
Responsável do Fundo Monetário Internacional considera que a performance da execução orçamental e o elevado desemprego implicam cuidados adicionais.
O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional em Portugal, Abebe Selassie, admite que a austeridade pode ter que abrandar ainda este ano no país se continuarem os problemas de execução orçamental, sobretudo devido à fraca receita.
Em entrevista ao boletim interno do Fundo Monetário Internacional, Selassie refere que o desempenho orçamental com as exportações está a gerar menos impostos que a procura interna, o que implica eventualmente uma menor dose de ajustamento este ano. O desemprego também é mais elevado do que o previsto no programa, refere Selassie.
O abrandamento da actividade económica na Zona Euro "não tem ajudado Portugal de todo" e tem sido mais penalizador do desempenho ao abrigo do programa de ajuda externa do que se esperava há "um ano, um ano e meio", prossegue.
Ainda assim, "o que os portugueses têm conseguido fazer" nestas condições é "credível", em particular o desempenho do sector exportador.
Na entrevista, que acompanha um relatório mais extenso sobre Portugal, Abebe Selassie considera que os mercados começam a aceitar a ideia do sucesso do programa de ajuda a Portugal ao diminuir os “spreads” dos títulos da dívida pública.
O chefe de missão do Fundo Monetário Internacional em Portugal afirmou também que o regresso do país aos mercados financeiros em 2013 é "credível", mas vai depender do ambiente externo enfrentado pela economia portuguesa.
"Temos que ver como as coisas evoluem nos próximos meses. Na base do que vimos até agora, a proposta de regressar [aos mercados em 2013] é credível", considera Abebe Selassie.
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