O número de insolvências no primeiro semestre aumentou 41,6%, em termos homólogos, sendo que os distritos com mais incidentes são os de Aveiro, Porto e Braga, avança a Coface Serviços, no recente estudo sobre Acções de Insolvência, Créditos Vencidos e Constituições.
Naqueles distritos estão 82% das empresas activas da fileira moda. Estão ainda 45,9% das empresas de madeira e cortiça e 46,6% das empresas de mobiliário. Estas empresas contribuíram, no seu conjunto, para 46,7% das insolvências (2056) e com 57% do aumento das insolvências (737 empresas). No entanto, estes municípios têm apenas 30,4% do total das empresas.
Em contraste, Lisboa com 27,3% do total das empresas activas do país, contribuiu com apenas 14,3% para o aumento das insolvências (185 empresas). A capital tem na sua estrutura empresarial os segmentos com menos incidentes, caso do alimentar, saúde, cultura, turismo e lazer, transportes aéreos, comunicações e logística.
As fileiras e sectores de actividade mais determinantes para as insolvências e incumprimentos junto de instituições financeiras permanecem iguais ao semestre de 2011, são a construção e imobiliário/lar. Depois vem a fileira da distribuição não automóvel e a seguir vem a moda, que inclui calçado e vestuário. Esta fileira tem sido menos penalizada, o que pode ser entendido como o resultado de uma estratégia destas empresas que se centram na exportação.
No primeiro semestre o número de insolvências cresceu com mais 1291 empresas, tendo chegado aos 4395 casos.
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