Taxa nacional do IVA está entre as mais elevadas da Europa.
Portugal cobra mais impostos às famílias, empresas e com o IVA do que a média dos países da União Europeia a 27 e dos 17 da Zona Euro, revela esta segunda-feira o Eurostat.
O gabinete de estudos europeus mostra que a taxa média do IVA aumentou, até 30 de abril deste ano, para os 21% na UE27 e na Zona Euro para os 20%, enquanto em Portugal fixou-se nos 23%.
Portugal está, assim, ao nível das taxas de IVA mais elevadas na Europa, já que a máxima está nos 25% na Dinamarca e na Suécia e 27% na Hungria.
Ao mesmo tempo, a cobrança sobre os rendimentos individuais em Portugal até caiu face a 2011, mas ficou, ainda assim, acima da média europeia - nos 49%, contra 38,1% da UE27 e dos 43,2% dos países do euro.
Mas também as empresas portuguesas pagam mais impostos. Em Portugal, a taxa é de 31,5% (o que representa uma subida de 2,5% face a 2011), enquanto a média da UE27 fixa nos 23,5% e entre os pares da moeda única a média é de 26,1%.
Quanto à taxa implícita sobre o trabalho - que mostra a relação entre os impostos e as contribuições sociais pagas sobre o salário - , Portugal estava, em 2010, abaixo da média, fixando nos 23,4%. Na altura a média da UE27 era de 33,4% e na Zona Euro era de 34%. Itália atingia o topo com uma taxa de 42,6%. Malta situava-se no lado oposto da balança, com uma taxa de 21,7%.
Em 2010, Portugal, juntamente com Grécia, Espanha e Itália, estava no grupo dos países com menores taxas de cobrança ao consumo: por cá era de 17,4%, enquanto que na média dos 27 países da UE os impostos implícitos ao consumo ascendiam a 21,3%. Nesta matéria, ganha a Dinamarca, com uma taxa de 31,5%.
Última nota para os impostos implícitos sobre o capital que em Portugal tocavam os 30,7% em 2010, bem acima dos 23,3% da média da UE27 e dos 23,7% da Zona Euro. No topo da tabela está França (37,2%), enquanto no fim da lista está a Lituânia (6,8%).
Em 2010, as receitas fiscais sobre a propriedade mantiveram-se iguais de 2000 a 2010: nos 1,2% do PIB português, abaixo dos 4,2% do Reino Unido e dos 3,4% de França.
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