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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Empresas de ‘outsourcing’ querem reforçar exportações

Estudo revela que empresas como a PT ou a Cisco podem beneficiar das vantagens do País.

Portugal tem potencial para captar investimento estrangeiro e desenvolver uma indústria de exportação a nível de ‘outsourcing', devido aos recursos humanos qualificados, às infra-estruturas e ao facto de estar numa localização geográfica de baixo risco mas com ligações históricas a países emergentes como Brasil, Angola e Moçambique. São estas as principais conclusões do estudo "Portugal como Destino de Nearshore Outsourcing", que será apresentado hoje na quarta conferência internacional Portugal Outsourcing - associação criada em 2008 e que reúne as empresas do sector.

A Portugal Telecom, a Reditus, a Alcatel-Lucent, a Cisco ou a Novabase, entre outras, querem beneficiar das vantagens do País e apostar na exportação de serviços de ‘outsourcing'. A Reditus, por exemplo, inaugurou em Março, em Évora, um centro com mais de 460 colaboradores e que presta serviços às seguradoras da Caixa Geral de Depósitos. Já a PT está a construir o sexto maior centro europeu de dados, na Covilhã, e tem em perspectiva a exportação de capacidade de armazenamento na ‘cloud' (nuvem) e de serviços.

"As principais conclusões do estudo têm um impacto de grande relevo no posicionamento do nosso país no radar internacional", explica o secretário-geral da Associação Portugal Outsourcing, Guilherme Ramos Pereira, que aponta como exemplo a qualidade das infraestruturas e os progressos na flexibilização das leis do trabalho, que "impacta positivamente o desenvolvimento da actividade em Portugal e o potencial para captação de investimento estrangeiro."

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Nova central do Alqueva inicia produção



O reforço de potência desenvolvido pela EDP no Alentejo, num investimento de 190 milhões de euros, começou sexta-feira a injectar energia na rede eléctrica nacional.
A nova central do Alqueva construída pela EDP começou a injectar energia na rede eléctrica na passada sexta-feira, no âmbito de um conjunto de ensaios de entrada em serviço do reforço de potência. 

“Esta primeira ligação à Rede Nacional de Transporte, concretizada na passada sexta-feira, envolveu um dos dois grupos reversíveis que equipam o novo empreendimento. Os ensaios no outro grupo decorrem a bom ritmo, esperando-se que a sua primeira ligação possa ter lugar até ao final do presente mês”, informou a EDP em comunicado. 

O reforço de potência de Alqueva permitiu ampliar a capacidade do empreendimento de 260 para 520 megawatts (MW), com dois grupos geradores, que deverão produzir anualmente 381 gigawatts hora (GWh), um volume de electricidade equivalente aos consumos conjuntos de Évora, Beja, Portel, Moura e Vidigueira. 

A construção do novo empreendimento, que envolveu um investimento de cerca de 190 milhões de euros, permitiu criar 350 empregos directos.

Investimento de empresas recua 20 anos

O terceiro ano consecutivo de recessão e de intervenção da troika vai colocar a economia portuguesa e o consumo privado a níveis de 2005 e fazer o investimento recuar quase 20 anos. Estas são algumas das consequências do maior plano de austeridade aplicado na história da democracia portuguesa, inscrito no Orçamento do Estado de 2013 (OE-2013).

Mesmo com uma contenção orçamental de 5,3 mil milhões de euros, financiada em 80% através de impostos que irão diminuir significativamente o orçamento das famílias, o Governo decidiu manter as previsões macro-económicas para 2013.

Segundo o OE-2013, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá contrair-se 1% no próximo ano, ou seja, um terço do verificado em 2012. Isto apesar de o consumo privado cair 2,2%, o desemprego atingir um máximo de 16,4% e as exportações subirem 3,4% – um ritmo, recorde-se, 30% inferior ao verificado em 2012.

Só entre 2011 e 2013, o PIB português terá contraído 6%, o consumo das famílias 12% e o investimento das empresas 30%. Esta fuga de recursos da economia deverá fazer Portugal regressar, no próximo ano, a níveis de 2005 e o investimento para valores de 1995. Em relação ao período pré-crise do euro, a economia viu eclipsar-se 15 mil milhões de euros em consumo e nove mil milhões de euros em investimento empresarial.

