As exportações portuguesas continuam a crescer, mas foram penalizadas pelas greves que, desde Setembro, têm vindo a afectar a actividade portuária - agora reduzidas aos portos de Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz. Por isso, em Setembro, as exportações registam uma quebra de 6,5% quando comparadas com dados de igual mês de 2011.
Mesmo assim, o Instituto Nacional de Estatística (INE) diz que as exportações de bens aumentaram 7,7% de Janeiro a Setembro, em termos homólogos. Atendendo ao impacto das greves realizadas em Setembro, no terceiro trimestre deste ano o aumento das exportações já foi inferior, com uma variação de 4,5% face ao período homólogo do ano passado. Contudo, em valor, nos meses de Julho, Agosto e Setembro, Portugal exportou mais €477 milhões do que no mesmo período do ano passado.
No acumulado dos primeiros nove meses deste ano, isto é, de Janeiro a Setembro de 2012, as exportações de bens aumentaram 7,7% face aos primeiros nove meses do ano passado, tendo as empresas portuguesas exportado mais €2.4 mil milhões de bens neste período do que em igual período de 2011.
Balança comercial melhora
Também relativamente ao acumulado do ano, as importações registam uma tendência de quebra, verificando-se um desagravamento no saldo da balança comercial de bens no montante de €4.7 mil milhões.
Considerando o mês de Setembro de forma isolada, em que as exportações sofreram o efeito da greve dos portos, mesmo apesar das exportações terem diminuído 6,5% face a Setembro de 2011, estas aumentaram 6,5% face a Agosto deste ano, o que significa que Portugal exportou mais €217 milhões em Setembro do que em Agosto de 2012.
Com o efeito da greve nos portos, de Agosto para Setembro de 2012, apesar de um comportamento positivo no montante total exportado, regista-se uma quebra nas exportações para os mercados extra comunitários, na ordem dos 17,0%.
De acordo com o INE, "para esta quebra contribuiu a paralisação dos portos nacionais, dado que as exportações para os Países Terceiros se processam sobretudo por via marítima".
AICEP critica greves portuárias
O presidente da AICEP, Pedro Reis diz que "é fundamental que a espinha dorsal da nossa logística exportadora que são os portos funcione em pleno para que Portugal possa prosseguir o esforço nacional de diversificação de mercados".
Pedro Reis refere que "o abrandamento das nossas exportações para os mercados comunitários terá que ser compensado pelo crescimento das exportações para os mercados extra comunitários, e essa agenda tem que ser uma prioridade verdadeiramente nacional, o que exige um compromisso sério e empenhado por parte de todos os operadores económicos, sem excepção, pois só assim as nossas empresas podem continuar a exportar, como é vital para Portugal".
Apesar deste decréscimo no comércio extra comunitário no mês de Setembro, verifica-se no acumulado do ano um aumento de 23,3% nas trocas comerciais de Portugal com os países fora da União Europeia.
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