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quinta-feira, 7 de março de 2013

Santos Pereira quer renovar acordo de concertação na área do emprego


O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, anunciou que pretende renovar o acordo de concertação social na área do emprego. Para isso, será criado um grupo de trabalho com a participação dos parceiros sociais e que apresentará uma proposta de revisão das políticas activas de emprego dentro de “um ou dois meses”.

“Estamos aqui a falar de uma renovação do acordo de concertação social na área da criação de emprego e do combate ao desemprego”, destacou no final de uma reunião da comissão permanente de concertação social. O objectivo, continuou é “avançar o mais rapidamente com políticas ainda mais eficazes, de forma a travar a espiral do desemprego”, frisou o ministro.

Santos Pereira reconheceu uma vez mais que é necessário “melhorar a eficácia das políticas activas de emprego”. “Temos que rever, simplificar as nossas medidas, que nem sempre são bem percepcionadas pelas empresas e pelos empregadores”, justificou.

Do lado dos parceiros sociais, a CGTP – por considerar que fomentam a precarização do emprego - e a Confederação do Comércio e Serviços – porque defende que neste contexto de crise as empresas não estão a contratar - questionaram a eficácia das políticas activas de emprego. Enquanto a UGT defendeu a importância destas medidas.

No âmbito da discussão, a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) propôs a renovação extraordinária dos contratos a prazo até 2015, como uma forma de promover o emprego. Uma proposta que mereceu a rejeição da UGT e da CGTP.

Sobre o aumento do salário mínimo, e depois das declarações do primeiro-ministro na Assembleia da República, Santos Pereira escusou-se a responder às questões dos jornalistas. A CGTP voltou a colocar a questão durante a reunião e ficou o compromisso do Governo de voltar ao tema na próxima reunião de concertação social.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Governo vai criar "via verde" para projectos de interesse estratégico mineiro


O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, garantiu nesta quarta-feira estar "para breve" a criação de uma "via verde" para projectos de interesse estratégico mineiro, como os que estão a ser desenvolvidos em Tabuaço e Penedono.

A empresa canadiana Colt Resources e o Governo assinaram contratos de concessão experimental das minas de tungsténio em Tabuaço e de ouro em Penedono, investimentos de cerca de 97 milhões de euros.

Estes dois projectos da Colt Resources - empresa que se dedica à prospecção, exploração e desenvolvimento de projectos mineiros - permitirão criar mais de 200 empregos directos e mais de mil indirectos.

Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia, Álvaro Santos Pereira lembrou que o Governo declarou "guerra total à burocracia" e que também nos projectos mineiros os procedimentos devem ser acelerados.

"Estamos a falar ao nível dos projectos mineiros e de aproveitamento dos nossos recursos naturais, que sabemos que é um dos sectores que mais vai crescer nos próximos anos e onde teremos certamente centenas de milhões de euros de investimento", justificou.

Nesse âmbito, o ministro considerou fundamental que projectos como os de Tabuaço e de Penedono "passem da sua fase de pesquisa e desenvolvimento para a fase de produção o quanto antes", para que se sinta o seu impacto na economia nacional.

"E, por isso mesmo, tencionamos criar legislação para fazer com que essa 'via verde' em projectos estratégicos na área mineira, de recursos geológicos, sejam tornados realidade o mais rapidamente possível", acrescentou.

O ministro referiu que estas modificações legislativas irão possibilitar que "Portugal fique um país mais amigo do investimento, em que haja menos burocracia" e os investimentos estejam "menos dependentes do pequeno poder dos burocratas".

"Precisamos de investimento rapidamente. Precisamos de mais investimento, precisamos de criar mais emprego para podermos combater o desemprego e voltar a crescer. Portanto, temos que dar prioridade total a essas matérias", frisou.

Álvaro Santos Pereira admitiu que gostaria de ver o projecto de Tabuaço replicado noutros pontos do país.

A Quinta do Convento de São Pedro das Águias, onde hoje se realizou a cerimónia, é o centro nevrálgico de um vasto projecto que a empresa Colt está a desenvolver na região, que junta a actividade mineira, cultural, histórica, vinhateira e turística.

O projecto engloba produção de vinho, azeite e fruta e o desenvolvimento de infra-estruturas para enoturismo, como a criação de uma unidade que permita receber e alojar visitantes no mosteiro e que ajudará a preservar este monumento do século XII.

"É um projecto não só inovador, como um projecto modelo, que mostra que o novo desenvolvimento industrial, o novo desenvolvimento mineiro, o novo desenvolvimento dos nossos recursos naturais pode perfeitamente ser conciliado com a defesa intransigente do meio ambiente e uma protecção exemplar do nosso património cultural e histórico", acrescentou.

O governante garantiu também que parte dos benefícios, impostos e taxas, relativos a estes projectos "serão aplicados nas comunidade locais, porque não é só a criação de emprego que interessa para estas regiões", mas também "fomentar o desenvolvimento regional".

