Especialistas em finanças deram, em entrevista à «TIME», conselhos sobre a forma de sanear as suas finanças e adiantam que, em muitos casos, seguir apenas um dos itens é suficiente para conseguir um equilíbrio nas suas contas a longo prazo. Veja aqui.
1) Aumente o seu fundo de emergência
Se ainda não tem um fundo de emergência, é uma boa ideia começar um, mesmo que seja com pouco. Se já tem um, tanto melhor, mas é natural que não tenha o suficiente para uma emergência. Por isso, toca a poupar e a guardar, todos os meses! Retire uma fatia do seu salário e deposite logo numa conta-poupança. E, viva como se esse dinheiro não exitisse.
Não há nada como ter dinheiro de parte, caso a má sorte lhe bata à porta. «A chave é ser capaz de gerir situações de emergência, ao invés de refugiar-se em créditos, com taxas de juro muito altas», disse Jim Wang, criador do blogue Bargaineering.com, adiantando que «tentar resolver uma emergência com um cartão de crédito pode levar a um caminho perigoso de dívidas».
2) Pague a dívida do cartão de crédito
Livre-se desta dívida o mais rápido que puder: «pague a dívida do cartão nem que para isso tenha de recorrer a todas as suas economias», disse Tom Gilovich, professor universitário.
Se não tem qualquer poupança, vai ter que tomar algumas decisões orçamentais pertinentes. Suponha isto: o saldo no seu cartão de crédito é de 5.000 euros e a TAEG está na média nacional. Se paga o mínimo a cada mês, significa que vai estar «preso» a essa dívida durante 24 anos! São duas décadas a pagar uma dívida que se traduz em mais de 7.000 euros de juros.
3) Faça um PPR ou coloque 10% do seu salário numa conta reforma
«Poupe, pelo menos, 10% do seu salário e guarde-o numa conta-reforma ou faça um PPR e, não importa o quanto ganha», aconselha Steve Vernon, especialista financeiro. «Quanto mais cedo começar a poupar, mais riqueza vai ser capaz de construir».
Mesmo que sejam pequenas quantidades, estas podem ir aumentando com o tempo.
4) Pague a hipoteca da casa antes de se reformar
«O prazo da sua hipoteca não deve ser maior que o número de anos que pretende trabalhar», alerta Richard Thaler, professor na Universidade de Chicago.
Depois de se reformar, a sua renda vai estar mais baixa, mas o seu custo de vida não. Despesas, como as de saúde, por exemplo, provavelmente, vão subir. Se puder eliminar essa carga mensal, será mais fácil lidar com quaisquer custos crescentes.
5) Controle os seus gastos
«Controlar os gastos é um bloco de construção básico do sucesso financeiro, mas muitas pessoas não o fazem», disse Gail Cunningham, economista. Um meio para fazer isto é aderir a um «diário financeiro», onde deve escrever tudo o que gasta diariamente. Assim ganha consciência do dinheiro que gasta e percebe aquilo de que pode prescindir.
Numa pesquisa recente, mais de 20% dos entrevistados não sabem quanto gastam em alimentação, habitação e lazer.
6) Vislumbre o seu futuro
«Desenvolver uma imagem mental de onde se quer estar em cinco anos», é um bom princípio, disse Don Chambers, economista e escritor. «A visualização é uma técnica eficaz de motivação. Pode sentir que está apenas a sonhar, mas na realidade, está a plantar a semente de uma ideia no seu cérebro», disse o especialista.
7) Viva abaixo das suas possibilidades
«Só porque se pode dar ao luxo de comprar algumas coisas isso não significa que as deve comprar», disse Edgar Dworsky, fundador da ConsumerWorld.org porque podem surgir imprevistos, como uma subida nas suas prestações. Mantenha o seu padrão de vida anterior e canalize o que sobra para pagar dívidas ou adicionar ao seu ninho de ovos de ouro.
8) Viva como se não pudesse deitar nada no lixo
Kerry Taylor do blogue Squawkfox.com, admitiu que o seu conselho é um pouco fora do comum: «Viva como se não tivesse caixote do lixo. Se não puder deitar coisas fora, tornar-se-á mais consciente».
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Espanha reclama solução de emergência à União Europeia
Foi um dos protagonistas do jantar de ontem em Bruxelas. Mariano Rajoy pediu uma resposta imediata à crise.
Espanha surgia ontem como o tema urgente de uma reunião preparada para discutir tudo e decidir nada. Mariano Rajoy, o primeiro ministro espanhol, entrou ontem na reunião de líderes europeus determinado a obter uma resposta imediata para a falta de liquidez na sua economia, reclamando aos seus parceiros um sinal para que o Banco Central Europeu ou o fundo de resgate intervenha, ou então se assegure um trajecto mais lento de consolidação. Portugal é um dos países mais expectantes com o que resultar nesta frente.
"A Europa precisa de dar uma resposta porque não podemos viver assim muito tempo. Não podemos continuar a viver com estas diferenças nas taxas de juro", disse Rajoy antes da cimeira. O apelo em tom desesperado bate certo com a lista enorme de opções que estavam em cima da mesa.
O BCE poderá intervir a qualquer momento, embora nem Berlim nem Frankfurt o desejem. Um trajecto mais lento para a redução do défice poderá ser proposto pela Comissão ainda este mês, mas uma decisão sobre o fundo de resgate recapitalizar a banca espanhola directamente só na cimeira de Junho poderia ser formalizado.
Espanha surgia ontem como o tema urgente de uma reunião preparada para discutir tudo e decidir nada. Mariano Rajoy, o primeiro ministro espanhol, entrou ontem na reunião de líderes europeus determinado a obter uma resposta imediata para a falta de liquidez na sua economia, reclamando aos seus parceiros um sinal para que o Banco Central Europeu ou o fundo de resgate intervenha, ou então se assegure um trajecto mais lento de consolidação. Portugal é um dos países mais expectantes com o que resultar nesta frente.
"A Europa precisa de dar uma resposta porque não podemos viver assim muito tempo. Não podemos continuar a viver com estas diferenças nas taxas de juro", disse Rajoy antes da cimeira. O apelo em tom desesperado bate certo com a lista enorme de opções que estavam em cima da mesa.
O BCE poderá intervir a qualquer momento, embora nem Berlim nem Frankfurt o desejem. Um trajecto mais lento para a redução do défice poderá ser proposto pela Comissão ainda este mês, mas uma decisão sobre o fundo de resgate recapitalizar a banca espanhola directamente só na cimeira de Junho poderia ser formalizado.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Portugal cobra mais impostos do que a média da UE
Taxa nacional do IVA está entre as mais elevadas da Europa.
