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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Alguns bancos já antecipam ligeira diminuição da restritividade nos empréstimos às PME

No último trimestre de 2012 não se verificaram alterações significativas nas condições impostas pela banca para conceder crédito às empresas e famílias. Para o primeiro trimestre de 2013 os bancos não antevêem grandes alterações, ainda que duas instituições já prevêem uma “ligeira diminuição da restritividade nos empréstimos a PME”.

No que respeita às empresas, o cenário é semelhante, ainda que uma instituição tenha reportado “uma ligeira diminuição da restritividade nos empréstimos” às pequenas e médias empresas (PME), enquanto uma outra reportou “um ligeiro agravamento nos empréstimos a grandes empresas.”

Para estes primeiros três meses de 2013, os bancos não antevêem alterações significativas, ainda que do inquérito se conclua que “duas instituições esperam uma ligeira diminuição da restritividade nos empréstimos” para as PME. Em relação à procura, não se prevê alterações significativas.

O Banco de Portugal revela que houve “uma ligeira diminuição da procura por empréstimos a prazos mais longos, um ligeiro aumento dos empréstimos a PME assim como um ligeiro aumento dos empréstimos a curto prazo”, no quarto trimestre do ano. A contribuir para a redução da procura esteve “a redução das necessidades de financiamento do investimento”. E houve duas instituições que identificaram outro factor: as empresas recorreram a “outras instituições bancárias” para se financiarem.

A travar a queda da procura esteve “o aumento das necessidades de financiamento de existências e de necessidades de fundo de maneio e o aumento das necessidades de financiamento para a reestruturação da dívida”, explica a mesma fonte.

Entre os particulares, os critérios de concessão de crédito mantiveram-se face ao trimestre anterior quer para a compra de casa quer para consumo. E as previsões apontam para que nos primeiros três meses de 2013, as exigências sejam mantidas.

Os bancos revelaram que houve “uma diminuição da procura de empréstimos para a aquisição de habitação”, com “dois bancos” a reportar mesmo “uma redução considerável.”

“Para o primeiro trimestre de 2013, os bancos inquiridos não antevêem alterações nos critérios seguidos para aprovação de empréstimos para aquisição de habitação. Por seu turno, todas as instituições inquiridas antecipam uma ligeira diminuição da procura neste segmento”, adianta o relatório do Banco de Portugal.

A procura por financiamento ao consumo ou outros fins – onde se inclui educação, energia e trabalhadores por conta própria – também diminuiu, com os bancos a justificarem esta evolução com a redução “das despesas de consumo relativas a bens duradouros e a deterioração da confiança dos consumidores.”

“Para o primeiro trimestre de 2013, os bancos inquiridos não antevêem alterações nos critérios seguidos para aprovação de empréstimos para consumo e outros fins. Do mesmo modo, no que se refere à procura, a generalidade das instituições inquiridas não antecipa alterações neste segmento”, acrescenta a mesma fonte.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

CIP defende corte da TSU para conduzir a salários mais elevados

O presidente da CIP, António Saraiva, defendeu hoje uma redução da Taxa Social Única (TSU) a cargo das empresas.

O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal defendeu hoje uma redução da Taxa Social Única (TSU) a cargo das empresas, salientando que isso poderia até conduzir a aumentos nos salários mais baixos.

"Tenho defendido que o salário mínimo, que todos reconhecemos que é baixo, tem que ser aumentado mas não levando às empresas uma carga salarial que as mesmas não possam suportar", salientou António Saraiva à margem da concertação social.

O presidente da CIP recordou que os trabalhadores com salário mínimo acabam por receber 430 euros líquidos (depois dos descontos) mas as "empresas têm que tirar das suas caixas 730 euros", já que o salário é pago 14 vezes em 12 meses, sobre o qual incide uma TSU de 23,75% e seguros obrigatórios.

"Um trabalhador, recebendo 485 [euros], desconta e recebe 430 [mas] à empresa custa-lhe 730 [euros]. Entre 430 que o trabalhador leva para casa e 730 que a empresa tem de esforço de tesouraria, há aqui campo para que o trabalhador leve mais dinheiro para casa e que a empresa possa ter um menor custo e que, por essa via, possamos trazer ao trabalho aqueles que dele estão afastados", explicou o dirigente.

António Saraiva não quis avançar valores concretos mas diz que esta medida teria que ser fiscalizada. Saraiva salienta que em causa não está um aumento do salário mínimo: "Estou a dizer que aos actuais valores do salário mínimo é possível encontrar formas de o trabalhador levar mais salário para casa e de as empresas verem reduzido esse valor", através da margem "em sede de TSU", explicou.

António Saraiva salientou que não foi discutida qualquer redução da TSU em concertação social mas entende que medidas nesse sentido podem ter "efeitos benéficos".

