sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Portas: Compra da EDP por chinesa provou que empresas não europeias podem entrar em Portugal

O ministro dos Negócios Estrangeiros português afirmou na quinta-feira, no Brasil, que a compra da EDP por uma empresa chinesa provou que companhias não europeias têm as mesmas possibilidades de ganhar um processo de privatização em Portugal.


"Quando da privatização da EDP, verificando-se que a proposta chinesa era melhor, ganhou a chinesa. Isso provou que pode ser uma empresa não europeia e, apresentando a melhor proposta, ganhar uma privatização em Portugal", defendeu Paulo Portas, quando questionado sobre uma possível participação de empresas brasileiras na venda da companhia aérea TAP.

Duas empresas aéreas brasileiras, TAM e Gol, demonstraram interesse em participar no concurso da TAP.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português reforçou ainda que a intenção do Governo é garantir a maior transparência possível durante todo o processo.

"Quanto está lançado um processo de privatizações, o responsável governamental tem de ser muito formal e muito respeitador daquilo que são as regras dos concursos", enfatizou Portas, em conferência de imprensa, em Brasília.

O ministro português encontrou-se hoje com o homólogo brasileiro, António Patriota, com quem conversou sobre temas das relações bilaterais e sobre as negociações para um acordo birregional entre União Europeia e o Mercosul.

De acordo com António Patriota, uma nova reunião negociadora deverá ocorrer este semestre, quando o Brasil ocupa a presidência rotativa do Mercosul.

O ministro brasileiro destacou, no entanto, que algumas mudanças no cenário mundial exigirão uma nova consulta ao sector privado brasileiro, antes de uma nova rodada de negociações.

"Há a necessidade de nova consulta ao sector privado brasileiro porque há circunstâncias novas, inclusive a possibilidade de o Brasil perder o benefício do SGP [Sistema Geral de Preferências] europeu, e a própria crise internacional, que tem o seu epicentro nos países desenvolvidos, mas também nos afecta", realçou.

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