Portugal cobra mais impostos às famílias, empresas e com o IVA do que a média dos países da União Europeia a 27 e dos 17 da Zona Euro, revela esta segunda-feira o Eurostat.
O gabinete de estudos europeus mostra que a taxa média do IVA aumentou, até 30 de abril deste ano, para os 21% na UE27 e na Zona Euro para os 20%, enquanto em Portugal fixou-se nos 23%.
Portugal está, assim, ao nível das taxas de IVA mais elevadas na Europa, já que a máxima está nos 25% na Dinamarca e na Suécia e 27% na Hungria.
Ao mesmo tempo, a cobrança sobre os rendimentos individuais em Portugal até caiu face a 2011, mas ficou, ainda assim, acima da média europeia - nos 49%, contra 38,1% da UE27 e dos 43,2% dos países do euro.
Mas também as empresas portuguesas pagam mais impostos. Em Portugal, a taxa é de 31,5% (o que representa uma subida de 2,5% face a 2011), enquanto a média da UE27 fixa nos 23,5% e entre os pares da moeda única a média é de 26,1%.
Quanto à taxa implícita sobre o trabalho - que mostra a relação entre os impostos e as contribuições sociais pagas sobre o salário - , Portugal estava, em 2010, abaixo da média, fixando nos 23,4%. Na altura a média da UE27 era de 33,4% e na Zona Euro era de 34%. Itália atingia o topo com uma taxa de 42,6%. Malta situava-se no lado oposto da balança, com uma taxa de 21,7%.
Em 2010, Portugal, juntamente com Grécia, Espanha e Itália, estava no grupo dos países com menores taxas de cobrança ao consumo: por cá era de 17,4%, enquanto que na média dos 27 países da UE os impostos implícitos ao consumo ascendiam a 21,3%. Nesta matéria, ganha a Dinamarca, com uma taxa de 31,5%.
Última nota para os impostos implícitos sobre o capital que em Portugal tocavam os 30,7% em 2010, bem acima dos 23,3% da média da UE27 e dos 23,7% da Zona Euro. No topo da tabela está França (37,2%), enquanto no fim da lista está a Lituânia (6,8%).
Em 2010, as receitas fiscais sobre a propriedade mantiveram-se iguais de 2000 a 2010: nos 1,2% do PIB português, abaixo dos 4,2% do Reino Unido e dos 3,4% de França.
Portugal cobra mais impostos às famílias, empresas e com o IVA do que a média dos países da União Europeia a 27 e dos 17 da Zona Euro, revela esta segunda-feira o Eurostat.
O gabinete de estudos europeus mostra que a taxa média do IVA aumentou, até 30 de abril deste ano, para os 21% na UE27 e na Zona Euro para os 20%, enquanto em Portugal fixou-se nos 23%.
Portugal está, assim, ao nível das taxas de IVA mais elevadas na Europa, já que a máxima está nos 25% na Dinamarca e na Suécia e 27% na Hungria.
Ao mesmo tempo, a cobrança sobre os rendimentos individuais em Portugal até caiu face a 2011, mas ficou, ainda assim, acima da média europeia - nos 49%, contra 38,1% da UE27 e dos 43,2% dos países do euro.
Mas também as empresas portuguesas pagam mais impostos. Em Portugal, a taxa é de 31,5% (o que representa uma subida de 2,5% face a 2011), enquanto a média da UE27 fixa nos 23,5% e entre os pares da moeda única a média é de 26,1%.
Quanto à taxa implícita sobre o trabalho - que mostra a relação entre os impostos e as contribuições sociais pagas sobre o salário - , Portugal estava, em 2010, abaixo da média, fixando nos 23,4%. Na altura a média da UE27 era de 33,4% e na Zona Euro era de 34%. Itália atingia o topo com uma taxa de 42,6%. Malta situava-se no lado oposto da balança, com uma taxa de 21,7%.
Em 2010, Portugal, juntamente com Grécia, Espanha e Itália, estava no grupo dos países com menores taxas de cobrança ao consumo: por cá era de 17,4%, enquanto que na média dos 27 países da UE os impostos implícitos ao consumo ascendiam a 21,3%. Nesta matéria, ganha a Dinamarca, com uma taxa de 31,5%.
Última nota para os impostos implícitos sobre o capital que em Portugal tocavam os 30,7% em 2010, bem acima dos 23,3% da média da UE27 e dos 23,7% da Zona Euro. No topo da tabela está França (37,2%), enquanto no fim da lista está a Lituânia (6,8%).
Em 2010, as receitas fiscais sobre a propriedade mantiveram-se iguais de 2000 a 2010: nos 1,2% do PIB português, abaixo dos 4,2% do Reino Unido e dos 3,4% de França.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Corticeira Amorim com lucros de 5,8 milhões no primeiro trimestre
A Corticeira Amorim fechou o primeiro trimestre com lucros de 5,8 milhões de euros e vendas de 131,3 milhões de euros, o que traduz crescimentos de 11,8% e 9%, respectivamente, face ao mesmo período do ano passado.
“O primeiro trimestre de 2012 revelou-se bastante positivo para a Corticeira Amorim, tanto em termos de vendas como de resultados”, sintetiza a empresa, em comunicado enviado à CMVM. O resultado líquido atingiu os 5,76 milhões de euros, mais 608 mil euros do que nos primeiros três meses do ano passado, registando assim um aumento de 11,8%.
Já as vendas consolidadas atingiram os 131,3 milhões de euros, uma subida de 10,86 milhões face ao registado no trimestre homólogo de 2011. Esta evolução positiva resultou num crescimento do EBITDA para 18,7 milhões de euros, um acréscimo homólogo de 9,7%. A autonomia financeira do grupo melhorou 0,8 pontos percentuais, fixando-se em 46,5%.
A unidade de negócio dos isolamentos foi a única do universo da corticeira que não registou um crescimento positivo das vendas, tendo fechado o trimestre com uma quebra homóloga de 1,2%, para 2,4 milhões de euros.
No seu mais relevante negócio, o das rolhas, o crescimento foi de 7,2%, para 76,5 milhões de euros, “fruto do crescimento do mercado de vinho e do ganho de quota pela Corticeira Amorim”. Nos seus principais mercados, França e Estados Unidos, o aumento das vendas cifrou-se em 7,2% e 10,4%, respectivamente.
No segmento dos revestimentos, facturou mais 14,8%, para 33,3 milhões de euros. Para esta performance, contribuíram a entrada da Timbermam no perímetro de consolidação do grupo, efectuado a partir do terceiro trimestre do ano passado, assim como a força de vendas nos “novos mercados norte-americanos, Leste europeu e China”.