A inexistência de investimento sinaliza que as empresas não deverão fazer contratações, agravando o desemprego, e que a diminuição das importações está a ser feita por menos consumo e não por substituição – ou seja, por as empresas em Portugal produzirem produtos que antes o país importava.

Mas as estimativas do Governo poderão ser demasiado optimistas.

Troika pede mais cortes na despesa

O problema reside nas suas duas ‘estrelas’ para 2013: as exportações e as receitas de IRS. O abrandamento das vendas ao exterior está confirmado, mas poderá ser superior. Espanha, França e Itália (responsáveis por 40% das exportações) estão sob ameaça de resgate (Espanha) ou vão avançar com forte austeridade em 2013, o que reduzirá a procura de produtos portugueses.

A boa performance dos mercados extra-comunitários (Angola por exemplo) deverá manter-se, mas o seu peso continua marginal nas trocas comerciais: os cinco maiores mercados de Portugal fora do espaço europeu (Angola, Brasil, EUA, China e Marrocos) representam apenas 15% das exportações totais.

Mas um dos principais avisos de que as estimativas macro-económicas para 2013 são optimistas vem da própria troika. Nos relatórios da quinta avaliação a Portugal, lê-se que a mudança de direcção na política de ajustamento orçamental, com um foco quase exclusivo nos impostos, poderá resultar numa receita fiscal abaixo do esperado (prevê-se que a receita de IRS aumente 30%). E acrescenta-se: «O impacto adverso da política fiscal no crescimento poderá ser superior ao estimado». Os credores externos pedem assim ‘um plano B’ para evitar «surpresas negativas», como sucedeu com o IVA este ano. O plano deverá incluir várias medidas, «sobretudo do lado da despesa» para compensar eventuais derrapagens.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Angolanos e moçambicanos gastam cada vez mais em Portugal

As verbas gastas por turistas angolanos e moçambicanos subiram bastante nos últimos meses, mas continuam a ser os franceses que mais gastam em Portugal.

Os turistas estrangeiros gastaram em Portugal 475 milhões de euros entre janeiro e abril deste ano, um aumento de 15,74% face ao mesmo período no ano passado, revela um estudo hoje divulgado.

De acordo com o estudo da Visa Europe "Mediterranean Rim Tourism Monitor", os consumidores franceses destacam-se como sendo os turistas estrangeiros que mais contribuíram para o valor das despesas efetuadas no país, com quase 100 milhões de euros gastos.

Já os visitantes provenientes do Luxemburgo gastaram 9,3 milhões de euros entre janeiro e abril deste ano.

Também as despesas dos visitantes provenientes de Angola e Moçambique dispararam no início do ano e aumentaram 53,23% e 78,2%, respetivamente, de acordo com o estudo.

Entre janeiro e abril, os turistas angolanos gastaram 87,2 milhões de euros, valor que compara com os 56,9 milhões de euros gastos no mesmo período de 2011.
Quantos aos moçambicanos, estes gastaram 10,3 milhões de euros no turismo português, no período em análise. Numa comparação homóloga, o valor despendido pelos turistas moçambicanos foi de 5,7 milhões de euros.

O estudo revela igualmente que os levantamentos em dinheiro atingiram um total de 220 milhões de euros entre janeiro e abril de 2012, "tendo-se verificado um aumento considerável das despesas de visitantes estrangeiros em Portugal em praticamente todos os setores, com um incremento particularmente positivo nos serviços de utilidade e seguros".

As únicas áreas onde os consumidores efetuaram cortes significativos foram, de acordo com o estudo, nas companhias aéreas (menos 10,63% face ao mesmo período no ano passado). Em comida e bebida a queda registada foi de 2,15%.

O relatório da Visa Europe "Mediterranean Rim Tourism Monitor" tem por base todos os dados transacionais transfronteiriços registados que envolvam a utilização de cartões Visa de débito, crédito e pré-pagos nos seis países da Bacia Mediterrânica - França, Grécia, Itália, Portugal, Espanha e Turquia.

Estas conclusões são referentes ao período de janeiro a abril de 2012.