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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Colômbia lidera grandes apostas de investimento

A América Latina está a atrair grandes grupos nacionais. Mas há mais oportunidades na mira em África e na China.

As empresas portuguesas estão a construir uma nova ponte sobre o Atlântico, empurradas pela degradação económica do país e da Europa. E, entre os novos destinos, Colômbia demarca-se em 2013 como o alvo favorito dos negócios portugueses. A desconfiança que este país transmitia foi superada e a sua economia em crescimento passou a ser encarada como um mar de oportunidades. A América Latina é hoje uma região atractiva para o investimento português. Mas não é a única: outros mercados como China, África do Sul, Médio Oriente e ainda Angola são países que continuam a captar atenções.


A Jerónimo Martins (JM) estreia-se já neste trimestre na Colômbia, mercado onde prevê abrir 30 lojas ao longo do ano. A ambição do grupo retalhista é deter até final de 2015 um parque de 150 lojas, o que implica um investimento de 400 milhões de euros. E não é só Soares dos Santos que olha para este mercado. A Sonae Sierra, que já constituiu uma empresa de prestação de serviços neste país sul-americano, também pretende investir no desenvolvimento de centros comerciais.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Precisamos de empreendedores para puxar o país para a frente"

Ministro da Economia diz que Portugal precisa de espírito empreendedor para dar a volta à crise e retomar o caminho do crescimento.

"Precisamos de empreendedores para puxar o país para a frente", afirmou o governante na sessão de encerramento da conferência "Energia de Portugal", promovida pelo jornal Expresso em parceria com a EDP, Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a SAGE, que decorreu na reitoria da Universidade de Lisboa.

"Ninguém pode ter a mínima dúvida que Portugal vai dar a volta a esta crise", disse Santos Pereira, lembrando que nos quase 900 anos de história os portugueses sempre souberam reagir às dificuldades e reerguerem-se.

O ministro apontou para o exemplo dos Estados Unidos da América (EUA), onde 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e 10% do emprego estão ligados às áreas do capital de risco.

"Os capitais têm que estar virados para as empresas mais inovadoras", salientou, sublinhando que a fusão das três empresas de capital de risco estatais numa única entidade, a Portugal Ventures, promovida pelo Governo, lança "o verdadeiro capital de risco público" em Portugal.

Segundo o governante, os setores das tecnologias de informação, das comunicações, das energias, do turismo, da agricultura e do mar estão entre os que melhor poderão aproveitar esta forma de financiamento alternativo ao crédito bancário.

"Os grandes empreendedores têm que trabalhar muito e ter muita determinação e é essa mentalidade empreendedora que vai dar a volta à situação de Portugal", frisou.

"O Estado é que tem que apoiar os empresários, e não ao contrário. Agora, não pode ser através da política do apoio, do subsídio e da ajudinha, como nos últimos anos", concluiu.

Já Francisco Pinto Balsemão, presidente do Grupo Impresa (que detém o Expresso), afirmou no mesmo evento que "criar um negócio próprio não é um caminho fácil, mas o recurso aos 'business angels' e ao capital de risco abre imensas oportunidades".

O empresário sublinhou que "Portugal enfrenta imensos desafios para relançar a sua economia" e que são iniciativas do estilo da "Energia de Portugal", que promove o encontro entre empreendedores e financiadores, que podem ajudar nesse caminho do crescimento.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Chipre vai pedir resgate à Rússia e à zona euro

O Chipre vai pedir esta semana à Rússia um empréstimo entre os 3.000 e os 5.000 milhões de euros, e depois pedirá ajuda adicional à zona euro, disseram hoje diplomatas cipriotas à agência France Presse.

"Primeiro vamos tentar obter um empréstimo bilateral da Rússia", disse um diplomata, que pediu anonimato. O pedido de ajuda à Rússia deverá ser feito ainda esta semana.

Na próxima semana, e segundo as mesmas fontes, Chipre deverá pedir ajuda para o seu sistema financeiro à zona euro, em moldes semelhantes aos do resgate concedido à Espanha.

