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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Empresas portuguesas assinam contratos em Omã

Quatro empresas portuguesas que acompanham o ministro dos Negócios Estrangeiros ao Golfo Pérsico preparam-se para assinar contratos no sultanato de Omã disse à Lusa uma fonte do MNE.

Segundo a mesma fonte, as empresas Aquaport – Gestão de Sistemas de Água e Saneamentos; a ABidau, empresa de sinalética de estradas vai assinar um contrato de 20 milhões de euros em Omã, assim como estão contratos previstos no sultanato com a GCL, laboratórios do Porto de análises clínicas e a VivaFit, uma empresa de ginásios especializados.

As companhias que participam na deslocação do MNE ao Golfo Pérsico mantiveram contactos no sultanato de Omã desde sábado, a primeira paragem desta visita à região que vai continuar a partir de segunda-feira no emirato do Kuwait.

Para Portugal, existem oportunidades de negócio para empresas portuguesas nos Estados do Golfo Pérsico nas mais variadas áreas de negócio.

Na opinião de Pedro Reis, presidente da Agência de Investimento para o Comércio Externo de Portugal verificam-se “similitudes” entre Omã, Portugal e Singapura porque, disse à Lusa, funcionam como plataformas logísticas para grandes blocos regionais.

“Singapura faz isso para o sudeste asiático e China, Portugal está a posicionar-se para a África e América Latina e Omã está a fazer isso para o Golfo Pérsico, Norte de África e na aproximação à Índia através da implementação de zonas francas e rede de estruturas portuárias”, disse o presidente da AICEP sublinhando o crescimento económico do sultanato.

“Omã aumentou quase quatro vezes o seu Produto Interno Bruto (PIB): tinha 20 biliões de dólares e passou para 73 biliões de dólares, mas curiosamente isso não foi só apenas à conta do gás e do petróleo que se associam muito a estes Estados, mas foi também muito por consequência de se terem posicionado numa plataforma logística desta região. Sendo assim cinquenta por cento da economia deixou de depender do petróleo e do gás”, afirmou.

Após a visita ao Sultanato de Omã a deslocação do MNE continua no Kuwait e prolonga-se até ao dia 21 de Dezembro com visitas ao Qatar e ao Dubai.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Portugal quer melhorar relações com Angola


O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros disse hoje à Lusa que Portugal fará tudo para melhorar ainda mais as relações com Angola.

Paulo Portas disse à Lusa que o “Governo português fará tudo o que está ao seu alcance para melhorar ainda mais as relações com Angola e não deixar que nada as prejudique”.

Para Paulo Portas, o relacionamento entre os dois países atingiu “níveis de excelência” que o Governo Português, diz o ministro dos Negócios Estrangeiros, “está empenhado” em preservar e desenvolver.

“Entre os exemplos deste relacionamento estão o facto de cerca de 120 mil portugueses trabalharem hoje em dia em Angola e cerca de oito mil empresas portuguesas exportarem para Angola, que se tornou no mercado não europeu para a nossa economia”, disse ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros.

“Ao mesmo tempo”, acrescentou Paulo Portas, “inúmeros interesses e investimentos angolanos fizeram o seu caminho e ganharam um espaço muito relevante em Portugal. Como é evidente, tudo isto é tão importante para os dois países que o Governo português fará tudo o que está ao seu alcance para melhorar ainda mais as relações com Angola e não deixar que nada as prejudique”.

Para o ministro, as relações entre Angola e Portugal são, e vão continuar a ser, uma “prioridade da máxima importância da política externa portuguesa” e sublinhou que o “Governo constituído depois das recentes eleições” é, para Portugal, “uma garantia de amizade entre os dois estados e de cooperação entre os dois povos”.