quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Alguns bancos já antecipam ligeira diminuição da restritividade nos empréstimos às PME

No último trimestre de 2012 não se verificaram alterações significativas nas condições impostas pela banca para conceder crédito às empresas e famílias. Para o primeiro trimestre de 2013 os bancos não antevêem grandes alterações, ainda que duas instituições já prevêem uma “ligeira diminuição da restritividade nos empréstimos a PME”.

No que respeita às empresas, o cenário é semelhante, ainda que uma instituição tenha reportado “uma ligeira diminuição da restritividade nos empréstimos” às pequenas e médias empresas (PME), enquanto uma outra reportou “um ligeiro agravamento nos empréstimos a grandes empresas.”

Para estes primeiros três meses de 2013, os bancos não antevêem alterações significativas, ainda que do inquérito se conclua que “duas instituições esperam uma ligeira diminuição da restritividade nos empréstimos” para as PME. Em relação à procura, não se prevê alterações significativas.

O Banco de Portugal revela que houve “uma ligeira diminuição da procura por empréstimos a prazos mais longos, um ligeiro aumento dos empréstimos a PME assim como um ligeiro aumento dos empréstimos a curto prazo”, no quarto trimestre do ano. A contribuir para a redução da procura esteve “a redução das necessidades de financiamento do investimento”. E houve duas instituições que identificaram outro factor: as empresas recorreram a “outras instituições bancárias” para se financiarem.

A travar a queda da procura esteve “o aumento das necessidades de financiamento de existências e de necessidades de fundo de maneio e o aumento das necessidades de financiamento para a reestruturação da dívida”, explica a mesma fonte.

Entre os particulares, os critérios de concessão de crédito mantiveram-se face ao trimestre anterior quer para a compra de casa quer para consumo. E as previsões apontam para que nos primeiros três meses de 2013, as exigências sejam mantidas.

Os bancos revelaram que houve “uma diminuição da procura de empréstimos para a aquisição de habitação”, com “dois bancos” a reportar mesmo “uma redução considerável.”

“Para o primeiro trimestre de 2013, os bancos inquiridos não antevêem alterações nos critérios seguidos para aprovação de empréstimos para aquisição de habitação. Por seu turno, todas as instituições inquiridas antecipam uma ligeira diminuição da procura neste segmento”, adianta o relatório do Banco de Portugal.

A procura por financiamento ao consumo ou outros fins – onde se inclui educação, energia e trabalhadores por conta própria – também diminuiu, com os bancos a justificarem esta evolução com a redução “das despesas de consumo relativas a bens duradouros e a deterioração da confiança dos consumidores.”

“Para o primeiro trimestre de 2013, os bancos inquiridos não antevêem alterações nos critérios seguidos para aprovação de empréstimos para consumo e outros fins. Do mesmo modo, no que se refere à procura, a generalidade das instituições inquiridas não antecipa alterações neste segmento”, acrescenta a mesma fonte.

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