Hoje, o Jornal de Negócios noticiou que o Governo estava a preparar a isenção da TSU para empresas com jovens a receber salários mínimos. "Essa medida não foi hoje aqui referida", disse Saraiva salientando que tem havido conversas bilaterais com o Governo.

Irlanda aprova Tratado da austeridade com maioria de 60%

Os irlandeses aprovaram o Tratado orçamental com uma margem folgada de 60,3% no referendo realizado ontem.

No final, 955.091 eleitores aprovaram o documento, o equivalente a 60%, enquanto 629.088 irlandeses se opuseram.

Os dados acabam de ser divulgados em Dublim. O país junta-se agora à Grécia, Portugal, Eslovénia, Polónia, Roménia e Dinamarca, no campo dos que já ratificaram o Tratado, que entrará em vigor assim que 12 estados do euro o tenham adoptado.

A campanha na Irlanda ficou marcada pelo debate entre a relutância em reforçar a política de austeridade e o risco de não aceder a um novo resgate em 2013 se o país não for capaz de regressar aos mercados.

O novo fundo que entra em vigor em Julho só abre os cordões a países que tenham ratificado o Tratado Orçamental, que foi subscrito em Março por 25 líderes de estados membros. A República Checa e Reino Unido optaram por não fazer parte do clube, tornando o texto num tratado internacional e não europeu.

A grande novidade do Tratado é a inclusão de uma regra de ouro, o equilíbrio orçamental, do qual os países apenas se podem desviar em circunstâncias limitadas em défice e em tempo, sob pena de incorrer em sanções imediatas. A regra terá um valor paraconstitucional e serão criados mecanismos vinculativos para corrigir qualquer desequilíbrio.

Herman Van Rompuy, presidente da União Europeia já reagiu a este resultado, considerando que o apoio irlandês ao Tratado Orçamental é um "passo importante" rumo à estabilidade.

"Congratulo-me com o desfecho positivo no referendo na Irlanda", disse Van Rompuy, acrescentando que "com esta votação, o povo irlandês deu o seu apoio e compromisso quanto à integração europeia. Este resultado é um passo importante rumo à recuperação e estabilidade", disse.

Finanças dão às instituições 6,6 milhões doados via IRS

A Autoridade Tributária e Aduaneira já transferiu os 6,6 milhões de euros doados pelos portugueses nas declarações de IRS de 2010 a 858 instituições de solidariedade social, revelou o Ministério das Finanças.

No início de maio, algumas instituições de solidariedade social queixaram-se de ainda não terem recebido as verbas doadas pelos portugueses relativas a 2010, que consideram fundamental para continuar os seus projetos de apoio à população.

Hoje, a secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais avançou à Lusa que o «processo foi concluído na data anunciada».

Numa nota, a secretaria de Estado informa que «procedeu no dia 25 de maio à transferência do valor do IRS consignado (referente a 2010) para as cerca de 858 entidades beneficiárias».

No Orçamento de Estado para 2013, o Governo irá apresentar uma alteração legislativa que estipula o dia 31 de Março de cada ano como «data limite para as transferências dos montantes de IRS consignados para as entidades beneficiárias».

Para o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), este donativo dos portugueses é «muito importante».

«É um contributo muito importante, não tanto pelo volume, que é sempre bom, mas por aquilo que significa de envolvimento da comunidade que, de facto, se deixa entusiasmar pela atividade das instituições de solidariedade social», disse o padre Lino Maia.

Para Lino Maia, os mais de seis milhões de euros doados significam que «muito milhares de contribuintes destinaram 0,5 por cento do seu IRS para as instituições de solidariedade que conhecem».

«É evidente que se não fossem outras fontes de financiamento, as instituições de solidariedade social não conseguiam responder, nem fazer aquilo que fazem, mas é um contributo importante somado aos outros e é assim que é possível que as instituições continuem a responder a quem as procura», sustentou.

Alertou ainda que há muitas instituições com «imensas dificuldades, algumas que parecem inultrapassáveis»: «Dez por cento das instituições filiadas na CNIS, de um total de 2.700, estão com seríssimas dificuldades».

«E não estou a exagerar no número. Se estiver é por defeito e não por excesso», comentou.

Questionado pela Lusa se estas entidades correm o risco de encerrar, Lino Maia afirmou: «Correriam se não fosse a capacidade dos dirigentes e a filantropia da comunidade».

«Elas não podem fechar portas porque se existem é porque são mesmo necessárias», vincou, questionando: «O que é que íamos fazer daqueles muitos utentes e dos trabalhadores que precisam imenso destas instituições».

Por outro lado, salientou, são dirigidas por «gente muito boa que não se desmobiliza porque as necessidades são maiores do que as dificuldades».