No negócio dos aglomerados compósitos, o grupo presidido por António Rios de Amorim registou um aumento de 1,3% nas vendas, para 22,6 milhões de euros, e um crescimento de 19% no negócio das matérias-primas.
“O primeiro trimestre de 2012 revelou-se bastante positivo para a Corticeira Amorim, tanto em termos de vendas como de resultados”, sintetiza a empresa, em comunicado enviado à CMVM. O resultado líquido atingiu os 5,76 milhões de euros, mais 608 mil euros do que nos primeiros três meses do ano passado, registando assim um aumento de 11,8%.
Já as vendas consolidadas atingiram os 131,3 milhões de euros, uma subida de 10,86 milhões face ao registado no trimestre homólogo de 2011. Esta evolução positiva resultou num crescimento do EBITDA para 18,7 milhões de euros, um acréscimo homólogo de 9,7%. A autonomia financeira do grupo melhorou 0,8 pontos percentuais, fixando-se em 46,5%.
A unidade de negócio dos isolamentos foi a única do universo da corticeira que não registou um crescimento positivo das vendas, tendo fechado o trimestre com uma quebra homóloga de 1,2%, para 2,4 milhões de euros.
No seu mais relevante negócio, o das rolhas, o crescimento foi de 7,2%, para 76,5 milhões de euros, “fruto do crescimento do mercado de vinho e do ganho de quota pela Corticeira Amorim”. Nos seus principais mercados, França e Estados Unidos, o aumento das vendas cifrou-se em 7,2% e 10,4%, respectivamente.
No segmento dos revestimentos, facturou mais 14,8%, para 33,3 milhões de euros. Para esta performance, contribuíram a entrada da Timbermam no perímetro de consolidação do grupo, efectuado a partir do terceiro trimestre do ano passado, assim como a força de vendas nos “novos mercados norte-americanos, Leste europeu e China”.
No negócio dos aglomerados compósitos, o grupo presidido por António Rios de Amorim registou um aumento de 1,3% nas vendas, para 22,6 milhões de euros, e um crescimento de 19% no negócio das matérias-primas.
terça-feira, 15 de maio de 2012
CTT pediram exceção aos cortes salariais
Número de trabalhadores que saiu, por aposentação, ascendeu a 400. Não há plano de redução de pessoal para 2012
Os CTT - Correios de Portugal pediram regime de exceção nos cortes salariais ao Governo, adiantou esta terça-feira o presidente do grupo.
«Temos uma solicitação de orientação sobre a matéria», disse Pedro Coelho, precisando que ainda não obteve uma resposta.
Segundo o administrador financeiro dos CTT, Duarte Araújo, o valor dos cortes de salários no grupo em 2011 ascendeu a 2,8 milhões de euros, após impostos. «A população abrangida por estes cortes é pequena», disse o administrador, citado pela Lusa.
Segundo outro administrador, Carlos Dias Alves, os CTT recorreram da decisão do Tribunal do Trabalho que obrigava a empresa a repor os cortes efetuados nos salários, que agora está a ser analisado pelo Tribunal Constitucional.
Recorde-se que no início do ano o Tribunal do Trabalho decidiu que os CTT teriam de repor o valor do corte nos salários dos funcionários dos Correios, durante 2011.
«Os CTT recorreram dessa decisão e esse recurso foi aceite e dirigido ao Tribunal Constitucional», pelo que «não houve uma execução da sentença».
Nota ainda para o facto de o número de trabalhadores que saiu dos Correios em 2011, por aposentação, ascendeu a 400. Os Correios não têm qualquer plano de redução para pessoal este ano
Estratégia passa por comprar empresas
Os CTT admitem ainda fazer compras estratégicas caso encontrem uma oportunidade, sendo que mantêm o interesse no Banco Postal. Incluindo compras de empresas, segundo o vice-presidente dos Correios de Portugal.
Essas compras podem passar quer pelo mercado português como pelo internacional, embora internamente os CTT tenham de ter em conta a lei da concorrência. «Em princípio, o que tem estado em análise tem sido em países estrangeiros». No entanto, a aprovação de uma eventual aquisição depende sempre do acionista Estado.
Além disso, a internacionalização do grupo passa também pelo estabelecimento de parcerias em mercados de língua portuguesa.
O processo de privatização dos CTT arranca este ano e estará concluído em 2013. Recentemente foi publicada a lei sobre a liberalização do serviço postal universal. Segundo Pedro Coelho, a empresa está a preparar informação, tal como cadastros patrimoniais, entre outros dados, para se preparar para o processo de privatização.
Lucros aumentaram no ano passado
Os lucros dos CTT subiram 0,7% no ano passado, face a igual período de 2010, para 56,7 milhões de euros, foi hoje também revelado.
Os rendimentos operacionais do grupo CTT recuaram 4,2%, para 761,1 milhões de euros, reflectindo o declínio da procura postal de 6,4%.
O serviço postal e o serviço expresso - responsáveis por uma parcela bastante significativa dos rendimentos do grupo - sofreram o impacto da crise económica.
Assim, o rendimento operacional do serviço postal recuou 5%, para 594,8 milhões de euros, enquanto o serviço expresso sofreu uma quebra de 6,9%, para 133,9 milhões de euros.
Por segmento de negócios, apenas os serviços financeiros e o serviço documental registaram um crescimento em 2011, de 3,4% e 3,1%, respetivamente.
Os gastos operacionais, excluindo imparidades, provisões, depreciações e gastos não recorrentes, recuaram 6,7%, para 656 milhões de euros, e o resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) aumentou 15,5%, para 105 milhões de euros.
Os CTT - Correios de Portugal pediram regime de exceção nos cortes salariais ao Governo, adiantou esta terça-feira o presidente do grupo.
«Temos uma solicitação de orientação sobre a matéria», disse Pedro Coelho, precisando que ainda não obteve uma resposta.
Segundo o administrador financeiro dos CTT, Duarte Araújo, o valor dos cortes de salários no grupo em 2011 ascendeu a 2,8 milhões de euros, após impostos. «A população abrangida por estes cortes é pequena», disse o administrador, citado pela Lusa.
Segundo outro administrador, Carlos Dias Alves, os CTT recorreram da decisão do Tribunal do Trabalho que obrigava a empresa a repor os cortes efetuados nos salários, que agora está a ser analisado pelo Tribunal Constitucional.
Recorde-se que no início do ano o Tribunal do Trabalho decidiu que os CTT teriam de repor o valor do corte nos salários dos funcionários dos Correios, durante 2011.
