Exportadoras têm alcançado resultados assinaláveis, mas ainda não suficientes para a economia nacional.
António Souto | O administrador do BES referiu que é urgente que as exportações portuguesas passem a valer mais de 40% do PIB.
O destino dos países raramente se joga na dialéctica do tudo ou nada, no entanto há momentos mais decisivos do que outros. Foi precisamente isso que os organizadores dos prémios internacionalização e exportação frisaram na cerimónia que distingiu as empresas vencedoras. As portas de saída para a exportação e internacionalização têm de se escancarar, para por aí passarem o maior número de empresas.
O administrador do BES, António Souto, começou por referir que o "crescimento depende da capacidade das nossas empresas de se internacionalizem e de internacionalizarem os seus produtos".
O gestor elogiou o caminho percorrido até ao momento, mas sublinhou que o mesmo não é suficiente. As exportações portuguesas continuam a crescer, e nos últimos dados conhecidos subiram 9,7% face ao período homólogo do ano anterior. No entanto, no primeiro trimestre, não valeram mais de 37,4% do PIB. Há mais dois pontos a rever: primeiro, o parco número de empresas que exporta, apenas 5,6% do total, e em seguida, o excessivo peso de poucas empresas nas vendas para o exterior, 80% do valor exportado concentra-se num pequeno grupo de empresas
"Portugal tem de conseguir que as exportações ultrapassem os 40% do PIB, brevemente, e aumentar o número de empresas que exportam", formulou o administrador do BES. Aliás, para António Souto é absolutamente imperioso que "as empresas portuguesas aumentem a sua dimensão", recorrendo à capitalização, neste momento mais complicada, ou através do criação de parcerias.
O responsável do banco referiu ainda que, actualmente, "o PIB potencial é diminuto em Portugal". "Precisamos de maior investimento das empresas, e maior produtividade", rematou.
Para Portugal não se adiar.
Já para o administrador da Cofina Media, Luís Santana, a afirmação da economia nacional "passa pelo incremento das exportações e da capacidade de internacionalização". "Para que Portugal não seja um projecto irremediavelmente adiado, este é um momento único para criar, ousar, exportar e para acreditar nas capacidades das empresas e empresários nacionais", acrescentou Santana.
O administrador do grupo que detém o Negócios aproveitou ainda para tecer elogios aos empresários que participaram neste prémio, e que "servem de modelo e inspiração para outros ". Luís Santana reforçou o peso do presente. " ´É o momento em que se joga o futuro das próximas gerações", rematou.
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