«Eu espero que, com esta envolvência da comunidade e o esforço do Governo consigamos ultrapassar» esta situação, rematou o Lino Maia.

Dados do Ministério das Finanças indicam que, no ano passado, 199.803 contribuintes consignaram 0,5% do IRS a instituições, no valor de 6,67 milhões de euros. Em 2010 um total de 100.194 pessoas doaram 3,52 milhões de euros.

Restauração: Governo prometeu estudar impactos do aumento do IVA

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) anunciou esta sexta-feira que o Governo se comprometeu a estudar os impactos que o aumento do IVA estão a ter no emprego e nas receitas do sector.

À saída de uma reunião, esta sexta-feira de manhã, com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o secretário-geral da AHRESP, José Manuel Esteves, referiu aos jornalistas que o Governo mostrou abertura para acompanhar os principais problemas que afetam o setor.

«Saímos daqui muito satisfeitos com a sensibilidade e disponibilidade que o primeiro-ministro mostrou para com as preocupações que lhe transmitimos», realçou José Manuel Esteves.

Em cima da mesa esteve, segundo adiantou o responsável da AHRESP, a «qualidade da oferta turista» e questões de fiscalidade, nomeadamente a taxa de IVA praticada na restauração.

«O primeiro-ministro disse-nos que os números relativos aos impactos do aumento do IVA nas receitas e no emprego ainda não são muito certos, mas comprometeu-se a acompanhar essa situação de perto», apontou.

Apesar da disponibilidade do Governo em acompanhar as preocupações da AHRESP, José Manuel Esteves advertiu que a associação mantém a sua agenda. «Na quarta-feira estaremos na Assembleia da República para entregar a nossa petição que, neste momento, já conta com 33 mil assinaturas», referiu.

Em janeiro, a AHRESP lançou uma petição para contestar o aumento da taxa de IVA para os 23 por cento nos serviços de restauração e bebidas.

Espanha: "A solução chama-se euro e União Europeia"

O Executivo espanhol diz que não está só, que tem um projecto por detrás, que é a União Europeia. E que a solução para sair da crise passa precisamente por aí.

"Estamos a proceder a reformas, estamos a sanear o sector bancário e público, e isso fará, de par com outras reformas estruturais, crescer, criar emprego e sair da crise, com uma Europa integrada", declarou o ministro espanhol do Orçamento, Cristóbal Montoro, citado pelo "El País".

Segundo o ministro, "a União Europeia responderá como sempre respondeu" e "há que fortalecer e reforçar o euro". "A solução chama-se euro e União Europeia", sublinhou.

Montoro referiu também que o governo nunca disse que ia aumentar o IVA e negou que Espanha esteja a pressionar o Executivo de Mariano Rajoy para o fazer. "Europa não exigiu que Espanha subisse o IVA. O documento de avaliação da Comissão Europeia diz outras coisas mais interessantes, que são as que vamos estudar".

"Entre os nossos objectivos não está a flexibilização do défice nem a subida do IVA. São possibilidades que estão no ar. Trabalho com contas. Tudo o demais eu respeito, mas não existe enquanto não estiver escrito nos documentos", adiantou, citado pelo "Expansión".

Sobre se Espanha poderá ser intervencionada, à semelhança do que já aconteceu com a Irlanda, Grécia e Portugal, Montoro asseverou que não. "Temos a certeza que Espanha não será alvo de intervenção, porque somos um país grande, internacionalizado, com fortes intersecções económicas. O problema é a dívida que acumulámos. Mas quem são os detentores dessa dívida? É aí que quero chegar. Eles querem garantir o reembolso da totalidade da dívida e são os principais interessados em que saiamos da crise".

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Portugal pode superar receita com privatizações

País arrecadou até abrir 3,3 mil milhões. Fitch perspetiva que objetivo global de 5 mil milhões será superado.

A agência de notação financeira Fitch diz que Portugal conseguiu até abril arrecadar 3,3 mil milhões de euros em receitas de privatizações e perspetiva que o país irá conseguir superar o objetivo global de 5 mil milhões de euros.

Numa nota enviada esta quinta-feira, a agência justifica este otimismo com o «elevado valor das ofertas pelas empresas públicas portuguesas anunciado durante o primeiro trimestre de 2012» e diz que estas apontam para que «a venda de ativos supere a meta».

«O número das vendas é impressionante - assim como outras medidas estruturais que o soberano (país) tem implementado - especialmente considerando o cenário macroeconómico e as vendas de ativos concorrenciais ao longo da zona euro», diz a nota da Fitch Ratings.