«Os CTT recorreram dessa decisão e esse recurso foi aceite e dirigido ao Tribunal Constitucional», pelo que «não houve uma execução da sentença».
Nota ainda para o facto de o número de trabalhadores que saiu dos Correios em 2011, por aposentação, ascendeu a 400. Os Correios não têm qualquer plano de redução para pessoal este ano
Estratégia passa por comprar empresas
Os CTT admitem ainda fazer compras estratégicas caso encontrem uma oportunidade, sendo que mantêm o interesse no Banco Postal. Incluindo compras de empresas, segundo o vice-presidente dos Correios de Portugal.
Essas compras podem passar quer pelo mercado português como pelo internacional, embora internamente os CTT tenham de ter em conta a lei da concorrência. «Em princípio, o que tem estado em análise tem sido em países estrangeiros». No entanto, a aprovação de uma eventual aquisição depende sempre do acionista Estado.
Além disso, a internacionalização do grupo passa também pelo estabelecimento de parcerias em mercados de língua portuguesa.
O processo de privatização dos CTT arranca este ano e estará concluído em 2013. Recentemente foi publicada a lei sobre a liberalização do serviço postal universal. Segundo Pedro Coelho, a empresa está a preparar informação, tal como cadastros patrimoniais, entre outros dados, para se preparar para o processo de privatização.
Lucros aumentaram no ano passado
Os lucros dos CTT subiram 0,7% no ano passado, face a igual período de 2010, para 56,7 milhões de euros, foi hoje também revelado.
Os rendimentos operacionais do grupo CTT recuaram 4,2%, para 761,1 milhões de euros, reflectindo o declínio da procura postal de 6,4%.
O serviço postal e o serviço expresso - responsáveis por uma parcela bastante significativa dos rendimentos do grupo - sofreram o impacto da crise económica.
Assim, o rendimento operacional do serviço postal recuou 5%, para 594,8 milhões de euros, enquanto o serviço expresso sofreu uma quebra de 6,9%, para 133,9 milhões de euros.
Por segmento de negócios, apenas os serviços financeiros e o serviço documental registaram um crescimento em 2011, de 3,4% e 3,1%, respetivamente.
Os gastos operacionais, excluindo imparidades, provisões, depreciações e gastos não recorrentes, recuaram 6,7%, para 656 milhões de euros, e o resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) aumentou 15,5%, para 105 milhões de euros.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Eurogrupo vai hoje dar sinais de optimismo sobre Portugal
A mudança de atitude do Eurogrupo em relação a Portugal vai ser hoje visível em Bruxelas.
Há uma mudança de clima entre os responsáveis europeus face a Portugal e isso ficará patente na reunião do Eurogrupo de hoje em Bruxelas. Portugal e Irlanda fazem parte da agenda de trabalhos mas apenas para tomar nota da "boa implementação" do programa e de alguns "sinais positivos" na economia, enquanto Espanha e Grécia são agora os países-problema.
"A queda persistente dos juros e a determinação do Governo na aplicação do programa está a tirar o país do radar" explica um alto responsável europeu.
"Há uns meses, qualquer má noticia na Grécia contagiava Portugal, hoje já não é assim", nota um diplomata do Conselho Europeu, o que ficou patente esta semana com a indefinição política em Atenas e o risco de abandono do euro em alta. Por outro lado, o gesto do ministro das finanças alemão, Wolfgang Schauble, ao nomear o português Vítor Gaspar como um possível bom presidente do Eurogrupo, também foi visto como um sinal público de credibilização de Portugal.
Apesar desta ‘onda', as previsões económicas da Comissão não são animadoras, com uma recessão de 3,3% e um ténue crescimento de três décimas em 2013. Mesmo as - tão badaladas - exportações vão crescer este ano (2,5%) quase metade do previsto nas últimas projecções de Bruxelas, com o agudizar da crise em Espanha e na área do euro a inibir a sua performance.
Há uma mudança de clima entre os responsáveis europeus face a Portugal e isso ficará patente na reunião do Eurogrupo de hoje em Bruxelas. Portugal e Irlanda fazem parte da agenda de trabalhos mas apenas para tomar nota da "boa implementação" do programa e de alguns "sinais positivos" na economia, enquanto Espanha e Grécia são agora os países-problema.
"A queda persistente dos juros e a determinação do Governo na aplicação do programa está a tirar o país do radar" explica um alto responsável europeu.
"Há uns meses, qualquer má noticia na Grécia contagiava Portugal, hoje já não é assim", nota um diplomata do Conselho Europeu, o que ficou patente esta semana com a indefinição política em Atenas e o risco de abandono do euro em alta. Por outro lado, o gesto do ministro das finanças alemão, Wolfgang Schauble, ao nomear o português Vítor Gaspar como um possível bom presidente do Eurogrupo, também foi visto como um sinal público de credibilização de Portugal.
Apesar desta ‘onda', as previsões económicas da Comissão não são animadoras, com uma recessão de 3,3% e um ténue crescimento de três décimas em 2013. Mesmo as - tão badaladas - exportações vão crescer este ano (2,5%) quase metade do previsto nas últimas projecções de Bruxelas, com o agudizar da crise em Espanha e na área do euro a inibir a sua performance.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Draghi apela à continuidade de políticas de integração europeias
O presidente do Banco Central Europeu (BCE) apelou hoje à continuidade de políticas de integração ao nível europeu.
Mario Draghi lembrou ao mesmo tempo que a convergência dos mercados financeiros deve ser apoiada pela integração das infra-estruturas existentes.
"É durante os tempos de crise que não devemos permitir que os nossos compromissos para com a causa de maior integração de mercado desvaneçam. É durante tempos difíceis que devemos lembrar a importância da cooperação e da coordenação", disse Mario Draghi durante a cerimónia de assinatura do acordo Target2-Securities (T2S), um "novo serviço do Eurossistema para a liquidação de títulos em moeda de banco central", que envolve nove entidades da União Europeia.
As novas iniciativas do mercado europeu têm por objectivo a criação de um equilíbrio que remova barreiras à competição, facilite negócios transfronteiriços e, em última instância, reforce a integração financeira, acrescentou Draghi.
"Porém, não nos devemos esquecer que a integração dos mercados financeiros precisa de ser complementada e apoiada pela integração da infra-estrutura existente. A contribuição mais fundamental do Eurossistema para a integração neste campo é a criação do T2S", declarou o italiano à frente do BCE.
