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quinta-feira, 7 de março de 2013

Santos Pereira quer renovar acordo de concertação na área do emprego


O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, anunciou que pretende renovar o acordo de concertação social na área do emprego. Para isso, será criado um grupo de trabalho com a participação dos parceiros sociais e que apresentará uma proposta de revisão das políticas activas de emprego dentro de “um ou dois meses”.

“Estamos aqui a falar de uma renovação do acordo de concertação social na área da criação de emprego e do combate ao desemprego”, destacou no final de uma reunião da comissão permanente de concertação social. O objectivo, continuou é “avançar o mais rapidamente com políticas ainda mais eficazes, de forma a travar a espiral do desemprego”, frisou o ministro.

Santos Pereira reconheceu uma vez mais que é necessário “melhorar a eficácia das políticas activas de emprego”. “Temos que rever, simplificar as nossas medidas, que nem sempre são bem percepcionadas pelas empresas e pelos empregadores”, justificou.

Do lado dos parceiros sociais, a CGTP – por considerar que fomentam a precarização do emprego - e a Confederação do Comércio e Serviços – porque defende que neste contexto de crise as empresas não estão a contratar - questionaram a eficácia das políticas activas de emprego. Enquanto a UGT defendeu a importância destas medidas.

No âmbito da discussão, a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) propôs a renovação extraordinária dos contratos a prazo até 2015, como uma forma de promover o emprego. Uma proposta que mereceu a rejeição da UGT e da CGTP.

Sobre o aumento do salário mínimo, e depois das declarações do primeiro-ministro na Assembleia da República, Santos Pereira escusou-se a responder às questões dos jornalistas. A CGTP voltou a colocar a questão durante a reunião e ficou o compromisso do Governo de voltar ao tema na próxima reunião de concertação social.

Assunção Cristas destaca internacionalização de empresas portuguesas na África Austral


A ministra da Agricultura do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território de Portugal, Assunção Cristas, destacou nesta terça-feira a internacionalização de empresas portuguesas na África Austral, apelando à partilha de conhecimento e tecnologia com estes mercados.

Falando aos jornalistas no final de uma visita a uma fábrica de sumos de capitais portugueses, nos arredores de Maputo, Assunção Cristas apontou a Sumol Compal Moçambique como "um bom exemplo de internacionalização de uma empresa portuguesa".

"É um exemplo muito importante de uma marca portuguesa com produção em Portugal sobejamente conhecida, de qualidade de excelência, que agora aposta em Moçambique produzindo localmente os seus sumos, procurando não só vender para o mercado moçambicano mas para todo o mercado que constitui a SADC" (Comunidade de Países da África Austral).

A governante disse que a entrada da empresa portuguesa no mercado moçambicano ajudou na "criação de emprego, transferência de conhecimento e de tecnologia, e de hoje para amanhã também pode ser uma forma de puxar pela produção local de alguns frutos que podem ser incorporados nos sumos".

"E isso significa um salto relevante e um projecto que ganha Moçambique e ganha Portugal", afirmou a ministra portuguesa.

Assunção Cristas assegurou que "da parte de Portugal há todo o empenho político em ajudar a resolver qualquer problema que venha a surgir" nesta unidade fabril, que produzirá sumos Compal e GUD destinados aos mercados vizinhos a Moçambique, aproveitando a inexistência de taxas aduaneiras na organização regional SADC.

“Há todo o empenho de fazer esta visita e dar visibilidade a este projeto e sinalizar o que é um bom exemplo de internacionalização de uma empresa portuguesa para que outros também possam seguir este exemplo".

A unidade fabril, localizada em Boane, arredores de Maputo, representa um investimento de 7,8 milhões de euros, irá garantir, no início, 70 postos de trabalho, e resulta de uma parceria entre a Sumol Compal África (detida pela Sumol Compal Portugal) e os empresários de Moçambique Adolfo Correia, da Tropigália, e Daniel David, do grupo Soico, que constituíram a Sumol Compal Moçambique.

"Quem comanda de facto este país é o ministro das Finanças"

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal - CIP não tem dúvidas: quem manda no país é Vítor Gaspar, que põe e dispõe como entende. "O ministro da Economia tem ideias, como a famosa questão dos 10% de IRC, mas esbarra na impossibilidade que o ministro das Finanças diz existir, porque quem comanda de facto este país, ao contrário do que toda a gente pensa, não é o primeiro-ministro - é o ministro das Finanças", afirma António Saraiva no programa da Renascença "Terça à Noite". 

O líder da CIP deixa duras críticas à actuação do Executivo de Pedro Passos Coelho e reconhece que "o acordo de concertação social mantém-se hohe muito mais por vontade dos parceiros do que do Governo, que tem, de uma forma errática, mantido a concertação social em banho-maria".

António Saraiva também não poupa o Presidente da República, que acusa de "um silêncio ensurdecedor". O presidente da CIP refere que Cavaco Silva está muito aquém daquilo que se esperaria de um Presidente num momento difícil como o que enfrenta Portugal. António Saraiva defende que o chefe de Estado devia empenhar-se em "exigir aos partidos acordos de regime". 