Na semana passada, o vice-ministro dos Assuntos Europeus cipriota, Andreas Mavroyiannis, admitiu a possibilidade de o Chipre recorrer a empréstimos bilaterais de países exteriores à União Europeia.

O Chipre é membro da zona euro desde 2008, e será o quinto país da "eurolândia" a recorrer a resgates financeiros desde o início da crise das dívidas soberanas.

Um resgate de cinco mil milhões de euros para o Chipre seria de proporções semelhantes ao negociado entre Portugal e a 'troika', tendo em conta a dimensão das duas economias. Portugal pediu à 'troika' 78 mil milhões de euros, dos quais 12 mil milhões destinados à recapitalização do sector bancário.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Trabalho por tarefas é saída para o desemprego

A adversidade económica que afecta o país está a provocar uma escalada na taxa de desemprego nacional que já supera os 15,2%, segundo o Eurostat. Mas esta mesma crise está a gerar oportunidades de trabalho para muitos profissionais. Oportunidades sustentadas por uma cultura de meritocracia e talento, num modelo onde o contrato de trabalho é o menos relevante. Os freelancers estão a ganhar expressão e os portugueses estão cada vez mais orientados para trabalhar por tarefas.

A crise nacional está a levar as empresas à prudência nas contratações, como forma de controlar os custos fixos e os encargos com recursos humanos. Mas apesar desta contenção, o investimento das empresas e a sua aposta em novas áreas de negócio, mais lucrativas, não pára. Às organizações, continuam a faltar trabalhadores de talento e com mérito para ajudar a vencer a crise em Portugal ou noutros mercados. O que mudou e está a mudar é o modelo de trabalho. Se antes ter um contrato ou ser efectivo era a ambição máxima de qualquer profissional, hoje há cada vez mais profissionais de talento, altamente qualificados, a trabalhar por tarefas ou projectos.

Há uma clara diferença entre ter um emprego e ter trabalho. E a distinção é cada vez mais nítida. Luís Pedro Martins, economista de formação, e Saurabh Khanna acreditam que o mundo se orienta, cada vez mais, para a segunda hipótese: conquistar trabalho. E foi por isso que criaram em Portugal uma plataforma pensada para ajudar os profissionais a vender o seu trabalho. A Zaask.com está online o sucesso que alcançou desde o primeiro minuto é a prova de o mercado de trabalho português enfrenta uma revolução e uma mudança de mentalidade. A segurança não é um mito, mas conquista-se a pulso, num trabalho que é constante e onde a melhor montra de qualquer profissional não é a universidade onde se licenciou ou a média com que concluiu o curso, é a qualidade do trabalho desenvolvido. 

Luís Pedro Martins insiste em salientar que “crise, em chinês, significa oportunidade”. O mentor da Zaask - o site onde os freelancers se encontram com quem precisa do seu trabalho - acredita que a crise nacional não eliminou as oportunidades, apenas as modificou. “As oportunidades estão lá, mas mudaram. já não são as mesmas porque as necessidades das empresas e das pessoas também mudaram”, explica acrescentando que “é necessária uma adaptação a uma nova realidade por parte dos profissionais”. Uma mudança de mentalidade em relação ao trabalho que passa por assumir o desempenho da actividade profissional em regime de freelancer, como um modo de vida que não só pode permitir o enriquecimento curricular e profissional, como também pode ser um importante contacto junto de potenciais empregadores. Em situações de adversidade e desemprego estar activo no mercado, seja de que forma for, só pode ser encarado como oportunidade. É esta a premissa da Zaask e de outras plataformas semelhantes que existam no mercado. “O que os mercados online como este fazem é tornar evidentes as necessidades e as oportunidades das empresas e facilitar a adaptação de quem quer trabalhar ao que é procurado”, explica. 

