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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Vaga de seis missões empresariais chega a Moçambique até Dezembro

Grupos da construção, calçado, têxtil, agro-alimentar e engenharia procuram novos negócios.

Grupos como a Dielmar, Kyaia ou Pedreira estão de malas feitas para Moçambique. Nas próximas quatro semanas, mais de 50 empresas portuguesas preparam-se para viajar para o país da África Austral à procura de oportunidades de negócio. São empresas dos mais variados sectores de actividade, desde a construção, calçado, têxtil, engenharia ou agro-alimentar, divididas por seis missões empresariais.

O crescimento económico que Moçambique tem registado nos últimos anos, e o potencial que a descoberta de recursos naturais como o gás lhe veio conferir, tornou-o um mercado bastante atractivo. "Moçambique está entre os dez países do mundo que mais cresceram na última década [7,9%], prevendo-se que continue a ser uma das economias com maiores índices de crescimento a nível global", explica Francisco Balsemão, presidente da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários), organismo que tem desde segunda-feira uma comitiva em Maputo.

Os empresários da missão da ANJE vão participar em vários "encontros institucionais com entidades locais, com o objectivo de abrir portas aos empresários portugueses e fornecer informações diversas sobre o mercado", adianta fonte da associação.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Aveiro, Porto e Braga são os distritos com mais insolvências

O número de insolvências no primeiro semestre aumentou 41,6%, em termos homólogos, sendo que os distritos com mais incidentes são os de Aveiro, Porto e Braga, avança a Coface Serviços, no recente estudo sobre Acções de Insolvência, Créditos Vencidos e Constituições.

Naqueles distritos estão 82% das empresas activas da fileira moda. Estão ainda 45,9% das empresas de madeira e cortiça e 46,6% das empresas de mobiliário. Estas empresas contribuíram, no seu conjunto, para 46,7% das insolvências (2056) e com 57% do aumento das insolvências (737 empresas). No entanto, estes municípios têm apenas 30,4% do total das empresas.

Em contraste, Lisboa com 27,3% do total das empresas activas do país, contribuiu com apenas 14,3% para o aumento das insolvências (185 empresas). A capital tem na sua estrutura empresarial os segmentos com menos incidentes, caso do alimentar, saúde, cultura, turismo e lazer, transportes aéreos, comunicações e logística.

As fileiras e sectores de actividade mais determinantes para as insolvências e incumprimentos junto de instituições financeiras permanecem iguais ao semestre de 2011, são a construção e imobiliário/lar. Depois vem a fileira da distribuição não automóvel e a seguir vem a moda, que inclui calçado e vestuário. Esta fileira tem sido menos penalizada, o que pode ser entendido como o resultado de uma estratégia destas empresas que se centram na exportação.

No primeiro semestre o número de insolvências cresceu com mais 1291 empresas, tendo chegado aos 4395 casos.