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sondagens positivas ao ouro no Alentejo encorajam empresa canadiana a prosseguir estudos

A empresa canadiana que está a fazer sondagens à presença de ouro na área de Montemor-o-Novo, no Alentejo, anunciou que obteve resultados positivos em seis sondagens geológicas feitas na jazida de Monfurado.

A Colt Resources, que se dedica à exploração e desenvolvimento de projectos mineiros, sobretudo de ouro e tungsténio, revelou que “foram identificadas mineralizações de ouro em várias jazidas, numa zona com um comprimento de 30 km”. Num total de 12 sondagens, “todas as perfurações intersectaram rochas mineralizadas em ouro”, lê-se num comunicado de imprensa.

A empresa finalizou já o programa de 12 sondagens de ouro nesta área (numa zona do concelho de Montemor próxima de Évora), e o seu presidente, Nikolas Perrault, congratula-se “por verificar que cada perfuração atingiu a zona mineralizada”. Disse também, no mesmo comunicado de imprensa, que os dados já começaram a ser analisados, “antecipando um novo programa de pesquisa”.

Por outro lado, os resultados indiciam que “há potencial para identificar a presença de mineralização em depósitos semelhantes aos encontrados em Boa Fé”.

A Colt concentra a sua actividade em Portugal, “onde é a maior detentora de concessões mineiras” e desenvolve prospecções de ouro em Boa Fé (Évora), Escoural (Montemor-o-Novo) e de Tungsténio (em Tabuaço).

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Confederação de Serviços de Portugal propõe 10 medidas para criação de emprego

A Confederação de Serviços de Portugal (CSP) propõe 10 medidas de apoio à criação de emprego no mercado português, entre as quais a aposta no ensino técnico e profissional.

Em declarações à Lusa, o presidente da entidade, Luís Reis, disse que "é preciso que a sociedade civil desempenhe um papel contributivo para o relançamento da economia", razão pela qual a CSP vai apresentar hoje 10 medidas que visam combater o desemprego em Portugal.

Para Luís Reis, uma das apostas deve assentar no ensino técnico e profissional. Isto porque "temos hoje um índice de empregabilidade baixa à saída do ensino superior e carência de formados na área técnica e profissional", defendeu.

Segundo o presidente da CSP, é preciso "dar mais valor e mais estímulo a este tipo de formação, que é onde não há falta de emprego".

Por outro lado, a confederação defende como "absolutamente fundamental" renovar o papel das universidades na criação de emprego.

As universidades têm um "papel decisivo na criação de emprego", nomeadamente devem apostar em programas de empreendedorismo, através de disciplinas específicas, e estimular a dinamização de 'spin-offs'.

Além disso, deve haver uma proximidade entre universidades e empresas através de protocolos com benefícios em investigação e desenvolvimento para as empresas.

Luís Reis apontou ainda o incentivo para estágios profissionalizantes, com um regime fiscal atrativo para as empresas, sendo que este incentivo estaria indexado ao prazo da contratação, sendo superior quando os estágios passassem a contrato sem termo.

Defendeu também o acompanhamento de proximidade para os desempregados que tenham registado um elevado número de entrevistas falhadas com o objetivo de "identificar os problemas específicos".

Outro dos pontos defendidos é a criação de uma rede europeia para a Administração Pública, que permita cruzar boas práticas entre os vários países europeus e encontrar oportunidades.

"É claramente uma ideia inovadora que o Governo pode propor em sede da Comissão Europeia", disse Luís Reis.

A CSP propõe ainda a possibilidade de recorrer a uma bolsa de recursos qualificados para empresas com programas de fundos nacionais ou europeus, nomeadamente QREN ou capital de risco, a participação de empresas nos cursos técnicos profissionais aplicados a áreas de desenvolvimento estratégico para o país e a aposta na criação do próprio emprego.

Questionado sobre o ensino dual, que tem sido defendido pelo ministro da Economia e Emprego, Luís Reis considerou que as medidas destinadas à área profissional "devem ser tratadas com a mesma dignidade e nobreza que o ensino clássico".

Defendeu que "é preciso muita atenção na forma e no modelo utilizado para o estímulo para que não se crie a ideia de que o ensino técnico profissional é de segunda", pois nesta área "o emprego é imediato".

Estas propostas serão enviadas ao ministro da Economia e Emprego, Álvaro Santos Pereira, e ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, o qual tem a tutela do programa Impulso Jovem.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Economia do mar já vale quatro mil milhões

"A economia do mar em Portugal, no conjunto dos seus sectores e subsectores, gera um volume de negócios que chega aos quatro mil milhões de euros". A conclusão foi hoje apresentada por Tiago Pita e Cunha, no relatório " Blue Growth for Portugal - uma visão empresarial da economia do mar", encomendado pela COTEC Portugal.

