O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, reafirmou hoje o empenho português na «parceria estratégica» com a China e salientou que nas relações entre os dois países «não há memória de conflitos».
«Quero confirmar e reafirmar a parceria estratégica entre os nossos países», disse Paulo Portas no início do encontro com o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Yang Jiechi.
«Portugal e a China são países e povos amigos há muitas centenas de anos e nas nossas relações não há memória de conflitos, mas há memória de muitos acordos», recordou.
Paulo Portas iniciou no sábado em Xangai uma visita de oito dias à China, a primeira de um ministro do actual Governo português, e depois de Pequim visitará Hong Kong e Macau.
No encontro com Yang Jiechi, o ministro português recordou o processo de transferência de Macau para a administração chinesa, em Dezembro de 1999, que considerou «um grande exemplo para a comunidade internacional».
«Creio que para a China e para Portugal, a transição impecável de Macau é um grande exemplo para a comunidade internacional», disse.
O acordo de «parceria estratégica global» entre a China e Portugal - um dos raros que o Governo chinês mantém com países europeus - foi assinado em 2005.
Em Pequim, Paulo Portas vai também encontrar-se com o 'número dois' do Governo chinês, o vice-primeiro-ministro executivo, Li Keqiang, o ministro do Comércio, Chen Deming, e o ministro director do Departamento de Relações Internacionais do Partido Comunista Chinês, Wang Jiarui.
O programa na capital chinesa inclui ainda visitas a grandes empresas estatais chinesas e a participação num seminário económico com empresários dos dois países.
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