Angola admite a criação de um seguro de crédito para facilitar as relações de investimento entre os dois países.
Hoje, Marcio Gurgel, ministro da Economia angolano, confirmou que o Governo de José Eduardo dos Santos "está empenhado na desburocratização dos processos de registo e de assessoria aos investidores. "Recentemente, foram aprovadas linhas de crédito para as PME e há um novo instrumento que podemos estudar, que pode ser o seguro de crédito, seja para empresas portuguesas em Angola, seja para empresas angolanas em Portugal", disse o ministro em Luanda durante uma conferência organizada pela Ordem dos Engenheiros.
Marcio Gurgel adiantou ainda que, da parte dos investidores angolanos e além da banca, existem reservas a explorar no sector financeiro. A Sonangol e o grupo de Isabel dos Santos detém já participações relevantes no BCP e no BPI, dois dos maiores bancos portugueses.
Também Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, defendeu as vantagens para ambos os países de parcerias entre empresas portuguesas e angolanas.
"Temos que proporcionar que as oportunidades se desenvolvam. Fala-se muito da crise, mas a melhor maneira de ultrapassar as dificuldades passa por uma agenda de reindustrialização", disse o ministro durante o mesmo seminário. Segundo acrescentou, Portugal deve voltar a fazer o mesmo que fez durante muito tempo, "abrir-se ao mundo e aos países irmãos".
Na opinião do ministro, o mercado angolano, para o qual as exportações portuguesas estão a crescer 29,3% em termos homólogos, entre janeiro e abril, reveste-se de condições únicas. "Há que apostar na diversificação económica para Angola, pois temos a certeza de que as empresas portuguesas são empresasde excelência", frisou Álvaro Santos Pereira.
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