O antigo engenheiro da Lisnave critica ainda a posição de alguns patrões e banqueiros, que dizem que o país "aguenta, aguenta". António Saraiva discorda e afirma que não há mais nada para aguentar. "O país não aguenta mais austeridade. Os reformados não suportam mais cortes, os nossos jovens não podem continuar a emigrar. Receio que a conflitualidade social possa ocorrer sem se saber quando. Pode ocorrer a qualquer momento."

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal diz ter ficado com a convicção de que os financiadores de Portugal mudaram de ideias após o encontro com os representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Central Europeu (BCE) e da Comissão Europeia. 

"Achei-os finalmente disponíveis para estes dois factos: primeiro, diziam-nos que a economia portuguesa estava viciada em crédito e já reconhecem hoje que há carência de crédito na economia, da mesma maneira que reconhecem que tem de haver uma política fiscal amiga do investimento."

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Construtoras portuguesas em busca de negócios no Panamá

A crise no sector da construção em Portugal está fazer com que as empresas nacionais procurem avidamente novos mercados. A Prebuild, a DST/Visabeira e a Britalar estão hoje e amanhã no Panamá juntamente com uma representação institucional na tentativa de fazer novos contratos.

Na comitiva liderada pelo secretário de Estado da Economia, António Almeida Henriques, e o embaixador António Martins da Cruz, Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Panamá, estão empresas da área dos transportes, do software e da consultoria, como a Ferconsult (consultora, estudos e projectos de engenharia para transportes); a Alert (software dedicado a ambientes clínicos); a CRA – Coelho Ribeiro e Associados, Consultor da empresa Petaquilla; e o Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

É a primeira vez que o Governo de Portugal realiza uma missão a este mercado com objectivos de internacionalização económica e fomento da cooperação empresarial entre os dois países, segundo comunicado do ministério da Economia.

“A forte infraestruturação em curso no país e a abertura do canal do Panamá, em 2014, abrem portas de grande oportunidade à economia portuguesa”, refere o Secretário de Estado da Economia, Almeida Henriques. Em causa, estão segundo governante nomeadamente perspectivas de internacionalização de empresas portuguesas neste mercado, nos sectores da construção, transportes, energia e tecnologias de informação e comunicação.

Na agenda da missão empresarial, consta designadamente uma reunião com a administração da empresa local (Pentaquilla) responsável pela construção de grandes infra-estuturas portuárias e ferroviárias naquele país, assim como com a administração do Metro da Cidade do Panamá.

"A criação no futuro de um espaço económico exclusivo entre a Europa e os Estados Unidos da América reforça a importância estratégia das rotas marítimas entre o Panamá e o Portugal", defende ainda o Secretário de Estado Adjunto da Economia, Almeida Henriques.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

EDP sofre primeira perda de quota no mercado liberalizado em onze meses


O mercado livre de electricidade voltou a crescer em Janeiro e já tem quase 1,3 milhões de clientes, tendo a EDP reforçado a liderança no segmento doméstico, mas perdendo quota de mercado em todas as classes de consumo empresarial.

A EDP teve em Janeiro uma queda da sua quota no mercado liberalizado de electricidade, o que ocorreu pela primeira vez desde Março do ano passado. Segundo o último relatório da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), em Janeiro a EDP detinha 41,7% dos fornecimentos no mercado livre, abaixo dos 42,1% registados em Dezembro.

A última vez que a eléctrica presidida por António Mexia tinha sofrido uma descida da sua quota no abastecimento em mercado liberalizado foi em Fevereiro de 2012, quando a sua posição foi de 38,2%, abaixo da quota de 38,3% verificada em Janeiro. A partir daí a EDP vinha aumentando o seu peso nos fornecimentos do mercado liberalizado mês após mês.

Os dados da ERSE mostram que o mercado livre de electricidade atingiu em Janeiro um novo recorde de clientes, com quase 1,3 milhões de consumidores, cujo abastecimento representa já 62% de toda a electricidade consumida no País. Em Dezembro o mercado liberalizado tinha pouco mais de um milhão de clientes, representando cerca de 60% do consumo nacional.

A perda de quota da EDP em Janeiro foi balançada por um reforço da posição da Galp Energia, cuja quota passou de 3,6% para 4,4%. A companhia liderada por Manuel Ferreira de Oliveira conseguiu não só ganhar terreno ao grupo presidido por António Mexia, mas também às espanholas Endesa, Gas Natural Fenosa e Fortia, que tiveram ligeiros decréscimos das suas quotas de mercado. A posição da Iberdrola permaneceu inalterada face a Dezembro.

Apesar da ofensiva da Galp, a EDP conservou a liderança no abastecimento do mercado liberalizado, com a quota de 41,7%, surgindo a Endesa em segundo lugar, com 23,5%, e a Iberdrola em terceiro, com 21,2%. O quarto fornecedor é a Fortia, com 4,5%, logo seguida da Galp, com 4,4%. A Gas Natural Fenosa caiu para o quinto lugar, agora com 4,3% do volume de electricidade vendida no mercado liberalizado.