A empresa parte de um conceito simples: existem tarefas que, se pudéssemos, pagaríamos a alguém com talento para as realizar. A Zaask recorre à tecnologia para promover o encontro entre quem quer desempenhar tarefas (os taskers) e quem precisa que essas tarefas sejam realizadas (os askers). O acesso à plataforma é gratuito e desde que começou a funcionar, no mês passado, a plataforma já reúne uma comunidade de mais de cinco mil taskers e quase três mil askers. Uma adesão que leva um dos mentores do projecto a perspectivar a breve prazo uma expansão do projecto para Espanha, Brasil e Reino Unido, antevendo que daí resulte também um alargamento das oportunidades de trabalho dos freelancers portugueses. 

Segundo Luís Pedro Martins, cerca de 70% dos taskers inscritos possuem formação superior e estão em situação de desemprego. Para o líder do projecto, “a plataforma tem vantagens claras para quem quer trabalhar já que possibilita gerar rendimento, há adaptação automática à procura e dá ao profissional a oportunidade de se expor, mostrar o seu talento e ser avaliado”. 

É neste último ponto que reside para Luís o grande “charme” do projecto: o mérito. “A qualidade do trabalho tende a aumentar. O freelancer tem mais incentivo para realizar um bom trabalho porque sabe que a sua avaliação será pública e se for positiva terá mais possibilidade para angariar novos clientes. Uma cultura de meritocracia que nem sempre acontece nas empresas”, argumenta. O líder da Zaask enfatiza que esta tendência que só agora chega a Portugal é já um sucesso em inúmeros países e uma forma de rendimento para profissionais de áreas tão distintas como a arquitectura, o direito, marketing, design, comunicação, engenharia, outros técnicos como canalizadores, electricistas, carpinteiros, etc. “Este modelo de trabalho pode ser particularmente relevante para profissionais mais seniores que têm características que os distinguem, como a disponibilidade, experiência e disponibilidade de tempo, mas também para os recém-licenciados que são cada vez mais qualificados e cheios de energia e talento para desempenharem tarefas com qualidade”, explica Luís Martins.

O responsável reconhece que trabalhar por tarefas implica o risco de não ter trabalho, mas acrescenta que esse risco já é real para inúmeros profissionais por conta de outrem. Há pois que mudar a mentalidade, adaptar-se ao mercado e descobrir uma forma de trabalho onde o mérito e a determinação são o principal trunfo.

Como ser um freelancer de sucesso

Mérito é a palavra-chave para qualquer profissional que aposte em ganhar a vida trabalhando por tarefas ou projectos. Os freelancers têm vindo a ganhar terreno, mas a conquista pelo trabalho “certo”, ou pelo menos regular, faz-se a pulso num mercado onde a concorrência é muita e, cada vez mais, feroz. 

Trabalhar como freelancer ou por tarefas tem vantagens, mas também tem desvantagens. É um modo de vida com altos e baixos, onde a segurança de um salário certo não existe e por isso, a estes profissionais resta fazer valer o seu mérito e a qualidade do seu trabalho para conquistar novos clientes. Ter consciência deste modo de vida, é o primeiro grande trunfo para vencer no mercado de trabalho, sem qualquer contrato a não ser consigo mesmo. 

Deve lembrar-se que viver assim não é uma contingência da realidade laboral, mas antes uma atitude profissional e a partir dai, gerir a sua reacção não com um patrão, mas com vários. tantos quantas as tarefas que desempenhar. 

Estabelecer um horário de trabalho, como se trabalhasse por conta de outrem, pode ajudá-lo. O sucesso de ser independente passa por ter as mesmas rotinas de quem tem um emprego. Deve também organizar os seus cartões-de-visita e ter sempre um portefólio actualizado dos seus trabalhos. 

As redes sociais e as plataformas de trabalho especializadas em freelancers são ferramentas que não deve negligenciar. A qualidade do seu trabalho é a sua montra no mercado e deve, antes de mais, aprender a vender a sua imagem enquanto profissional. Deve investir tempo a perceber a forma como se expõe e apresenta ao mercado. Lembre-se de um factor de máxima importância: aceite apenas as tarefas que conseguir cumprir com mérito, qualidade e dentro dos prazos. Você é a sua própria montra, pelo que não é aconselhável agarrar todos os trabalhos só para ganhar dinheiro. Qualquer falha ou incumprimento é o fim do freelancer no mercado.