Foi um dos protagonistas do jantar de ontem em Bruxelas. Mariano Rajoy pediu uma resposta imediata à crise.
Espanha surgia ontem como o tema urgente de uma reunião preparada para discutir tudo e decidir nada. Mariano Rajoy, o primeiro ministro espanhol, entrou ontem na reunião de líderes europeus determinado a obter uma resposta imediata para a falta de liquidez na sua economia, reclamando aos seus parceiros um sinal para que o Banco Central Europeu ou o fundo de resgate intervenha, ou então se assegure um trajecto mais lento de consolidação. Portugal é um dos países mais expectantes com o que resultar nesta frente.
"A Europa precisa de dar uma resposta porque não podemos viver assim muito tempo. Não podemos continuar a viver com estas diferenças nas taxas de juro", disse Rajoy antes da cimeira. O apelo em tom desesperado bate certo com a lista enorme de opções que estavam em cima da mesa.
O BCE poderá intervir a qualquer momento, embora nem Berlim nem Frankfurt o desejem. Um trajecto mais lento para a redução do défice poderá ser proposto pela Comissão ainda este mês, mas uma decisão sobre o fundo de resgate recapitalizar a banca espanhola directamente só na cimeira de Junho poderia ser formalizado.
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