Este estudo tem como objectivo ultrapassar a fase de diagnósticos e dar a conhecer players concretos que actuam nos vários sectores da economia do mar, compreender os modelos de negócio dessas empresas, conhecer as ideias dos empresários e as suas perspectivas de futuro e desenhar as várias cadeias de valor.

O relatório identifica o potencial do mar sector a sector e apresenta recomendações e medidas concretas a adoptar para que o crescimento da economia do mar seja uma realidade no curto e médio prazo.

Faz referência a mais de 560 empresas e analisa do ponto de vista económico e financeiro 264 empresas, as maiores de cada sector.

João Bento, presidente da direcção COTEC considera a economia do mar como uma das áreas de maior potencial em Portugal, com impacto directo na geração de emprego.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que também esteve presente na apresentação do relatório da COTEC deixou o alerta: "Impõe-se avançar com rapidez, em particular no que respeita à regulação dos portos e dos transportes marítimos, bem como da actividade da construção naval, de modo a tornar mais eficiente e esclarecida a gestão institucional do Estado e corrigir as falhas do passado."

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Divulgação de Oportunidade

“A WBP – WORLD BUSINESS PARTNERS APOIA TODOS OS DESEMPREGADOS E INCREMENTA A ECONOMIA NACIONAL”.

No muito difícil contexto da vida nacional a WBP buscou uma forma de ter um papel social interventivo, patrocinando TODOS OS DESEMPREGADOS que queiram realmente crescer em conhecimentos e fazer uma carreira de sucesso, suportada na consciência que tal emergiu da sua real e efectiva intervenção, diligenciando a serem “OS MELHORES” no mercado de trabalho.

Pelo que aceita TODAS AS CANDIDATURAS nas áreas:

I. COMERCIAL
II. FINANCEIRA
III. GESTÃO
IV. DIREITO
V. WEB DESIGN


Condições:

I. Comercial:

 Zona:
  • Em outsourcing, a partir da sua área de residência, como Delegado Comercial (não precisa de sair do seu âmbito territorial).
ou
  • In house na Empresa.

Requisitos:
  • Perfil académico superior ou experiência comprovada na função (ex. ex-bancários).
  • Conhecimento ou capacidade de penetração junto das Empresas da região.
  • Boa apresentação.
  • Clareza de expressão. 
  • Capacidade de sociabilização.
  • Talento para integrarem a imagem corporativa da Empresa.
  • Jovens ou seniores, desde que perseverantes. 

Contrapartidas:
  • Contrato de Prestação de Serviços como Delegado.
  • Formação específica na área.
  • Orientação por um supervisor.
  • Podendo ou não formar equipas locais e/ou regionais que interajam com o Tecido Empresarial da zona.
  • Dividendos de 5% a 7% dos valores liquidados pelas Empresas angariadas.
  • Quantias recebidas, pós boa cobrança, pagos nos 10 dias subsequentes.

II. Financeiros /Gestores / Juristas / Advogados / Web Designers:


Zona:
  • Em outsourcing, a partir da sua área de residência, como Cooperante (não precisa de sair da sua área habitacional)
ou
  • In house na Empresa.

Requisitos:
  • Perfil académico superior ou experiência comprovada na função.
  • Boa apresentação e capacidade de trabalho em equipas pluridisciplinares.
  • Talento para integrarem a imagem corporativa da Empresa.
  • Jovens ou seniores, desde que tecnicamente capazes ou com capacidade de aprendizagem. 

Contrapartidas:
  • Contrato de Prestação de Serviços.
  • Formação específica na área.
  • Orientação por um supervisor.
  • Podendo formar equipas pluridisciplinares locais e/ou regionais.
  • Dividendos contratualmente estabelecidos, liquidados por trabalho efectivamente produzido.
  • Quantias recebidas, pós boa cobrança, pagos nos 10 dias subsequentes.

“CRIEMOS UMA CADEIA DE LUCRO DE VALOR ACRESCENTADO”

Onde todos e cada um, junto da Empresa Credenciada que é a WBP – World Business Partners, possamos alterar o rumo decadente nacional e pelas nossas mãos e pelo nosso livre trabalho criarmos um:

i. Crescimento Exponencial da Economia Portuguesa.
ii. Sustentabilizarmos as Empresas.
iii. Mantermos os postos de trabalho.
iv. Criarmos novas oportunidades.
v. Fazermos carreira.


NUM NÃO À PRECARIDADE / NUM NÃO AO DESEMPREGO / NUM NÃO À INSOLVÊNCIA DAS EMPRESAS / NUM NÃO AO FATALISMO / NUM NÃO À EMIGRAÇÃO DE TALENTOS

SIM AO “SOMOS CAPAZES”/ SIM AO “FUTURO QUE ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS” 

QUEM SE SENTIR PROFISSIONALMENTE CAPAZ / QUEM ENTENDER QUE OS OUTROS PAÍSES NÃO SÃO MAIS NEM MELHORES QUE PORTUGAL / QUEM TIVER ESTA ÓPTICA DE VENCER PELO TRABALHO

Junte-se e divulgue nas redes sociais a 

WBP - World Business Partners

e o

“MOVIMENTO SALVAR EMPRESAS É SALVAR PORTUGAL”


Apresentação da 
“WBP – World Business Partners”.

