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quarta-feira, 27 de junho de 2012

"Não há margem" para mais austeridade na Função Pública

Hélder Rosalino considerou hoje que "não há margem para aplicar mais medidas direccionadas exclusivamente para os funcionários públicos".

O secretário de Estado da Administração Pública falava no final da reunião da concertação social, onde Pedro Passos Coelho marcou presença, que serviu para fazer um balanço da reforça da Administração Pública e também uma antevisão do Conselho Europeu.

Os últimos dados da execução orçamental, relativos aos primeiros cinco meses do ano, deram conta de uma quebra na receita fiscal que poderá exigir novas medidas para que o objectivo de descer o défice, até final do ano, para 4,5% do PIB, seja alcançado.

Nas últimas declarações sobre o assunto, tanto o primeiro-ministro como o ministro das Finanças disseram não estarem "para já" previstas novas medidas de austeridade, sublinhando contudo que farão tudo o que for necessário para que os objectivos orçamentais sejam alcançados.

Esta declaração de Hélder Rosalino descarta novas medidas na Função Pública, onde foram já aplicados cortes salariais e retidos subsídios de férias e de Natal.

Portugal voltará a financiar-se sozinho em 2015

As reformas estruturais em Portugal surtem efeito e o país deverá sustentar a sua dívida sem ajuda externa a partir de 2015, refere um estudo publicado esta quarta-feira pelo Instituto de Política Europeia de Friburgo (CEP), na Alemanha, noticia a agência Lusa.

O índice CEP das dívidas nacionais coloca Portugal ainda em terreno negativo, com menos 5,3 pontos, mas a subir em relação ao ano anterior, ao contrário do que sucede com a Grécia, a Espanha e mesmo com a Itália.

«Há provas substanciais de que as reformas estruturais em Portugal resultam», disse Lüder Gerken, um dos autores do estudo, ao jornal «Frankfurter Allgemeine», que publica a propósito um artigo no suplemento de economia intitulado «Uma Luz Positiva em Portugal».

Embora a sustentabilidade da dívida portuguesa tenha diminuído a partir de 2003, conheceu um ponto de viragem já em 2009, depois de ter atingido os oito pontos negativos, como revela o gráfico publicado pelo CEP.

A situação portuguesa é considerada, no entanto, um bom exemplo para o resto da Zona Euro pelos especialistas do CEP, devido à evolução que tem tido ultimamente.

«Portugal fez reformas como cortes salariais para os trabalhadores do setor público e nas pensões de reformas, e privatizações, e embora não deva conseguir sanear as contas públicas até 2014, como está previsto, a partir de 2015 não deverá necessitar de mais ajuda externa, se os investidores particulares acreditarem que o seu desenvolvimento é sustentável», afirma-se no estudo do CEP.

O índice CEP, que é publicado desde 2011, tem em conta a dívida pública e a dívida privada de cada país, apura o chamado saldo de financiamento, ou seja, as necessidades de crédito face ao estrangeiro, e o nível dos investimentos que aumentam a sua capacidade produtiva.

Assim, um país que importa capital do estrangeiro deve aumentar a sua capacidade produtiva com esse mesmo capital, para poder colmatar as dívidas com as receitas obtidas.

Se o índice CEP cair abaixo de zero, significa que o capital líquido importado excede os investimentos capazes de produzirem riqueza equivalente, o que acontece na Grécia, em Itália e em Portugal.

A Espanha ainda tem um saldo positivo de 0,3 pontos, mas em 1999 esse saldo era de sete pontos positivos.

Em declarações ao «Frankfurter Allgemeine», Gerker apelou aos políticos que prosseguiam a política de austeridade no Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, em Bruxelas, advertindo contra uma inversão desta estratégia.

«O sul da Europa não pode parar com as reformas estruturais, a Espanha e a Itália têm de seguir o caminho de Portugal», disse o economista alemão.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Lisboa: Empresas arrendam menos mas escolhem escritórios maiores

O número de operações de arrendamento de escritórios em Lisboa continua em quebra, mas a área arrendada é cada vez maior.

De acordo com um estudo da consultora imobiliária Aguirre Newman, de janeiro a maio realizaram-se 83 operações de arrendamento, menos 15 que em igual período do ano anterior, contudo, a área média contratada por transacção aumentou 50%, de 252 metros quadrados em 2011 para 378 metros quadrados em 2012.

