As exportações portuguesas de bens cresceram 6,8% em Julho relativamente ao mesmo mês do ano anterior.
Já as importações caíram 6,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No caso das importações, trata-se do sexto mês consecutivo em que as importações de mercadorias caem. Aliás, no último ano, só em dois meses é que as importações tiveram variações homólogas positivas.
Os dados sobre o comércio internacional do INE revelam ainda que, no trimestre terminado em Julho, as exportações cresceram 8,5%, enquanto as importações diminuíram 6,5%.
Estas variações dos dois fluxos significam que a taxa de cobertura
(percentagem das importações "paga" pelas exportações) subiu para 85,7% no trimestre de Maio a Julho deste ano - bem acima dos 74% que se verificavam no mesmo trimestre de 2011.
A taxa de cobertura é idêntica tanto para o comércio comunitário como extracomunitário. No entanto, considerando a balança comercial com o resto do mundo excluindo produtos energéticos, Portugal regista mesmo um excedente significativo: a taxa de cobertura sem contar com combustíveis chega aos 158,4%.
Estes números hoje divulgados pelo INE são nominais (isto é, não estão corrigidos da inflação ou de efeitos cambiais). Estes valores também dizem respeito apenas às exportações de bens, e não incluem serviços.
As exportações totais e em volume cresceram 4,3% no segundo trimestre de 2012, segundo dados divulgados pelo INE na semana passada.
O contributo do comércio internacional é considerado vital pelo
Governo para o crescimento da economia nos próximos anos. Para 2012, o Executivo espera que as exportações portuguesas de bens e serviços cresçam 3,4% (em volume, não em termos nominais).
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