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sexta-feira, 15 de março de 2013

Exportações de conservas registaram um aumento no ano passado

Portugal exportou 185 milhões de euros de conservas em 2012, o que representa um aumento de 14,61% em relação a 2011. 

Os dados agora divulgados pelo Governo, através da Datapescas, revelam uma melhoria de 2,5% do saldo da balança comercial, a qual, pela primeira vez, resulta do efeito conjugado da diminuição das importações e do aumento das exportações.

A aposta na renovação e inovação no setor das conservas justifica a recente inauguração de duas novas unidades fabris, com um investimento de dez milhões de euros, e a aprovação de financiamento público a uma nova unidade fabril no Norte de Portugal, com um investimento de 12 milhões de euros.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Governo acelera reembolso de IVA para empresas exportadoras

Governo apresenta novo procedimento de obtenção do certificado de exportação por via electrónica, o que reduz prazo para quatro dias e acelera pedido de reembolso do IVA

A iniciativa chama-se “exportar fácil” e pretende acelerar os prazos de pedido de devolução de IVA e eliminar um conjunto de processos burocráticos que as empresas exportadoras tinham de suportar.

A apresentar esta quarta-feira, ao final da tarde, a medida do Governo abrange todas as exportações para países dentro e fora da União Europeia e pretende reduzir o prazo máximo de obtenção do certificado de exportações para 4 dias.

O prazo médio para obter esse certificado é actualmente de 40 dias mas, como explicou ao PÙBLICO o secretário de Est6ado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, acabava muitas vezes por ser muito superior.

O governante disse ainda que, para além da redução do prazo, todo o processo é simplificado já que o pedido de certificação é pedido por via electrónica e a resposta segue também por via electrónica.

Na edição desta quarta-feira, o Diário Económico antecipa a medida do Governo, chamando-lhe o “Simplex” das exportações.

A medida, a entrar em vigor no início do próximo ano, acelera o processo de dedução e reembolso do IVA, uma velha reivindicação das empresas exportadoras.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Apostar na exportação e diversificação de mercados, frisa Álvaro Santos Pereira

O esforço de exportação e de diversificação de mercados tem de continuar para que a economia portuguesa cresça sustentavelmente, nos valores "históricos" de exportações e de ajuste nas balanças comercial e de capitais, afirmou Álvaro Santos Pereira em declarações à Lusa, em Madrid.

"Estamos a atingir quase o equilíbrio comercial, é um valor absolutamente histórico, que já não se registava há sete décadas em Portugal", disse o ministro da Economia.

Admitindo que parte da correcção se deve à queda da procura interna, o governante sublinhou que passa "principalmente pelo reforço das exportações" o que é particularmente importante "num período de arrefecimento muito grande da Zona Euro, para onde Portugal exporta cerca de 70%" dos seus produtos, e quando Espanha, principal parceiro, está em recessão. "Mesmo assim as nossas exportações continuam a crescer a um ritmo muitíssimo assinalável e as exportações para fora da UE estão a crescer a 30% ao ano", disse.

O ministro destacou o facto das exportações portugueses terem aumentado de um rácio de 32% para "37 ou 38%" do PIB nos últimos dois anos, um "esforço que tem de ser continuado.

O ministro da Economia destacou o facto de as empresas estarem a "passar por dificuldades no financiamento", o que levou conduziu ao avanço de "várias linhas de crédito, para a recapitalização da empresa, com emissões agrupadas de PME nos mercados". 

"As PME precisam de arranjar meios alternativos ao endividamento bancário e através destas linhas, dos fundos comunitários e de novas linhas de obrigações, teremos meios para as empresas se tornarem mais fortes e poderem competir ainda mais e melhor no mercado externo", destacou o ministro.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Exportações crescem 6,8% em Julho

As exportações portuguesas de bens cresceram 6,8% em Julho relativamente ao mesmo mês do ano anterior.

Já as importações caíram 6,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

No caso das importações, trata-se do sexto mês consecutivo em que as importações de mercadorias caem. Aliás, no último ano, só em dois meses é que as importações tiveram variações homólogas positivas.

Os dados sobre o comércio internacional do INE revelam ainda que, no trimestre terminado em Julho, as exportações cresceram 8,5%, enquanto as importações diminuíram 6,5%.

Estas variações dos dois fluxos significam que a taxa de cobertura 
(percentagem das importações "paga" pelas exportações) subiu para 85,7% no trimestre de Maio a Julho deste ano - bem acima dos 74% que se verificavam no mesmo trimestre de 2011.

A taxa de cobertura é idêntica tanto para o comércio comunitário como extracomunitário. No entanto, considerando a balança comercial com o resto do mundo excluindo produtos energéticos, Portugal regista mesmo um excedente significativo: a taxa de cobertura sem contar com combustíveis chega aos 158,4%.

Estes números hoje divulgados pelo INE são nominais (isto é, não estão corrigidos da inflação ou de efeitos cambiais). Estes valores também dizem respeito apenas às exportações de bens, e não incluem serviços.

As exportações totais e em volume cresceram 4,3% no segundo trimestre de 2012, segundo dados divulgados pelo INE na semana passada.

O contributo do comércio internacional é considerado vital pelo
Governo para o crescimento da economia nos próximos anos. Para 2012, o Executivo espera que as exportações portuguesas de bens e serviços cresçam 3,4% (em volume, não em termos nominais).