Os investigadores da troika estão a chegar ao Chipre para analisar as contas públicas, depois do país ter solicitado uma ajuda financeira para recapitalizar os bancos.
O grupo é formado por 25 técnicos e começará amanhã o trabalho de revisão das contas cipriotas. Para o primeiro dia já estão marcadas reuniões com os representantes do Ministério das Finanças e do Banco Central do país para analisar as necessidades económicas do sector. O sector financeiro cipriota está bastante debilitado pela exposição à dívida grega e a títulos soberanos.
Só os principais bancos cipriotas requerem uma injeção de capital de 2300 milhões de euros, mas a agência Fitch prevê que todo o sector possa necessidade de até seis mil milhões de euros, cerca de 30% do PIB do país.
Algumas fontes, avança o Expansíon, referem que o resgate poderá chegar aos 10 mil milhões de euros, 50% do PIB do Chipre, para dar resposta não só às necessidades de recapitalização da banca como também às do Estado.
Mas nesta viagem os especialistas não se limitarão a uma análise ao sector financeiro, e irão também debruçar-se sobre a economia do país em geral, tema que irão analisar em profundidade em conjunto com uma comissão parlamentar de economia.
O Chipre tem vindo a mostrar alguma incerteza relativamente às condições macroeconómicas que poderão surgir como contrapartida para a ajuda. O país tem grandes parecenças com a Grécia, partilhando laços culturais e históricos. Tal como na Grécia o desemprego também tem vindo a crescer exponencialmente, com aumentos de 10% em quatro anos.
A viagem da troika poderá durar entre duas a três semanas, no final desse período o dinheiro poderá seguir para o país.
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