A WBP – World Business Partners é uma empresa que presta serviços de APOIO DE GESTÃO, transformando Empresas com problemas, senão mesmo pré insolventes, em EMPRESAS SAUDÁVEIS E COMPETITIVAS.

é aquela que a Comunicação Social apelidou de

“EMPRESA QUE SALVA EMPRESAS”

A WBP – World Business Partners, é a única Empresa Portuguesa protocolada com Órgãos de Estado (formalmente protocolada) pelo que, dentro do estrito cumprimento da Lei, agiliza e viabiliza, as melhores condições que promovem a resolução das dívidas institucionais – Autoridade Tributária / Segurança Social / Instituições Financeiras, mas também com credores e devedores em geral, o que o faz mediante negociações extrajudiciais puras ou através de instrumentos legais/institucionais, caso do SIREVE (Sistema de Recuperação de Empresas por via extrajudicial) ou do PER (Processo Especial de Revitalização de Devedores).

A WBP – World Business Partners tem uma taxa de sucesso superior a 99% dos processos que aceita patrocinar e uma média de 200.000€ de honorários por cliente, sendo que ora aceita Empresas de menor dimensão para mais poder apoiar quer as PMEs de menor tamanho, quer os desempregados a quem ora se dirige.

A WBP – World Business Partners, porque consciente das suas capacidades para resolução dos problemas empresariais que subvenciona, funciona em cadeia de objectivos, ou seja trabalha como parceira das empresas clientes, sendo os seus honorários liquidados exclusivamente por objectivos efectivamente alcançados (excepção feita aos estudos de que se careça a empresa cliente para obtenção de resultados).

A WBP – World Business Partners dentro da mesma filosofia liquida remunerações por trabalho efectivamente consumado, sejam estes estudos, sejam angariação de clientes, pelo que só quer os melhores colaboradores ou aqueles que pretendam vir a ser os melhores.

A WBP – World Business Partners, não recebe honorários baixos, nem paga vencimentos baixos, mas é custo zero para as Empresas Clientes, pois se ganhou “10”, deu um benefício de “100” a que a contratou.

A WBP – World Business Partners conhecedora dos problemas endógenos que atravessam os diversos sectores de actividade, funciona em equipas pluridisciplinares, as quais analisam a problemática de cada empresa, numa óptica integral, complementando cada área de especialidade, objectivando uma racionalização de custos e numa maximização de lucros, que sustentabilizem e exponenciem a Empresa /Cliente.

Mais informação disponível em:

www.wbp.pt

http://empresaquesalvaempresas.blogspot.pt/

https://www.facebook.com/wbp.consultoria

http://www.linkedin.com/profile/view?id=73651106&trk=tab_pro

https://twitter.com/WBP_Partners

Responder com curriculum detalhado e especificação de função a que se propõe, para:
private@wbp.pt 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

"Constipações em Espanha" provocam pneumonia em Portugal

O presidente da CIP manifestou hoje a sua preocupação com os riscos para Portugal das consequências de um aprofundamento da crise em Espanha.

"Tudo o que de mau ou de bom que aconteça em Espanha tem reflexos na economia portuguesa", disse o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) à saída da reunião de Concertação Social, que contou hoje com a presença do primeiro-ministro Passos Coelho, na véspera do arranque do Conselho Europeu.

António Saraiva disse assim estar "muito apreensivo" em relação à envolvente, tendo em conta que um terço dos 75 por cento de bens exportados para a União Europeia terem como destino Espanha.

"Dificilmente Portugal voltará aos mercados nas datas previstas", avisou.

Segundo o responsável, em resposta às inquietações dos empresários, o primeiro-ministro apenas manteve que o programa é para cumprir" e que "não haverá ajustamento nem de montantes nem de prazos".

Em relação a novas medidas de austeridade, Pedro Passos Coelho não se pronunciou, acrescentou.

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, confirmou aos jornalistas a ausência do tema de novas medidas de austeridade na reunião entre os parceiros, referindo que Passos Coelho se limitou a fazer uma "apresentação genérica" sobre os temas do Conselho Europeu.

Vieira Lopes reconheceu, no entanto, que "parece começar a haver [no discurso do Governo] uma preocupação com o financiamento das empresas".

Os dirigentes das estruturas sindicais da função pública também participaram na reunião de concertação social de hoje porque foram convidados pela CGTP e pela UGT, dado terem estado em discussão as alterações legislativas do setor.

