terça-feira, 23 de outubro de 2012

Portugal está numa clara agenda de reindustrialização, diz Santos Pereira

Em entrevista em Madrid, Álvaro Santos Pereira explicou que na quarta-feira deverão ser anunciados “novos concursos de fundos comunitários para dinamizar o empreendedorismo e a inovação em Portugal”.

Trata-se, explicou, de esforços para “apoiar a agenda de reindustrialização” e assenta nas políticas do Governo “viradas para voltar a apostar nos sectores produtivos, no sector exportador, na nossa indústria”. 

“Para apostar naquilo em que fomos bons durante muitos anos e que, infelizmente, e que por um erro de política económica negligenciámos durante demasiados anos, algo que não podemos fazer mais a partir de agora”, disse. 

Álvaro Santos Pereira falava à Lusa à margem do encontro de ministros ibero-americanos da Indústria que decorreu em Madrid e do qual sairá uma Carta de Madrid a apresentar na cimeira ibero-americana de Cádis, que decorre em Novembro. 

“Portugal está numa clara agenda de industrialização. Portugal e outros membros da União Europeia estamos bastante interessados em apostar numa agenda para uma nova política industrial para a Europa”, disse. 

Uma agenda que “passa quer pela componente comercial quer por alocar os nossos recursos financeiros e incentivos fiscais à industrialização do país, quer através dos fundos comunitários redireccionados para este esforço, quer também pela grande aposta no ensino técnico e profissional, nomeadamente no sistema dual e de aprendizagem”, disse. 

Como exemplo, antecipa, este ano haverá mais 50% de alunos no sistema de aprendizagem, algo “essencial para reforçar as qualificações dos trabalhadores” e do sector industrial. 

O encontro ibero-americano de Madrid visa, essencialmente, “pensar num projecto de reindustrialização, um projecto que é tanto europeu como latino-americano” e que pretende apostar, particularmente, nas medidas de apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME). 

No encontro, o ministro deverá apresentar as medidas que estão já no terreno em Portugal, “incluindo o novo pacote virado para o apoio ao investimento, novas linhas de crédito e de financiamento e de recapitalização das empresas, bem como medidas de apoio ao emprego”. 

“Medidas que são transversais à economia e muito importantes para voltar a crescer”, sublinhou o ministro.

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