Segundo uma orientação do BCE publicada há dois anos, "o projecto T2S visa facilitar a integração pós-negociação mediante a oferta de um processo de base, neutro e sem fronteiras de liquidação pan-europeia de numerário e de títulos em moeda de banco central, possibilitando às [Centrais de Valores Mobiliários] a prestação aos seus clientes de serviços de entrega contra pagamento harmonizados e uniformes, num ambiente técnico integrado com capacidade para efectuar operações transfronteiriças".
Mario Draghi lembrou ao mesmo tempo que a convergência dos mercados financeiros deve ser apoiada pela integração das infra-estruturas existentes.
"É durante os tempos de crise que não devemos permitir que os nossos compromissos para com a causa de maior integração de mercado desvaneçam. É durante tempos difíceis que devemos lembrar a importância da cooperação e da coordenação", disse Mario Draghi durante a cerimónia de assinatura do acordo Target2-Securities (T2S), um "novo serviço do Eurossistema para a liquidação de títulos em moeda de banco central", que envolve nove entidades da União Europeia.
As novas iniciativas do mercado europeu têm por objectivo a criação de um equilíbrio que remova barreiras à competição, facilite negócios transfronteiriços e, em última instância, reforce a integração financeira, acrescentou Draghi.
"Porém, não nos devemos esquecer que a integração dos mercados financeiros precisa de ser complementada e apoiada pela integração da infra-estrutura existente. A contribuição mais fundamental do Eurossistema para a integração neste campo é a criação do T2S", declarou o italiano à frente do BCE.
Segundo uma orientação do BCE publicada há dois anos, "o projecto T2S visa facilitar a integração pós-negociação mediante a oferta de um processo de base, neutro e sem fronteiras de liquidação pan-europeia de numerário e de títulos em moeda de banco central, possibilitando às [Centrais de Valores Mobiliários] a prestação aos seus clientes de serviços de entrega contra pagamento harmonizados e uniformes, num ambiente técnico integrado com capacidade para efectuar operações transfronteiriças".
Volume de negócios na indústria cai 1,3% em Março
As vendas no mercado interno desceram 7,6%.
O volume de negócios na indústria caiu 1,3% em Março face ao período homólogo, abaixo dos 1,1% registados em Fevereiro, com as vendas no mercado interno a descerem 7,6%.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em Fevereiro, as vendas no mercado nacional tinham recuado 5,3%. No mercado externo, em março, as vendas aumentaram 8,4%, um ritmo menor do conseguido em fevereiro (de 1).
No primeiro trimestre, ainda de acordo com o INE, o volume de negócios aumentou 0,8% em termos homólogos (-0,3% no trimestre anterior), sobretudo determinado pelo agrupamento
Energia, que contribuiu com 4,6% para a variação homóloga trimestral.
Em Março, o emprego na indústria diminuiu 3,2% (face aos -3,0% de Fevereiro), enquanto as remunerações caíram 3,4% (3,1% em Fevereiro). As horas trabalhadas, ajustadas de efeitos de calendário diminuíram, por sua vez, 3,6% em Março face ao mês homólogo (-2,9% em Fevereiro).
O volume de negócios na indústria caiu 1,3% em Março face ao período homólogo, abaixo dos 1,1% registados em Fevereiro, com as vendas no mercado interno a descerem 7,6%.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em Fevereiro, as vendas no mercado nacional tinham recuado 5,3%. No mercado externo, em março, as vendas aumentaram 8,4%, um ritmo menor do conseguido em fevereiro (de 1).
No primeiro trimestre, ainda de acordo com o INE, o volume de negócios aumentou 0,8% em termos homólogos (-0,3% no trimestre anterior), sobretudo determinado pelo agrupamento
Energia, que contribuiu com 4,6% para a variação homóloga trimestral.
Em Março, o emprego na indústria diminuiu 3,2% (face aos -3,0% de Fevereiro), enquanto as remunerações caíram 3,4% (3,1% em Fevereiro). As horas trabalhadas, ajustadas de efeitos de calendário diminuíram, por sua vez, 3,6% em Março face ao mês homólogo (-2,9% em Fevereiro).
Exposição da banca nacional ao BCE cai para 55,4 mil milhões
É a primeira queda desde outubro mas ainda é o segundo valor mais alto de sempre.
Os bancos portugueses tinham, em abril, 55,4 mil milhões de euros em empréstimos contraídos junto do Banco Central Europeu (BCE).
O valor fica abaixo dos 56,3 mil milhões de euros registados em março. Esta é a primeira queda na exposição da banca nacional à instituição monetária desde outubro.
Mesmo assim, o valor registado em abril é o segundo maior desde que começou o programa de cedencia de liquidez à banca.
Os bancos portugueses tinham, em abril, 55,4 mil milhões de euros em empréstimos contraídos junto do Banco Central Europeu (BCE).
O valor fica abaixo dos 56,3 mil milhões de euros registados em março. Esta é a primeira queda na exposição da banca nacional à instituição monetária desde outubro.
Mesmo assim, o valor registado em abril é o segundo maior desde que começou o programa de cedencia de liquidez à banca.
Catorze marcas de azeite portuguesas distinguidas na China
Catorze marcas portuguesas foram distinguidas em Pequim num certame internacional dedicado ao azeite, na maior colheita do género.
"É bom para Portugal e ajuda a projetar o país como um produtor de azeite de qualidade", disse um especialista acerca dos prémios atribuídos na última edição do "Oil China Competition", que se realiza anualmente na capital chinesa.
O azeite Rosmaninho, produzido por uma cooperativa de Valpaços, obteve a medalha de ouro na categoria "Light", à frente das cinco marcas de Itália, Chile, Estados Unidos e Turquia que repartiram as medalhas de prata e bronze.
O Gallo 'Grande Escolha' ganhou a medalha de prata na categoria "Medium", cujo primeiro lugar foi repartido por uma marca italiana e uma espanhola.
Marca portuguesa com maior visibilidade nos supermercados de Pequim e de outras grandes cidades chinesas, a Gallo obteve também uma medalha de bronze na categoria "Medium" e uma grande menção na categoria "Light".
Os azeites Oliveira da Serra obtiveram dois prémios: duas grandes menções nas categorias "Intenso" e "Light".
Casal da Cotovia, Paços dos Infantes, Quinta do Vale do Conde, Capitoa Premium, Torrejano, Cabeço das Nogueiras, Casal Anadia e Herdade do Esporão foram as outras marcas portuguesas distinguidas na 7.ª edição do referido concurso, no final do abril passado.
O azeite não faz parte da gastronomia tradicional chinesa, mas o consumo está a aumentar na China, acompanhando a melhoria do nível de vida da população e, em particular, a ascensão da nova classe média urbana.
Espanha, Itália e Grécia são os países mais representados no mercado chinês, com mais de dois terços das cerca de 200 marcas de azeite importadas.
