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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Portugal tem "obtido resultados"

O Presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou hoje que Portugal tem "obtido resultados".

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou hoje, em Bruxelas, que Portugal tem registado progressos, realçando a subida das exportações.

"Grécia, Portugal, Irlanda, todos os países em situação de resgate, têm obtido resultados", afirmou Mario Draghi na comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas, salientando que os progressos ocorreram num ano "difícil".

Na sua intervenção, o presidente do BCE destacou o aumento das exportações e a redução dos custos laborais unitários verificada em países como Portugal, Espanha, Irlanda e Itália. "Por exemplo, as exportações de bens e serviços aumentaram 27% em Espanha desde 2009, 14% na Irlanda, 22% em Portugal e 21% em Itália", afirmou, acrescentando que "estes quatro países experimentaram também avanços nos custos laborais unitários".

Neste contexto, defendeu que as reformas são a opção correcta, motivo pelo qual os governos devem continuar os esforços na sua aplicação. "As reformas estão a ser levadas a cabo e estamos a trilhar pelo caminho certo", declarou Mario Draghi.

Em resposta ao eurodeputado português Diogo Feio (CDS-PP), o presidente do BCE reconheceu que os países sob programa enfrentam uma situação "difícil" e "dolorosa", referindo que a instituição está "ciente" deste facto.

Durante o debate, a eurodeputada socialista Elisa Ferreira confrontou Mario Draghi com as consequências dos programas de resgate, defendendo que, "quando uma economia abranda, é preciso abrandar a dose de austeridade que lhe é imposta".

Na resposta, o presidente do BCE voltou a sublinhar os "progressos significativos" registados até ao momento, argumentando que um recuo poria "em causa a credibilidade" dos programas criados e que "qualquer reprogramação traria custos mais elevados".

terça-feira, 31 de julho de 2012

Monti: "Estamos a começar a ver a luz ao fundo do túnel"

O primeiro-ministro italiano está confiante que a crise na zona euro e em Itália está perto do fim.

“Estamos a atravessar um túnel, mas estamos a começar a ver a luz. Tanto Itália como o resto da Europa estamos a aproximar-nos da saída”, disse em entrevista à radio italiana RAI, citado pelo Expansíon.

Mario Monti vai iniciar hoje uma tournée por várias cidades europeias, começando por almoçar hoje com o presidente francês, François Hollande. O líder transalpino espera que a sua reunião com Hollande acelere os movimentos que os líderes europeus estão a fazer para salvar o euro e para impulsionar as políticas de crescimento.

Na entrevista, o primeiro-ministro também sublinhou que confia plenamente na capacidade de Mariano Rajoy para fazer frente aos problemas que Espanha está a atravessar. A ronda europeia de Monti vai terminar, precisamente, na quinta-feira com um encontro em Madrid com o presidente do Governo espanhol.

A ronda diplomática de Mario Monti começa depois dos mercados financeiros terem acalmado a pressão sobre Espanha e Itália depois da garantia dada por Mario Draghi, líder do Banco Central Europeu (BCE), de que a entidade vai “fazer o que for necessário” para salvar o euro.

Depois de Draghi, seguiu-se a declaração conjunta de François Hollande e da chanceler alemã que disseram que estão “decididos a fazer tudo” o que for preciso para “proteger a zona euro”.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Zona euro pronta a acionar Fundo de Estabilização

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, declarou que a zona euro está pronta para agir em coordenação com o Banco Central Europeu e activar o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).

Numa entrevista concedida ao diário "Le Figaro", colocada esta tarde na página online do jornal francês, Juncker admite ter-se chegado ao momento "crucial".

"Chegámos ao ponto crucial. Mas falta ainda apurar o ritmo da medida. Vamos agir em conjunto com o BCE, sem tocar na sua independência. Quando digo 'nós', trata-se do FEEF, ou seja, 17 governos", acrescentou o líder dos ministros das Finanças dos membros da união monetária.

"Vamos decidir e colocar à consideração dos mercados nos próximos dias. Não podemos perder mais tempo", declarou ainda Jean-Claude Juncker, sublinhando o efeito que as declarações na passada quinta-feira do presidente do BCE, Mario Draghi, tiveram na redução das taxas de juro da dívida soberana espanhola.

Tudo pelo euro

"O BCE está pronto a fazer tudo o que for necessário para preservar o euro. E acreditem em mim, será suficiente", declarou Draghi em Londres. "Se os prémios de risco sobre a dívida soberana

limitam a prossecução da política monetária, a questão entra no quadro do nosso mandato", precisou na mesma ocasião o governador do BCE.

As afirmações de Juncker contrastam com as declarações do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, que numa entrevista hoje publicada pelo semanário alemão Die Welt am Sonntag, rebateu

especulações segundo as quais o FEEF se prepara para comprar dívida pública espanhola e italiana, em acção concertada com o BCE.

"Não, estas especulações são infundadas", afirmou Wolfgang Schäuble, quando confrontado com notícias publicadas na comunicação social espanhola e francesa.

De acordo com as notícias em causa, o BCE iria comprar obrigações dos dois países nos mercados secundários, o que nunca fez até agora, numa tentativa de diminuir a pressão sobre Roma e Madrid, cujos juros da dívida atingiram níveis insustentáveis.

Atenções viram-se para reunião de quinta-feira

Na entrevista ao Die Welt am Sonntag, Schäuble afirmou que o governo espanhol "tomou todas as medidas necessárias e está a colocá-las em prática".

O ministro admitiu também que os mercados financeiros ainda não estão a considerar os esforços feitos para resolver os problemas do sistema bancário espanhol, mas essa consciência há de "chegar".

As atenções estão agora concentradas na reunião semanal do BCE na próxima quinta-feira, para se perceber se o banco avança ou não com o controverso programa de compra no mercado secundário de obrigações dos membros do euro em piores condições de acesso aos mercados.