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sexta-feira, 13 de julho de 2012

China com menor crescimento em mais de três anos

O PIB da China registou no segundo trimestre do ano um crescimento de 7,6%, o nível mais baixo em mais de três anos.

O Gabinete Nacional de Estatísticas da China indica que o PIB chinês registou um crescimento de 7,8% no primeiro semestre para 22,7 mil milhões de yuan (2,91 mil milhões de euros), situação próxima das previsões do Executivo de Pequim para todo o ano de 2012, de 7,5%.

O segundo trimestre do ano foi o sexto período consecutivo em que o PIB chinês verificou uma desaceleração.

A China é a segunda maior economia do mundo, com um crescimento médio anual de 9,9% ao longo das três últimas décadas, mas tem abrandado desde 2010.

Em 2011, o PIB chinês cresceu 9,2% (menos 1,2 pontos que no ano anterior) e no primeiro trimestre de 2012 abrandou ainda mais, para 8,1%.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Portas: "No século XXI, navegar é ser empreendedor"

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, enalteceu hoje os sucessos alcançados fora do país por uma nova geração de empresários, afirmando que "no século XXI, navegar é ser empreendedor".

"Emigrar por tristeza com o nosso país, acho que não seria um bom sinal, mas internacionalizar, para poder fazer um negócio, um doutoramento, casar ou fazer durante algum tempo um projecto de vida, isso abre a cabeça às pessoas e é extraordinariamente útil para Portugal", disse Paulo Portas em Xangai.

Paulo Portas falava no final de um almoço no "Scioko", um restaurante aberto há duas semanas por quatro jovens portugueses num novo parque tecnológico de Xangai e que pretende "reinventar o fast-food" através do cachorro, um petisco ainda exótico na China.

A visita ao restaurante, que não fazia parte do programa inicial, foi decidida depois do ministro português ter chegado a Xangai, no sábado à noite.

"Pedi para vir aqui porque acho que os portugueses precisam de conhecer estas histórias cheias de esforço, de mérito e bem sucedidas de jovens que conseguem triunfar em circunstâncias difíceis", disse Paulo Portas.

Estes sucessos são, segundo o ministro, "um banho de auto-estima nacional por Portugal" e "um exemplo absolutamente extraordinário do que os portugueses no exterior são capazes de fazer".

Em declarações aos jornalistas no local, o chefe da diplomacia portuguesa reafirmou o que dissera antes na abertura do seminário "Caminhos da Exportações", com centenas de empresários dos dois países: "Portugal tem uma relação especial com a China".

"Temos aqui uma enorme reputação histórica. Se aliarmos a isso o vanguardismo económico somos muito bem recebidos e temos um enorme potencial à nossa frente", acrescentou.

Depois da visita àquele restaurante, Paulo Portas esteve no Centro de Investigação da Huawei, uma das maiores multinacionais chinesas, fabricante de equipamentos de telecomunicações, que abriu este ano em Lisboa um centro tecnológico.

O ministro português partiu a meio da tarde (hora local) para Pequim, onde na terça-feira vai encontrar-se como o homólogo chinês, Yang Jiechi.

É a primeira visita à China de um ministro do actual Governo português, acompanhado por mais de cinquenta empresários, na maior missão do género enviada por Portugal àquele país nos últimos cinco anos.

Paulo Portas permanecerá em Pequim até sexta-feira de manhã, seguindo depois para Hong Kong, rumo a Macau, última etapa da viagem.