Segundo estimativas do setor, as importações chinesas de azeite cresceram mais de 60 por cento desde 2004, ultrapassando as 25.000 toneladas em 2010.
"É bom para Portugal e ajuda a projetar o país como um produtor de azeite de qualidade", disse um especialista acerca dos prémios atribuídos na última edição do "Oil China Competition", que se realiza anualmente na capital chinesa.
O azeite Rosmaninho, produzido por uma cooperativa de Valpaços, obteve a medalha de ouro na categoria "Light", à frente das cinco marcas de Itália, Chile, Estados Unidos e Turquia que repartiram as medalhas de prata e bronze.
O Gallo 'Grande Escolha' ganhou a medalha de prata na categoria "Medium", cujo primeiro lugar foi repartido por uma marca italiana e uma espanhola.
Marca portuguesa com maior visibilidade nos supermercados de Pequim e de outras grandes cidades chinesas, a Gallo obteve também uma medalha de bronze na categoria "Medium" e uma grande menção na categoria "Light".
Os azeites Oliveira da Serra obtiveram dois prémios: duas grandes menções nas categorias "Intenso" e "Light".
Casal da Cotovia, Paços dos Infantes, Quinta do Vale do Conde, Capitoa Premium, Torrejano, Cabeço das Nogueiras, Casal Anadia e Herdade do Esporão foram as outras marcas portuguesas distinguidas na 7.ª edição do referido concurso, no final do abril passado.
O azeite não faz parte da gastronomia tradicional chinesa, mas o consumo está a aumentar na China, acompanhando a melhoria do nível de vida da população e, em particular, a ascensão da nova classe média urbana.
Espanha, Itália e Grécia são os países mais representados no mercado chinês, com mais de dois terços das cerca de 200 marcas de azeite importadas.
Segundo estimativas do setor, as importações chinesas de azeite cresceram mais de 60 por cento desde 2004, ultrapassando as 25.000 toneladas em 2010.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Cavaco convoca gestores topo para promover Portugal
Presidente reúne com 24 gestores de elite na sexta-feira, com o financiamento e promoção do país na agenda.
As palavras de Cavaco Silva no discurso de celebração do 25 de Abril deram o primeiro sinal do que pretende fazer: "Os portugueses são de novo chamados a explicar Portugal ao mundo e a valorizar o que temos de bom", disse há exactamente uma semana. Uma missão que levou o Presidente da República a convocar "todos os portugueses", mas para a qual conta, em especial, com o envolvimento de um grupo restrito de portugueses que ocupam lugares de topo em algumas das maiores empresas e organizações do mundo.
Esse grupo irá agora reunir-se com Cavaco Silva na próxima sexta-feira, 4 de Maio, no Conselho para a Globalização, num encontro à porta fechada na Cidadela de Cascais, para debater ideias à volta da promoção de Portugal no estrangeiro. A iniciativa, promovida pela COTEC Portugal e patrocinada pelo Presidente da República, contará com a presença de portugueses sediados em diferentes países - é o caso de António Horta Osório, do Lloyd's, Viana Baptista, do Credit Suisse de Portugal e Espanha, Carlos Tavares, do grupo Renault, José Duarte, da SAP, Henrique de Castro, da Google, ou Ricardo Monteiro, da Euro RSCG Worldwide, entre outros executivos da banca, telecomunicações, tecnologias, automóvel, bens de consumo, energia, química ou indústria.
Além dos portugueses, o grupo de 24 líderes inclui ainda gestores brasileiros e moçambicanos com fortes ligações empresariais a Portugal: José Édison, do grupo Camargo, Otávio Azevedo, presidente da Oi, Frederico Curado, da Embraer, ou Mário Machungo, do Millennium bim. A este grupo de reflexão irão juntar-se convidados especiais, como o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso (que já participou nos anteriores Conselhos para a Globalização), o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.
As palavras de Cavaco Silva no discurso de celebração do 25 de Abril deram o primeiro sinal do que pretende fazer: "Os portugueses são de novo chamados a explicar Portugal ao mundo e a valorizar o que temos de bom", disse há exactamente uma semana. Uma missão que levou o Presidente da República a convocar "todos os portugueses", mas para a qual conta, em especial, com o envolvimento de um grupo restrito de portugueses que ocupam lugares de topo em algumas das maiores empresas e organizações do mundo.
Esse grupo irá agora reunir-se com Cavaco Silva na próxima sexta-feira, 4 de Maio, no Conselho para a Globalização, num encontro à porta fechada na Cidadela de Cascais, para debater ideias à volta da promoção de Portugal no estrangeiro. A iniciativa, promovida pela COTEC Portugal e patrocinada pelo Presidente da República, contará com a presença de portugueses sediados em diferentes países - é o caso de António Horta Osório, do Lloyd's, Viana Baptista, do Credit Suisse de Portugal e Espanha, Carlos Tavares, do grupo Renault, José Duarte, da SAP, Henrique de Castro, da Google, ou Ricardo Monteiro, da Euro RSCG Worldwide, entre outros executivos da banca, telecomunicações, tecnologias, automóvel, bens de consumo, energia, química ou indústria.
Além dos portugueses, o grupo de 24 líderes inclui ainda gestores brasileiros e moçambicanos com fortes ligações empresariais a Portugal: José Édison, do grupo Camargo, Otávio Azevedo, presidente da Oi, Frederico Curado, da Embraer, ou Mário Machungo, do Millennium bim. A este grupo de reflexão irão juntar-se convidados especiais, como o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso (que já participou nos anteriores Conselhos para a Globalização), o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Crédito: bancos apertam mais e não esperam melhoria
Os bancos portugueses voltaram a apertar «ligeiramente» os critérios de concessão de crédito no primeiro trimestre do ano, revela o inquérito realizado pelo Banco de Porqugal a cinco grandes grupos bancários.
Segundo o relatório do inquérito, publicado esta quinta-feira, as dificuldades acrescidas aplicaram-se tanto a empresas como a particulares.
Na origem da maior restritividade esteve «uma perceção menos favorável dos riscos, bem como o aumento dos seus custos de financiamento e restrições de balanço».
Maiores exigências na hora de dar crédito «que se traduziram num aumento dos spreads aplicados (com especial ênfase nos empréstimos de maior risco), mas também na aplicação de outras condições contratuais ligeiramente mais restritivas».
No caso das empresas, o Banco de Portugal sublinha a redução das maturidades dos empréstimos, condições contratuais não pecuniárias (covenants) mais restritivas e o reforço das garantias exigidas. Por sua vez, no caso específico dos empréstimos a particulares para a aquisição de habitação, é digna de nota a maior exigência quanto ao rácio entre o valor do empréstimo e o valor da garantia.
