Mostrar mensagens com a etiqueta Aveiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aveiro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sector do calçado é um "sinal de esperança" para o País

O Governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, destacou hoje a evolução do sector do calçado em Portugal, considerando que se trata de um "sinal de esperança" para o país.

Carlos Costa, que falava durante a abertura da 2.ª Conferência da Central de Balanços do Banco de Portugal, em Aveiro, lembrou que o sector do calçado passou de um sector sem futuro, há 30 anos, para "um dos sectores basilares do sucesso das exportações portuguesas".

"Quando se olha para evolução do valor acrescentado por activo, para a evolução das exportações, para a evolução da quotas de mercado e para a criação de valor do sector, verificamos que é um caso de sucesso", disse o governador do BdP.

Esta mudança no sector do calçado, segundo o mesmo responsável, deveu-se a uma estratégia assente em três pontos: "absorção de conhecimento, melhoria da organização e da capacidade de produção e um processo de cooperação ao nível do sector em torno da respectiva associação".

Por trás da história do sector do calçado, o Governador do BdP diz que se esconde um sinal de esperança de podermos contar com todos os outros sectores, assim eles adoptem estratégias idênticas.

"Não há empresas condenadas. Há é estratégias condenadas. A primeira estratégia condenada é a da inércia", vincou Carlos Costa, acrescentando que o desenvolvimento económico "faz-se com os empresários que temos e com as empresas que temos".

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Aveiro, Porto e Braga são os distritos com mais insolvências

O número de insolvências no primeiro semestre aumentou 41,6%, em termos homólogos, sendo que os distritos com mais incidentes são os de Aveiro, Porto e Braga, avança a Coface Serviços, no recente estudo sobre Acções de Insolvência, Créditos Vencidos e Constituições.

Naqueles distritos estão 82% das empresas activas da fileira moda. Estão ainda 45,9% das empresas de madeira e cortiça e 46,6% das empresas de mobiliário. Estas empresas contribuíram, no seu conjunto, para 46,7% das insolvências (2056) e com 57% do aumento das insolvências (737 empresas). No entanto, estes municípios têm apenas 30,4% do total das empresas.

Em contraste, Lisboa com 27,3% do total das empresas activas do país, contribuiu com apenas 14,3% para o aumento das insolvências (185 empresas). A capital tem na sua estrutura empresarial os segmentos com menos incidentes, caso do alimentar, saúde, cultura, turismo e lazer, transportes aéreos, comunicações e logística.

As fileiras e sectores de actividade mais determinantes para as insolvências e incumprimentos junto de instituições financeiras permanecem iguais ao semestre de 2011, são a construção e imobiliário/lar. Depois vem a fileira da distribuição não automóvel e a seguir vem a moda, que inclui calçado e vestuário. Esta fileira tem sido menos penalizada, o que pode ser entendido como o resultado de uma estratégia destas empresas que se centram na exportação.

No primeiro semestre o número de insolvências cresceu com mais 1291 empresas, tendo chegado aos 4395 casos.