Em consequência, entre janeiro e maio, a área arrendada aumentou 27% para 31.408 metros quadrados e só em maio, quando comparado com o ano passado, os metros quadrados arrendados duplicaram, passando dos 3.948 metros quadrados para 7.904 metros quadrados.

O estudo revela ainda que a maior parte das operações se realizou em edifícios usados (77%) e que os edifícios novos só foram escolhidos por 23% das empresas que mudaram de escritórios nos primeiros cinco meses do ano.

Alfragide e Miraflores, onde as rendas são mais baratas (cerca de 11 euros por metros quadrado) foram as zonas onde se registaram mais arrendamentos, mais precisamente 36. Já a zona da Avenida Infante Santo, 24 de Julho, Almirante Reis e Olaias foi onde ocorreram menos arrendamentos, neste caso, apenas um.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Entrevista à Presidente da WBP - World Business Partners, a Exma. Senhora Drª. Maria Silvério Rocha.

Esta Entrevista decorreu no seguimento do Workshop Recuperar e Revitalizar Empresas, parceria entre a WBP e a AERSET (Associação Empresarial da Região de Setúbal)



terça-feira, 13 de março de 2012

AIP quer dinheiro da ‘troika’ para financiar as Empresas

Associação propõe que seis mil milhões de euros do fundo de recapitalização da banca sejam canalizados para a capitalização e o financiamento das Empresas.

Os montantes não utilizados do fundo de doze milhões de euros da ‘troika' para recapitalizar a banca, deverão ser aplicados na recapitalização das empresas e no seu financiamento, defendeu o presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), José Eduardo Carvalho, na sessão de abertura do "Seminário Incentivos QREN - Novos Concursos", promovido pela associação, que se realizou ontem em Lisboa.

A AIP defende a criação de um fundo de emergência para o financiamento de empresas de 1,5 milhões euros, financiados pelo empréstimo da ‘troika' à República Portuguesa, no valor remanescente não utilizado pelos bancos.

José Eduardo Carvalho defendeu ainda a constituição de um fundo de liquidação de dívidas das autarquias a pequenas e médias empresas (PME), também no valor de 1,5 milhões de euros. O presidente da Associação preconizou ainda a criação de uma linha de crédito para co-financiamento de projectos de investimento aprovados pelo QREN, cobrindo a parte do investimento das empresas. A linha deverá ter um valor global de 1,2 milhões de euros, dos quais 900 milhões financiados pelo Banco Europeu de Investimento (BEI) e o restante por fundos da responsabilidade da banca nacional.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Siga seis estratégias para conseguir o destaque que o seu produto merece


Tom Szaky é o exemplo perfeito de alguém que inventou um produto original e fez de tudo para conseguir dá-lo a conhecer. Skazy pensou em grande e procurou uma parceria forte que lhe conferisse crescimento.

A garrafa reciclada com fertilizante, o TerraCycle, foi diretamente para o Wal-Mart, a maior empresa comercial dos Estados Unidos, com 8.500 lojas, em 15 países diferentes. E o sucesso seguiu-se.
A receita é dada pelo responsável: "Se queres ser grande, rapidamente, a melhor forma é trabalhar com grandes companhias". O objectivo é um só: subir rapidamente com recurso a bons parceiros.
Siga seis estratégias para conquistar o mercado:

1 - Seja único
Garanta que o seu negócio está cuidadosamente pensado e que pode acrescentar valor ao potencial parceiro. Deve ter algo que seja valioso para uma grande marca para que o novo parceiro não tenha de perder tempo, nem dinheiro, a desenvolver um sistema ou produto idêntico. É uma ajuda mútua que o vai ajudar também a si.
Por exemplo, Robin Thurstin, desenvolveu o MapMyFITNESS.com, um programa de localização para todos os que procuram ferramentas de Fitness. A Cadbury Accelorade, de bebidas desportivas, aproveitou o sistema, de forma a potenciar o produto que já tinha.
Hoje Thurstin já desenvolve aplicações para smartphone com um sistema idêntico para o canal televisivo NBC Sports ou Skechers.
2 - Seja Persistente
Embora Szaky tenha conseguido colocar a garrafa reciclada com fertilizante no Wal-Mart, o processo demorou. O empresário chegou a telefonar dez vezes ao dia durante três semanas, unicamente para marcar uma reunião de apresentação do produto. É este o senão das grandes empresas, exigem muito. Por isso insista e não desista.