Portugueses recorrem mais a poupanças
A procura de crédito por parte das empresas estabilizou e, no caso dos particulares, até diminuiu, sobretudo no crédito à habitação.
No plano empresarial, há «menores necessidades de financiamento para efeitos de investimento ou fusões/aquisições e reestruturação empresarial», mas ao mesmo tempo «as crescentes necessidades de financiamento de existências e de fundo de maneio, bem como de financiamento para a reestruturação da dívida, efeitos que se anularam entre si.
No caso dos particulares, «a diminuição da confiança dos consumidores, a deterioração
das perspetivas para o mercado da habitação, a retração nas despesas de consumo de bens duradouros e o crescente recurso a poupanças terão estado entre os fatores que mais contribuíram para a redução da procura de crédito».
Bancos queixam-se do efeito da crise da dívida
Para o segundo trimestre, a generalidade dos bancos não perspetiva critérios mais restritivos na concessão de empréstimos ou linhas de crédito a empresas. Também no que toca aos empréstimos a particulares, deverão manter-se os critérios na aprovação de crédito à habitação, mas pode haver um ligeiro agravamento da política de concessão de crédito ao consumo e outros fins.
Os bancos esperam um ligeiro aumento da procura de empréstimos por parte das pequenas e médias empresas (PME) e de empréstimos de curto prazo. No caso dos particulares, a maioria dos bancos perspetiva uma redução da procura de empréstimos para habitação, consumo e outros fins.
Os bancos reportaram ainda ao Banco de Portugal um «agravamento quer das suas condições de financiamento, quer dos critérios que aplicam na concessão de crédito» e salientaram, entre outros efeitos, «o impacto da redução do valor dos ativos de garantia de dívida soberana disponíveis para operações no mercado por grosso».
Segundo o relatório do inquérito, publicado esta quinta-feira, as dificuldades acrescidas aplicaram-se tanto a empresas como a particulares.
Na origem da maior restritividade esteve «uma perceção menos favorável dos riscos, bem como o aumento dos seus custos de financiamento e restrições de balanço».
Maiores exigências na hora de dar crédito «que se traduziram num aumento dos spreads aplicados (com especial ênfase nos empréstimos de maior risco), mas também na aplicação de outras condições contratuais ligeiramente mais restritivas».
No caso das empresas, o Banco de Portugal sublinha a redução das maturidades dos empréstimos, condições contratuais não pecuniárias (covenants) mais restritivas e o reforço das garantias exigidas. Por sua vez, no caso específico dos empréstimos a particulares para a aquisição de habitação, é digna de nota a maior exigência quanto ao rácio entre o valor do empréstimo e o valor da garantia.
Portugueses recorrem mais a poupanças
A procura de crédito por parte das empresas estabilizou e, no caso dos particulares, até diminuiu, sobretudo no crédito à habitação.
No plano empresarial, há «menores necessidades de financiamento para efeitos de investimento ou fusões/aquisições e reestruturação empresarial», mas ao mesmo tempo «as crescentes necessidades de financiamento de existências e de fundo de maneio, bem como de financiamento para a reestruturação da dívida, efeitos que se anularam entre si.
No caso dos particulares, «a diminuição da confiança dos consumidores, a deterioração
das perspetivas para o mercado da habitação, a retração nas despesas de consumo de bens duradouros e o crescente recurso a poupanças terão estado entre os fatores que mais contribuíram para a redução da procura de crédito».
Bancos queixam-se do efeito da crise da dívida
Para o segundo trimestre, a generalidade dos bancos não perspetiva critérios mais restritivos na concessão de empréstimos ou linhas de crédito a empresas. Também no que toca aos empréstimos a particulares, deverão manter-se os critérios na aprovação de crédito à habitação, mas pode haver um ligeiro agravamento da política de concessão de crédito ao consumo e outros fins.
Os bancos esperam um ligeiro aumento da procura de empréstimos por parte das pequenas e médias empresas (PME) e de empréstimos de curto prazo. No caso dos particulares, a maioria dos bancos perspetiva uma redução da procura de empréstimos para habitação, consumo e outros fins.
Os bancos reportaram ainda ao Banco de Portugal um «agravamento quer das suas condições de financiamento, quer dos critérios que aplicam na concessão de crédito» e salientaram, entre outros efeitos, «o impacto da redução do valor dos ativos de garantia de dívida soberana disponíveis para operações no mercado por grosso».
terça-feira, 17 de abril de 2012
PME: quatro passos para se orientar na crise
Tudo o que uma PME precisa de saber e decidir para resistir à recessão, à falta de crédito e ao risco de insolvência.
1 - Quais os negócios que estão a crescer
Sector a sector, saiba quais as actividades que mais estão a crescer e quais as que apresentam maior potencial de expansão. Uma avaliação que ajudará empreendedores e investidores a decidir em que negócio devem apostar e também gestores e empresários a perceber se a sua empresa está no caminho certo.
2 - Como concorrer a apoios para PME
Desde fundos comunitários a linhas de crédito no sector público e privado, conheça todos os apoios financeiros para PME disponíveis no mercado. Um guia útil no qual encontra ainda fontes de financiamento alternativo para resolver problemas imediatos de tesouraria, investir na exportação ou simplesmente crescer.
3 - Para onde vale a pena exportar
As exportações estão a funcionar como tábua de salvação de muitas empresas - mas, primeiro, é preciso identificar os mercados que melhor se adequam ao que se quer vender e estar atento aos riscos e oportunidades que aí surgem. Um guia com casos práticos e dados sobre os países que estão a atrair portugueses.
4 - Como recuperar uma empresa
O programa ‘Revitalizar' é um dos mecanismos mais recentes para apoiar empresas em dificuldades, mas com hipóteses de recuperação. Conheça todos os apoios que uma empresa pode solicitar para se reabilitar e assim evitar a insolvência, que passos deve seguir e, também, quando é o momento de fechar portas.
1 - Quais os negócios que estão a crescer
Sector a sector, saiba quais as actividades que mais estão a crescer e quais as que apresentam maior potencial de expansão. Uma avaliação que ajudará empreendedores e investidores a decidir em que negócio devem apostar e também gestores e empresários a perceber se a sua empresa está no caminho certo.
2 - Como concorrer a apoios para PME
Desde fundos comunitários a linhas de crédito no sector público e privado, conheça todos os apoios financeiros para PME disponíveis no mercado. Um guia útil no qual encontra ainda fontes de financiamento alternativo para resolver problemas imediatos de tesouraria, investir na exportação ou simplesmente crescer.