Foi também feito um balanço da aplicação das medidas do Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego relacionadas com a Administração Pública.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Governo diz que programa Vida Ativa já absorveu 93 mil desempregados

O ministro da Economia e do Emprego divulgou hoje no parlamento que o programa Vida Activa, que visa encaminhar os desempregados para acções de formação, estava, até 10 de Junho, com 93.268 pessoas.

Álvaro Santos Pereira, que está a ser ouvido na comissão de economia da Assembleia da República, afirmou na sua intervenção que "até ao dia 10 de Junho foram encaminhados para os centros de formação profissional 93.268 desempregados, para acções de formação".
Santos Pereira, que enunciou uma série de medidas que foram tomadas ao longo de um ano pelo seu ministério em jeito de balanço, adiantou que, a curto prazo, existem "dois problemas-chave" dentro das preocupações do Governo: o elevado nível do desemprego, "com todo o sofrimento que isso implica para a vida de milhares de famílias portuguesas", e o financiamento às empresas.

Segundo o ministro, este Governo já tem em prática políticas activas do emprego, como é o Estímulo 2012, um programa específico de apoio à contratação de desempregados inscritos há pelo menos seis meses nos centros de emprego.

O deputado do Partido Socialista Rui Paulo Figueiredo acusou o ministro da Economia de não ter soluções para fazer frente a uma taxa de desemprego de 15,3% e apelou a Álvaro Santos Pereira para o consenso, já que tem utilizado "uma lógica do confronto e de ir buscar sempre o passado". Rui Paulo Figueiredo acusou Álvaro Santos Pereira de ir "pelo caminho politiqueiro e mais difícil", numa altura em que "o país continua em recessão" com um Governo "e uma política que está a empobrecer" Portugal.

Negando as acusações dos socialistas, o ministro da Economia ressalvou que "em apenas doze meses o Governo levou a cabo, em tempo recorde, um conjunto de reformas estruturais sem precedentes".

sexta-feira, 1 de junho de 2012

CIP defende corte da TSU para conduzir a salários mais elevados

O presidente da CIP, António Saraiva, defendeu hoje uma redução da Taxa Social Única (TSU) a cargo das empresas.

O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal defendeu hoje uma redução da Taxa Social Única (TSU) a cargo das empresas, salientando que isso poderia até conduzir a aumentos nos salários mais baixos.

"Tenho defendido que o salário mínimo, que todos reconhecemos que é baixo, tem que ser aumentado mas não levando às empresas uma carga salarial que as mesmas não possam suportar", salientou António Saraiva à margem da concertação social.

O presidente da CIP recordou que os trabalhadores com salário mínimo acabam por receber 430 euros líquidos (depois dos descontos) mas as "empresas têm que tirar das suas caixas 730 euros", já que o salário é pago 14 vezes em 12 meses, sobre o qual incide uma TSU de 23,75% e seguros obrigatórios.

"Um trabalhador, recebendo 485 [euros], desconta e recebe 430 [mas] à empresa custa-lhe 730 [euros]. Entre 430 que o trabalhador leva para casa e 730 que a empresa tem de esforço de tesouraria, há aqui campo para que o trabalhador leve mais dinheiro para casa e que a empresa possa ter um menor custo e que, por essa via, possamos trazer ao trabalho aqueles que dele estão afastados", explicou o dirigente.

António Saraiva não quis avançar valores concretos mas diz que esta medida teria que ser fiscalizada. Saraiva salienta que em causa não está um aumento do salário mínimo: "Estou a dizer que aos actuais valores do salário mínimo é possível encontrar formas de o trabalhador levar mais salário para casa e de as empresas verem reduzido esse valor", através da margem "em sede de TSU", explicou.

António Saraiva salientou que não foi discutida qualquer redução da TSU em concertação social mas entende que medidas nesse sentido podem ter "efeitos benéficos".

Hoje, o Jornal de Negócios noticiou que o Governo estava a preparar a isenção da TSU para empresas com jovens a receber salários mínimos. "Essa medida não foi hoje aqui referida", disse Saraiva salientando que tem havido conversas bilaterais com o Governo.

Economia verde pode gerar entre 15 a 60 milhões de empregos

Não há dia em que não se ouça dizer que o ambiente é uma pedra no sapato da economia. Estes números dizem, porém, o contrário: a chamada “economia verde” pode gerar 15 a 60 milhões de novos empregos nos próximos 20 anos.

A estimativa resulta de uma análise feita pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e leva em conta os postos de trabalho criados em vários sectores, como o das energias renováveis, da eficiência energética ou da reciclagem.

O estudo admite que, com a transição para a economia verde, alguns vão ter de mudar de emprego. Mas trata-se de um número “gerível” – nos países desenvolvidos, será de um por cento da força de trabalho. “As preocupações sobre a perda de empregos na economia verde são, por isso, exagerados”, conclui o estudo, realizado no âmbito da Iniciativa Empregos Verdes, que envolve também outras agências da ONU.

