quinta-feira, 19 de julho de 2012

Investimento estrangeiro líquido no país triplicou até maio

O saldo do Investimento Direto Estrangeiro (IDE) - aquele que acaba por ficar na economia - está a dar sinais de forte recuperação, muito à boleia do dinheiro que entrou no país com a privatização da REN a investidores chineses.

De acordo com o Banco de Portugal, o IDE líquido acumulado valia 4,679 mil milhões de euros nos primeiros cinco meses deste ano, um valor 239% maior do que o registado no mesmo período de 2011.

A entrada de investidores estrangeiros no país - seja através de operações de investimento produtivo e real, seja através de atividades especulativas, que criam pouco ou nenhum emprego, mas geram grandes volumes de negociação - ascendeu a 17,6 mil milhões de euros no período em análise (mais 19% em termos homólogos), ao passo que a saída de dinheiro teve uma redução de 4%, para 12,9 mil milhões.

Os registo do IDE costumam ser muito irregulares devido à natureza puramente financeira de muitas atividades classificadas como tal pelo banco central.

O boletim estatístico de maio mostra, por exemplo, que apesar da recuperação forte do IDE através da venda de participações de empresas e posições nacionais a acionistas estrangeiros, a crise de confiança continua a refletir-se no nível de lucros reinvestidos. Os investidores aplicam cá o dinheiro, mas acabam por não o estacionar durante muito tempo na economia.

A rubrica dos lucros reinvestidos cai assim 9%, estando a acelerar desde o início do ano. Em 2011, tinha sofrido um colapso de 52%. Até maio deste, os lucros reinvestidos ascendem a 489,8 milhões de euros.

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