulo Portas no início do encontro com o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Yang Jiechi.

«Portugal e a China são países e povos amigos há muitas centenas de anos e nas nossas relações não há memória de conflitos, mas há memória de muitos acordos», recordou.

Paulo Portas iniciou no sábado em Xangai uma visita de oito dias à China, a primeira de um ministro do actual Governo português, e depois de Pequim visitará Hong Kong e Macau.

No encontro com Yang Jiechi, o ministro português recordou o processo de transferência de Macau para a administração chinesa, em Dezembro de 1999, que considerou «um grande exemplo para a comunidade internacional».

«Creio que para a China e para Portugal, a transição impecável de Macau é um grande exemplo para a comunidade internacional», disse.

O acordo de «parceria estratégica global» entre a China e Portugal - um dos raros que o Governo chinês mantém com países europeus - foi assinado em 2005.

Em Pequim, Paulo Portas vai também encontrar-se com o 'número dois' do Governo chinês, o vice-primeiro-ministro executivo, Li Keqiang, o ministro do Comércio, Chen Deming, e o ministro director do Departamento de Relações Internacionais do Partido Comunista Chinês, Wang Jiarui.

O programa na capital chinesa inclui ainda visitas a grandes empresas estatais chinesas e a participação num seminário económico com empresários dos dois países.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Portas: "No século XXI, navegar é ser empreendedor"

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, enalteceu hoje os sucessos alcançados fora do país por uma nova geração de empresários, afirmando que "no século XXI, navegar é ser empreendedor".

"Emigrar por tristeza com o nosso país, acho que não seria um bom sinal, mas internacionalizar, para poder fazer um negócio, um doutoramento, casar ou fazer durante algum tempo um projecto de vida, isso abre a cabeça às pessoas e é extraordinariamente útil para Portugal", disse Paulo Portas em Xangai.

Paulo Portas falava no final de um almoço no "Scioko", um restaurante aberto há duas semanas por quatro jovens portugueses num novo parque tecnológico de Xangai e que pretende "reinventar o fast-food" através do cachorro, um petisco ainda exótico na China.

A visita ao restaurante, que não fazia parte do programa inicial, foi decidida depois do ministro português ter chegado a Xangai, no sábado à noite.

"Pedi para vir aqui porque acho que os portugueses precisam de conhecer estas histórias cheias de esforço, de mérito e bem sucedidas de jovens que conseguem triunfar em circunstâncias difíceis", disse Paulo Portas.

Estes sucessos são, segundo o ministro, "um banho de auto-estima nacional por Portugal" e "um exemplo absolutamente extraordinário do que os portugueses no exterior são capazes de fazer".

Em declarações aos jornalistas no local, o chefe da diplomacia portuguesa reafirmou o que dissera antes na abertura do seminário "Caminhos da Exportações", com centenas de empresários dos dois países: "Portugal tem uma relação especial com a China".

"Temos aqui uma enorme reputação histórica. Se aliarmos a isso o vanguardismo económico somos muito bem recebidos e temos um enorme potencial à nossa frente", acrescentou.

Depois da visita àquele restaurante, Paulo Portas esteve no Centro de Investigação da Huawei, uma das maiores multinacionais chinesas, fabricante de equipamentos de telecomunicações, que abriu este ano em Lisboa um centro tecnológico.

O ministro português partiu a meio da tarde (hora local) para Pequim, onde na terça-feira vai encontrar-se como o homólogo chinês, Yang Jiechi.

É a primeira visita à China de um ministro do actual Governo português, acompanhado por mais de cinquenta empresários, na maior missão do género enviada por Portugal àquele país nos últimos cinco anos.

Paulo Portas permanecerá em Pequim até sexta-feira de manhã, seguindo depois para Hong Kong, rumo a Macau, última etapa da viagem.