A economia verde já está a dar sustento a milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, segundo o relatório, há 3,1 milhões de trabalhadores (2,4%) a prestarem serviços ou produzirem bens na área do ambiente. No Brasil, são 2,9 milhões (6,6%). Só no sector das renováveis, trabalham, no mundo todo, cinco milhões de pessoas. E a área da biodiversidade criou quase 15 milhões de empregos directos e indirectos na Europa.

Entre o dever e haver, as projecções apontam para um ganho positivo de 0,2% a 2,0% no número de empregos globais – ou seja, mais 15 a 60 milhões de postos de trabalho.

A economia verde, e como esta via pode ser a solução para pobreza no mundo, é o tema central da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, que terá lugar no Rio de Janeiro, de 20 a 22 de Junho. A OIT dá exemplos desta ligação – como a utilização de práticas mais eficientes e com menor impacto por parte dos 400 milhões de pequenos agricultores nos países em desenvolvimento, ou a integração, na fileira da reciclagem, de milhões de “catadores” de lixo das grandes cidades. Ao benefício ambiental soma-se o aumento da produção e do rendimento.

O foco da Rio+20 sobre a economia verde não é pacífico. Vários países e organizações têm-se mostrado reticentes, invocando argumentos contra a mercantilização do ambiente e contra a ingerência externa no padrão de desenvolvimento de cada nação.

“A sustentabilidade ambiental não é assassina os empregos, como normalmente se diz. Pelo contrário, se gerida adequadamente, pode levar a mais e melhores empregos, à redução da pobreza e à inclusão social”, afirma, no entanto, Juan Somavia, director-geral da OIT, citado num comunicado da organização.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Exportações: Alemanha mostra-se disponível para ajudar Portugal

O ministro federal da economia da Alemanha, Philipp Rosler, afirmou hoje que a Alemanha "está pronta para ajudar Portugal ao nível das exportações".

"Sabemos que a Espanha, que está agora em dificuldades, é o principal importador de produtos e serviços portugueses. Por isso, enquanto segunda economia importadora de Portugal estamos prontos para ajudar", disse o governante após um encontro com o homólogo português, Álvaro Santos Pereira, no ministério da Economia, em Lisboa.

Com a próxima visita do ministro da Economia português a Berlim, em setembro, "veremos até que ponto poderemos incrementar e fortalecer as exportações para a Alemanha", salientou Rosler.

"Os alemães não estarão tão interessados em comprar empresas portuguesas, mas sim em adquirir produtos semiacabados", concluiu.

O ministro alemão vai de seguida reunir-se com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, e posteriormente participará no fórum empresarial luso-alemão que decorrerá no IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, em Lisboa. Rosler visita hoje Portugal fazendo-se acompanhar de uma comitiva de empresários alemães.

IEFP chamou 80% dos desempregados subsidiados com mais de 45 anos

Foram convocadas 194 mil pessoas com mais de 45 anos de idade ou a receber prestações há mais de seis meses. Mas só 1.937 conseguiram emprego.

O Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) já convocou 194.040 desempregados subsidiados com mais de 45 anos de idade ou a receber prestação há mais de seis meses. A medida insere-se no programa de dinamização do Serviço Público de Emprego e está em vigor desde 10 de Fevereiro, de acordo com dados recolhidos pelo Diário Económico. O objectivo, explicou o IEFP, é rever os Planos Pessoais de Emprego destas pessoas "e concretizar respostas, nos domínios do emprego e da formação profissional, perante uma impossibilidade de colocação imediata no mercado".


Assim, a 16 de Maio já tinham sido chamadas 194.040 pessoas, "que correspondem a cerca de 80% do universo", ainda que, recorde o IEFP, este universo não seja estático. Das convocatórias que já produziram resultados, "verifica-se que 97% correspondem a comparências nos centros de emprego", refere o Instituto. Na maior parte dos casos, os convocados foram encaminhados para formação profissional (65%) e cerca de 20% seguiram para medidas de emprego. Registam-se ainda 15.707 apresentações a ofertas de emprego e 1.937 colocações em postos de trabalho.

Mais de 75 mil encaminhados para formações

Outra das medidas previstas no programa de relançamento do Serviço Público de Emprego passa pelo encaminhamento dos novos desempregados para acções de formação, nas duas semanas seguintes à sua inscrição no centro de emprego. Entre novos desempregados e aqueles que já estavam inscritos há mais tempo, o IEFP já encaminhou 75.369 pessoas para formação. Destas, 10.037 já iniciaram efectivamente as acções.

Ainda assim, o IEFP admite que "tem havido dificuldade em cumprir este prazo" de duas semanas ainda que, "nas últimas semanas", o prazo tenha "sido ultrapassado".