Neste sentido, a agência explica que até abril Portugal arrecadou 3,3 mil milhões de euros com privatizações de acordo com números do Fundo Monetário Internacional, e que as vendas programadas da TAP e ANA até ao final do ano, assim como dos CTT e da CP Carga ajudarão a superar este valor.

«O desempenho sublinha tanto a natureza realística do programa de privatizações português como o empenho do Governo em implementar reformas nas empresas públicas», diz a nota da agência, reconhecendo no entanto que muitas empresas podem perder valor à medida que os mercados são liberalizados e que o setor não transacionável é aberto a competição.

Reserva Federal norte-americana exige "ação rápida da Europa" para evitar propagação da crise

O presidente da Reserva Federal de Saint Louis, James Bullard, veio hoje apelar a que os líderes europeus estabeleçam uma visão para a crise e efectuem uma acção rápida para evitar que esta se propague pelo mundo.

Para o responsável a crise da zona euro "é uma situação verdadeiramente grave" que começa a afectar as bolsas norte-americana e japonesa e lembra que a crise da zona euro provocou uma fuga dos investimentos o que gerou uma redução para "mínimos históricos" nos juros praticados tanto no Japão como Estados Unidos da América.

Uma ruptura financeira da zona euro teria um "impacto significativo" no resto do mundo, defendeu Bullard hoje no Japão, que apontou a quebra nas exportações chinesas como a prova de que o impacto da crise europeia é bem mais profundo do que se pensava anteriormente.

Por estas razões o presidente da Fed de St. Louis apela a decisões firmes na Europa e apelou aos responsáveis políticos europeus para que apresentem um programa detalhado de como irão resolver os seus problemas fiscais. E lembrou que as injecções de capital praticadas pelo BCE apenas podem provocar algum alívio na zona euro, não conseguindo ter consequências definitivas.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Exportações: Alemanha mostra-se disponível para ajudar Portugal

O ministro federal da economia da Alemanha, Philipp Rosler, afirmou hoje que a Alemanha "está pronta para ajudar Portugal ao nível das exportações".

"Sabemos que a Espanha, que está agora em dificuldades, é o principal importador de produtos e serviços portugueses. Por isso, enquanto segunda economia importadora de Portugal estamos prontos para ajudar", disse o governante após um encontro com o homólogo português, Álvaro Santos Pereira, no ministério da Economia, em Lisboa.

Com a próxima visita do ministro da Economia português a Berlim, em setembro, "veremos até que ponto poderemos incrementar e fortalecer as exportações para a Alemanha", salientou Rosler.

"Os alemães não estarão tão interessados em comprar empresas portuguesas, mas sim em adquirir produtos semiacabados", concluiu.

O ministro alemão vai de seguida reunir-se com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, e posteriormente participará no fórum empresarial luso-alemão que decorrerá no IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, em Lisboa. Rosler visita hoje Portugal fazendo-se acompanhar de uma comitiva de empresários alemães.

Os grandes negócios não começam com um plano

Por mais formação que possa ter, por mais livros que possa devorar, acredite que isso não chega para o sucesso de um negócio. No final do dia, tudo se resume a paixão, dedicação e outras coisas que não se conseguem pôr numa folha de Excel, por mais importante que seja.

Você quer começar um negócio. Então precisa de um plano, certo? Não. Nem por isso.

Como parte da pesquisa para um livro de que sou coautor - Heart, Smarts, Guts, and Luck, a ser lançado em Agosto pela HBR Press -, os meus colegas e eu entrevistámos e analisámos centenas de empresários bem-sucedidos no mundo inteiro para compreender melhor o que é preciso para se ser empresário e construir um negócio verdadeiramente bom. Uma das nossas conclusões mais surpreendentes foi que dos empresários participantes que tiveram um final de êxito [isto é, uma entrada em bolsa (IPO) ou venda a outra empresa], cerca de 70% NÃO começou com um plano de negócio.

Ser inexperiente pode ser uma vantagem. Saiba porquê aqui.

Em vez disso, as suas viagens de negócios tiveram origem num sítio diferente, um sítio a que chamamos Vontade. Foram desenvolvidas não com um documento mas com um sentir e pôr em prática uma autêntica visão. A clareza do objetivo e a paixão comandaram os dias com menos tempo gasto a escrever sobre uma ideia e mais tempo empregue a concretizá-la.

Não é que todo o planeamento seja mau. É que os esforços para elaborar o plano de negócios "perfeito" levam normalmente a ser precisamente incorreto em vez de aproximadamente correto. Um dos problemas é que o conteúdo em qua a maioria das pessoas se foca nos planos de negócio tem pouco a ver com a realidade que surgirá efetivamente. Muitos planos de start-ups enfatizam alguns mercados potenciais gigantes e como obter apenas a menor fatia dos mesmos os fará a elas e aos investidores ricos.

