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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Exportações crescem 6,8% em Julho

As exportações portuguesas de bens cresceram 6,8% em Julho relativamente ao mesmo mês do ano anterior.

Já as importações caíram 6,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

No caso das importações, trata-se do sexto mês consecutivo em que as importações de mercadorias caem. Aliás, no último ano, só em dois meses é que as importações tiveram variações homólogas positivas.

Os dados sobre o comércio internacional do INE revelam ainda que, no trimestre terminado em Julho, as exportações cresceram 8,5%, enquanto as importações diminuíram 6,5%.

Estas variações dos dois fluxos significam que a taxa de cobertura 
(percentagem das importações "paga" pelas exportações) subiu para 85,7% no trimestre de Maio a Julho deste ano - bem acima dos 74% que se verificavam no mesmo trimestre de 2011.

A taxa de cobertura é idêntica tanto para o comércio comunitário como extracomunitário. No entanto, considerando a balança comercial com o resto do mundo excluindo produtos energéticos, Portugal regista mesmo um excedente significativo: a taxa de cobertura sem contar com combustíveis chega aos 158,4%.

Estes números hoje divulgados pelo INE são nominais (isto é, não estão corrigidos da inflação ou de efeitos cambiais). Estes valores também dizem respeito apenas às exportações de bens, e não incluem serviços.

As exportações totais e em volume cresceram 4,3% no segundo trimestre de 2012, segundo dados divulgados pelo INE na semana passada.

O contributo do comércio internacional é considerado vital pelo
Governo para o crescimento da economia nos próximos anos. Para 2012, o Executivo espera que as exportações portuguesas de bens e serviços cresçam 3,4% (em volume, não em termos nominais).

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Erro da Autoeuropa valorizou exportações durante quatro meses

Erro na prestação de contas da Autoeuropa sobre as vendas ao exterior obrigou INE a rever em baixa as exportações entre Outubro e Janeiro deste ano.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) foi obrigado a rever em baixa os dados das exportações nacionais entre Outubro do ano passado e Janeiro deste ano. Tudo porque um erro da Autoeuropa na prestação de contas das suas vendas ao exterior valorizou as exportações durante quatro meses, num total de quase 100 milhões de euros. Em causa esteve uma duplicação de dados que só foi corrigida no último destaque do comércio internacional, relativo a Maio.

"A deteção de um erro nos dados declarados por uma importante empresa originou, pela sua magnitude, uma revisão extraordinária dos dados de 2011 e janeiro de 2012", avançou o INE, no último reporte sobre os dados do comércio internacional, divulgado a 10 de Julho.

Em causa estiveram vendas de automóveis da Autoeuropa para a China, sabe o Diário Económico. Isto porque os veículos saíram de Portugal directamente para a China, mas foram contabilizados como se saíssem com destino à Alemanha. Ou seja, uma falha de entendimento da Autoeuropa e da empresa que lhe faz a alfandegagem levou a que as vendas fossem contabilizadas com destino à Alemanha, e depois com destino à China, o que originou uma duplicação dos dados.

O erro levou a que as exportações fossem valorizadas durante quatro meses, entre Outubro de 2011 e Janeiro de 2012. O INE explicou ainda que só deu conta do erro quando os valores atingiram uma dimensão considerável, já que em termos mensais os números passaram despercebidos, dada a sua reduzida dimensão face ao total das exportações nacionais.