Em causa está a metodologia "Vida Activa" que, de acordo com o Instituto liderado por Octávio Oliveira, está a ser desenvolvida desde 22 de Março. Este programa prevê o encaminhamento de desempregados "para os Centros de Formação Profissional, onde é realizada uma intervenção de diagnóstico que visa identificar a resposta que melhor se ajusta ao perfil" daquela pessoa "e que visa melhorar o perfil de empregabilidade e, consequentemente, aumentar as hipóteses de aceder ao mercado de trabalho", continua o IEFP.

Para já, ainda em fase experimental, "estão apenas envolvidos os Centros de Formação Profissional do IEFP, devendo a muito curto prazo haver também o envolvimento dos Centros de Gestão Participada e eventualmente de entidades externas acreditas", avança a mesma fonte.
Dos 75 mil encaminhamentos para formação, muitos ainda não deram origem a resultados. Ainda assim, a maioria diz respeito a formações modulares certificadas.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Trabalho para jovens ao fim de 4 meses no desemprego

Parlamento Europeu aprova plano para atribuir fundos estruturais a projetos criadores de emprego.

O Parlamento Europeu aprovou esta quinta-feira um Plano de Investimento Europeu que atribua fundos estruturais a projetos que criem emprego para jovens, grupo em que o desemprego se situa nos 22,6%, na União Europeia.

A intenção da resolução votada em Estrasburgo é que os jovens não estejam mais de quatro meses desempregados.

Segundo dados de março, a taxa de desemprego jovem foi de 22,6% na UE, 22,1 na zona euro e 36,1% em Portugal.

A resolução aprovada respalda ainda a iniciativa da Comissão Europeia, apresentada na quarta-feira à noite no Conselho Europeu e no âmbito da qual foram já foram afetados 7.300 milhões de euros para combater o desemprego jovem, incluindo 330 milhões em Portugal.

Os eurodeputados mantêm, no entanto, reservas sobre se as ações propostas são proporcionais «à gravidade da atual crise de desemprego jovem que afeta muitos Estados-membros».

Em janeiro, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, anunciou que poderia ser atribuída à luta contra o desemprego jovem uma verba de 82 mil milhões de euros, oriunda de fundos estruturais.

Na resolução hoje votada, o Parlamento Europeu pede que essa verba seja rapidamente atribuída a projetos.

Os eurodeputados pedem ainda que seja aumentado o grau de co-financiamento da Comissão Europeia em projetos contratados com os oitos Estados-membros mais afetados pelo desemprego juvenil: Letónia, Lituânia, Eslováquia, Grécia, Espanha, Portugal, Irlanda e Itália.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Empreendedorismo local: Governo cria programa antes do verão

Programa «Valorizar» apoiará o lançamento de dinâmicas regionais de desenvolvimento económico.

O secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional anunciou esta quarta-feira o lançamento, ainda antes do verão, de um programa que visa estimular o empreendedorismo local, voltado para a valorização dos territórios, no quadro da reprogramação do QREN.

O futuro programa «Valorizar» visará «desenvolver os territórios numa lógica de criação de valor», estimulando os investimentos, disse à Lusa António Almeida Henriques, à margem da visita que hoje fez a Querença, no concelho de Loulé.

O programa está a ser pensado no âmbito da reprogramação de investimento para aproveitar os fundos comunitários atribuídos a Portugal no Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) 2007/2013, mas incluirá verbas nacionais.

O «Valorizar» apoiará o lançamento de dinâmicas regionais de desenvolvimento económico «que valorizem os recursos distintivos e de elevada qualidade dos nossos territórios», afirmou o membro do Governo.

«Será um programa assente numa perspetiva de criação de novos negócios e atração de investimentos, de animação das economias locais e de animação turística», revelou, sublinhando a importância do empenho das autarquias.

Um dos instrumentos ao serviço do programa será «a disponibilização de um regime de micro-incentivos a projetos de empreendedorismo, de acesso simplificado» e de formação de jovens empreendedores.

Além dos incentivos ao investimento no mundo rural, para onde muitos jovens poderão migrar, serão também apoiados pequenos investimentos locais em zonas urbanas de base local.

O secretário de Estado elogiou o programa Querença, iniciado há 9 meses, que envolve 9 jovens na criação de autoemprego em projetos de base local, que disse desejar que «sirva como farol para outros jovens de outros pontos do país».

Esse programa «pode funcionar como uma marca» e deverá ser replicado noutras zonas do país, já no quadro do futuro programa «Valorizar».

Durante a visita do secretário de Estado, foi feito o balanço do programa Querença, cuja primeira fase, de implementação, está concluída, para se iniciar agora a segunda fase, dedicada à criação efetiva de emprego e das empresas.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Moviflor entra em Moçambique com investimento de 11,6 milhões de euros

Empresa portuguesa de móveis vai abrir a primeira loja em Maputo e prevê criação de 60 postos de trabalho.

Depois de Angola, a Moviflor prepara-se para abrir a primeira loja em Moçambique, num investimento global de 11,6 milhões de euros. A empresa portuguesa prevê criar 60 postos de trabalho.