3 - Para onde vale a pena exportar
As exportações estão a funcionar como tábua de salvação de muitas empresas - mas, primeiro, é preciso identificar os mercados que melhor se adequam ao que se quer vender e estar atento aos riscos e oportunidades que aí surgem. Um guia com casos práticos e dados sobre os países que estão a atrair portugueses.
4 - Como recuperar uma empresa
O programa ‘Revitalizar' é um dos mecanismos mais recentes para apoiar empresas em dificuldades, mas com hipóteses de recuperação. Conheça todos os apoios que uma empresa pode solicitar para se reabilitar e assim evitar a insolvência, que passos deve seguir e, também, quando é o momento de fechar portas.
Crise dita fecho de 26 empresas por dia
O sector da restauração não está a conseguir resistir aos aumentos do IVA, à quebra do consumo, nem às medidas de austeridade. De acordo com dados da Coface, a que o Diário Económico teve acesso, registou-se um aumento de 143 por cento no número de restaurantes em falência, apenas no primeiro trimestre.
Mas note-se que este é apenas um dos muitos sectores em dificuldades. No conjunto dos três primeiros meses do ano houve um aumento de 51,5 por cento nas falências, ou seja, 26 empresas fecharam por dia.
Mas a realidade é ainda mais negra, conforme explica o presidente da CCP ao Diário Económico: «as falências são só uma parte muito pequena dos encerramentos. Trata-se apenas dos estabelecimentos que fecham com comunicação judicial, por existir uma impossibilidade formal em pagar as suas responsabilidades».
No entanto, note-se, os problemas não residem apenas ao nível da restauração. O sector do comércio registou o maior número de falências.
Mas note-se que este é apenas um dos muitos sectores em dificuldades. No conjunto dos três primeiros meses do ano houve um aumento de 51,5 por cento nas falências, ou seja, 26 empresas fecharam por dia.
Mas a realidade é ainda mais negra, conforme explica o presidente da CCP ao Diário Económico: «as falências são só uma parte muito pequena dos encerramentos. Trata-se apenas dos estabelecimentos que fecham com comunicação judicial, por existir uma impossibilidade formal em pagar as suas responsabilidades».
No entanto, note-se, os problemas não residem apenas ao nível da restauração. O sector do comércio registou o maior número de falências.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
S&P: Europa pode regressar ao crescimento este ano
A agência Standard & Poor's acredita que a economia europeia pode regressar ao crescimento ainda este ano. Num relatório publicado esta quarta-feira, a agência de ratings diz que a Europa pode começar a crescer no final deste ano, ainda de de forma «modesta», prolongando a retoma por 2013.
«A Alemanha e outros países do Norte da zona euro deverão assistir a um lento crescimento do PIB durante este ano, enquanto os seus vizinhos do Sul, como a Itália, Portugal e Espanha irão sentir os efeitos de uma recessão genuína», diz o economista chefe da agência, Jean-Michel Six.
A S&P diz que as injeções de liquidez por parte do Banco Central Europeu (BCE) no sistema financeiros e, por consequência, na economia, melhoraram a confiança dos agentes económicos, apontando para um aumento do consumo privado, a que deve somar-se o crescimento das exportações para os países emergentes, onde o crescimento continua a ser forte.
Entretanto, pela negativa, o índice composto da atividade da indústria transformadora feito pelo instituto Markit sugere «um possível regresso à recessão na Zona Euro», pelo facto de a melhoria no setor dos serviços não ter sido suficiente para contrabalançar a diminuição na produção da indústria transformadora.
«A Alemanha e outros países do Norte da zona euro deverão assistir a um lento crescimento do PIB durante este ano, enquanto os seus vizinhos do Sul, como a Itália, Portugal e Espanha irão sentir os efeitos de uma recessão genuína», diz o economista chefe da agência, Jean-Michel Six.
A S&P diz que as injeções de liquidez por parte do Banco Central Europeu (BCE) no sistema financeiros e, por consequência, na economia, melhoraram a confiança dos agentes económicos, apontando para um aumento do consumo privado, a que deve somar-se o crescimento das exportações para os países emergentes, onde o crescimento continua a ser forte.
Entretanto, pela negativa, o índice composto da atividade da indústria transformadora feito pelo instituto Markit sugere «um possível regresso à recessão na Zona Euro», pelo facto de a melhoria no setor dos serviços não ter sido suficiente para contrabalançar a diminuição na produção da indústria transformadora.
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segunda-feira, 12 de março de 2012
Exportações portuguesas voltam a crescer a bom ritmo
Depois da travagem forte no final do ano, as exportações voltaram a apresentar uma taxa de crescimento de dois dígitos.
As exportações portuguesas aumentaram 13,1% em Janeiro deste ano, um crescimento que contraria a forte desaceleração sentida no final do ano passado, segundo dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística.
Este crescimento homólogo repõe um bom ritmo de dois dígitos no que tem sido o único motor da economia nacional, abrindo a possibilidade de a acentuada desaceleração das exportações observada em Dezembro – mês em que cresceram 4,4% em termos homólogos – ter sido um fenómeno pontual, e não o início de uma nova tendência.
Ouro traz novo brilho às exportações
O crescimento das vendas para o exterior de 13,1% no arranque de 2012 deveu-se sobretudo a uma progressão recorde de 37,9% das vendas para mercados de países terceiros, mas também para os demais países da União Europeia, tendo as exportações intracomunitárias subido 5,9%, quando em Dezembro haviam sofrido, pela primeira vez em mais de um ano, um recuo, de 1,1%.
Refere o INE que o aumento das vendas para o mercado comunitário se ficou a dever, em particular, aos acréscimos registados na categoria "Outros produtos, nomeadamente no Ouro, incluindo o ouro platinado, em formas semimanufacturadas, para usos não monetários essencialmente para o mercado belga”.
Carros para a China também ajudam
Aparentemente insólita é também parte da explicação para a subida de 37,9% das exportações para países fora da UE, com o INE a constatar ter-se devido “principalmente aos acréscimos verificados nas exportações de Combustíveis minerais (nomeadamente gasolinas e óleos leves e gasóleo) e veículos e outro material de transporte, principalmente automóveis de passageiros com destino ao mercado chinês”.
Já as importações aumentaram em Janeiro 3,8% face ao valor registado no mesmo mês de 2011, “devido ao aumento das transacções de combustíveis minerais, verificado no comércio extracomunitário”. As compras de países terceiros subiram 29,8%, ao passo que as provenientes dos demais países comunitários desceram 4,7%.
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