3 - Pense em grande
Tem de pensar como se fosse uma grande marca para conseguir associar-se a uma. Voltando ao MapMyFITNESS, pensar em grande significa produzir em larga escala. "Uma grande marca não quer falar sobre um projecto de 10 mil euros...querem falar de milhões", explicou o responsável pela marca, ao Entrepreneur.

4 - Planeie um crescimento rápido
Se vai crescer rapidamente para satisfazer a procura, vai perder dinheiro. Skazy, do fertilizante, aprendeu esta lição pela experiência. "Quanto mais crescemos mais perdemos", afirmou.
Enquanto as vendas do TerraCycle atingiram os 6.6 milhões de dólares em 2008, o responsável acumulou perdas de 4.5 milhões. No ano seguinte estabeleceu parceiras de produção com outras empresas. Hoje 40 empresas fazem e vendem o TerraCycle e o responável atingiu um lucro de cerca de 100 mil dólares no ano passado.
5 - Prepare-se para o escrutínio
Garanta que não tem as Finanças nem a Justiça à perna. Não basta ter um bom produto, é preciso ter a vida organizada e transparente. Ter uma parceria com uma grande empresa torna-o conhecido e, por isso público.
6 - Consolide parcerias 
Não tenha pressa em arranjar novos parceiros sem consolidar o que já tem. Muitas vezes vão também surgir propostas, mas não se esqueça que não quer apenas publicidade mas uma instalação viável do seu produto no mercado.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Saiba como Salvar ou fechar uma Empresa

Para as empresas em situação difícil, o Governo cria processo urgente de salvação. Para as falidas, o processo passa a chamar-se de recuperação.

PASSOS PARA O PROCESSO DE REVITALIZAÇÃO

Com muitas empresas a ser empurradas para a falência, devido à crise, à escassez do crédito e à contracção do consumo, o Governo decidiu lançar um novo processo para tentar salvar empresários que estejam em risco de fechar as portas. Que poderá estar disponível já dentro de dois meses.

Quem tem direito?
Só podem recorrer ao chamado processo de revitalização as empresas que estejam em situação económica difícil (isto é, em solvência iminente), considerando-se como tal aquela que enfrenta uma dificuldade séria em cumprir as suas obrigações. O processo é simplificado, com prazos curtos, e inicia-se se, pelo menos, um dos credores o aceitar. Havendo acordo entre empresa e credor, a acção é apresentada a um juiz.

Qual o prazo para reclamar créditos?

Os credores, tanto os que aceitaram o processo, como os restantes, têm 20 dias - após a publicação do despacho do juiz a ordenar a acção - para reclamarem os seus créditos. Publicada a lista de créditos, dá-se um prazo de cinco dias para a impugnação, findo o qual o juiz (apreciadas estas impugnações) publica a lista definitiva.

Quanto tempo dura a revitalização?
Dois ou três meses porque, passada esta fase de início do processo e publicação dos créditos, as partes, isto é, empresa e credores têm apenas dois meses para concluírem as negociações e chegarem a um acordo. Este prazo só pode ser prorrogado um mês, e apenas uma vez. O administrador judicial também participa nestas negociações e qualquer acção de cobrança de dívida (processo executiva) que estivesse a correr contra a empresa é suspensa neste período precisamente para dar estabilidade à negociação.

A quem se aplica o acordo?
Para que o plano de revitalização seja aprovado é necessário que se verifique a presença de 1/3 do total dos créditos com direito a votos, o voto favorável de 2/3 do total de votos emitidos. O juiz tem, então, dez dias para aprovar o plano de revitalização, que se aplica a todos os credores, mesmo àqueles que não tenham participado.

E se não houver acordo?
Há duas hipótese: se a empresa não estiver insolvente, o processo de revitalização é extinto. Mas se, entretanto, faliu, o administrador judicial requer a um juiz a abertura do processo de insolvência.