Um colega dá o exemplo hipotético de vender uma barra de sabonete todos os meses por um dólar todos a apenas 0,5% das pessoas na China. É um negócio de quase 100 milhões de dólares! Mas vai precisar de muita sorte para que isso aconteça.

No início de uma empresa, os recursos são limitados, e o melhor conteúdo para um plano de negócios é informação do mundo real baseada em testar os vários aspetos do conceito. Estas experiências não precisam de ser complexas. Você vai querer testes simples e iterativos que sejam facilmente mensuráveis e lhe permitam saber se está a vencer ou não.

E isto não é só para as start-ups. A arquitetura estratégica de qualquer negócio deve incorporar testes de factos do mundo real para permitir que se para ajustar o percurso conforme necessário. É isto que Henry Mintzberg, uma figura inovadora da teoria de estratégia competitiva , descreveu em tempos como sendo estratégia "emergente" ou "evolucionária". O meu sócio Mats Lederhausen (anteriormente diretor geral de estratégia da McDonald's assim como ex-Presidente Executivo da Chipotle) tem o seu próprio ditado para isto: pensar em grande, começar de forma modesta, e depois crescer ou fracassar rapidamente.

Por isso, não se preocupe demasiado com um plano de negócios. Mas para orientar a sua linha de raciocínio, melhorar os argumentos para os possíveis investidores, ou alinhar melhor as suas equipas, considere os pontos seguintes:

1. Identifique e articule claramente a sua Vontade e objetivo. Quer queira chamar-lhe visão, vontade, objetivo ou vocação, seja muito claro no porquê de um negócio - o maior objetivo em causa.

2. A equipa é mais importante do que qualquer ideia ou plano. As três prioridades principais devem ser as pessoas, a seguir as pessoas, e por fim as pessoas.

3. Pensar em grande, começar de forma modesta, e depois crescer ou fracassar rapidamente. Por conselho de Lederhausen, dê o primeiro passo correto de “começar de forma modesta”; pois este envolve normalmente ver a vontade que as pessoas têm em comprar ou pelo menos tentar o seu produto.

4. Foque-se num subsegmento ou nicho bem-definido do mercado. Pelo menos para começar, pense onde é que pode ser o melhor potencialmente. Esta estratégia é quase sempre mias bem-sucedida do que ser apenas mais um jogador num mercado enorme.

5. Compreenda o seu modelo de negócio. A forma como vai fazer dinheiro é mais importante do que páginas de Excel que apresentam aspetos financeiros que, de qualquer forma, são demasiado difíceis de prever nesta fase inicial. Em vez disso, compreenda a forma básica como vai fazer dinheiro – é através de transações, publicidade, subscrições, etc?

Parece existir um mercado perpétuo para aulas, livros e modelos de como fazer que promete instruções quase do mais simples que há para preencher planos de negócio. Embora alguns aspetos destas ferramentas sejam úteis para uma abordagem estruturada, estas são mais propensas a induzir em erro devido á sua ênfase em realizar o plano de um negócio antes de descobrir a sua alma e demonstrar se outros se identificam com ele.

As pessoas têm uma sensação de concretização após finalizarem o seu plano, mas o que é que o plano lhes traz verdadeiramente? Preencher folhas de Excel nunca poderá substituir a paixão e o objetivo do seu negócio. Essa vontade tem que estar lá desde o primeiro dia. O plano de negócios mais estudado terá pouco valor sem uma vontade genuína por trás da ideia e a coragem para a pôr em prática.

O que Portugal produz e que o mundo quer

A frase com que o Financial Times inicia um longo artigo sobre Portugal é a mesma que muitos portugueses colocam todos os dias. "O que pode Portugal produzir que o resto do mundo queira comprar?"

A resposta que, todavia, por cá parece difícil de delinear, é para o FT clara: papel higiénico preto e sapatos reais. As escolhas, pouco óbvias para o comum dos portugueses, é para o diário britânico algo incontornável para o resto do mundo.

Portugal inventou um papel higiénico com cor e o mundo das estrelas adora-o. O jornal dá o exemplo da estrela de televisão Simon Cowell, que não consegue viver sem este produto patenteado pela marca Renova. "O Renova Black, papel higiénico de designer ganhou status de culto, e é apenas um exemplo de inovação e diferenciação". E cita o director de marketing da empresa para dizer que "os produtos low-cost já não são uma opção para Portugal, especialmente porque irá haver sempre alguém, em alguma parte, que os fará ainda mais baratos".

Outro exemplo de fazer bem em português, diz o FT, é no ramo do calçado. O jornal pega na marca Helsar para dizer que em Portugal se fazem sapatos dignos de reis e rainhas. E são mesmo. A Helsar calçou a mãe e a irmã de Kate Middleton no dia do seu casamento com o príncipe William.

