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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Banca portuguesa vai ser "motor do crescimento económico", diz presidente da APB

A banca portuguesa está preparada para financiar a economia e contribuir para a estabilidade do sistema e para o crescimento económico, constituindo-se como o seu motor, defendeu em declarações à agência Lusa Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB).

"A banca portuguesa vai estar na primeira linha do apoio ao crescimento económico e constituir-se como o seu motor, apoiando a exploração corrente das empresas, os investimentos para a sua modernização e os novos investimentos, designadamente no setor dos bens transacionáveis", afirma o líder da APB.

"A concessão de crédito às empresas com balanços saudáveis, às empresas competitivas e inovadoras, às que apresentam bons projetos, é uma das funções principais que a banca cumpre", considera.

Os bancos devem ainda dar o seu contributo para a criação de instrumentos de recapitalização das empresas, no capital de risco (semente, mezanine ou de desenvolvimento), no incentivo ao acesso e utilização do mercado de capitais, como, por exemplo, através da emissão de obrigações, e, "muito em especial, nos mecanismos de reestruturação financeira das empresas", sublinha Faria de Oliveira.

Estes mecanismos, na sua opinião, "serão de grande importância no desenvolvimento de um novo e saudável modelo de crescimento económico", que "depende da capacidade empresarial, da eficiência geradora de maior competitividade e de inovação. E, claro, pela capacidade de financiamento da economia". Para tal, sublinha, "os bancos portugueses, numa conjuntura adversa, com maiores exigências regulatórias e grande rigor no que respeita à gestão do risco e, ainda, com o agravamento das suas condições de exploração, estão preparados para financiar a economia e contribuir para a estabilidade do sistema e para o crescimento económico". Isto porque recentemente os bancos "reforçaram a sua solvabilidade, aumentando os rácios de capital e deram prioridade ao provisionamento e registo de imparidades, e a sua liquidez melhorou significativamente", frisa.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Irlanda aprova Tratado da austeridade com maioria de 60%

Os irlandeses aprovaram o Tratado orçamental com uma margem folgada de 60,3% no referendo realizado ontem.

No final, 955.091 eleitores aprovaram o documento, o equivalente a 60%, enquanto 629.088 irlandeses se opuseram.

Os dados acabam de ser divulgados em Dublim. O país junta-se agora à Grécia, Portugal, Eslovénia, Polónia, Roménia e Dinamarca, no campo dos que já ratificaram o Tratado, que entrará em vigor assim que 12 estados do euro o tenham adoptado.

A campanha na Irlanda ficou marcada pelo debate entre a relutância em reforçar a política de austeridade e o risco de não aceder a um novo resgate em 2013 se o país não for capaz de regressar aos mercados.

O novo fundo que entra em vigor em Julho só abre os cordões a países que tenham ratificado o Tratado Orçamental, que foi subscrito em Março por 25 líderes de estados membros. A República Checa e Reino Unido optaram por não fazer parte do clube, tornando o texto num tratado internacional e não europeu.

A grande novidade do Tratado é a inclusão de uma regra de ouro, o equilíbrio orçamental, do qual os países apenas se podem desviar em circunstâncias limitadas em défice e em tempo, sob pena de incorrer em sanções imediatas. A regra terá um valor paraconstitucional e serão criados mecanismos vinculativos para corrigir qualquer desequilíbrio.

Herman Van Rompuy, presidente da União Europeia já reagiu a este resultado, considerando que o apoio irlandês ao Tratado Orçamental é um "passo importante" rumo à estabilidade.

"Congratulo-me com o desfecho positivo no referendo na Irlanda", disse Van Rompuy, acrescentando que "com esta votação, o povo irlandês deu o seu apoio e compromisso quanto à integração europeia. Este resultado é um passo importante rumo à recuperação e estabilidade", disse.