Portugal está "hoje em melhores condições para poder melhorar" o programa de ajustamento, disse esta tarde o primeiro-ministro, no debate do Estado da Nação, que decorre no Parlamento.
Passos Coelho admite que há margem para mexer em algumas medidas que aliviem o esforço de ajustamento, mas nunca revelou explicitamente vontade em negociar com a troika.
Em resposta a dúvidas levantadas pelo deputado do CDS, Nuno Magalhães, que questionou sobre impactos negativos de novas medidas de austeridade (como o aumento de impostos) , Pedro Passos referiu que "nunca ninguém me ouviu dizer que isto eram favas contadas, que o processo de ajustamento era indolor e se poderia fazer sem consequências sociais".
"Muitas vezes me acusaram de portador de más notícias. Mas quero hoje dizer ao país que há todos os motivos para ter esperança. Nós não estamos hoje em piores condições de avaliar a execução do nosso programa se tivéssemos tido quatro avaliações negativas no passado", recordou Passos.
"A razão porque hoje estamos em melhores condições para poder melhorar o nosso programa, para poder melhorar a nossa execução e cumprir os nossos objetivos, foi justamente porque desde o início a nossa predisposição foi a de gerar confiança e dizer que íamos cumprir. E dentro do limite das nossas possibilidades é isso que continuaremos a fazer porque é isso que os portugueses merecem", concluiu.
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