Jorge Correia, fundador da Helsar, confessou mesmo ao jornal que "muitos clientes nos dizem para rotularmos os sapatos com "Made in Italy" mas nunca o permitiria". A empresa originária do Porto gosta de fazer em português e, diz o jornalista Peter Wise, a marca está a conquistar o mundo e a ganhar a confiança de clientes internacionais.

Wise lembra que Portugal começou a dar maior valor às exportações a partir do ano passado como forma de reduzir a dependência externa e cortar no défice comercial. O resgate internacional poderá ter sido também o abrir de olhos que Portugal necessitava.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

«Desempenho de Portugal é notável»

Conselho de Finanças Públicas divulga primeiro relatório.

O primeiro relatório do Conselho de Finanças Públicas, que tem Teodora Cardoso como presidente, revela que Portugal «apresenta um desempenho notável» no ajustamento orçamental que tem vindo a fazer, «não obstante o desfavorável enquadramento financeiro e económico externo com que se defrontou».

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Agência chinesa pede à Grécia que se mantenha no euro

Xinhua diz que é altura de líderes políticos do país se unirem e mostrarem heroísmo.

A agência noticiosa oficial chinesa, a Xinhua, exorta esta sexta-feira, num artigo intitulado «Nações endividadas da zona euro têm de mostrar coragem e sabedoria para acabar com a crise», os políticos gregos a manterem o país no euro.

Descrevendo a austeridade como «o pequeno preço a pagar para pôr as finanças em ordem e restaurar o crescimento económico», a Xinhua avisa que «a saída da Grécia da zona euro poderá impulsionar a saída de outros países europeus afetados pela crise da dívida e conduzir à desintegração final da zona euro».

Um cenário que, alerta, «traria perdas inestimáveis para a região e para todo o mundo». acrescenta.

«Se o Governo e o povo gregos não cumprirem as exigências de austeridade decorrentes do resgate de 169 mil milhões de dólares, o segundo do género, e saírem da zona euro, as consequências serão seguramente terríveis», pode ler-se no comentário da agência chinesa, citada pela Lusa.

Lembrando que a China «é um parceiro comercial chave da Grécia e da Europa» e «tem alto interesse na estabilidade e saúde das economias grega e europeia», a Xinhua diz que «chegou a altura de os líderes gregos se unirem e mostrarem algum heroísmo».

«Eles devem mostrar ao seu povo, ao resto da região e à comunidade internacional que têm a coragem coletiva e a sabedoria para manter esta antiga civilização na zona euro, ajudar a acabar com a crise e fazer renascer a economia interna - tudo ao mesmo tempo», remata o comentário chinês.

A União Europeia é o maior parceiro comercial da China e cerca de 10 a 20% das reservas cambiais chinesas - as maiores do mundo, estimadas em 3,3 biliões de dólares - são em euros.

FMI acredita que Portugal vai voltar aos mercados no próximo ano

O FMI diz que Portugal ainda têm muitas barreiras pela frente, mas garante que até agora o programa tem corrido como planeado.

O FMI continua a acreditar que Portugal vai conseguir regressar aos mercados no próximo ano tal como programado. “A reentrada pode ser difícil, mas pode acontecer no próximo ano”, afirmou responsável do FMI pelo resgate português, em resposta a uma pergunta dos jornalistas, de acordo com a Bloomberg.

Albert Jaeger acrescentou que “a recuperação da economia portuguesa está a decorrer como planeado embora o país ainda tenha pela frente barreiras importantes”.

“Estamos bastante satisfeitos porque o programa está a decorrer como planeado, mas ainda persistem desafios. Não existe nenhuma dúvida sobre isso”, acrescentou Albert Jaeger.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Crise: CGD renegociou 32.450 empréstimos desde 2009

Em mais de metade dos 2 mil milhões de euros dos créditos à habitação foi alargado prazo para pagamento do empréstimo.

A Caixa Geral de Depósitos já efetuou, desde 2009, cerca de 32.450 revisões das condições de créditos, em contratos de crédito a habitação, num total de dois mil milhões de euros.

O banco público, conhecido de muitos portugueses pelo banco de crédito a habitação, devido à sua elevada quota de mercado nesta área, tem por política mostrar-se disponível para renegociar os créditos com clientes que se deparam com finanças débeis, disse esta quinta-feira o presidente executivo da CGD, José de Matos, citado pela Lusa, em conferência de imprensa.

Em mais de metade dos 2 mil milhões de euros dos créditos à habitação referidos, o que a CGD fez foi alargar o prazo para pagamento do empréstimo, adiantou depois o administrador Nuno Palma, que tem o pelouro do imobiliário.