Há sanções para casos de abuso?
Sim. O devedor é obrigado a informar de forma completa e transparente todos os intervenientes no processo sobre a sua real situação económica, sob pena de, entre outras, incorrer em responsabilidade penal. E se tiver recorrido ao processo para desistir depois ficará impedido de recorrer à revitalização nos dois anos seguintes.

Há apoios para as empresas?
Sim. Para as grandes empresas é esperado que o mercado funcione com os bancos e os principais credores a unirem-se. Para a PME vão poder contar com três fundos regionais a criar com dinheiro comunitário.

Como funcionam os benefícios fiscais?
As empresas podem deduzir no IRC os prejuízos fiscais gerados nos exercícios de menos actividade económica ao longo de um período de cinco anos e não quatro.

PASSOS DO PROCESSO DE INSOLVÊNCIA

O processo de recuperação de empresas em situação de falência já existe. O que o Governo agora faz é encurtar o prazo para metade e simplificar o processo, dando mais poderes ao juiz e reforçando a responsabilidade dos devedores e gestores de insolvência.

Quem tem acesso?
As empresas já declaradas insolventes, isto é, que já não conseguem cumprir as suas obrigações. E aqui há uma mudança face ao regime inicial: uma empresa tem que se apresentar à insolvência nos 30 dias seguintes à data do conhecimento da sua situação. Uma redução para metade face aos 60 dias actualmente permitidos. E se não o fizerem incorrem em responsabilidade civil, sem prejuízo de poderem também responder criminalmente. O credor, satisfeitos alguns requisitos, pode também requerer a falência.

O que deve constar do requerimento?
A relação de todos os credores, com a indicação dos montantes dos créditos, datas de vencimento e garantias; indicação de todos os processos pendentes contra a empresa; cópia do registo contabilístico do último balanço e inventário; declaração da acta onde foi deliberada a falência; relação de bens que detenha em regime de arrendamento.

Qual o papel do juiz?
É decretado um administrador da insolvência e o processo inicia os seus trâmites. O juiz, com esta reforma, vê reforçados os seus poderes já que pode prescindir da realização da assembleia de credores. Os credores são citados por edital em vários locais, como no próprio tribunal da área, e passa também a existir um anúncio publicado no portal ‘Citius'. Dá-se uma fase para oposição aos créditos (10 dias). Se tiver havido oposição do devedor ou de credores que representem pelo menos 30% dos créditos conhecidos e seja alegada a viabilidade da empresa, o juiz pode optar por um processo de recuperação. Se não houve oposição, dá-se o despacho do juiz a declarar a falência e consequente liquidação. Abre-se o processo de reclamação de créditos e a determinação da massa insolvente. O juiz nomeia um liquidatário judicial e a comissão de credores. O devedor pode opor-se a esta decisão.

E no caso de haver uma sentença?
Se a decisão do juiz for mesmo decretar a falência e liquidar o património (massa insolvente), o devedor, caso a insolvência tenha sido culposa, fica inibido de administrar património de terceiros por um período de dois a dez anos. Ficam também inibidos de exercer o comércio ou ocupar cargos de titular de órgãos em sociedades comerciais ou civis.

A insolvência põe fim a obrigações fiscais?
Com a deliberação de encerramento da actividade do estabelecimento, extinguem-se todas as obrigações declarativas e fiscais, o que deve ser imediatamente comunicado pelo tribunal à administração fiscal.

E as acções executivas?
Logo que o processo de insolvência é dado por encerrado, as acções executivas - que estavam suspensas - extinguem-se também. E compete ao administrador de insolvência comunicar por escrito isso mesmo aos agentes de execução.

A liquidação...
Transitada em julgado a sentença de falência ou havendo decisão que rejeita a oposição do devedor, o liquidatário judicial, com a cooperação da comissão de credores, procede à venda dos bens apreendidos. A venda deve ser concluída em seis meses.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Protocolo com o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social

A WBP - World Business Partners é a empresa que salva empresas.

Agiliza a resolução das dívidas para com a Banca, com a Administração Fiscal e com a Segurança Social com quem tem protocolos assinados.
Estabelece estratégias concertadas, para a viabilização de empresas devedoras.

Visite-nos em http://www.wbp.pt/