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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Apostar na exportação e diversificação de mercados, frisa Álvaro Santos Pereira

O esforço de exportação e de diversificação de mercados tem de continuar para que a economia portuguesa cresça sustentavelmente, nos valores "históricos" de exportações e de ajuste nas balanças comercial e de capitais, afirmou Álvaro Santos Pereira em declarações à Lusa, em Madrid.

"Estamos a atingir quase o equilíbrio comercial, é um valor absolutamente histórico, que já não se registava há sete décadas em Portugal", disse o ministro da Economia.

Admitindo que parte da correcção se deve à queda da procura interna, o governante sublinhou que passa "principalmente pelo reforço das exportações" o que é particularmente importante "num período de arrefecimento muito grande da Zona Euro, para onde Portugal exporta cerca de 70%" dos seus produtos, e quando Espanha, principal parceiro, está em recessão. "Mesmo assim as nossas exportações continuam a crescer a um ritmo muitíssimo assinalável e as exportações para fora da UE estão a crescer a 30% ao ano", disse.

O ministro destacou o facto das exportações portugueses terem aumentado de um rácio de 32% para "37 ou 38%" do PIB nos últimos dois anos, um "esforço que tem de ser continuado.

O ministro da Economia destacou o facto de as empresas estarem a "passar por dificuldades no financiamento", o que levou conduziu ao avanço de "várias linhas de crédito, para a recapitalização da empresa, com emissões agrupadas de PME nos mercados". 

"As PME precisam de arranjar meios alternativos ao endividamento bancário e através destas linhas, dos fundos comunitários e de novas linhas de obrigações, teremos meios para as empresas se tornarem mais fortes e poderem competir ainda mais e melhor no mercado externo", destacou o ministro.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Banca portuguesa vai ser "motor do crescimento económico", diz presidente da APB

A banca portuguesa está preparada para financiar a economia e contribuir para a estabilidade do sistema e para o crescimento económico, constituindo-se como o seu motor, defendeu em declarações à agência Lusa Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB).

"A banca portuguesa vai estar na primeira linha do apoio ao crescimento económico e constituir-se como o seu motor, apoiando a exploração corrente das empresas, os investimentos para a sua modernização e os novos investimentos, designadamente no setor dos bens transacionáveis", afirma o líder da APB.

"A concessão de crédito às empresas com balanços saudáveis, às empresas competitivas e inovadoras, às que apresentam bons projetos, é uma das funções principais que a banca cumpre", considera.

Os bancos devem ainda dar o seu contributo para a criação de instrumentos de recapitalização das empresas, no capital de risco (semente, mezanine ou de desenvolvimento), no incentivo ao acesso e utilização do mercado de capitais, como, por exemplo, através da emissão de obrigações, e, "muito em especial, nos mecanismos de reestruturação financeira das empresas", sublinha Faria de Oliveira.

Estes mecanismos, na sua opinião, "serão de grande importância no desenvolvimento de um novo e saudável modelo de crescimento económico", que "depende da capacidade empresarial, da eficiência geradora de maior competitividade e de inovação. E, claro, pela capacidade de financiamento da economia". Para tal, sublinha, "os bancos portugueses, numa conjuntura adversa, com maiores exigências regulatórias e grande rigor no que respeita à gestão do risco e, ainda, com o agravamento das suas condições de exploração, estão preparados para financiar a economia e contribuir para a estabilidade do sistema e para o crescimento económico". Isto porque recentemente os bancos "reforçaram a sua solvabilidade, aumentando os rácios de capital e deram prioridade ao provisionamento e registo de imparidades, e a sua liquidez melhorou significativamente", frisa.