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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Colômbia lidera grandes apostas de investimento

A América Latina está a atrair grandes grupos nacionais. Mas há mais oportunidades na mira em África e na China.

As empresas portuguesas estão a construir uma nova ponte sobre o Atlântico, empurradas pela degradação económica do país e da Europa. E, entre os novos destinos, Colômbia demarca-se em 2013 como o alvo favorito dos negócios portugueses. A desconfiança que este país transmitia foi superada e a sua economia em crescimento passou a ser encarada como um mar de oportunidades. A América Latina é hoje uma região atractiva para o investimento português. Mas não é a única: outros mercados como China, África do Sul, Médio Oriente e ainda Angola são países que continuam a captar atenções.


A Jerónimo Martins (JM) estreia-se já neste trimestre na Colômbia, mercado onde prevê abrir 30 lojas ao longo do ano. A ambição do grupo retalhista é deter até final de 2015 um parque de 150 lojas, o que implica um investimento de 400 milhões de euros. E não é só Soares dos Santos que olha para este mercado. A Sonae Sierra, que já constituiu uma empresa de prestação de serviços neste país sul-americano, também pretende investir no desenvolvimento de centros comerciais.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Vaga de seis missões empresariais chega a Moçambique até Dezembro

Grupos da construção, calçado, têxtil, agro-alimentar e engenharia procuram novos negócios.

Grupos como a Dielmar, Kyaia ou Pedreira estão de malas feitas para Moçambique. Nas próximas quatro semanas, mais de 50 empresas portuguesas preparam-se para viajar para o país da África Austral à procura de oportunidades de negócio. São empresas dos mais variados sectores de actividade, desde a construção, calçado, têxtil, engenharia ou agro-alimentar, divididas por seis missões empresariais.

O crescimento económico que Moçambique tem registado nos últimos anos, e o potencial que a descoberta de recursos naturais como o gás lhe veio conferir, tornou-o um mercado bastante atractivo. "Moçambique está entre os dez países do mundo que mais cresceram na última década [7,9%], prevendo-se que continue a ser uma das economias com maiores índices de crescimento a nível global", explica Francisco Balsemão, presidente da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários), organismo que tem desde segunda-feira uma comitiva em Maputo.

Os empresários da missão da ANJE vão participar em vários "encontros institucionais com entidades locais, com o objectivo de abrir portas aos empresários portugueses e fornecer informações diversas sobre o mercado", adianta fonte da associação.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Empresas tentam cativar fundo de mil milhões do Banco da China

Missão com 50 empresas em Macau para reforçar a presença na China.

As empresas portuguesas estão a tentar cativar o Banco da China para financiar os seus projectos em território chinês, mas também no Mercosul e em África. A missão de 50 empresas que se encontra em Macau, na Feira Internacional, poderá vir a estrear este fundo de mil milhões de dólares.

O fundo, que apoia projectos de investimento no âmbito da lusofonia e das economias portuguesa e dos PALOP, pertence ao Fórum Internacional de Macau mas a gestão está a cargo do Banco da China. O Diário Económico sabe que hoje haverá contactos e reuniões informais entre responsáveis da instituição e o secretário de Estado adjunto da Economia, António Almeida Henriques, que integra a missão empresarial que chegou quarta-feira a Macau.

"Estamos nesta viagem para aprofundar o conhecimento do mercado macaense e chinês, reforçar a parceria com os actuais clientes e garantir uma maior distribuição dos nossos produtos angariando novos parceiros", explica o presidente executivo do grupo Montalva, que integra a missão. Carlos Mota sublinha que o objectivo é tentar contornar o actual embargo à carne de porco portuguesa - que não se aplica, por exemplo, à carne espanhola - penetrando através de Hong Kong e Macau. Se no início do ano o grupo trabalhava apenas com dois parceiros, agora já conta com quatro, um sinal da "aceitação positiva dos produtos", segundo Carlos Mota. O responsável avança que este ano deverá exportar cerca de 300 mil euros para este mercado (em carne de porco, salsichas e presunto pata negra), o que representa um aumento de 50% face ao ano passado, e espera duplicar este valor em 2013. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dívida do Estado cresce a um ritmo de 74 milhões por dia

Dívida directa do Estado é de 194,4 mil milhgões de euros.

A dívida directa do Estado não pára de crescer. Isto numa altura em que os particulares portugueses estão cada vez mais relutantes em investir em certificados de aforro ou do tesouro. A dívida situou-se no final de Maio em 194,4 mil milhões de euros, mais 54 mil milhões de euros que em Maio de 2010, altura em que a crise de dívida soberana começou a amedrontar a Europa com o primeiro resgate à Grécia. Foi uma subida de 38,6%, um aumento de 74 milhões de euros por dia.

Com a saída dos investidores de retalho e com a falta de acesso ao mercado de dívida de médio e longo prazo, os fundos da ‘troika' foram ganhando um peso cada vez maior no total da dívida do Estado. No final de Maio, a UE e o FMI já tinham emprestado a Portugal 55,6 mil milhões de euros, valor que corresponde a quase 30% da dívida directa do Estado. A juntar a isto estão ainda as obrigações do tesouro compradas pelo BCE ao abrigo do programa de compras no mercado secundário. Frankfurt não especifica as compras por país.

Para o economista da Informação de Mercados Financeiros, Filipe Garcia, "quanto maior for o peso da dívida à ‘troika' maior a dificuldade em substituí-la por outra. Era bom que a dívida estivesse mais disseminada".

Além disso, existe a questão da senioridade, já que se os credores oficiais tiverem estatuto preferencial sobre os outros investidores torna a dívida portuguesa menos atractiva para os mercados. Isto porque se, num cenário de reestruturação, a UE, o FMI e o BCE não assumirem prejuízos, à semelhança do que aconteceu no perdão da dívida grega, quanto maior o peso destas entidades no total de ‘stock' de dívida, maior o ‘haircut' (corte no valor das obrigações) que terá de ser aplicado aos privados.

Só desde o início do ano, a dívida directa do Estado aumentou 19,5 mil milhões de euros, uma subida de 11%. Só desde o início do ano, a ‘troika' emprestou 19,7 mil milhões de euros a Portugal. Já em Obrigações do Tesouro o total de dívida em ‘stock' era de 102 mil milhões de euros em Maio, data dos últimos dados disponibilizados pelo IGCP, sendo que esse número deverá ter diminuído em Junho, já que o Estado amortizou uma linha de obrigações.