sexta-feira, 1 de junho de 2012

CIP defende corte da TSU para conduzir a salários mais elevados

O presidente da CIP, António Saraiva, defendeu hoje uma redução da Taxa Social Única (TSU) a cargo das empresas.

O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal defendeu hoje uma redução da Taxa Social Única (TSU) a cargo das empresas, salientando que isso poderia até conduzir a aumentos nos salários mais baixos.

"Tenho defendido que o salário mínimo, que todos reconhecemos que é baixo, tem que ser aumentado mas não levando às empresas uma carga salarial que as mesmas não possam suportar", salientou António Saraiva à margem da concertação social.

O presidente da CIP recordou que os trabalhadores com salário mínimo acabam por receber 430 euros líquidos (depois dos descontos) mas as "empresas têm que tirar das suas caixas 730 euros", já que o salário é pago 14 vezes em 12 meses, sobre o qual incide uma TSU de 23,75% e seguros obrigatórios.

"Um trabalhador, recebendo 485 [euros], desconta e recebe 430 [mas] à empresa custa-lhe 730 [euros]. Entre 430 que o trabalhador leva para casa e 730 que a empresa tem de esforço de tesouraria, há aqui campo para que o trabalhador leve mais dinheiro para casa e que a empresa possa ter um menor custo e que, por essa via, possamos trazer ao trabalho aqueles que dele estão afastados", explicou o dirigente.

António Saraiva não quis avançar valores concretos mas diz que esta medida teria que ser fiscalizada. Saraiva salienta que em causa não está um aumento do salário mínimo: "Estou a dizer que aos actuais valores do salário mínimo é possível encontrar formas de o trabalhador levar mais salário para casa e de as empresas verem reduzido esse valor", através da margem "em sede de TSU", explicou.

António Saraiva salientou que não foi discutida qualquer redução da TSU em concertação social mas entende que medidas nesse sentido podem ter "efeitos benéficos".

Hoje, o Jornal de Negócios noticiou que o Governo estava a preparar a isenção da TSU para empresas com jovens a receber salários mínimos. "Essa medida não foi hoje aqui referida", disse Saraiva salientando que tem havido conversas bilaterais com o Governo.

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