O responsável disse que a CGD criou recentemente a regra de alargar em cinco anos o prazo de amortização do empréstimo para todos os clientes com três prestações em atraso, reduzindo a prestação mensal, e «sem alterações de spread», isto é, a margem de lucro do banco.

Álvaro Santos Pereira "Estamos a mostrar ao mundo que somos diferentes porque em momentos de crise sabemos unir-nos"

O ministro da Economia escusou-se a comentar o que está Portugal a fazer para se precaver de uma possível saída da Grécia da Zona Euro. Ao invés realçou o que o País tem feito e destacou a união dos vários intervenientes para superar este período de crise.

"O Governo está a trabalhar num plano de contingência para salvar a economia portuguesa já há muitos meses”, salientou Álvaro Santos Pereira durante a conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros.

"Sabíamos que só através da implementação de todas as medidas que estão no memorando é que conseguiríamos ganhar novamente a credibilidade que tínhamos perdido" e "quando falamos com os nossos parceiros vê-se concretamente que no caso português há uma crescente credibilidade".

"Em Portugal estamos a mostrar ao mundo que somos diferentes, porque em momentos de crise sabemos unir-nos", sublinhou.

Suspensão de financiamento do BCE a bancos gregos penaliza praças europeias

As principais praças europeias seguem a perder terreno pelo quarto dia consecutivo, com a Grécia a manter-se no centro das preocupações dos investidores.

Esta é mais uma sessão de perdas para os mercados accionistas do Velho Continente. E é novamente a Grécia a principal responsável pelo pessimismo dos investidores. A falta de acordo entre as forças políticas do país para a constituição de um novo governo levou à convocação de novas eleições, que estão agendadas para 17 de Junho.

O impasse gerado nas últimas semanas tem aumentado a especulação de que a Grécia venha a abandonar a Zona Euro, o que motiva as quedas das principais bolsas europeias. Hoje, o pessimismo é justificado pelo anúncio do Banco Central Europeu(BCE) de que suspendeu as operações de financiamento a alguns bancos gregos.

As bolsas europeias desvalorizam hoje pelo quarto dia consecutivo, numa sessão também marcada pelo leilão de dívida espanhola. O Tesouro espanhol vendeu 2,49 mil milhões de euros de obrigações, o que ficou ligeiramente abaixo do montante máximo de 2,5 mil milhões de euros, mas os custos dispararam.

O índice de referência da região, o Stoxx 600, cede 0,87% para os 242,27 pontos. O sector financeiro é um dos principais responsáveis por este desempenho, com o espanhol Bankia a depreciar 28,28% para os 1,187 euros, pressionado pela notícia do "El Mundo" de que, desde 9 de Maio, quando foi anunciada a entrada do espanhol, foram já retirados mil milhões de euros em depósitos da instituição.

O espanhol IBEX desce 2% para os 6.479,00 pontos. Também neste mercado é a banca o sector que mais penaliza a negociação. O BBVA desvaloriza 3,41% para os 4,737 euros, o Banco Popular deprecia 7,31% para os 1,851 euros e o CaixaBank cai 3,69% para os 2,19 euros.

Em Londres, o Footsie recua 1,16% para os 5.342,78 pontos. A Vodafone e o HSBC são as cotadas que mais pesam nesta tendência, ao descer 2,03% para as 164,50 libras e 1,80% para as 524,60 libras, respectivamente.

O CAC cede 0,74% para os 3.026,11 pontos, com o BNP Paribas a desvalorizar 3,51% para os 25,60 euros e a Total a cair 0,92% para os 34,60 euros.

O alemão DAX desvaloriza 0,68% para os 6.340,79 pontos, com 23 das suas 30 cotadas a transaccionarem no vermelho. Entre as principais responsáveis por este “saldo” negativo estão a Deutsche Boerse, que cai 10,03% para os 41,55 euros, e a Thyssenkrupp, que desvaloriza 2,64% para os 15,12 euros.

Em Amesterdão, o AEX recua 1,37% para os 290,95 pontos, pressionado pelo ING, que deprecia 5,07% para os 4,588 euros, e pela Royal Dutch Shell, que desvaloriza 1,28% para os 24,775 euros.

Algumas bolsas europeias arrancaram a negociação em terreno positivo, contagiadas pelos ganhos das pares asiáticas, que foram impulsionadas pelas minutas da Reserva Federal que demonstraram que a autoridade monetária pode anunciar novas medidas de estímulo, caso a economia perca dinâmica de crescimento.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Merkel “Quero que a Grécia se mantenha no Euro”

A chanceler alemã referiu hoje que a manutenção da Grécia na zona euro será tão boa para a Grécia como para todos os Estados-membros.