EDP perde nos segmentos empresariais

A deterioração da quota da EDP foi resultado, essencialmente, da perda de alguns consumos relevantes ao nível empresarial. No segmento de “grandes consumidores”, a posição da EDP caiu num só mês de 40,4% para 36%, espaço que terá sido preenchido sobretudo pela Iberdrola, que reforçou a sua quota nesta classe de consumo de 15,6% para 19%.

No segmento industrial, que é o que movimenta um maior volume de electricidade em Portugal, a quota da EDP também recuou, de 32,6% para 32,1%, perante os reforços conseguidos pela Endesa, de 29,1% para 29,4%, e pela Galp Energia, cuja posição subiu de 4,6% para 5,9%.

Também ao nível do fornecimento de electricidade a “pequenos negócios” a empresa liderada por Mexia sofreu um recuo semelhante, tendo a sua quota descido de 42,1% para 41,4%. A Iberdrola, a Gas Natural Fenosa e a Galp Energia melhoraram as suas posições no abastecimento a pequenas empresas.

Entre as famílias a EDP é ainda mais líder

Contrariamente à evolução nos consumos empresariais, a EDP conseguiu em Janeiro reforçar a sua posição junto dos clientes domésticos, que garantem um elevado número de consumidores, embora tenham ainda um peso minoritário na quantidade de energia consumida.

Em Janeiro a EDP detinha 83,3% dos abastecimentos às famílias no mercado liberalizado, melhorando em um ponto percentual a quota de 82,3% com que tinha encerrado o ano 2012, mostram os números da ERSE.

A Galp Energia, concorrente com uma oferta doméstica similar à da EDP Comercial, não conseguiu capitalizar a sua aposta no mercado residencial da mesma forma. A companhia liderada por Manuel Ferreira de Oliveira melhorou a sua quota no fornecimento a famílias, mas apenas em 0,1 pontos percentuais, de 4,5% para 4,6%.

A Endesa, o segundo maior fornecedor a clientes domésticos do mercado liberalizado, não evitou uma queda da sua posição, tendo a quota da empresa presidida por Nuno Ribeiro da Silva recuado de 10,6% para 9,1%. Um valor distante do peso que a eléctrica espanhola vinha construindo até ao ano passado, em que chegou a ter uma quota de 14,8% em Maio.

PKO da Polónia interessado no Millennium Bank

O maior banco polaco em activos, o PKO, mostra interesse em adquirir a unidade do Millennium BCP no país, não confirmando se já fez uma proposta formal pelo banco.

O Powszechna Kasa Oszczednosci Bank Polski S.A. (PKO), um banco estatal polaco, estará interessado em adquirir a unidade polaca do BCP, disse em entrevista ao jornal polaco Rzeczpospolita.

"Assumir o controlo de um banco com uma presença forte nas maiores cidades e uma presença bem desenvolvida entre os clientes mais abastados faz sentido do ponto de vista empresarial", disse Zbigniew Jagiello, o presidente do BKO.

"O Millennium enquadra-se potencialmente nesses critérios e a sua compra faria com que o banco deixasse de ter de fazer mais aquisições nos próximos anos", acrescentou o CEO do banco, que recentemente renovou a sua oferta por um banco mais pequeno, o Post Bank.

Contactada pelo Negócios, fonte oficial do BCP não fez comentários à entrevista do CEO do PKO. A operação levaria o banco português a sair de um mercado que Nuno Amado, o presidente do BCP, considerou “estratégico” no início deste mês.

Na apresentação de resultados do BCP, Nuno Amado disse, em relação às notícias de que a Comissão Europeia estaria a pressionar o BCP a vender o Milllenium Bank Poland como um dos “remédios” para a ajuda estatal, que nas negociações com Bruxelas “tentarei defender o melhor que souber os interesses do banco”.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Colômbia lidera grandes apostas de investimento

A América Latina está a atrair grandes grupos nacionais. Mas há mais oportunidades na mira em África e na China.

As empresas portuguesas estão a construir uma nova ponte sobre o Atlântico, empurradas pela degradação económica do país e da Europa. E, entre os novos destinos, Colômbia demarca-se em 2013 como o alvo favorito dos negócios portugueses. A desconfiança que este país transmitia foi superada e a sua economia em crescimento passou a ser encarada como um mar de oportunidades. A América Latina é hoje uma região atractiva para o investimento português. Mas não é a única: outros mercados como China, África do Sul, Médio Oriente e ainda Angola são países que continuam a captar atenções.


A Jerónimo Martins (JM) estreia-se já neste trimestre na Colômbia, mercado onde prevê abrir 30 lojas ao longo do ano. A ambição do grupo retalhista é deter até final de 2015 um parque de 150 lojas, o que implica um investimento de 400 milhões de euros. E não é só Soares dos Santos que olha para este mercado. A Sonae Sierra, que já constituiu uma empresa de prestação de serviços neste país sul-americano, também pretende investir no desenvolvimento de centros comerciais.