segunda-feira, 8 de outubro de 2012

OCDE: Perspectivas para a economia portuguesa melhoram pelo quinto mês

Indicador avançado da OCDE aponta para nova melhoria na economia portuguesa e está no nível mais elevado desde Outubro de 2011.

A recessão da economia portuguesa estará a perder intensidade, de acordo com os indicadores avançados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) de Agosto.

O indicador subiu 0,24% em Agosto, naquela que foi a quinta subida mensal consecutiva. Acresce que a recuperação de Agosto foi a mais intensa destes cinco meses. O indicador atingiu 98,81 em Agosto, depois de ter subido 0,23% em Julho, 0,22% em Junho, 0,17% em Maio e 0,08% em Abril.

A leitura atingida em Agosto é a mais elevada desde Outubro de 2011, sugerindo que a recessão da economia portuguesa vai ficar menos acentuada. Este indicador avançado da OCDE permite antecipar o andamento da economia nos próximos seis meses, sugerindo deste modo que no arranque de 2013 a economia estará com uma recessão menos profunda.

O indicador permanece, porém, bem abaixo da média de longo prazo (100), e num valor 0,27% abaixo do verificado em Agosto de 2011, altura em que a economia já estava em contracção.

Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística apontam para que o produto interno bruto baixou 3,3% em termos homólogos no segundo trimestre, recuando 1,2% na variação em cadeia. O que representa uma degradação da actividade económica, já que no primeiro trimestre o PIB tinha recuado 2,3% em termos homólogos e 0,1% em cadeia. As previsões do Governo apontam uma quebra do PIB este ano de 3%. Este indicador não terá ainda em conta os efeitos na economia derivados das novas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo português para incluir no Orçamento do Estado para 2013.

Piores perspectivas para a Zona Euro

Se para Portugal o indicador avançado da OCDE dá sinais menos negativos, para o resto do mundo as perspectivas são piores.

De acordo com a OCDE, o indicador avançado aponta para um enfraquecimento do crescimento nas maiores economias, que deverão continuar a abrandar nos próximos trimestres.

Os indicadores para os Estados Unidos e Japão continuam a dar sinais de “crescimento moderado” nestas economias. Pior está a Alemanha, França, Itália e Zona Euro como um todo, onde o crescimento económico deverá continuar a “enfraquecer”.

O indicador avançado para a Zona Euro recuou de 99,5 em Julho para 99,4 em Agosto. Nos últimos 12 meses este indicador tem apresentado sempre variações mensais negativas e em termos homólogos registou uma quebra de 1,18% em Agosto.

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