terça-feira, 23 de outubro de 2012

Empresas apostam no recurso aos bancos no exterior

Empresas portuguesas levantaram seis mil milhões no estrangeiro.

"Temos tido algumas dificuldades no mercado interno, que contornámos com o recursos à banca no exterior", contou, ao Diário Económico, João Miranda, presidente executivo do grupo agro-alimentar Frulact, que factura 80 milhões de euros. Este é apenas um exemplo das muitas empresas nacionais a braços com dificuldades de financiamento e que estão a encontrar soluções alternativas.

A opção, explicou, vai para os mercados onde a Frulact tem operações instaladas: França e Magreb - Marrocos, Tunísia e Argélia. No primeiro caso, os financiamentos correm, em termos de taxas e de ‘spreads', "alinhadas com Portugal", mas no caso do Magreb o grupo tem "conseguido ‘spreads' mais interessantes".

Algumas empresas portuguesas - sobretudo as de maiores dimensões - conseguem assim obter no exterior aquilo que lhes está vedado em Portugal: financiamento. Apesar das dificuldades que resultam do resgate externo ao país, as empresas nacionais conseguiram 3,6 mil milhões de euros em empréstimos externos, desde o início do ano. Além disso, as maturidades oferecem alguma estabilidade já que 96% desse montante foi assegurado com maturidade superior a um ano. Empréstimos aos quais se somam 2,4 mil milhões de euros em títulos de dívida colocados em investidores estrangeiros. Operações de sucesso num contexto de forte desinvestimento do exterior em Portugal. A título de exemplo, nesse mesmo período, os investidores internacionais desfizeram-se de quase 17 mil milhões de euros de dívida pública portuguesa.

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