De acordo com um comunicado da Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento (SOFID), instituição de crédito detida 60% pelo Estado, a Moviflor quer aumentar a “sua presença no mercado internacional” e replicar a experiência “bem sucedida” em Luanda.

O apoio da SOFID traduziu-se na emissão de uma garantia bancária de 2,5 milhões de dólares (cerca de 1,9 milhões de euros), correspondendo a um terço do valor do financiamento obtido pela Moviflor junto do Millennium BIM, banco moçambicano controlado pelo grupo Millennium BCP.

O processo de internacionalização da Moviflor arrancou em finais de 2007 quando a empresa de móveis virou atenções para Angola e comprou a Decolar. A primeira loja em Luanda, com 65 trabalhadores, facturou dez milhões de euros nos primeiros seis meses de actividade, uma venda média superior à alcançada nas unidades portuguesas. Teresa Albuquerque, directora-geral da Moviflor, já anunciou planos para aumentar o número de unidades em Angola. A expansão da rede deverá arrancar no início do próximo ano.

Em Portugal, a marca criada por Catarina Remígio tem 28 lojas, a mais recente em Évora.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Eurogrupo vai hoje dar sinais de optimismo sobre Portugal

A mudança de atitude do Eurogrupo em relação a Portugal vai ser hoje visível em Bruxelas.

Há uma mudança de clima entre os responsáveis europeus face a Portugal e isso ficará patente na reunião do Eurogrupo de hoje em Bruxelas. Portugal e Irlanda fazem parte da agenda de trabalhos mas apenas para tomar nota da "boa implementação" do programa e de alguns "sinais positivos" na economia, enquanto Espanha e Grécia são agora os países-problema.

"A queda persistente dos juros e a determinação do Governo na aplicação do programa está a tirar o país do radar" explica um alto responsável europeu.

"Há uns meses, qualquer má noticia na Grécia contagiava Portugal, hoje já não é assim", nota um diplomata do Conselho Europeu, o que ficou patente esta semana com a indefinição política em Atenas e o risco de abandono do euro em alta. Por outro lado, o gesto do ministro das finanças alemão, Wolfgang Schauble, ao nomear o português Vítor Gaspar como um possível bom presidente do Eurogrupo, também foi visto como um sinal público de credibilização de Portugal.

Apesar desta ‘onda', as previsões económicas da Comissão não são animadoras, com uma recessão de 3,3% e um ténue crescimento de três décimas em 2013. Mesmo as - tão badaladas - exportações vão crescer este ano (2,5%) quase metade do previsto nas últimas projecções de Bruxelas, com o agudizar da crise em Espanha e na área do euro a inibir a sua performance.

Cabovisão: trabalhadores pedem ajuda para evitar despedimento

Os trabalhadores da empresa de telecomunicações Cabovisão vão concentrar-se esta segunda-feira junto da câmara municipal de Palmela para pedir à presidente da autarquia que pressione a empresa para evitar o anunciado despedimento coletivo de 100 pessoas.

«O sindicato [Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual] e os trabalhadores decidiram concentrar-se hoje junto à Camara de Palmela» disse à agência Lusa o dirigente sindical António Caetano.

Segundo explicou, o objetivo é «dar conhecimento à população do despedimento coletivo de mais de 100 trabalhadores» da Cabovisão e reunir com a presidente da autarquia, «para pedir a sua intervenção junto da Cabovisão para que se evite este processo».

Entretanto, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) está solidária e dá total apoio aos trabalhadores da Cabovisão «visados pelo despedimento coletivo» e apela à «defesa intransigente» dos seus postos de trabalho.

A FECTRANS exorta os trabalhadores daquela empresa a «prosseguir e intensificar a sua justa luta contra as pretensões da administração em despedir mais de 100 trabalhadores, através de um processo de despedimento coletivo, para o qual não são apresentados motivos sérios e validamente justificados».

Sublinhando que a «maioria dos trabalhadores envolvidos está a laborar na empresa desde a sua criação», a Federação defende que este processo de despedimento é um «ato vergonhoso de prepotência patronal».

E lembra que o grupo financeiro ALTICE (de capitais Belgas e Franceses) adquiriu a Cabovisão, em fevereiro deste ano, «sem nunca mencionar a intenção de vir a proceder a reestruturações ou quaisquer outras medidas de gestão que implicassem, ou fossem dirigidas, à destruição de postos de trabalho».

A Cabovisão, que fornece telefone, Internet e televisão sobretudo no distrito de Setúbal, notificou, entre os dias 3 e 4 deste mês, 100 trabalhadores, anunciando-lhes que estavam abrangidos por um processo de despedimento coletivo.

A operadora, que em fevereiro foi vendida pela canadiana Cogeco Cable à francesa Altice, não avançou com justificações nas notificações, de acordo com António Caetano, que acredita tratar-se de uma medida para reduzir custos.

A Cabovisão tem um total 370 trabalhadores.