Em entrevista à cadeia televisiva norte-americana CNBC, Angela Merkel, referiu esta manhã que "tal como Jean-Claude Juncker, eu quero que a Grécia se mantenha no Euro."

A chanceler alemã considera que a manutenção da Grécia no Eurogrupo "será tanto bom para a Grécia como para todos nós".

Recorde-se que recentemente o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, referiu que a zona euro conseguiria suportar a saída da Grécia do espaço da moeda única, gerando uma onda de especulação sobre essa possibilidade.

No entanto, hoje, Merkel optou por uma posição mais moderada e bem mais cooperante, chegando a anunciar que "se a Grécia acredita que podemos encontrar mais estímulos na Europa, além do memorando [pacote de ajuda financeiro da troika], então temos que falar sobre isso".

Questionada sobre a perda de orientação dos líderes quanto ao projecto europeu, Merkel revelou que não acredita nesse cenário e que "o caminho que se tem de percorrer terá de levar a Europa para uma maior integração".

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Financial Times faz exame a Portugal em dossier

Jornal analisa estado da economia e destaca sinais positivos.

Doing Business in Portugal, isto é, «Fazer Negócios em Portugal» é o título do dossier que o «Financial Times» publica esta quarta-feira. O jornal dedica quatro páginas e 10 artigos à análise do estado da economia do país e defende que estão a surgir sinais positivos em vários setores.

«Decididos a levar a cabo reformas» é o título do primeiro artigo. O jornal escreve que os «objetivos estruturais estão a ser atingidos», embora a um «custo enorme». A desistência do TGV para ligar Lisboa a Madrid é tida em conta.

O jornal evoca Eça de Queirós com uma observação datada de 1872: «A nossa situação só é comparável com a da Grécia:. A mesma pobreza, a desgraça da mesma política, a mesma confusão económica». E cita uma série de comentadores portugueses que admitem que os problemas subjacentes à falta de competitividade do país remontam a mais de um século; não são problemas só com algumas décadas.

O FT sublinha, por outro lado, que a maioria dos líderes europeus e economistas reconhecem agora que seriatotalmente injusto equiparar Portugal à Grécia em termos de escala de dificuldades no que toca à dívida, à transparência das contas públicas e ao compromisso entre os partidos para pôr em prática reformas.

Ainda assim, os «comentários mordazes» de Eça de Queirós não caíram no esquecimento. São bem atuais. E «a necessidade de reformas estruturais tem sido amplamente reconhecida já há mais de uma década, mas os sucessivos governos têm-se esquivado ao custo político de as implementar».

«Sinais positivos começam a surgir»

Na segunda página, o FT faz notar que as dificuldades do país «não diminuíram o entusiasmo» dos portugueses pelo euro. Mais ainda: que «há sinais positivos que começam a surgir».

É disso exemplo o crescimento das exportações. E o jornal também acredita que a perda de uma década de competitividade é um cenário que está a começar a ser invertido.

O programa de assistência financeira foi desenhado para aumentar a produtividade e reduzir os custos com o trabalho. «Os riscos são, no entanto, elevados. A recessão na Europa, que compra três quartos das exportações portuguesas e, em particular, na vizinha Espanha, que responde por um quarto, seria uma má notícia. Um novo aumento dos preços do petróleo conduziria a um panorama ainda pior».

No plano interno, «o principal perigo é que o programa de austeridade, sendo implementado para combater a crise da dívida, vá fatalmente comprometer o crescimento do país que precisa de aumentar as receitas fiscais e reduzir a despesa com prestações sociais».

Outro texto olha para o setor financeiro: «Bancos esperam melhoras rápidas». O jornal escreve que a primeira coisa que um bancário diz a um visitante é que o setor financeiro português «é muito diferente dos da Irlanda e da Grécia», os outros dois países que caíram nos braços da ajuda externa.

«País prepara-se para vida depois da dívida» é outro dos textos - e avisos - do FT.

«Grandes vendas constituem retirada irreversível do Governo» é um outro artigo, claro está, sobre as privatizações, que «já conseguiram juntar quase 10.000 milhões de euros» e através das quais se espera arrecadar «mais 7.000 milhões». As privatizações são, no entanto, «uma das partes mais sensíveis da agenda governamental».

Na terceira página, o FT diz que a as pressões externas facilitam as mudanças e que «pela primeira vez» há uma vontade de fazer reformas estruturais. O ministro da economia, Álvaro Santos Pereira, tem direito a citação no jornal: «Todas as condições estão garantidas».

A última página deste dossier aborda a energia - em que «as incertezas na regulação mancham as perspetivas do setor» -, com o Financial Times a considerar que Portugal é uma «nação dedicada ao mar», mas está «a abrir um novo capítulo», e que o setor turístico tem «boas perspetivas apesar do aumento do IVA».